História Afterlife. - Capítulo 3


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Categorias Naruto
Personagens Ino Yamanaka, Karin, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Suigetsu Hozuki, TenTen Mitsashi
Tags Drama, Escolar, Fantasma, Gaaino, Naruhina, Naruto, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Sasusaku, Suika, Suirin
Visualizações 64
Palavras 2.440
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo
Avisos: Linguagem Imprópria, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Sejam bem vindos!

Capítulo 3 - Os passos.


Fanfic / Fanfiction Afterlife. - Capítulo 3 - Os passos.

Me sentei na mesa com o café, puxei um prato com torradas, comecei a comer devagar, papai e mamãe ficaram em silencio me encarando.

– Sakura, está bem? – Mamãe perguntou, franzindo o cenho.

Ela provavelmente notou as olheiras escuras sob meus olhos ou minhas mãos trêmulas de cansaço.

– Não – Levantei a cabeça, os dois me olharam, a sinceridade sempre foi uma coisa extremamente valorizada em minha família – Ontem à noite, a janela do meu quarto abria o tempo todo, e juro ter fechado a tranca, é impossível ela ter se aberto daquela maneira tantas vezes repetidamente... – Engoli a seco, a expressão deles mostrava que achavam que eu estava exagerando – Ouvi um barulho bem alto aqui e vim ver, abri a porta da cozinha e não vi ninguém quando fui ver na sala de jantar a porta se fechou com muita força...

- A janela da cozinha devia estar aberta, Sakura – Papai riu me interrompendo, levando uma xicara de café à boca.

Olhei para a janela em cima da pia, a qual estava bem fechada.

– Não sei – Decidi deixar para lá – Mas não explica a janela de meu quarto se abrir – Disse.

– Tudo bem, eu posso dar uma olhada nela – Meu pai bateu de leve em minha cabeça – E garanto que isso vai parar.

– Certo – Comprimi os lábios, tinha um grande sentimento de que não faria diferença nenhuma, mas não queria insistir já que os dois tinham aquela feição cética.

Foi a noite mais estranha de toda a minha vida, eu sentia muito frio, ouvia passos o tempo todo, portas rangendo e batendo com estrondos assustadores, ouvi, juro que ouvi um sussurrar vindo do meu roupeiro, ou quem sabe de trás dele, não sabia o que dizia, só sei que ouvi alguma coisa.

– Está pronta para ir pra escola, Sakura? – Minha mãe perguntou, tirando o prato de minha frente quando terminei de comer.

– Sim, estou – Me levantei – Vou só pegar a minha mochila.

Caminhei para o meu quarto, olhando bem para a casa, as grandes janelas ao lado da escada, o belo portal que levava a sala de jantar e a sala de estar, e a porta discreta do banheiro, entrei pela portinha e desci as escadas rapidamente, peguei minha mochila que estava no chão e ia sair, mas vi o Diário de S.U em cima de meu criado mudo. O peguei e o botei na mochila.

– Estou pronta – Disse quando cheguei à sala de estar, mamãe ajeitava a gravata de papai.

– Obrigado, querida – Ele beijou a testa dela – Então vamos, Sakura.

Saímos na rua, uma brisa muito fria bagunçou o meu cabelo, e olhei para o bosque, as arvores eram tão juntas que ele era escuro até mesmo de dia, belo, sombrio e até mesmo assustador. Entrei no carro e joguei a cabeça para trás. Papai entrou também, e girou a chave da ignição.

– Parece que não está muito animada com a nova escola – Ele disse, pisando no acelerador.

– O senhor está errado – Coloquei o cinto de segurança – Eu só não consegui dormir muito bem de noite.

– Eu sei, Sakura, mas... – Suspirou, virando uma esquina para sair na estrada – Não precisa fingir que está tudo bem com isso, você sabe que é a melhor oportunidade de minha vida, não podia recusar, e agora temos tudo o que sempre sonhamos, uma bela casa, um bom carro, e eu estou no emprego dos sonhos.

– Está tudo bem. – Resmunguei.

– Eu sei – Respondeu curto, suspirando. – Me desculpe.

Olhei pela janela, finalmente entravamos na cidade pacata – Por que comprou uma casa tão afastada?

– O preço da casa estava maravilhoso – Comprimiu os lábios, franzindo o cenho – Bom demais, as pessoas não queriam comprar a casa... – O interrompi.

– Por quê?

– Porque... – Abriu a boca e encarrou o nada, como se pensasse em algo importante – Ela é junta ao bosque, acredito, e as casas por aqui também são mais afastadas, muitos agricultores.

– Tem que ter algo positivo – Revirei os olhos.

– Bem, tem uma feira ao ar livre nos sábados, os preços são maravilhosos também, você pode vir com sua mãe e ver com a cidade é interessante – Me olhou.

– Eu vou ver o que? Uma loja de tratores? – Papai riu.

– Não, eu posso te dar algum dinheiro, para você comprar algumas coisas e... – O olhei, ele sorriu.

– Eu entendi seu plano.

- E espero que tenha gostado.

– Na verdade, eu adorei – Sorri de leve.

– Não espero que passe a amar morar aqui só porque vai ganhar uma mesada maior, mas...

– Entendi – O interrompi – Eu realmente estava precisando de um celular novo.

– Saia com sua mãe e escolha um – Piscou.

– Obrigada, pai – Observei a fachada de uma escola a distância, e logo o carro parou, estávamos diante de minha nova rotina, era bem grande, não era uma escola bonita, tinha um jeito velho e monótono, além de uma melancolia estampada na cara dos alunos que chegavam.

– Pronto, aqui estamos – Disse ele.

– Bem legal – Murmurei, tentando soar otimista.

– Tenho certeza que você vai gostar.

– Pai... – Sorri forçado.

– Entre lá e vá para a sua sala, você tem a folha com você, não é? – Perguntou.

– Sim, tenho – Mordi os lábios e fiquei olhando pela janela, suspirei e abri a porta, saindo na brisa fresca.

Caminhei pelo gramado úmido da manhã, junto a dezena de alunos que se deslocava para a porta dupla no topo de uma escadaria, meus colegas pareciam todos bem entediados, e as poucas pessoas entusiasmadas caminhavam em grupos.

Caminhei para a minha sala, “201”. Demorei alguns minutos para acha-la, a escola era realmente grande, e quando entrei na mesma tinham poucas pessoas.

Sentei-me ao lado da parede, as janelas eram altas, então não poderia olhar por elas – Ao menos que eu me levantasse – joguei a mochila na mesa e observei a sala de aula, a parede atrás do quadro era de tabuas escuras, e havia prateleiras embutidas, o quadro negro era bem brilhoso, e o resto da sala era de uma cor verde bonita.

Olhei as horas em meu celular, faltavam quinze minutos para o inicio da primeira aula.

Peguei o diário de minha mochila, agradecendo mentalmente por tê-lo trazido. Passei pelos dias que havia lido.

Dia 16 de outubro de 1993

Quando acordei pela manhã e subi para a cozinha, minha mãe conversava seriamente com Itachi na sala de estar, parei ao lado do portal e os ouvi. Pelo jeito meu pai queria que Itachi não viesse mais nos visitar, ele estava o atrapalhando. Eu fiquei completamente nervoso quando ouvi isso, porque era o meu irmão, e por mais que eu odeie admitir isso; Eu o amo.

Pelo menos na escola tudo ocorreu bem, Karin, a prima de Naruto nos acompanhava no recreio, ela foi muito divertida, fazendo piadas juntos com meu amigo irritante.

O dia foi entediante.”

Dia 20 de outubro de 1993

Naruto veio novamente para a minha casa depois da aula, e fomos para o bosque, as arvores são muito altas, e por isso fica complicado escalar qualquer uma, então geralmente ficamos andando, ou tentamos achar alguma arvore legal para montar nossa "fortaleza".

Hoje achamos uma arvore boa, na verdade era muito boa, baixa, com galhos espalhados e largos. Naruto berrou quando a avistou e se jogou contra seus galhos a escalando rapidamente, revirei os olhos e o segui, ele se sentou em um galho e me olhou com um sorriso grande.

Então pulou da arvore e gritando aos quatro ventos, juntou gravetos e voltamos para casa, como ele fazendo uma trilha com galhinhos. Naruto ficou enchendo o meu saco e decidimos buscar umas tabuas na garagem de meu pai.

Sim, ficamos até escurecer enfiados no bosque, mas conseguimos planejar alguma coisa, eu quase não estava acreditando que tinha mesmo topado aquilo, eu achava irritante ter de construir algo que nem sei se usaria, uma casa na árvore.

Mas Naruto é bom em convencer as pessoas.”

Dia 26 de outubro de 1993

E em quase todos os outros dias da semana Naruto veio em minha casa, e montamos um assoalho para a nossa “casa na arvore”, colocamos uma caixa de ferramentas lá e todos os dias tentávamos ter algum avanço. Não era nada muito bonito, mas com todo o trabalho “duro” até que não tinha ficado tão ruim, e agora tentaríamos fazer alguma espécie de teto. Não sei porque estávamos fazendo isso. Mas realmente, o que tínhamos para fazer além disso? Os professores não passavam tantos deveres, e nos não gostávamos de fazer nem um exercício além de basquete – De qualquer jeito, não da para jogar basquete na minha casa.

E no final da tarde, eu me deitei sobre as madeiras uniformes e fiquei olhando para as arvores, vendo brechas do céu por entre os galhos. Naruto estava fazendo uma redação sentada no chão com o caderno no colo.

Fechei os olhos e me senti livre, pensar no que quisesse e deixar a minha imaginação voar. Foi ótimo.”

Levantei os olhos do caderno, mais alunos haviam chegado, e percebi que em breve seria a vez do professor, peguei um caderno da mochila e rasguei uma folha, marcando o diário, em seguida, o coloquei dentro da mochila.

Peguei meu celular, tinha algumas mensagens no Whatsapp, me incentivando no meu primeiro dia de aula, sorri e as respondi, a de Tenten dizia “Eu espero mesmo que você arranje alguém, sua encalhada de cabelo rosa”.

E então o professor entrou na aula, era um velho de cabelos grisalhos compridos, se sentou-se à mesa e escreveu algo em um caderno, o observei.

– Bom, como vão alunos? – Perguntou, a turma respondeu “Bem” e ele me olhou, me encolhi – Você deve ser a aluna nova, não é? Qual o seu nome?

– Ahr – “Ahr”? Ótimo, todos vão pensar que eu tenho sérios problemas mentais – Sakura, Sakura Haruno.

– Ah, sim, Haruno – Ele balançou a cabeça, o cabelo o acompanhou – Você veio da Califórnia certo? Belo, lugar. Espero que se adapte à escola, os alunos são chatos – Foi vaiado pela turma, sorriu – Mas você consegue lidar com eles – Piscou.

– Obrigada.

– Então turma, abrindo os livros na página 77, não temos tempo a perder, leiam o texto e façam o exercício, vocês têm duas horas! – Gritou – Ino, leve a aluna a biblioteca para pegar os livros.

Engoli a seco, a loira que vi quando entrei se levantou, ela tinha uma mecha de cabelo em frente aos olhos azuis, e quando passou, os meninos olharam para a sua bunda.

– Oi, Sakura! – Disse – Vem, vou te levar a biblioteca.

Levantei-me e a segui para fora da sala de aula.

– Eu sou Ino Yamanaka – Sorriu – É um prazer te conhecer.

– Ah, obrigado, Ino – Dei um sorriso envergonhado.

– Bem, o seu cabelo é incrível – Mordeu os lábios, pegando uma mecha do mesmo – Digo, aqui ninguém tem o cabelo tingido, além de vermelho como a chata da bibliotecária – Revirou os olhos, ela era tão rápida e faladeira – Então, me fale de você.

– An... – Cocei a garganta, essa era realmente uma pergunta que eu não sabia responder – Eu moro quase no meio do bosque com meus pais, meu filme favorito é The Breakfest Club, eu gosto de ler e acho que vou morrer antes de me acostumar com a lerdeza da internet daqui.

– A Internet é o problema por aqui – Ela disse rindo – Mas nós estamos evoluindo aos poucos nesse quesito.

– Ah, isso é ótimo – Suspirei.

– A antena fica do outro lado do bosque, então às vezes nos entramos nele para ver se o sinal melhora, é uma droga – Parou de andar – Aqui é a biblioteca, é só falar com a bibliotecária.

– Obrigada, Ino – Sorri.

– Tudo bem, Sakura – Riu de leve – Eu espero que sejamos amigas – E saiu.

Empurrei a porta e entrei na biblioteca, na entrada antes do começo das estantes havia uma mesinha, uns montes de livros em cima e uma cadeira atrás, mas a biblioteca em si estava vazia.

Engoli a seco e olhei ao redor, tinha muitas estantes de madeira, e era bem cumprida, além ser fria, muito fria, eu percebi que estava tremendo, uma sensação ruim vinha da boca de meu estomago e jurei que iria vomitar.

– Olá – Alguém disse as minhas costas, ainda meio zonza me virei. Uma mulher de cabelo vermelhos bagunçados, óculos, e uma pinta na boca me olhava, ela vestia calças jeans e um blazer, mas não tinha cara de bibliotecária.

O frio pareceu me cortar, e um vento muito forte soprou dentro na biblioteca, bagunçando meu cabelo e fazendo algumas folhas voarem. A bibliotecária correu e fechou as janelas, mas o frio não pareceu ir embora.

– Oh, nossa, isso foi estranho – Franziu o cenho – Mas em que posso ajuda-la?

Engoli a seco, minha cabeça parecia girar.

– E-Eu sou aluna nova, preciso dos livros – Gaguejei minha voz não queria sair, me escorrei em uma estante.

- Ah, sim, que ano? – Caminhou por entre outras estantes, passando o dedo pelos livros, ouvi sussurros como os da outra noite, ela não parecia ouvir, de fato nem notava o quanto eu estava tonta.

– Segundo – Disse, arfando. Não entendia os sussurros eram muito baixos e muito rápidos, algo com ela “Ela... esta... qui”, “Ela esta aqui”? Eu não entendia.

– Aqui está! – Exclamou, caminhei até ela, me apoiando na estante, ela não me olhava, subiu em uma escadinha e pegou alguns livros me alcançando – Leve o que você precisa, no final da aula pode pegar todos comigo, certo?

– Certo – Segurei o livro de biologia com força.

– Até mais.

Quase corri para fora da biblioteca, e quando sai, apoiei-me na parede e respirei fundo até minha respiração voltar ao normal, e aqueles sussurros sumirem. Coloquei a mão sobre minha barriga, que havia parado de revirar loucamente. Levantei a cabeça e comecei a caminhar de volta para a minha sala, engolindo a seco.

Mas o que diabos tinha sido isso?

* * *

Estava deixando a sala de aula, quando finalmente havia acabado o último período, assim que sai no corredor percebi que havia alguma coisa de errado, os alunos estavam reunidos em bolinhos, conversando em sussurros, sérios.

Franzi o cenho e comecei a andar mais rápido em direção à biblioteca, quando virei o corredor para chegar até ela, percebi que algo havia acontecido ali ou muito perto, tinha muita gente reunida perto do fim do corredor, e pude ver um policial.

– O que está acontecendo? – Perguntou uma garota para mim.

– Eu não sei – Respondi.

– A moça da biblioteca foi empurrada da escadinha que usava para pegar os livros – Disse um garoto na nossa frente, se virando para nós – Dizem que ela saiu toda ensanguentada e inconsciente!

– Oh, nossa, isso é horrível! – Exclamou a garota, levando as mãos aos lábios.

Dei alguns passos para trás e quase sai correndo. Sentindo meu coração arder e o frio tremer o chão.


Notas Finais


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