História Afterlife. - Capítulo 2


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Categorias Naruto
Personagens Ino Yamanaka, Karin, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Suigetsu Hozuki, TenTen Mitsashi
Tags Drama, Escolar, Fantasma, Gaaino, Naruhina, Naruto, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Sasusaku, Suika, Suirin
Visualizações 256
Palavras 1.731
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo
Avisos: Linguagem Imprópria, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá! Sejam bem vindos ❤
Fiquei muito feliz pelos comentários no primeiro capítulo, vocês são incríveis!

Capítulo 2 - Diários atrás do roupeiro.


Fanfic / Fanfiction Afterlife. - Capítulo 2 - Diários atrás do roupeiro.

Já era de tarde, depois de passar um bom tempo ajudando meus pais a arrumarem as coisas no escritório e no resto da casa, finalmente pude descansar, me atirando em minha cama.

Mirei os olhos na minha escrivaninha, bem abaixo da janela, próxima ao início das escadas, aquela posição era desfavorável para mim, já que qualquer pessoa que abrisse a porta poderia ver o que eu estava fazendo na tela do computador.

Não que eu costume fazer coisas erradas na internet, o problema é que... Às vezes eu faço.

Pulei da cama decidida, colocaria o roupeiro na outra parede e a escrivaninha ali contra as escadas. Comecei a empurrar o roupeiro, me dando conta que o mesmo pesava demais.

Fiz força, e comecei a move-lo lentamente, depois de quase um minuto o roupeiro estava quase no lugar que eu queria, contudo percebi algo diferente na parede que ele cobria anteriormente.

Era como uma pequena portinha, obviamente alguém tinha tentado o esconde-la pintando por cima, mas a tinta desgastada revelava a madeira escura por trás, dei uma batidinha, era oco.

Peguei uma tesoura e raspei aquela tinta até chegar em uma extremidade, enfiei a tesoura ali e rasquei toda a tinta ao redor da placa de madeira, era uma pequena tampa de madeira que caiu quando terminei o processo.

O pequeno quadrado não era muito profundo, provavelmente uns trinta centímetros, dentro dele havia quatro cadernos empilhados, uma medalha, um livro velho de poesia, algumas canetas e uma folha dobrada várias vezes.

Meu coração com a nova descoberta, me senti Amelie Poulain, descobrindo segredos de outras pessoas na própria casa. A medalha de ouro estava descascando, revelando que na verdade só era pintada de dourado, nela estava escrito "Turma 305, melhor time de basquete de 1994", peguei a folha dobrada, nela estava rabiscado algumas frases desconexas, entra elas as que mais me surpreenderam fora;

"Um pouco de vida na casa dos mortos"*

"Fiquei magoado, não por me teres mentido, mas por não poder voltar a acreditar-te."

Reconhecia a segunda frase sendo de Friedrich Nietzsche, mas a primeira não me recordava. A caligrafia presente ali era bela, e a tinta estava bastante desbotada.

Peguei um dos cadernos, e assim que abri na primeira página percebi que se tratava de um diário, aquilo não tinha como ficar mais interessante.

Mais uma vez voltei a olhar para aquela folha com palavras borradas, tentando achar um nexo em tudo aquilo.

"Se teus pés falharem sobre o chão frio, ka'n, espera que eu a salve? Ou espera que eu te esmague sobre o teu próprio sangue sujo?"

– Sakura!

Arfei de susto, deixando a medalha que segurava cair.

– Venha me ajudar aqui!

– Já vou!

Respirei fundo, colocando a mão sobe o peito, meu coração batia muito forte. Recoloquei a medalha no lugar, mas tirei os cadernos e o livro de poesia, junto com aquela folha. Pus a tampa e empurrei o roupeiro para seu lugar original, deixei tudo sobre a minha escrivaninha e subi para ajudar minha mãe, sentindo o coração apertar com a ansiedade para ler aqueles diários.

– Sakura! – Mamãe gritou.

– Já estou indo!

* * *

As onze horas da noite meus pais foram dormir, e eu fui para meu quarto, minha melhor amiga da Califórnia tinha me pedido para mostrar meu quarto, e era isso que eu estava fazendo, mesmo que estivesse ansiosa para ler os diários, também estava com saudade dela.

– O que você disse? – Tenten perguntou arregalando os olhos por trás da tela do meu celular.

– Eu achei um diário em um buraco na parede – Expliquei, me sentando na cama, olhando os mencionados em cima da minha mesa, ela arregalou ainda mais os olhos castanhos – Eu não sei de quem é, mas... – Comprimi os lábios – Não é errado ler algo pessoal de outra pessoa?

– O que? Não, estava no seu quarto, se essa pessoa desse tanta bola não deixaria por ai, pronto para ser lido por outra pessoa.

Ponderei, coçando o queixo.

– Pega logo isso Sakura, vamos descobrir de quem é!

Eu não estava no mesmo entusiasmo de Tenten, mas segui o que ela disse, peguei os quatro e chequei as datas nas primeiras folhas, o mais antigo era de capa verde, foi o que escolhi.

A capa era dura, com uma caligrafia bonita e inclinada no canto da capa lisa as iniciais estavam escritas: “S.U”.

– S e U – Disse a olhando, Tenten franziu o cenho – Que nome pode ser?

– Sei lá Sakura, abre logo isso – Riu.

Abri o diário, na primeira pagina a data estava escrita em azul, “1993, dia 12 de outubro

– Meu Deus, que antigo – Sussurrei entusiasmada – Não poderia ter achado nada melhor para ler, isso é incrível...

– Certo Sakura – Revirou os olhos – Leia vai!

– Hm, certo, “Todos os dias todos perguntam para mim, ‘seu dia foi bom?’, e eu sempre respondia sim ou não, mas realmente não é o que eu gostaria de responder, eu quero contar o meu dia, reclamar de tudo de ruim que havia acontecido, mas... Ninguém se importa de verdade...” – Tenten exclamou um “Nossa!” – “Então decidi que o melhor seria escrever, e aqui estou eu, como mais um palhaço, sentado no meio de um bosque sujo cheio de caçadores idiotas que realmente acham que vão achar um veado por aqui. De qualquer jeito eu não me importo com os caçadores, que eles e os malditos esquilos que caçam se fodam, minha única preocupação no momento é as aulas que começam amanhã.”

– Somos dois – Comentei – Em 1990 alguém já odiava a escola?

– Como alguém poderia gostar da escola em qualquer época? – Riu – Você pode ler ma... – Um grito de alguém veio da chamada com ela – Mas mãe... – Outro grito a interrompeu, ela revirou os olhos e olhou para mim – Tenho que ir, Sakura, aula cedo amanhã – Bufou – Então até amanhã! – Abanou e encerrou a chamada.

Deixei o celular de lado e peguei o diário, voltando a sua leitura.

Naruto estava, como sempre, empolgado, ele já veio duas vezes aqui encher o meu saco, jogou-se na minha cama e disse:

– Eu vou amar esse ano, sério, todo mundo na mesma turma, vai ser incrível!

Eu o respondi com tedio algo como ‘Não vejo motivo para a escolar ser tão interessante’, mas eu até entendia o seu ponto, não havia o que fazer na nossa cidade, e a escola era o único lugar que era possível encontrar todos os nossos amigos.

E ele explicou o porquê o ano seria tão bom, a prima de outra cidade viria morar aqui e ela estudaria conosco, outros amigos dele que estudavam em uma escola menor viriam estudar e ele adorava a ideia de ter muita gente conhecida, junto e perto. Nunca vou entende-lo. De qual...

A janela do meu quarto se abriu com um baque, chocando-se contra o teto, tremi de susto. Me levantei e puxei a trava fechando a janela, engoli a seco e voltei para a cama, ouvi mais passos no térreo. Me sentei na cama e peguei o diário.

“...quer jeito eu nunca poderia ficar empolgado por tais coisas. Eu, realmente, precisava contar como meus dias eram de verdade.”

Sorri, e virei a pagina. “1993, dia 14 de outubro”.

Meu primeiro dia fora menos entediante do que eu poderia imaginar, Naruto me fez conhecer cada um de seus novos e velhos amigos, e eu os aguentei com toda a paciência que pude reunir. Mas ele deu uma atenção redobrada para sua prima Karin, a garota estava sentada sobre uma mesa, com os óculos na ponta do nariz, o cabelo era loiro, comprido e extremamente liso, ela tinha uma pinta quase sobre o lábio, e um jeito agressivo e divertido. E enquanto conversávamos percebi que ela era inteligente, e de alguma forma, conseguia fazer Naruto rir fácil. Outros dois caras que Naruto conhecia eram estranhos, pareciam aquele tipo de gente que não se importa com nada que não seja relacionado a drogas ou álcool.

E quando a aula terminou, Itachi veio me buscar e aproveitou para levar Naruto para casa, no carro viemos conversando, e ele contou algumas coisas sobre a faculdade, e o contei sobre a escola. Ele fazia faculdade de Advocacia, e tinha uma namorada muito gostosa.

Quando largamos Naruto em casa, Itachi olhou para mim e disse:

- Mamãe e papai não estão indo muito bem – Seu tom de voz foi muito serio, e por isso eu me assustei e me ajeitei no banco.

Perguntei o porquê e ele balançou a cabeça, disse que papai estava “daquele jeito” novamente – Bebendo de mais, se envolvendo em confusões- e que mamãe iria enlouquecer daquela maneira, papai trabalhava na prefeitura, e as vezes fazia muitas coisas que não podiam ser feitas, e quem sabe pro isso que vivêssemos tão bem. Eu achava extremamente errado, mas ele ficaria extremamente irritado se eu dissesse alguma coisa.

E quando chegamos em casa, minha mãe fez um café, comemos só nós três e mais tarde meu pai chegou, o ouvi discutir com Itachi na biblioteca, e só percebi porque mamãe me pediu para ficar junto dela. Foi horrível.”

Suspirei e coloquei o caderno contra o peito, fechei os olhos, pensando no que tinha acabado de ler.

E mais uma vez um estrondo, abri os olhos assustada, a janela havia se aberto novamente, meio ofegante me levantei e a fechei novamente, encarei a tranca, que estava completamente inteira, intacta, me virei para voltar para a cama, mas de novo, mais um estrondo, virei de costas contra a parede, esse não foi em meu quarto. Engoli a seco e subi as escadas, abri a porta e tirei a cabeça para fora do quarto.

– Mãe? Pai? – Chamei.

Ninguém respondeu. Entrei na sala e entrei na cozinha, não havia ninguém, girei os calcanhares e caminhei para a sala de jantar, outro estrondo me fez gritar, a porta da cozinha havia se fechado, jurei que as dobradiças cairiam com a força daquela batida.

Minhas mãos estavam tremendo, e aquele frio novamente deixava os pelos de meus braços arrepiados.

Corri para o meu quarto e fechei a porta ao entrar, desci as escadas devagar, me deitei na cama, coloquei o diário embaixo do travesseiro, deixei todas as luzes ligadas, e quase não consegui fechar os olhos.

Teria sido muito fácil dormir, mas a janela se abria toda vez que eu fechava meus olhos, e muitos estrondos vinham do térreo. Sem contar os sons de passos, que duraram toda a noite.


Notas Finais


* Frase tirada da peça O fantasma da Ópera
Comenteeem! Beijinhos e até a próxima!


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