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História Afterlife - Capítulo 9


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Notas do Autor


Bom, como eu avisei no capítulo anterior vai demorar um pouco pra sair os próximos pois estou sem computador e perdi todos os capítulos que já estavam prontos o que me deixou bem desanimado mas estou tentando finalizar porque não seria justo com vocês deixar isso largado quando estou tão próxima do fim dela... sem mais delongas, boa leitura.

Capítulo 9 - Verdadeiras Intenções.


Fanfic / Fanfiction Afterlife - Capítulo 9 - Verdadeiras Intenções.

NARRATOR

– Jo Yuri? O que faz aqui? Quem são aqueles caras? O que está acontecendo aqui? – ela permaneceu em silêncio olhando para a estrada. – Yuri!!

– Você não vai ficar quieta até eu contar né? Que saco. – ela suspirou e apertou o volante com as mãos. – Irene, acho melhor você sair do país, ou da cidade.

– Por que?

– Há pessoas nesse país que não a querem aqui, sua existência é uma ameaça ao futuro delas. – Irene continuava confusa.

– De quem está falando? Para de enrolar!

– De Kwon Eunbi, cacete! – Yuri finalmente disse e Irene se retraiu.

– K-Kwon Eunbi? Você quer dizer a CEO d–...

– Sim, a CEO e sua irmã mais nova. – agora Irene se espantou com a fala da loira. – Eu sei quem você é, Bae Joohyun. Pra ser sincera é até que idiota não ter notado isso antes.

– Como... você descobriu?

– Por acaso, eu sou uma estagiária na Bae Telecomunicações e estava no banheiro quando Eunbi entrou falando ao telefone, eu pensei em sair para dar total privacidade porém algo despertou minha curiosidade na conversa. Ela mencionou a irmã desaparecida. Ela disse que Joohyun havia retornado para Coreia porém com o nome de Kim Irene. Eu fiquei sem acreditar de primeira instância mas depois ela continuou falando sobre similaridades entre as duas e foi ficando mais claro. – Yuri coçou a nuca nervosa. – Acabou que eu fiz barulho e Eunbi notou minha presença, desesperada ela me ameaçou para que eu não contasse a ninguém sobre o que havia escutado e eu cooperei, afinal não tinha nada haver com essa história.

– E como você veio parar na situação que estamos agora?

– 1 semana depois de descobrir isso Eunbi me chamou e disse que agora eu precisaria fazer algo para ela caso eu quisesse manter meu emprego, e eu não podia perder ele de jeito nenhum. – ela apoiou o cotovelo na janela e a cabeça sobre a mão. – Meu pai está de cama à 2 anos e minha mãe trabalha numa feira vendendo verduras e legumes, o salário que recebo como estagiária numa empresa dessas é até maior do que muito salário em pequenos ramos, é o que nos sustenta no momento, não posso perder esse emprego.

– ... Entendo. – Irene disse sofrida, ela realmente se sentia mal pela situação da garota. – Mas se você não pode perder, por que se arriscou dessa forma afinal de contas? – ela riu de canto.

– Pra ser sincera, sempre odiei os professores da escola Jeguk. – ela comentou surpreendendo Irene. – Na minha concepção todos sabiam do que acontece naquela escola nojenta, o jeito que os alunos tratam os outros alunos. Todavia, recebi uma ligação de Nam Dohyon 30 minutos antes de te encontrar, ele me avisou que você perguntou por mim e que tinha acabado de explicar a minha situação e que você tinha ficado muito irritada e preocupada. Isso mexeu comigo, sabe? Hoje mais cedo quando nos encontramos naquela situação eu jurei que você só me ajudou pra encher ainda mais o seu ego de professora mas na verdade você genuinamente queria me ajudar e devo desculpas por ter sido fria contigo. Então resolvi te tirar dessa enrascada, como uma forma de me desculpar.

– Bom.. sobre mais cedo eu também te devo desculpas, deveria ter interrompido mais cedo mas fiquei escondida a distância para entender melhor a situação antes de tomar alguma providência. Eu realmente não fazia ideia do que se passava naquela escola apesar de já ter sido uma estudante da mesma como você já sabe. Mas... retornando ao que você disse... tem certeza que foi Eunbi que armou tudo isso? Isso não faz sentido, ontem mesmo nós nos encontramos no bar e bebemos juntas, rimos, conversamos tanto e foi tudo tão natural..

– Até onde sei, Eunbi sabe sobre sua volta a muito mais tempo, chuto dizer que ela deve saber desde o dia que você de fato retornou a Coreia. – Yuri estacionou o carro e Irene notou que ela estava na porta de seu prédio. – Aqui que você mora, certo?

– Como você sabia? – a Kim perguntou abismada.

– Querida, a esse ponto eu devo saber da sua vida mais do que você mesma. – ela soltou o cinto da professora e destrancou a porta. – Irene, você devia considerar o que eu te disse, saia desse país o mais rápido que puder pois Eunbi não pretende parar até conseguir o que ela quer.

– E o que ela quer me caçando dessa forma? – a loira deu de ombros.

– Isso eu já não posso te ajudar, ela não me disse. – Irene arfou desapontada.

– Tudo bem, obrigada de qualquer forma... – a mais velha saiu do carro e Yuri deu partida no mesmo logo em seguida, não podia ser vista caso tivesse mais algum capanga de Eunbi por perto. – Irmã... o que você está fazendo?


Na manhã seguinte Eunbi chegou ao escritório como todos os dias porém a ligação que ela recebeu provavelmente estragou todo o seu humor para aquele dia.

– COMO ASSIM VOCÊS DEIXARAM ELA ESCAPAR? – ela socou a mesa furiosa. – Vocês são um bando de incompetentes mesmo, não sei porque fui confiar nisso...

Ela desligou a chamada e arremessou o celular para longe furiosa, a garota massageou as têmporas por causa da tontura que sentiu ao ter o pico de estresse. A porta de seu escritório foi aberta e ela levantou o olhar ainda meio desnorteada e encontrou sua secretária a espera da permissão que ela logo concedeu.

– Srta. Eunbi, tem uma pessoa a sua espera aqui fora.. – Eunbi fez um sinal de dispensa.

– Não quero ver ninguém hoje.


– Você quer sim!

A voz veio do lado de fora e uma Irene bem apressada apareceu entrando na sala, instantaneamente Eunbi levantou e pediu para a secretária sair da sala e assim ela fez fechando a porta.

– U-Unnie? Ao que devo a hon–.. – ela não pode nem terminar sua frase pois recebeu um tapa direto no rosto por Irene.

– Por favor, me convence que não foi você que fez tudo isso e me faça arrepender por ter te batido.. – ela disse nervosa e com a voz embargada.

– Você... – ela massageava a lateral do rosto que estava vermelha pelo tapa. – Como você...

– Porque eu não sou otária, e também porque eu também tenho informantes. – ela não podia mencionar Yuri. – Por que você fez isso? Anteontem não estávamos sorrindo uma pra outra? Por que Kwon Eun—..

– É BAE, BAE EUNBI. – a CEO esbravejou assustando Irene. – Você quer saber? Tudo bem, te contarei! Em nenhum momento dessa vida eu fui tratada como membro da família, nem mesmo o sobrenome dela eu tinha, vocês não ligavam pra mim, nunca! E então você sumiu e eu finalmente encontrei minha forma de ser vista pela família, eu precisava me esforçar pra melhorar ainda mais a empresa. Sabe por que mantive o aviso de desaparecida até hoje? Para que eu fosse a primeira a ser avisada caso você aparecesse novamente, eu não podia permitir que você estragasse tudo, eu tinha que ter certeza que você continuaria nas sombras. – Eunbi começou a gargalhar ironicamente. – É incrível como mesmo depois de saber disso tudo você ainda vem até aqui, você sempre foi tão burra assim?

– Pode ser, mas eu queria acreditar que não tinha sido você. Apesar de todas as qualidades negativas de nosso pai contra a família eu aposto que ele nunca pensou em diminuir um membro pra se beneficiar, eu puxei isso dele mas.. acredito que como você não é filha dele não conseguiu absorver essa característica. – Irene arfou decepcionada e Eunbi teve sua risada quebrada. – Empresa? Nunca quis ela, se você realmente a quisesse podia ter me dito que eu faria de tudo pra convencer nosso pai a passá-la pra ti. Reconhecimento? Você já era reconhecida Kwon Eunbi, desde criança você era um gênio natural, eles podem não ter te dito essa parte mas eles sempre tiveram muito orgulho de você. Invés de abraçar a esperança e coragem você abraçou o desespero e ódio e olha onde você se encontra agora? No topo da empresa mas tenha certeza que papai não fez por que quis mas sim por necessidade.

– Para de falar como se você estivesse com a gente esse tempo todo! Ele me deu esse cargo pois viu que eu merecia! – Irene balançou a cabeça.

– Sabe de uma coisa, tirando a parte de me forçar a estudar, eu e o pai tínhamos muitos pensamentos iguais por isso eu consigo entender a escolha dele. Ao que eu fiquei sabendo ele contraiu uma doença um pouco depois que eu fugi, porque você acha? Ele era obcecado por mim, me perder foi muito difícil, ele não daria a empresa pra mais ninguém a não ser a mim, ou para alguém que eu indicasse pessoalmente. Ele te colocou no cargo de CEO para que você segurasse as pontas enquanto eu não voltava. Você acha mesmo que você era a única que tinha motivos para manter as procuras ativas? – com essa frase Irene finalizou e se virou indo para a saída.

– VOCÊ NÃO VAI A LUGAR NENHUM, VOLTE AQUI JOOHYUN! – ela gritou e Irene parou no lugar sem se virar de volta.

– Apesar de estar muito decepcionada com você eu não pretendo fazer nada, não irei revelar minha identidade e nem te denunciar pra polícia por tentativa de sequestro. Mas eu deixei avisado a algumas pessoas que se eu não voltasse em 20 minutos elas poderiam agir da maneira que acharem melhor. – Irene se virou agora lançando um olhar desafiador. – Então o que você prefere Eunbi? Resolver isso entre a gente ou resolver no tribunal?

– E em quem você acha que eles irão acreditar? Na CEO da Bae Telecomunicações ou numa falida que forjou a própria morte e agora voltou pra tentar usurpar o trono da irmã? – ela riu fraco. – Coloca numa balança.

– Eu tenho muitas testemunhas que aprovariam que eu nunca quis esse lugar, além de que nunca quis voltar também. Como eu disse, não pretendo denunciá-la, mas se você estiver tão curiosa pra saber o resultado revele minha identidade. Ou você não tem coragem pra isso?

Irene saiu caminhando do escritório deixando Eunbi visivelmente derrotada e desesperada. Apesar de tudo que disse ela mesma não tinha certeza se conseguiria vencer essa disputa contra a irmã. A Kwon se sentou na cadeira e ficou pensativa até a porta de seu escritório abrir novamente porém dessa vez era uma visível agradável para si, sua amiga Chaewon.

– Binnie, tudo bem? – ela perguntou ao abrir a porta. – Eu estava entrando no prédio quando vi alguém sair muito irritado daqui de dentro.

– Sobre isso... – ela abriu um sorriso e se levantou indo até Chaewon. – Não quero falar sobre isso agora, tudo bem? – a recém-chegada concordou.

– Você parece bem estressada, foi algo bem sério então não tocarei nesse assunto até você se sentir a vontade de me contar. – Eunbi acariciou os curtos cabelos bronze da garota.

– Obrigada, só de te ver aqui já melhorou um pouco meu humor. – ela disse e em seguida beijou Chaewon que se surpreendeu com o ato se afastando logo em seguida.

– Binnie? Nós nunca fizemos isso aqui no escritório, e se–.. – Chaewon se virou para ver se havia alguém olhando pela janela mas Eunbi a puxou de volta para um abraço.

– Não ligo, eu preciso de você agora. – ela empurrou Chaewon fazendo-a cair sentada sobre o sofá abaixo da janela e se sentou acima dela, estendendo a mão para fechar a persiana e logo iniciou mais um beijo dessa vez com Chaewon retribuindo.

Eunbi e Chaewon tinha o que chamamos de “amizade colorida", elas usavam uma a outra para satisfazer suas vontades mas concordaram que nunca iriam se apaixonar uma pela outra. Infelizmente, para Chaewon, Eunbi segue essa regra a risca já a mais nova acabou se deixando levar pelos sentimentos mas nunca os revelou a sua “amiga", tem medo que elas acabem se distanciando por isso.


IRENE


Eu estava um caco, eu fui até aquele escritório na esperança de que tudo aquilo era uma farsa da Yuri e que minha irmã nunca levantaria um dedo contra alguém da própria família mas ela é pior do que eu pensei. Esse é o outro problema dos que nascem em berço de ouro, além de não terem liberdade para sonhar eles também são consumidos pela vontade de ter poder, é impossível uma família rica ter ninguém que tenha ganância por poder, afinal de contas, se são ricos é porque no passado algum deles já teve essa ganância. Apesar de tudo papai não tinha necessariamente uma vontade dessas, ele amava a empresa mas era pra manter nossa situação social, e também porque acreditava fielmente que eu queria herdá-la, eu já ouvi algumas conversas dele com mamãe dizendo que queria vender a empresa pra outra pessoa e viver uma vida simples, só não o fez porque acreditou não ser justo já que vivíamos aquela vida de luxo já. Mamãe era indiferente, pra ela a riqueza era um extra, mesmo quando eles se separaram e ela engravidou após ter ficado com outro homem num estado de embriaguez ela nunca deixou de amar meu pai, era um casal rico que estavam juntos realmente porque se amavam, era algo bem incomum na época. Eu deveria ter notado que a ganância acabaria caindo nas mãos de Eunbi, eu fui muito burra..

Inconscientemente eu me vi parada na porta de Seohyun, era a única pessoa com quem eu poderia contar naquele momento, uma amiga que eu tinha certeza que nunca iria me trair. Bati a porta e Seo rapidamente a abriu enquanto vestia roupas casuais, não parecia que iria trabalhar naquele dia.

– Dia de folga? Estou atrapalhando? – perguntei sorrindo fraco.

– Nunca! Entre. – ela me deu passagem e passei pela mesma dando uma olhada ao redor.

– Seulgi está? – perguntei desesperançosa.

– Ela está, mas fica no quarto o dia inteiro. Já faz uns dias que ela está assim, quer que eu a chame? – neguei com a cabeça.

– Meu assunto hoje é pessoalmente com você.

– O que houve? Você parece bem tensa Bae.. – arfei pesado.

– Sente-se, é uma conversa não muito boa.

Nos sentamos ao sofá e então comecei a explicar sobre tudo que vinha acontecido comigo desde o dia que encontrei Eunbi, sobre a ida ao shopping com Jieun, sobre a explicação de Yuri e sobre minha discussão mais cedo com ela.

– Bae... eu não acredito que Eunbi foi capaz de fazer isso com a própria irmã. – me joguei contra o sofá e balancei a cabeça.

– Indiferença, afastamento, diminuição, medo... tudo isso junto na cabeça dela, eu até entendo os pensamentos dela, mas isso não justifica de qualquer forma.

– O que pensa em fazer agora? Denunciar? – neguei.

– Não temos prova do que ela fez, além do mais que não tenho intenção de ferrar a vida dela, apenas quero que ela viva por ela e não pensando em acabar com a vida de outro satisfazer a sua própria. – Seohyun levantou rindo ironicamente.

– Você é muito boazinha... felizmente eu não sou assim. – ela disse apanhando a calça que estava jogada contra a poltrona próxima e a vestindo.

– Onde você vai? – perguntei preocupada.

– Procurar provas. – ela se sentou agora calçando os sapatos que estavam abaixo da mesa central, era como se toda a casa estivesse preparada para saídas repentinas. – Ninguém mexe com minha melhor amiga e sai impune disso, não mesmo.

– Olha, Seo, eu agradeço a preocupação mas—...

– Nem pense em dizer que não precisa, eu não vou ficar quieta sabendo que alguém está querendo seu mal. Ainda mais quando eu sei quem pode ter essas provas.. – ela apanhou seu celular e as chaves do carro e foi em direção a saída.

– Ei! Seo Joohyun! – ela me ignorou e saiu de casa me deixando sozinha na sala.

Por um lado eu estava feliz, não era a reação que eu queria mas era a reação que eu precisava ver pois aquilo me deixou tão animada e até um pouco emocional, eu realmente podia contar com Seo para tudo. Mas o problema disso foi que ela acidentalmente me colocou numa enrascada.

– O que está fazendo aqui? – a voz veio de Seulgi que saia do seu quarto vestindo apenas um moletom cinza oversized com o nome da universidade que ela provavelmente se graduou.

– Seulgi, eu—..

– Saia. Não quero você aqui. – ela veio na minha direção e começou a me empurrar em direção a saída mas eu contra-ataquei segurando sua mão e em seguida dando uma rasteira fraca no seu pé de apoio a fazendo cair no sofá e eu caindo por cima dela. – Me solta ou eu chamo a segurança!

– Boa sorte tentando chamar a segurança imobilizada. – suspirei nervosa, eu não queria que a nossa situação estivesse assim. – Eu vim aqui para conversar com Seo mas ela teve que sair, era apenas isso.

– Vocês já tiveram sua conversa, agora pode sair! – ela se debatia tentando se livrar.

– Seulgi, não precisamos agir dessa forma uma com a outra, não é como se fôssemos estranhas uma pra outra. – ela arqueou as sobrancelhas.

– Agora não somos estranhas, huh? Suas ideias mudam muito rápido, Kim Irene. – ela grunhiu e parou de se debater. – Qual é o seu problema? Você mesma disse que não nos conhecíamos e por isso não podíamos ter uma relação.

– Olha, Kang, eu apenas... tive medo, ok? Você é uma garota legal e eu não podia mentir pra você, naquele momento eu não tinha certeza se eu realmente gostava de você ou se estava apenas curtindo o momento, infelizmente esse é o tipo de vaca que eu sou, uma incapaz de entender os próprios sentimentos e por isso acaba magoando os outros. Eu apenas... não queria tomar uma decisão precipitada.

– Mas você me magoou mesmo assim! – eu pude ver as lágrimas surgindo lentamente no canto de seus olhos. – Você disse que não sabia o que sentia por mim antes, e agora? Você sabe?

– Eu.. – titubeei e fechei os olhos respirando forte por um segundo. – Nesse momento eu não tenho cabeça pra pensar nesses assuntos, estou sendo caçada pela.. – eu não havia contado a Seulgi sobre meu passado ainda. – Por uma pessoa que eu magoei a muito tempo atrás... Olha, eu quero resolver nossa situação o mais rápido possível mas nesse momento eu preciso resolver essa outra situação primeiro para então poder te dar essa resposta... Você esperaria por mim por um tempinho?

– ..... Você disse que está sendo caçada? Como assim? – revirei os olhos.

– Problemas familiares.. eu magoei uma certa pessoa da minha família no passado e agora ela parece querer se vingar contra mim.. Eu vim pedir a ajuda de Seo sobre isso e agora eu pedirei a sua ajuda também. – segurei as mãos dela. – Seulgi, eu preciso de seu suporte nesse momento.. eu não sei se vou aguentar passar por tudo isso sozinha.. – senti meu peito apertar e segurei as lágrimas. – Eu não quero fazer nada contra minha irmã mas se ela não mudar de ideia eu terei que entrar numa guerra contra ela e isso é definitivamente algo que não quero que aconteça. Por favor, fique ao meu lado pelo menos até eu passar por isso, por favor! – eu levantei e fiz uma mesura de respeito a Seulgi.

– Irene... – ela se levantou e meu olhar foi junto ao dela. – Você realmente parece estar passando por um problema, enquanto isso eu estou te importunando com problemas de menor escala. – a loira coçou a nuca sem jeito. – Seria egoísmo de minha parte se eu pedisse prioridade no nosso caso...

– Então, você.... – ela assentiu sorridente.

– Eu irei te ajudar, no que eu puder. – ela fechou o rosto novamente. – Mas não pense que eu te perdoei, eu apenas sei quando devo agir com responsabilidade ou não.

– Seulgi, obrigada. De verdade! – fiz outra mesura, agora sorrindo. — Eu prometo que quando essa tempestade passar eu irei resolver nossa situação, tudo bem?

– Tudo bem, Irene.


SEOHYUN


– JEONG SEO RI!

Entrei na minha antiga casa exclamando o nome de minha mãe o mais alto que pudesse para que ela pudesse escutar de qualquer cômodo daquela mansão. Não demorou muito para que eu vesse a diretora da escola Jeguk descendo as escadas graciosamente com um sorriso irônico.

– Ao que devo a presença rara de minha única filha a essa hora? – ela perguntou enquanto se aproximava.

– Você... Você estava tramando tudo isso com Eunbi, não estava? É por isso que as encontrei conversando na outra noite!

– Você estava espiando a gente? – Seo revirou os olhos e gargalhou ironicamente.

– Isso realmente importa agora? Apenas me responda... Você ajudou Eunbi, não ajudou?...

– .... Sim. Mas não dá forma que você está pensando.

– O que?


NARRATOR


Eunbi estava abotoando a camisa enquanto Chaewon ajeitava sua maquiagem borrada em frente ao espelho. A CEO abriu a persiana e notou que alguns funcionários estavam distantes porém com olhares diretos para a sala dela.

– Terei que fazer umas demissões pelo visto.. – Eunbi comentou voltando a fechar as cortinas e em seguida sentou-se a sua cadeira.

– Eunbi, acho que você deveria parar. Ela já escapou duas vezes da sua captura, se continuar assim talvez você se ferre no futuro. – Eunbi balançou a cabeça.

– Ela disse que não irá me denunciar e nem mesmo quer a empresa. Mesmo assim eu desconfio. – a mais velha olhou para a janela entre as dobras da persiana avistando a mesa da secretária e ao seu lado uma cadeira vazia que seria da estagiária que não está trabalhando naquele dia. E nesse momento Eunbi percebeu uma coisa. – Espera um momento...

– O que foi? – Chaewon perguntou se virando para Eunbi.

– A estagiária, agora tudo faz sentido. Ela estuda na mesma escola da minha irmã, não seria incomum ela ter feito amizade com Joohyun e com isso ela a ajudou a escapar de minhas emboscadas. – Eunbi abriu a gaveta de arquivos e puxou uma pasta do perfil dos empregados dali, entre eles estava o da estagiária Jo Yuri.

– Binnie, você não sabe se isso realmente é verdade, você não pode fazer nada com ela! – ela reclamou e Eunbi rapidamente recuou. – Além do mais, não acha que está indo longe demais não? Pare com isso, sua irmã já demonstrou que não quer seu lugar, você pode ficar tranquila.

– Só ficarei tranquila quando minha irmã estiver fora desse país, bem longe de meu futuro cargo de presidente. – ela voltou a olhar o perfil da Yuri. – Escolheu o lado errado, estagiária...



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