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História Afterlife - Capítulo 3


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Notas do Autor


Mais um capítulo para vocês e espero que gostem.

LEIAM AS NOTAS FINAIS!!

Capítulo 3 - (Sem) Escapatória


Fanfic / Fanfiction Afterlife - Capítulo 3 - (Sem) Escapatória

Los Angeles, Estados Unidos

19 de junho de 2018 – 09:02 AM.

                                      

                                                                                    Angels Heaven School

Não muito distante do centro, jovens de séries diferentes estavam em suas devidas salas de aula. Um vídeo circulava na internet, os jovens tinham seus devidos celulares em mãos observando o vídeo cada vez mais e mais vezes, comentavam entre si em que filme passaria aquela cena, pois parecia real e queriam o assistir. Em uma outra sala, quatro jovens conversavam entre si.

— Isso não é real. Não pode ser real. – Mary, uma integrante do grupo, comentou desacreditada.

— Não parece ser coisa de filme. – Charlie, outro menino do grupo comentou.

— E se fosse, a imagem seria melhor do que isso. – Amy apontou para a tela do celular de Michael, desdenhosa, enquanto revirava os olhos.

— Ok! A imagem é uma merda, eu sei. Mas isso não... – A voz de Michael fora interrompida por um estrondoso barulho vindo das ruas.

O chão da sala tremeu, algumas pessoas começaram a gritar assustadas e outras corriam para a janela querendo saber o que acontecia. A professora tentava afastar os alunos, mas eles eram muitos e todos estavam curiosos. Os quatro amigos espiavam da janela de onde estavam. As ruas estavam sendo bombardeadas, civis eram acertados com tiros ou bombas, outros civis atacavam a Guarda-Nacional e outros corriam. As ruas estavam em chamas, os carros, as lojas e tudo o que um dia foi intacto, estava queimando ou sendo saqueado.

Os olhos de todos arregalavam surpresos e chocados com o que acontecia nas ruas, alguns tentavam ligar para seus pais rapidamente, outros apenas encaravam as ruas e alguns até riam.

— Mas que porra tá acontecendo?! – Perguntou Michael para seus amigos mais próximos.

Todos se entreolharam, nenhum tinha uma resposta, o que eles viam era algo de outro mundo e muito assustador.

— Eu vou ligar para o Ross. Ele vai nos tirar daqui com segurança. – Amy disse, mas a voz tremia juntamente com suas mãos.

Ela andou para o fundo da sala e começou a fazer uma ligação, obviamente para seu irmão, Ross Vegas. Amy era uma menina bonita, com cabelos castanhos longos e lisos e olhos castanhos escuros. Ela tem 1,65 de altura, com a pele bronzeada e um corpo esbelto. Amy usa uma correntinha que seu irmão a deu e o pingente que segurava era uma tartaruga marinha pequenina de ouro, deixando a entender o quanto ela amava o animal marinho. Amy usava uma blusa preta lisa com mangas compridas, uma calça jeans clara de cós alto e tênis da adidas branco, na cintura tinha um casaco de moletom preto e atrás escrito: POMP.

Enquanto Amy ligava para seu irmão mais velho, os outros três amigos tentavam ligar para seus familiares. Barulhos nas ruas os alarmaram, todos correram para as janelas e viram os portões da escola tentando ser invadido por pessoas estranhas, e destas escorria um líquido escuro das bocas. Todos temeram por suas vidas.

— Mantenham a calma! Mantenham a calma! – Pedia a professora Downey, mas ela claramente era a mais desesperada entre eles.

— Conseguiu falar com o seu irmão? – Mary perguntou ao ver sua miga se aproximar, Amy assentiu com a cabeça. – E então? – Perguntou ansiosa.

Todos tentaram falar com seus pais, mas estes não entendiam e eles começaram a se preocupar e estranhar.

— Venham aqui! – Amy sussurrou baixo perto dos amigos.

Todos foram para um canto da sala e Amy olhou para todos nela, ninguém os olhava, estavam ocupados demais com seus afazeres.

— Ross disse que viria nos buscar de helicóptero. – Comentou baixo, todos se entreolharam. – Mas precisamos sair do colégio. – Assim que terminou, todos arregalaram os olhos.

— Ele ficou maluco, é?! – Mary aumentou o tom de voz, mas a boca foi tapada por Amy. A morena retirou a mão da boca de sua amiga vagarosamente, depois que viu que ela falaria baixo. – Ele está louco? Perdeu o juízo? Será que ele não viu o que está acontecendo lá fora? – Perguntou apontando para uma janela e todos puderam ver o que acontecia. – E aquelas pessoas? Deus... eles estavam se atacando. – Seus olhos estavam assustados.

— Acha que eu não vi?! – Amy disse entredentes, estava irritada, mas a voz era baixa. – Eu estou com medo, mas não quero ficar aqui e ser uma daquelas coisas... Estou disposta a arriscar e sei que conseguiremos. – A morena olhou nos olhos dos seus amigos e viu o medo estampado ali. – Somos inteligentes, nós conseguimos. Eu sei que sim. – Disse firme, tentava a todo custo acreditar em suas próprias palavras.

Todos ainda se entreolhavam, estavam confusos e com medo, Amy via isso e, também, sentia o mesmo, mas não podia fraquejar. Tinham que encontrar um carro, sair da cidade e ir para o hotel Angels Creek, onde sabia que seu irmão a encontraria. Sentia um frio terrível na barriga, as mãos tremiam e ela podia jurar que ouvia seu coração. Amy retirou o casaco da cintura e o colocou, arregaçou as mangas e encarou os amigos, eles seguiam cada movimento que a Vegas menor fazia.

— Eu sei o que eu estou pedindo é demais. – Ela caminhou até sua mochila e de lá tirou uma adaga HK 3485 – Mas vocês são meus amigos e eu prometo – verificou a lâmina de sua adaga ao tirá-la da bainha e depois a colocou de volta, amarrou no cinto da calça e olhou para seus amigos colocando a mochila nas costas –, que quando ficarmos em segurança, procuraremos suas famílias. – Sorriu sem mostrar os dentes, mas pareceu confiável para os amigos. Eles assentiram com suas cabeças e ela sorriu grande.

Primeiro passo, feito. Pensou Amy ao olhar para seus amigos, que também iam de encontro com suas devidas mochilas.

 

— Ross, o que tá acontecendo? – Amy perguntou baixo para seu irmão na ligação.

Do outro lado da ligação Amy podia ouvir vozes alteradas, movimentação rápida, armas sendo destravadas, botas pesadas tendo contato com o chão e barulhos eletrônicos.

— Amy... Graças a Deus! – Agradeceu e a voz era de puro alívio. – Onde você está? Está na escola?

— Sim, sim. O que está acontecendo, Ross? As pessoas... elas... estão se atacando e... – Não terminou, engoliu a seco e seus olhos estavam tão assustados quanto sua voz.

— Me escuta, Amy! Me escuta e presta atenção. – Ross tinha a voz séria e alterada. – Você precisa sair do prédio. – Amy arregalou os olhos.

— O quê? Não... – Recusou ao mesmo tempo que negava com a cabeça. Amy havia presenciado todo o caos que se instalara nas ruas, viu como as pessoas estavam se comportando e temia ser pega por alguma delas.

— Você precisa sair daí! Não posso passar na frente do portão e buzinar esperando a donzela descer as escadas cuidadosamente. – A respiração do mais velho mudou, era pesada e a cada palavra dita, a voz diminuía e o ranger de seus dentes ecoava na cabeça de Amy.

Ela respirou fundo duas vezes, tentou manter a calma e não estressar seu irmão, devia fazer tudo que ele mandasse e não contrariá-lo. Sua vida inteira foi assim, desde a morte de seus pais apenas sobrou Ross para cuidar dela, não tinha ninguém além do irmão e não queria perdê-lo. Suspirou, tentando, novamente, manter a calma, uma lágrima escorreu pelo canto do seu olho esquerdo, mas rapidamente ela a limpou e quando pigarreou, Ross soube que sua irmã caçula estava disposta a ouvir o que ele tinha a dizer.

— Você precisa memorizar bem o que eu vou te dizer. – Disse Ross, como Amy se manteve em silêncio, ele continuou. – É o seguinte, você vai precisar de uma folha e uma caneta.

— Tenho. – Amy disse prestando atenção em cada dizer do seu irmão.

— Certo. Então você vai...

 

— Aqui é onde estamos. – Amy desenhou um quadrado, os amigos olhavam atentamente para o papel onde ela desenhava concentrada. – O corredor – Desenhou o corredor na frente da porta, alongando o mesmo e fez pontinhas para sinalizar a maçaneta das portas – e aqui é a escada. – Desenhou a escada com pressa, fazendo apenas duas linhas ao lado do final do corredor à direita e fez alguns risquinhos no meio das duas linhas. – Nós temos que descer. – Todos se entreolharam assustados.

— Ficou doidona? – Michael perguntou vendo o olhar sério de Amy. – Seu irmão quer nos matar, é isso! – Ela revirou os olhos pelo drama do melhor amigo.

— Escuta aqui, princesa da Disney... – Ela puxou o amigo pelo colarinho da blusa e aproximou seus rostos – Pode parando com seu drama e encontre seu macho interior, porque vou te contar um segredinho... – Aproximou seus rostos mais ainda, seus narizes se tocaram, para que todos seus amigos ali presentes escutassem, usou um tom razoável – Aquelas coisas que estão lá fora não são mais pessoas, são monstros e nós vamos sair daqui antes de virar jantar! – O soltou e voltou ao papel, mas os amigos a olhavam incrédulos e chocados com sua postura.

Amy era conhecida por ser uma menina meiga e gentil, mas não parecia nada daquela menina de antes. Ela sabia bem o que significava gentiliza em sua família, era só mais uma fraqueza e sua família era conhecida por nunca fraquejar. Não foi coincidência seus pais morrerem no Iraque acorrentados e com milhares de cortes em cada parte do corpo, estavam irreconhecíveis e aquilo era a prova de que nenhuma palavra sobre os arquivos, projetos e força militar foram ditas, nenhum assunto do governo vazou. A família Vegas era respeitada pelo governo.

— O que aconteceu com você? – Mary perguntou olhando para a amiga preocupada e, ainda, chocada.

Amy olhou para ela, tinha um olhar intenso, mas era gelido.

— Eu nunca mudei. – Foi a resposta que Mary recebeu, tendo que engolir a seco. – Voltando... – Amy voltou a riscar o papel. – Temos que descer, não há outra escolha... Mesmo se houvesse, seria perigoso demais e Ross nunca me deixaria fazer uma loucura dessas. – A morena negou com a cabeça olhando para o papel e fazendo um círculo atrás do “corredor”. – Aqui é o pátio, certo? – Todos concordaram, mesmo que tenha sido uma pergunta retórica. – Então, nós precisamos atravessar o pátio, mas o problema é que... – ela olhou para trás e viu a rua cheia dos raivosos.

— O quê? – Michael perguntou, estava avido por respostas.

— Diz, Amy! – Charlie agora quem pedia, não se encontrava muito diferente de Michael. – Amy, qual é o problema de atravessar o pátio? – Voltou a perguntar e a Vegas menor olhou para eles, encarando cada um e seus olhos não eram os confiantes de alguns minutos atrás, estavam assustados e sem esperanças.

— O pátio fica em frente aos portões. – Amy abriu o jogo e suspirou voltando a encarar o portão.

— E o que tem? – Michael perguntou não entendendo o que a melhor amiga queria com tudo aquilo.

— Eles estão bem na entrada. Qualquer passe barulho ou movimentação que eles possam escutar, nós estamos fodidos caso eles se agitem, se não derrubarem o portão de uma vez. – Ela largou a caneta em cima do papel e soltou uma lufada de ar pela boca.

Estavam sem saída.

Todos olhavam para ela, não entendiam o que a amiga queria dizer com tudo aquilo. Amy parecia estressada demais por todos eles, mas tratava tudo como se estivesse indo fazer as provas finais e ao mesmo tempo indo desarmar uma bomba sob uma puta pressão. Eles não sabiam o que pensar naquele instante, todos queriam um jeito de sair, mas não tinham ideia de como. Até que Michael deu um sobressalto, todos o encararam no mesmo instante e ele sorriu sem graça, mas quando ninguém mais os olhava, ele se juntou aos amigos, já que todos haviam ido para um canto quando Amy disse ser praticamente impossível de os amigos não agitarem as “pessoas”.

— O que foi? – Charlie perguntou baixo para Michael.

— Eu tenho uma ideia! – Michael abriu um sorriso triunfante.

— Essa é nova. – Amy disse surpresa, vendo a expressão irritadiça do melhor amigo. – Fala logo, filho de Cinderela! – Fez um gesto de desdém com a mão e ele revirou os olhos.

Michael pegou o papel nas mãos de Amy e o depositou na mesa, ela o entregou a caneta e o mesmo começou a desenhar atrás do “mapa” que Amy havia feito. Ele desenhava um tipo de passarela, retângulos e riscos em baixo.

— Que porra é essa? – Charlie perguntou pegando o papel e tentando ver o que aquele desenho era. Mary e Amy faziam a mesma coisa, estreitavam os olhos para tentar entender, mas todos os três não sabiam dizer o que era.

— Me dá essa merda aqui! – Michael pegou o “mapa” da mão do amigo e apontou para a passarela que ele fez. – Isso aqui é o parapeito, do quinto andar. – Riscou a mesma, todos se entreolharam e seguraram as risadas. – Não sou bom com desenhos.

— Não é à toa que a Sra. Blackburn te reprovou duas vezes. – Mary disse baixo, mas todos riram de sua afirmação e, possível, piada.

Na verdade, a Sra. Blackburn reprovou Michael cinco vezes, mas a amigo tentou amenizar. Apenas Mary sabia, pôs era a preferida da professora de artes.

Michael esperou a sessão de risada dos amigos acabarem, o que não demorou muito e ao ver a expressão séria do amigo, Amy, Charlie e Mary cessaram os risos rapidamente e esperaram o amigo continuar. Ele apontou, para o que parecia um quadrado e dentro do mesmo ele escrevia “escola”.

— Aqui, nós estamos aqui! – Circulou o nome que havia escrito. – Certo, agora olhem para esse retângulo aqui – apontou para um que parecia ficar na frente do colégio –, nós estamos nessa sala, a única que dá de frente para a rua e onde fica o parapeito. – Todos olharam para ele, que continuou olhando para o desenho. – O parapeito é espaçoso e...

— Espera, espera, espera! – Amy pegou no pulso de Michael e ele a encarou confuso. – Você está sugerindo que nós quatro passemos por esse tal parapeito, entendi. Mas o que você esqueceu de mencionar, Mike... É que você e o Charlie são os únicos que fazem parkour aqui, sem contar que a Mariana tem pavor de altura! – Amy se contrapôs a ideia do amigo, deixando ele com uma cara emburrada.

— Não é pavor, é trauma. – Mary comentou, fazendo com que todos olhassem para ela.

Pavor! – Todos disseram em uníssono, Mary acabou por se render e levantou as mãos para o alto, mas logo as abaixou.

— Não temos outra opção. Pense pelo lado bom! – Michael abriu um sorriso fechado, era falso e Amy sabia disso.

— E o qual seria o lado bom, filho de Cinderela? – Amy perguntou colocando as mãos na cintura.

— É a queda quem vai te matar. – Ele abriu um sorriso sincero, vendo os amigos se entreolharem incrédulos.

O que rolou a seguir não foi o que Michael planejou, ele levou um tapa atrás da cabeça de cada um dos três amigos, mas todos se contiveram e ficaram pensativos quanto ao plano, que poderia mata-los ou salva-los.

— Se conseguirmos passar pelo parapeito até os fundos, terá uma escada de incêndio na ponta, que fica nas costas da escola. Vamos descer por ela e daremos de cara com a garagem particular dos professores, que é isolada e tem apenas duas entradas: a dos carros e o elevador, o qual obviamente não iremos usar. – Revirou os olhos e os amigos assentiram com a cabeça prestando atenção no plano. – Quando chegarmos lá, terá outra porta nos fundos escrito “saída de emergência”, sairemos por essa porta. Ela dá para a rua de trás do colégio e é mais seguro, sem contar que é mais deserta e tem várias saídas por cima, não vamos precisar ficar nas ruas. – Terminou apontando a caneta para Amy e ela abriu um sorriso enorme. – E então podemos ligar para o seu irmão ir nos buscar.

— E esse foi o resultado por matarmos aulas para praticar parkour, meninas! – Charlie fez uma reverência desajeitada, fazendo Mariana dar um soco em seu namorado e o mesmo fechar a cara. – Poxa, amor...

— Cala a boca, Char! – Disse Mary, irritada cruzando os braços e olhando para sua amiga. – O que faremos?

— Seguiremos o plano de Mike. É mais seguro e sem contar que é genial! – Olhou para o melhor amigo e ele tinha um sorriso convencido. – Tá, mas como vamos...

A voz de Amy é interrompida pela da professora, que caminhava para perto dos quatro amigos. Michael pegou rapidamente o papel, que se encontrava em cima da mesa e o amassou passando para trás, Charlie pegou o papel e passou para o lado, onde estava Mary e ela passou por trás de si e deu à Amy, que jogou o papel na mochila e a professora que se aproximou deles viu suas expressões estranhas, movimentação rápida e estranhou, mas tentou levar em consideração de estarem assustados com o que acontecia.

— Vocês estão bem? – Ela perguntou, eles assentiram com a cabeça. – Certo. Vou verificar as outras salas, vocês podem observar a turma para mim? – Ela perguntou com a típica voz calma e doce, os amigos assentiram com as cabeças.

— Claro, professora! Pode ir. – Amy quem se pronunciou, então ela se afastou dos amigos para avisar o resto da turma. – Essa é a hora! – Amy se virou para os amigos com um olhar determinado.

— E será que ninguém vai achar estranho quatro adolescentes saindo pela janela e caminhando pelo parapeito? – Mary perguntou e Amy mordeu o lábio inferior, pensando em uma maneira.

— Se avisarmos o que faremos, todos irão querer vir juntos. – A Vegas voltou a se pronunciar apertando o lábio inferior pensativa.

Os olhos de Mary abriram um pouco surpresos, ela não acreditara no que a amiga havia acabado de dizer.

— Como assim? – Perguntou Mary, confusa.

— Sejamos francos. Não há espaço para todos no helicóptero e Ross não manda em nada a não ser no esquadrão dele. Ele conseguiu, com muito esforço e responsabilidade lugares para nós e suas famílias. – Ela abria o jogo com os amigos, sabia que não poderia esconder nada dos que a acolheram, e eles estavam perplexos com a revelação da amiga. – Não posso prometer abrigo e segurança pra toda essa gente, essa é a real. Nós, os Vegas, temos créditos com o governo, por isso aceitaram vocês à pedido do meu irmão em nome dos meus pais. – Uma lágrima escorreu pela bochecha da Vegas menor, mas Amy a limpou. – Não gosto da posição em que fui colocada, mas é o que temos. Agora se formos, vamos de uma vez! – Ela terminou a frase entredentes e já colocou a mochila nas costas.

Mary, Charlie e Michael encaravam a amiga incrédulos pela força e determinação que viam nela. Não perderam tempo julgando ser certo ou errado o que fariam, deixando aquelas pessoas para trás, mesmo havendo riscos grandes e que poderiam morrer. Todos caminharam para a janela, os alunos que estavam na sala encaravam-nos confusos, mas o quarteto pedia passagem e os primeiros a chegarem na janela foram Michael e Amy, eles abriram a mesma e todos na sala começaram a cochichar entre si.

— O que eles estão fazendo? – Um aluno perguntou a amiga ao lado.

— Ei! O que vocês estão fazendo? A professora não vai gostar nada disso. – Uma outra aluna se pronunciou e Amy se virou para ela com o olhar frio.

— Cala a porra da boca, Cindy! Ninguém aguenta a sua voz. Por Deus! – Revirou os olhos e viu a boca da menina abrir em um perfeito O.

Michael foi o primeiro a passar para o lado de fora, quando conseguiu abrir a janela, ele se sentou na beirada da mesma e se virou segurando onde havia sentado com as duas mãos abrindo um sorriso para sua melhor amiga.

— Te vejo do outro lado. – Ela revirou os olhos e ele soltou as mãos, todos soltaram um pequeno e fino grito, então correram para a janela, vendo Mike andando tranquilamente pelo parapeito.

— Ele é maluco? – Um dos alunos perguntou, logo foi a vez de Amy. – Você não vai fazer isso, né?! – O aluno perguntou para Amy, ela olhou para ele e abriu um sorriso travesso. – Vegas! – A chamou em desespero e ela riu.

— Até mais, amor! – Ele arregalou os olhos e todos começaram a cochichar.

Aquele era Christian Jones, um aluno encrenca da escola e o mais respeitado entre os meninos.

— Amy, não... – Tentou segurá-la pela mochila, mas ela deu uma cotovelada em seu braço e Christian foi obrigado a soltá-la, então Amy saltou e quase caiu, se não fosse por Michael a aguardá-la e a segurar.

Amy estava com uma perna pendurada para o lado de fora do parapeito, caiu sobre a outra perna e um dos braços era segurado pelo melhor amigo, a sua mão esquerda estava espalmada na frente do corpo e olhava para baixo tendo a sensação de queda livre.

— Puta que pariu! – Ela disse, sua voz estava rouca e olhou para o melhor amigo, algumas mechas de cabelo corriam pelo seu rosto. – Me puxa! Me puxa! – Pedia com desespero e Michael a levantou de um jeito desastrado, mas eles se equilibraram.

Christian estava com a metade do corpo para fora da janela, encarava Amy com alívio e perplexo pela loucura da garota. Mas o que aconteceu um momento depois foi impressionante, Christian havia saltado para o parapeito e caminhava na direção de Amy com certo receio de cair. A altura da janela para o parapeito era de um metro e meio e para saltar naquela altura deviam fazer um esforço.

— O que você está fazendo? Volta já pra dentro! – Amy caminhava em direção ao jovem, mas ele negou com a cabeça. – Por que, Chris? – Perguntou, a vontade da morena era empurrá-lo, mas ele poderia cair e muito possivelmente morreria.

— Porque eu te amo, Amy! – Confessou e Michael, que estava um pouco atrás da melhor amiga, arregalou os olhos surpreso.

— Isso é novidade. – Disse, surpreso.

— O quê? Por quê? Ahgr! – Grunhiu, frustrada passando as mãos nos cabelos. – Agora que o fim do mundo chegou você diz isso? Você deve tá curtindo com a minha cara! – Ela estava frustrada, mas de longe pensava assim.

— Não, eu amava antes, ia contar, mas...

— Estava ocupado demais com o pau na vagina da Cindy?! – Perguntou confusa, Jones revirou os olhos.

— Eu não transei com ela! – Tentou explicar e ela revirou os olhos rindo.

— Conta outra! O vídeo mostra muita coisa. – Um vento gelado atingiu seu rosto e seus cabelos voaram. Ela olhou para o céu e ele estava nublado, logo choveria.

— Não era eu, Amy. Era o Sam! – Confessou e os outros que espiavam na janela, ficaram chocado.

— Não interessa! – Ela disse um pouco atordoada. – Quer vir? Venha! Só não atrapalhe e eu não quero ouvir a tua voz pelos próximos cinquenta anos. – Ela avisou entredentes e se virou para o amigo, que a encara boquiaberto. – Ande!

Amy se virou para trás e viu Charlie descendo rapidamente com sua mochila nas costas e logo Mary vinha atrás, mas ficou paralisada na janela com uma mochila extra na mão, a qual Amy julgou ser de Christian.

— Mary, não olhe para baixo e nem para cima. Jogue a mochila para Chris, ele pega! – Falou alto para a amiga e ela a olhou, seus olhos estavam apreensivos. – Prometo que ficará bem, querida. Não olhe para baixo e nem para cima, foque nos olhos de Charlie e tudo dará certo. Eu prometo! – Forçou um sorriso e Mary assentiu a cabeça rapidamente e jogou a mochila para Chris, que quase caiu, mas foi segurado por Amy e a mesma segurou em uma abertura que tinha na parede.

Todos estavam olhando para eles, mas Amy focalizou o olhar na cidade e tudo parecia diferente do que um dia já viu. A cidade estava destruída, fumaça preta para todos os lados, o fogo alastrava diversas áreas, pessoas ainda eram atacadas, ainda haviam alguns tiros, buzinas... tudo era um completo caos.

Um grito tirou Amy dos pensamentos e quando viu, Mary estava nos braços de Charlie colada na parede e o namorado quase caindo.

— Mariana, chega pro lado, porra! – Amy gritou com medo de que Charlie caísse, mas a amiga estava paralisada.

Todos estavam desesperados, Charlie estava tão na ponta, que seus pés chegavam a escorrer.

— Mary! Mary! – Amy suplicava chamando pela amiga, Mary a olhou. – Vem. – Ofereceu a mão, Mary olhava para a amiga com os olhos arregalados. – Querida, se não se mexer, Charlie irá morrer e você não quer isso, quer?! – Mary negou com a cabeça. – Então dê a mão ao Chris e ele te deixará segura. – Chris estendeu a mão para a menina, ela segurou e ele a puxou, fazendo Charlie grudar na parede de braços abertos se equilibrando.

Amy suspirou aliviada, todos respiraram aliviados. Então, Michael foi o primeiro a se movimentar pelo parapeito, todos o seguiram e alguns alunos começaram a gritar.

— Vão nos deixar aqui?! – Amy os olhou com pena. – Não acredito! – O aluno exclamou, horrorizado.

— Vamos! – Michael os chamou e todos começaram a andar pelo parapeito com cuidado, principalmente Mary, que estava de mão dada com Christian.

Na sala, alguns alunos começaram a pegar suas mochilas e decidiram seguir os passos dos colegas. O primeiro a ir foi um menino, o qual era capitão do time de futebol, mas ao tentar passar para o outro lado, se desiquilibrou na beirada da janela e ao tentar segurar no parapeito com apenas uma mão, escorregou e ele caiu em queda livre. Eles estavam no último andar, acima apenas o terraço, então a altura era de cinco metros, não demorou muito para que o corpo do menino espatifasse no chão e sua cabeça explodisse.

O grito da turma foi alto, Mary inclusive foi uma das que gritou, Amy apenas encarava o corpo do colega de classe pasma e sua boca estava branca. Foi quando ela ouviu a agitação dos doentes nos portões que, ao ouvirem os gritos, se agitaram e poderiam facilmente derrubar os portões com toda aquela multidão.

— Eu não quero mais, não quero... Eu quero voltar! – Mary se remexia no parapeito, Amy olhou para trás e caminhou até Christian, ele foi rápido e desviou de uma braçada que ela daria em seu rosto, caso não saísse da frente e o estalo foi alto.

Amy havia dado um tapa no rosto de Mariana, que a olhou incrédula.

— Se você não quiser terminar como o Jack, continue andando e se preocupe em chegarmos onde queremos! – Amy disse a ela com frieza.

Mary encarava a amiga perplexa, tanto pelo tapa quanto pela frieza na voz, mas mesmo com medo continuou. Nenhum aluno se atreveu a segui-los, esperariam pela ajuda do exército. Enquanto isso, os cinco caminhavam pelo parapeito com cuidado, apenas Michael que seguia um pouco na frente e viu que mais à frente havia uma janela e poderiam ser vistos.

— Teremos que engatinhar. – Avisou a Amy e ela assentiu com a cabeça.

— Teremos que engatinhar, pessoal. – E cada um passava para trás, assim todos já se agachavam com cuidado e essa foi a parte mais difícil para Mary, mas Charlie a convenceu olhar apenas para frente e não olhar para baixo.

O inferno pessoal começou para cada um, todos enfrentando seus medos de uma vez só. Michael com medo de se tornar o próximo Jack, Amy com medo de que Mary surtasse e morresse, Christian com medo de não sobreviver àquela altura – e não sobreviveria –, Mary era a pior, tinha um medo extremo de altura pelo o que aconteceu no verão de 2013, desde então ela evita altura e Charlie com medo de que sua namorada caísse e quando ele tentasse salvá-la acabaria com os dois mortos.

— Está tudo bem aí atrás? – Amy perguntou um pouco alto e todos responderam um “sim”, menos Michael.

Eles continuaram e ao passarem pela janela, continuaram engatinhando e assim foram durante todo o trajeto, até precisarem passar para o outro lado do parapeito. Essa seria a parte mais difícil para Mary, já que o espaço era muito pequeno e ela talvez não fosse conseguir, mas todos estavam ali para apoia-la.

— Ok! Prestem bem atenção onde cada um pisar e como fazer. Passarei com cuidado para que todos acompanhem, entenderam? – Michael perguntou e todos assentiram. – Mary, você vai precisar ser forte e olhar para os seus pés, ver onde pisa e Chris estará do outro lado para te segurar, tudo bem? – Michael a olhou de lado, seus olhos transbordaram de lágrimas.

— S-sim. – Respondeu, trêmula e todos suspiraram. O medo de cair de uma altura como aquela era sufocante, mas eles teriam que arriscar.

Michael segurou nas paredes, em nada específico, já que não tinha onde se segurar e ele apenas apoiava ambas mãos na parede, então começou a andar de lado para passar para o outro lado. Seus pés se mexiam com calma, cautelosamente para não cair e então Mike passou para o outro lado. Ele olhou para o final do parapeito e viu a escada de emergência a espera de que alguém desce-as.

— Pode vir, Amy! – Chamou a amiga, ela olhou para Chris e ele abriu um sorriso encorajando-a, ela o puxou para um beijo rápido.

— Caso eu morra. – Ele a beijou, novamente e a soltou, deixando que fosse. Amy passou do mesmo jeito que Michael havia passado, sendo cautelosa e paciente, então passou para o outro lado e viu Michael já agachado. – Chris! – O chamou e logo o moreno foi atrás, passando do mesmo jeito que Amy e Michael.

— Mary! – A chamou após agachar como Michael e Amy.

Mary ficou apreensiva, olhou para o namorado e ele sorriu. Mariana Walker era uma jovem com cerca de 17 anos, de olhos claros e cabelos castanhos compridos. Ela se destaca por ser meiga e gentil, também é muito confiante, porém a altura é um dos seus maiores problemas. Ela é uma aluna excepcional e uma adolescente atípica. Sempre responsável desde a pré-adolescência, Mary é habita a se cuidar sozinha e de todos os membros de seu grupo de amigos, ela é a primeira a perceber se tal situação é perigosa ou não, qualidade sua que herdou de seu irmão, John Walker.

— Vai ficar tudo bem, Mary. Eu estarei bem atrás de você! – Ele a beijou e Mary derramou algumas lágrimas, que seu amado fez questão de limpá-las.

Charles Evans é um rapaz de 18 anos, com cerca de 1,80 de altura, de cabelos castanhos e olhos castanhos claro. Charlie é conhecido por ser uma pessoa muito curiosa. Ele tem o hábito de ficar frustrado quando as respostas lhe são escondidas, odeia mentiras e se destaca como uma pessoa extrovertida e simpática. Quando se mudou da Europa para Los Angeles, ele era tímido e distante, mas ao fazer amizade com Michael Turner, se tornou cada vez mais ousado e sociável ao longo dos tempos. Ele não desiste facilmente de ninguém e prefere voltar correndo e ajudá-los a deixar seus amigos para trás. Mary e Charlie começaram a namorar quando ele completou sete meses morando em LA e faziam dois anos que namoravam.

— Eu te amo! – Ela confessou à ele, o mesmo riu.

— Eu te amo! – Sussurrou e eles se beijaram mais uma vez, então Mary começou o processo de passar para o outro lado, seus olhos estavam fixos nos seus pés. – Você consegue, amor! Eu sei que sim. – Ele disse, ela sorriu e quando viu, já estava do outro lado sendo amparada por Chris, que pediu para que ela agachasse.

— Char, vem! – Mary pediu, chorosa. Em menos de um minuto Charlie já estava do outro lado e os amigos já caminhavam para a escada de incêndio.

Quando Michael se aproximou da escada, fez um impulso para passar para o outro lado, depois Amy passou com a ajuda de Michael, Chris, Mary e, por fim, Charles. Todos desceram as escadas com cuidado, Amy e Michael iam na frente, Christian atrás dos dois e Mary junto com Charles atrás.

— À esquerda! – Michael sussurrou para sua melhor amiga e ela apontou para onde iriam. Todos os seguiram, mas Amy não resistiu e espiou os portões, ficando chocada com o que via.

As “pessoas” que estavam nos portões, os balançavam para frente e para trás, com a intuição de fazê-la cair, de suas bocas escorria um líquido escuro e viscoso, veias escuras saltavam de seus rostos e pescoços, as membranas externas dos olhos estavam vermelhas, parecia estarem com hemorragia subconjuntival e as íris dos olhos amareladas, os dentes batiam frenéticos e a aparência mostrava estarem podres. Suas peles estavam com um aspecto enrugado e pareciam acinzentados, os movimentos eram destorcidos.

Amy ficou estática os olhando, até sentir uma mão em seu ombro e se virou rapidamente para trás com os olhos assustados, vendo Michael e ele olhou para trás vendo os raivosos, mas não teve tempo de repará-los.

 — Vamos! – Chamou a amiga e ela assentiu com a cabeça, correram para dentro do estacionamento.

O estacionamento era grande e muito bem organizado. Haviam carros em seus devidos lugares, as iniciais dos professores estavam escritas no chão da vaga e de cores variadas, havia uma cabine para o segurança, a qual se encontrava vazia e a entrada do lugar, algumas câmeras, um elevador e haviam carros nas vagas. Todos correram para uma porta dupla, em cima estava escrito “Saída de Emergência” em branco e uma luz vermelha acima da frase, mas a porta dupla estava fechada com uma corrente e cadeado.

— Porra! – Chris falou alto, fazendo sua voz ecoar pelo estacionamento e as portas se mexeram para frente com tudo.

Todos deram um sobressalto e recuaram passos para trás, mas após se encararem, foram para frente e alguns dedos começaram a sair pela fresta das portas e grunhidos altos, sons desconexos e algo batia contra as portas, fazendo um estrondo e todos se entreolharam.

— Estamos fodidos! – Michael disse, fazendo todos entrarem em pânico.


Notas Finais


FALA, CAMBADAAA!!! Se voltei com meu mantra? Talvez... mas não é sobre isso que eu quero falar, e sim sobre: O TRAILER DA FANFIC! Gente, aquele trailer está maravilhoso e até agora estou indignada com o pouco de visualização que está lá, mas enfim... cês quem sabe. Estão perdendo uma obra de arte perfeita.
AGORAAAA... eu vou lhes mostrar os personagens principais de hoje:
Amy Vegas: https://celebmafia.com/wp-content/uploads/2014/12/selena-gomez-photoshoot-for-adidas-neo-winter-2014_1.jpg
Michael Turner https://i.pinimg.com/originals/17/1d/6c/171d6c100a740413b0bb51e7abc31496.png
Mariana Walker: https://i.pinimg.com/736x/f8/df/40/f8df40f6bf1b560fac4ada7f1ae95673.jpg
Charles Evans: https://i.pinimg.com/originals/7b/77/d0/7b77d058f0f43ed8bed527ea98a7407c.png
Christian Jones: https://i.pinimg.com/736x/c6/80/2f/c6802fca3b599be5627465900321f91f.jpg

É isso, pessoal!! Até a próxima, beijinhoooos


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