História Again We - Capítulo 8


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada), Violet, Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Emma Swan, Jennifer Morrison, Lana Parrilla, Morrilla, Once Upon A Time, Regina Mills, Swanqueen
Visualizações 464
Palavras 2.836
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, LGBT, Orange, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 8 - Até onde os pensamentos nos levam


— Eu não vou poder te levar para a sua aula hoje, tudo bem? — Emma perguntou, enquanto diria fazendo caminho até o colégio de sua filha. A garota apenas assentiu, totalmente concentrada na tela do celular.

Depois de uma longa conversa que ambas tiveram, onde Emma esclareceu que não estava satisfeita com as atitudes de Violet, e que, por mais que a sua ausência tenha afetado em parte suas ações, ela não tinha o direito de agir de uma maneira totalmente errônea e por vezes rebelde. Assim o aparelho foi devolvido, e com ele um pedido de desculpas de ambas as partes.

— Não faz nem doze horas que te devolvi isso e você já está assim?

Violet a encarou.

— É que tem algumas coisas que apareceram aqui. — disse franzindo o cenho, voltando-se para a tela do celular. — Mãe?

— O que?

Ela hesitou, abrindo a boca alguma vezes antes de finalmente matar sua curiosidade.

— Você falou com a minha mãe terça-feira?

Emma estacionou, antes de virar-se, encontrando um par de olhos curiosos sobre si.

— Você sabe que eu e Regina não nos falamos.

Então ela virou o aparelho, deixando que Emma visse por si própria e talvez se recorda-se dos dez minutos que teve ao telefone com Mills.

— Eu tenho certeza que não foi eu... — disse Violet, arqueando a sobrancelha.

— Ela ligou! — sua boca se contorceu. A filha prendia o lábios evitando um sorriso. Emma estava tão desconcertada por de certo modo ter sido pega, que mal encarava a menina. — Disse que queria falar com você e... e... Ah! Quer saber? Desce logo desse carro que eu já estou atrasada.

Violet riu, pegando sua bolsa e saindo do carro. Porém, antes de dar seus primeiros passos em direção ao portão do colégio, ela apoiou um dos braços na janela pronta para perguntar:

— Mãe...

— Ainda não foi? — questionou impaciente.

— Você... Você odeia a minha mãe?

— Porque essas perguntas agora? — levantou a sobrancelha.

Ela deu de ombros, mas sua cabeça ainda mostrava uma imagem que a pouco tempo vinha lhe questionando.

— Acho que agora eu consigo entender melhor. Mas tudo bem se você não quiser me responder... 

Emma olhou para o lado oposto, mordendo o lábio. Demorando poucos segundos para lhe dar uma resposta.

— Eu não á odeio. — direcionou para ela um sorriso fechado. — Já a amei muito. Tanto que nos casamos, e tivemos você. Mas por mais que exista amor, querida, ele nunca irá suprir a necessidade dos outros sentimentos. Entende agora?

Violet examinou aquelas palavras em sua cabeça.

— Mais ou menos.

Emma riu, se inclinou dando um beijo na testa da filha e assim ela a viu dando-lhe as costas.

A loira tirou a mão do volante, abriu o porta luvas pegando de lá mais uma lembrança que a fazia se sentir quase totalmente inteira. Não havia dito palavras tão verdadeiras para a filha quanto dissera segundos atrás. Ela fechou o punho, segurando o anel de casamento com extrema força.

Desde a primeira vez que colocara os olhos em Regina no corredor da universidade que havia se formado à dezoito anos atrás, ela não teve dúvidas que a amaria pelo resto de sua vida e muito além disso. Mas agora, com aquele objeto que significava muito mais que a união de duas pessoas e que no momento presente não tinha o menor significado, Emma não queria acreditar que tudo de ruim que aconteceu com seu casamento foi real.

Guardando-o de volta no porta-luvas, ela balançou a cabeça e ligou o carro. O fato de que pudesse se atrasar para o trabalho já não era mais um problema para se pensar. Emma deu voltas e voltas pela cidade, e até pensou em ir para o bar que à dias não frequentava, mas agora sua cabeça já era tomada pelos inúmeros papéis que deixou para serem lidos naquele mesmo dia. Então Swan refez o caminho contrário, rumo à Royal’s.

Ainda nas ruas daquela grande metrópole, o carro preto esportivo parou em frente a faixa de pedestres, esperando o sinal. Emma dedilhava o polegar no volante, enquanto observava as pessoas indo e vindo pela faixa, sem perceber que estava sendo vigiada por um curioso par de olhos castanhos.

Daniel sentado sobre sua moto, com o único pé apoiado no chão. O capacete na cabeça com a viseira abaixada, ele não imaginava estar a poucos metros de Swan novamente.

A loira sentiu os olhos sobre si, mas nem se quer pensava quem seria. O sinal verde piscou, e o homem sobre a motocicleta saiu rapidamente, deixando-a com um enorme ponto de interrogação na cabeça.

Ela deu de ombros, ouvindo o barulho das buzinas atrás de si e foi ai que pisou forte no acelerador. 

[...]

Às quatro e quinze daquela tarde, Mary bateu na porta do escritório de sua chefe, aproveitando o horário de almoço e o bom humor de Swan para chamá-la para um café na lanchonete que ficava do outro lado da rua. Foi difícil para a secretaria convencer a CEO de sair daquela montanha de papéis e comer algo, mas mesmo assim Emma se rendeu aos seus pedidos.

Não era surpresa para nenhum dos outros funcionários que se Mary Margaret não fosse da família, com certeza a intimidade que tinha com Swan e, por vezes – mesmo que poucas – com Regina, não existiria. Ao contrário disso, tudo se resumiria a uma estreita relação de chefe e subordinado.

Assim descerem juntas, passando pelo grande hall e saindo pela porta de vidro. Mary conversava sobre todas as coisas possíveis que estavam acontecendo em sua vida. Desde a viagem que pretendia fazer nas férias até a pequena discussão que havia tido com David na semana passada.

— Eu estou certa não estou? — perguntou a secretária, ao mesmo tempo que gesticulava rapidamente com as mãos. — David as vezes é tão acomodado. Ele coloca os meninos em risco, Emma!

— É mesmo?

Mary olhou para cima, visto que a loira era um tanto mais alto que si.

— Você acredita que eu cheguei em casa ontem e Neal estava com uma arma na mão?

Swan arqueou a sobrancelha, meio desconfiada. Cruzaram a rua, logo entrando na lanchonete.

— Uma arma? — perguntou enquanto parou ao lado dela, na pequena fila que se fazia até o balcão de pedidos.

—...De paintball.

— E você está preocupada com isso? — riu.

Mary já irritada, batia o pé no chão enquanto seus braços estavam cruzados sobre os seios.

— Seu irmão é louco! E isso é culpa sua!

— Minha?

— Quem ficava dando ideia pra ele, Emma? Meu Deus, eu lembro quando você levou a Violet para descer de tirolesa.

— E lembro que ela gostou e está viva até hoje.

A fila andou, fazendo-as dar alguns passos.

— Ela só tinha seis anos! E David quando ficou sabendo disso me disse "quando tivermos filhos, vou lavá-los para pular de paraquedas". Eu deveria ter escutado minha mãe quando ela me avisou que eu merecia coisa melhor.

Emma fitou a tabela de preços dos diversos cafés e cappuccinos. Apesar das palavras da cunhada, ela sabia o quão grande era o amor que Margaret nutria pelo seu irmão. Assim que Mary terminou os pedidos e foram logo se sentar em uma mesa perto frente a grande janela de vidro, a loira voltou a falar, com um toque de nostalgia em sua voz. 

— Eu lembro. — sua boca se curvou em um singelo sorriso. — Regina tinha ficado furiosa e não nos falamos por uma semana até eu consegui mostrar pra ela que aquilo não era perigoso.

A morena também sorriu. 

— Na época você e Violet eram as únicas que conseguiam deixá-la de cabelos em pé.

Emma parou para pensar, seu sorriso logo desapareceu dando lugar a uma feição reflexiva sobre o passado.

Swan pode ver claramente a cena de Regina em uma pose dura: com um mão na cintura e a outra ao lado do corpo; os cabelos bagunçados; sobrancelha arqueada e um quase imperceptível bico formado pelos lábios. Essa era exatamente a expressão da sua ex-mulher nas diversas vezes em que ela fazia algo que lhe desagradava. Como quando sua filha quis pintar todo o cabelo de lilás, e Emma assim fez, mas também pintou o seu próprio o que acarretou um longo sermão da parte de Mills. Ou em uma tarde de semana em que Swan deixou Violet sozinha no escritório da esposa, e a menina acabou desenhando em todos os documentos que estavam sobre a mesa.

Emma não se arrependia de tais momentos. E ela nunca imaginou que um dia eles deixariam de existir. Por mais quisesse tê-los de volta, sabia que não bastava apenas de sua força de vontade.

O momento foi interrompido pelo aroma de seu mocha servido pela garçonete que logo se foi. Mary apenas a observava silenciosamente, tendo alguma ideia do que poderia estar passando pela cabeça de sua chefe.

— Soube que Regina volta de viagem hoje à noite. — comentou a secretaria, colocando uma fatia de torta na boca em seguida.

— Talvez ela também esteja contando os dias para reencontrar o cara das flores amarelas. — disse se referindo ao cartão que lera dois dias atrás. 

Mary riu.

— Será que veremos Regina Mills comprometida novamente depois de tantos anos?

Emma contraiu sua mandíbula, algo naquela frase lhe incomodou. Definitivamente aquilo seria uma coisa que ela não estava preparada para ver.

[...]

O avião finalmente pousou sem maiores problemas, e Regina nunca se sentiu tão aliviada quanto no momento. Ela abriu os olhos assim que a voz do piloto soou pelos autofalantes, dando o tão repetitivo discurso de agradecimento pela escolha da companhia aérea. Porém a única coisa que Mills queria era dormir até que toda exaustão que sentia desse o fora de seu corpo por completo. Mas ela sabia que não poderia descansar por tanto tempo, visto que teria que ir para a empresa no dia seguinte logo cedo.

Os passageiros saiam e ela seguia caminho até o ônibus que os levariam para o prédio do aeroporto. Minutos depois – que mais pareceram horas – Regina já estava na esteira pronta para pegar sua bagagem. Assim feito, ela passou pela grande porta de vidro indo diretamente para fora.

Ao chegar a frente de sua casa, o taxista lhe ajudou com a mala e ela sem demora entrou. Estava tudo escuro, nada diferente da maneira que havia deixado. Mas assim que Regina acendeu as luzes da sala de estar, seus olhos automaticamente foram parar no vazo de orquídeas amarelas sobre a mesinha de centro.

Os cantos de sua boca curvaram-se, e ela pendurou sua bolsa no aparador, caminhando até ficar a frente das flores. Entretanto, seu sorriso não durou muito ao vê-las já praticamente murchas. Havia um cartão ao lado do jarro, que foi lido e Regina logo reconheceu a pessoa por trás daquelas letras.

Mas como aquilo foi parar em sua casa? Visto que somente sua filha e Granny tinham as chaves? A governanta não poderia, pois não estava na cidade. Violet passava os dias com Emma.

Regina subiu para o seu quarto, deixando essa questão de lado por um tempo para tomar um longo banho que pudesse desfazer todos os nós de seus músculos.

A manhã seguinte seria reservada apenas para maiores discussões.

[...]

Assim que clareou o dia, a morena despertou preguiçosamente, fez tudo que tinha para fazer antes de se arrumar e ir para a empresa.

Era um sábado preguiçoso para alguns de seus funcionários, consequências da sexta-feira agitada. Todos educadamente cumprimentaram a CEO enquanto a mesma se dirigia para o seu escritório. Ao sair do elevador, Regina foi diretamente a mesa de Fiona, que já se encontrava a sua espera.

— Bom dia srta. Mills.

Regina se limitou a acenar.

— Você já informou à todos sobre reunião extraordinária para daqui a pouco?

— Sim, sra. — afirmou. — Mas apenas a srta. Swan não foi informada, a secretária dela ainda não chegou.

— E porque você mesma não faz?

Fiona mordeu o lábio inferior, por um momento pensou que o temperamento de sua chefe voltaria um pouco mais moderado.

— A srta. Swan está nesse momento no departamento de marketing.

Regina deixou sua bolsa na mesa da secretária, dando meia volta.

— Você quer que eu ligue avisando? — perguntou Fiona.

— Não. Eu a comunico pessoalmente.

[...]

Regina estava novamente andando por aqueles corredores, com seus saltos e agora o conjunto de terninho vermelho que realçava sua superioridade acima dos homens engravatados que passavam ao seu lado.

Ela adorava sentir ser a mulher forte e destemida a frente de todos os outros, isso era algo que sua falecida mãe havia lhe ensinando. Regina poderia ter sido instruída por diversos professores a lidar com uma grande empresa, a ler papéis e assinar contratos. Mas o modo como liderava sobre os saltos – ou descalça – era uma coisa vinda apenas de Cora Mills.

Todas as salas do andar de marketing que havia ido estavam ocupadas ou vazias, até mesma a sala de apresentação ela foi, mas nenhum sinal de Swan. Regina estava a ponto de desistir, talvez a loira estivesse em seu próprio escritório e Fiona se enganou. A morena realmente não queria se dar o trabalho de gastar a sola de seus sapatos em busca da ex-esposa que possivelmente estaria se atracando com alguma funcionária na mesa onde trabalhava. 

Porém, assim que Mills se virou entrando no corredor que ficava os elevadores, pouca foi a surpresa que sentiu ao ver Emma e a srta. Chung conversando tão próximas quanto uma chefe e funcionária normalmente conversariam.

Ambas ao lado de uma porta fechada, Emma escorava seu ombro na parede enquanto Mulan estava de frente para si, consequentemente foi a única que viu a chegada de Mills.

Regina caminhou na direção das duas mas manteve uma boa distância. Então ela parou, coçando a garganta.

— Srta. Chung creio que já foi avisada sobre a reunião? — perguntou assim que Emma se virou.

A funcionará deu alguns passos para o lado, saindo de trás de Emma.

— Sim, srta.

Regina arqueou a sobrancelha, esperando mais alguma reação da asiática, que se manteve parada apenas a olhando. 

— Então? Está esperando o que para ir?

Mulan murmurou um pedido de desculpas, e logo se foi, deixando as duas mulheres sozinhas naquele corredor.

Emma que estava calada e sem expressão, deu um passo pronta para ir quando foi impedida pela voz firme de Mills.

— Preciso falar com você. 

— Comigo?

— Por acaso tem outra pessoa aqui? — perguntou com ironia. 

Emma bufou. 

— Cinco minutos, Mills.

Regina cruzou os braços, e um leve constrangimento a tomou.

— Tem uma reunião extraordinário marcada para agora. Acho que você sabe que eu viajei esses dias e as coisas não estão as melhores.

— É, eu sei. — Emma também abaixou a guarda. — Eu vi os gráficos ontem.

— Falei com a Kristin...

— Você falou com a Kristin? — foi a vez de Emma cruzar os braços.

— Sim, porque?

— Nada, continua.

Então Swan desviou o olhar, e a boca transformou-se em uma linha dura. Regina podia reconhecer aquela reação da ex à milhares de quilômetros, e ela deu um meio sorriso por isso. 

— Mas não é isso que vim dizer. 

— É o que então?! — exclamou a loira, já impaciente.

— Quer dizer... é sobre isso também mas quero aproveitar a oportunidade para falar sobre Violet.

Emma a encarou.

— Já não falamos sobre ela?

— Está fugindo das suas obrigações, Swan?

Regina se aproximou, nem tanto, mas o suficiente para sentir o perfume cítrico que Swan exalava. O que a fez respirar fundo, pois desde sempre Emma fora uma mulher de ótimos gostos para perfumes. Ela não sabia de onde vinha tanto vontade de estar literalmente próxima do corpo da loira, mas assim ela fez. 

— Agora virou minha obrigação estar sozinha no mesmo lugar que você?

Regina involuntariamente mordeu o lábio inferior, fitando Emma de cima a baixo. De algum modo suas pupilas se dilataram ao ver a ex-esposa vestida sob uma saia preta e apertada, dando um charme a mais a camisa branca de botões, que aliás mostrava um pouco do decote e consequentemente o sutiã de rendas transparente.

Regina negaria se perguntassem a ela se estava mesmo notando tudo aquilo em sua frente.

— Sim. — foi a única coisa que conseguiu dizer.

Emma contorce a boca, confusa.

— Sim?

— Sim, srta. Swan! — sua consciência voltou ao normal, notando o quão agora estava próxima de Emma, e sua mão esquerda quase tocando os botões da blusa. Regina identificou a estranheza de seus impulsos, pois passou a perceber que de uns tempos para cá suas ações e emoções tomaram uma caminho diferente do normal. Isso somente na presença de Swan, e quando o contrário, seus pensamentos projetavam algo relacionado à ela. — Te vejo na sala de reuniões.


Notas Finais


eu deveria estar dormindo mas estou aqui att a fic pra vocês hahaha

regina toda excitadinha, quem vocês acham que vai dar o primeiro passo?

não sei se vocês vão levar isso como um spoiler, mas perceberam que Daniel já conhece a Emma?

bjs, até


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