História Against all odds (malec) - Capítulo 26


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Categorias As Crônicas de Bane, Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Aline Penhallow, Clary Fairchild (Clary Fray), Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Lady Camille Belcourt, Magnus Bane, Maryse Lightwood, Robert Lightwood, Sebastian Morgstren, Simon Lewis
Tags Clace, Drama, Fama, Ficção Adolescente, Ídolo, Malec, Revelaçoes, Sizzy
Visualizações 369
Palavras 3.207
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Voltei!!!!

Tudo bem?

Mil perdões pela demora, como eu disse naquele aviso tive alguns problemas e não tive como escrever os capítulos, mas... Estou de volta e dessa vez é pra ficar kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk


Boa leitura!

Capítulo 26 - Amigos confusos e irmãos mais próximos.


— Alexander Lightwood —

 

 Eu estou acordado há bastante tempo, ainda não amanheceu, sei que falta muito tempo para ir para  colégio. Magnus dorme tranquilamente ao meu lado, me aproximo dele e coloco minha cabeça em seu peito, ele se mexe, e logo sinto seus braços ao redor de mim, me abraçando apertado, mantendo-me junto a ele, assim permito-me dormir mais um pouco.

Duas horas mais tarde, silenciosamente, eu saio da cama para não acorda-lo, ele não é o tipo de pessoa que gosta de acordar cedo. 

Pegando uma roupa dentro da minha mochila, eu sigo para o banheiro. Não demoro muito no banho. Quando retorno ao quarto, já devidamente vestido, vejo que Magnus ainda continua dormindo, então me aproximo da cama e deixo um suave beijo em sua bochecha, ele se mexe, mas não acorda.

Ligarei para ele mais tarde.  

— Tenha bom dia, Magnus. — Sussurro em seu ouvido. Um pequeno sorriso surge no canto de sua boca.

Sorrio, afastando-me para pegar minha mochila em cima da poltrona. Uma vez que estou com ela jogada em meu ombro, dou mais uma olhada em Magnus e me movo para fora do quarto fechando a porta silenciosamente atrás mim. Encontro com Raphael no corredor, já pronto para ir para o colégio também, e ao contrário de mim, ele não parece nem um pouco contente por está acordado a está hora.

— Bom dia. — Digo a ele, com um sorriso, tentando contagia-lo com minha alegria.

Ele me olha com as sobrancelhas enrugadas e a cara fechada. Mas, espantosamente, em instantes um enorme sorriso brota em seus lábios.

Algo me diz que não irei gostar do que ele pretende dizer.

— Aminado, logo de manhã... Em plena segunda-feria? — Ele diz aumentando o sorriso. — A noite deve ter sido boa.

É claro que ele tinha que fazer este tipo de comentário! 

Minhas bochechas ardem perante sua insinuação, respiro profundamente,  e olho para ele.

— Era só responder com um simples “bom dia, Alec”. — Digo, rolando os olhos.

Ele inclina a cabeça para o lado, apertando a alça de sua mochila.

— Bom dia, Alec. — Ele diz, seu tom de animação é tão falso que eu não resisto à vontade de rir. — Amimado para a aula? — Pergunta, posso sentir o sarcasmo em sua voz.

— Bastante! — Respondo no mesmo tom, ao começar a andar pelo corredor, seguindo em direção as escadas, com Raphael em meu alcance.

Depois de um rápido café, nos seguimos para fora da casa, em direção ao carro dele. Colocamos nossas mochilas nos bancos detrás assim que nos acomodamo-nos nos bancos da frente, com Raphael dirigindo, obviamente. Não preciso passar em minha casa, acredito que todo material que irei utilizar nas aulas de hoje estão no meu armário no colégio, caso contrário sempre posso improvisar.

Permanecemos em silêncio durante grande parte do trajeto, apenas a voz do locutor de uma rádio qualquer e as músicas entediantes preenche o silêncio do carro. Até que eu deixo que minha curiosidade fale mais alto e tento puxar assunto com Raphael, por que quero saber o que está acontecendo entre ele e Simon, e também por que não quero que eles fiquem estranhos um com o outro.

— Posso te perguntar uma coisa? — Pergunto.

— Você vai perguntar de qualquer maneira, então sim, pode perguntar. —Ele responde firme, sem tirar a atenção do trânsito.

— O que aconteceu entre você e Simon? — Sou direto, pelo tempo que convivi com Raphael sei que ele não gosta de enrolação, é o tipo de pessoa que preferem dizer as coisas de uma vez, parece não ter paciência.

Raphael vira-se para mim, e em instantes está olhando para a rua novamente.

— Já te disse, não aconteceu nada. — Responde com o ar de quem já sabia o que eu iria perguntar e já tinha a resposta preparada.

De algum modo sei que ele está mentindo.  Viro minha cabeça para a esquerda, olhando pela janela.

— Então por que não o chamou para ir à inauguração com você? — Pergunto novamente. — Ele gosta dessas mais do que eu, você sabe muito bem disso. — Explico, ainda olhando pela janela.

— Eu mandei mensagens para ele, convidando-o, mas ele não me respondeu. – Há um tom de tristeza em sua voz.

— Diga-me o que aconteceu entre vocês. – Peço quando paramos no sinal vermelho. Eu sei que posso esta sendo intrometido, no entanto eu não me importo, são meus dois melhores amigos, da minha idade obviamente, e eu não posso deixar instalar um clima estranho entre eles.

— Eu... Eu não... — Ele respira audivelmente. — A gente se beijou.

Imediatamente, viro minha cabeça e olho para ele, franzindo a testa, confuso. Eu tinha quase certeza de que era isso que tinha acontecido, mas não entendo o porquê de Raphael está tão desconfortável. 

— Foi ruim?

Raphael baixa o olhar para suas mãos, sobre seu colo, depois ele move-as de volta para o volante.

— Foi meu primeiro beijo. — Ele revela mordendo o lábio inferior, e suas bochechas tornam-se levemente avermelhadas. — Então, eu não sei. – Ele aumenta o aperto no volante, tanto que seus dedos ficam brancos. — Mas eu não sei se o Simon está confortável com isso, sabe, por ter me beijado? — Ele se vira para mim. — Eu não quero que ele fique com raiva de mim.

— Qual é? É o Simon. – Digo. O Simon é uma pessoa incrível (não que vá contar isso a ele algum dia), ele não seria tão babaca a ponto de evitar o Raphael apenas por isso. 

“O Magnus fez o mesmo com você, e na época você achava-o tão perfeito e incrível.”... Meu subconsciente lembra-me com ironia. Por um momento eu considero esta possibilidade, mas então movimento a cabeça espantando tais  pensamentos. O Simon não é assim. Ele não vai magoar o Raphael. Claro que não.

Toda minha certeza de que o Simon não seria um babaca vai para o espaço quando chegamos ao colégio e o encontramos no corredor. E ele praticamente ignora o Raphael, nem mesmo olha para ele.

Merda. Merda. Simon não seja um idiota.

— Oi, Simon. — Digo sorrindo forçado, resistindo à vontade de dá um soco nele, para ensiná-lo a ser educado com os amigos.

— Alec — ele diz, olhando para mim. — Você fez a atividade de biologia?

Atividade de biologia? Sério? Nós nem temos essa aula hoje.

 — Nossa, estava difícil demais. Fiquei com dúvidas em algumas questões, então quero comparar nossas respostas...  — Ele continua falando, sem dá espaço para mim responde-lo, temo que seja apenas para não dá atenção a Raphael.

 Idiota!

— Simon...

— Tenho que ir à biblioteca, falamos depois... Até mais. — Ele diz e logo desaparece pelo corredor.

Respiro profundamente e viro-me para Raphael.

— Não ligue, ele... — Eu não sei como continuar esta frase. Não faço idéia do que o Simon possa está pensando. Preciso falar com ele.

Raphael dá de ombros e abre seu armário. Ou ele está tentando fazer parecer que está tudo bem ou realmente não se importa.

— Aonde você vai? — Raphael pergunta quando faço menção de seguir o Simon.

— Falar com ele. – Explico a Raphael.

Ele me olha irritado.

— Nem pensar! — Ele pega seus materiais, jogando-os de qualquer jeito dentro da mochila. – Foi só um beijo, ele não precisa fazer essa cena toda. – Diz fechando a porta do seu armário bruscamente. Nossa! Coitado do armário. — Vamos para aula, o Sr. Starkweather ficará bravo se chegamos atrasados de novo. — Ele não espera minha resposta, apenas sai andando em direção à sala de aula, esperando que eu siga-o. Pisco algumas vezes. Olho para onde Simon foi e depois para Raphael que continua andando sem olhar para trás, por fim decido segui-lo, falarei com Simon mais tarde. Ele conversara com Raphael e tudo voltará ao normal, como sempre foi.

Corro um pouco pelo corredor, até alcançar Raphael.

— Posso te fazer uma pergunta?

— Pode — murmura nem um pouco contente.

— Você gosta do Simon? — Pergunto, por sorte o corredor está quase vazio, não há risco de alguém ouvir nossa conversa.

— Sim — ele diz e acrescenta rapidamente: — Ele é meu amigo, assim como você.

— Eu não costumo beijar meus amigos. — Digo rindo. Raphael para de andar, se vira e olha para mim, com aborrecimento transbordando de seus olhos. — Desculpa. — Ergo as mãos em sinal de rendição.

Raphael olha para os lados, certificando-se de que não há ninguém por perto.

— Respondendo a sua pergunta, eu sinceramente não sei se gosto dele mais do que deveria. — Ele diz. — Mas eu sei que não quero que ele se afaste por causa do nosso beijo, não quero perder a amizade dele.

— Ele vai perceber que está sendo um idiota. — Digo.

Raphael concorda.

Entramos na sala e nos acomodamos em nossos lugares. O Senhor Starkweather logo chega, trazendo a triste notícia de que haveria um teste naquela aula, deixando todos ainda mais desanimados. Simon aparece logo depois e senta-se em seu lugar. E a aula começa.

As duas aulas seguinte, a exemplo da primeira, também foram péssimas.

Na hora do intervalo encontro com a Isabelle no refeitório, e felizmente ela estar sozinha. Nós sentamos em uma mesa mais afastada. Enquanto ela come um sanduíche natural, já que eu não estava sentindo fome, conversamos um pouco. 

Ela me contou que Robert e Maryse haviam discutido, ele não quis me contar o motivo. Mas eu tenho quase certeza de que foi por minha causa, não seria a primeira vez. Talvez ela não tenha gostado de ele ter aberto a boca e insinuado sobre o aborto que ela pretendia fazer quando descobriu estava grávida de mim.

— O que está acontecendo com seus amigos? – Ela olha por cima do meu ombro, viro-me e vejo Simon e Raphael sentados em mesas separadas, o mais longe um do outro, possível.

Por que eles são  tão cabeça duras? Uma simples conversa resolveria tudo.

Volto-me para Isabelle.

— É complicado. — Digo.

Isabelle ergue a sobrancelha e não diz nada a respeito.

— Você vai voltar para casa hoje? — Ela pergunta, relutante.

Balanço a cabeça com uma resposta afirmativa. Não é uma opção. Eu não tenho para onde ir e não posso ficar na casa de Magnus para sempre, portanto tenho que voltar para casa querendo ou não.

— Ei — Isabelle passa o braço por sobre a mesa e segura minha mão. — A mamãe...

— Por favor, não venha defendê-la. Não pra mim. —  interrompo-a, não quero discutir com ela, ainda mais por estarmos tentando voltar a sermos como éramos antes. — Por que não está com suas amigas e seu namorado? — Pergunto sem interesse, quero apenas mudar de assunto. Eu não quero pensar na minha mãe e muito menos nas coisas que ela me disse, por que a cada vez que lembro dói pra caramba. E quando eu digo que dói, quero dizer fisicamente, não sei como isso é possível, e como se a mente sentisse e o corpo se entregasse a dor.

É horrível. E eu preciso que isso pare, mas sei que voltar para minha casa não será a solução, mas o que posso fazer?

Talvez eu devesse me mudar.

Para debaixo da ponte? Uma vozinha irritante surge em minha cabeça, perguntando-me de modo zombeteiro. Não tenho o melhor salário do mundo, mas sempre posso conseguir um aumento, se bem que o Sebastian já me paga mais do que deveria já que eu trabalho somente por meio período, mas eu acho consigo pagar um aluguel tranquilamente e mais nada... Droga!

É. Talvez eu não devesse me mudar.

— As garotas não vieram hoje. — Ela responde.

Franzo a testa.

— E o Ronny?

— Nós terminamos. — Ela diz mordendo o lábio inferior.

Graças a Deus!

— Uma pena. — Digo com um falso pesar. Isabelle revira os olhos.  — Por quê?

Ela dá de ombros, e baixa os olhos para a mesa.

— Ele é um idiota.

— Ah, isso ele sempre foi. — Comento.

Isabelle ri, mas sua risada não é verdadeira.

Eu paro por um instante para observá-la. Ela está estranha, parece que está escondendo alguma coisa, e apesar de parecer à mesma Isabelle posso sentir que tem alguma coisa de diferente nela, mas não sei dizer exatamente o que é.

— Izzy... — Lentamente ela levanta a cabeça, assim posso ver a tristeza refletida em seus olhos. — O que aconteceu? — Pergunto cheio de preocupação.

Ela engole.

— Nada — a palavra sai como um suspiro.

Olho para ela diretamente nos olhos.

— Então por que você... — O som do alarme me interrompe, os outros alunos se movem para fora, como se realmente estivessem ansiosos para retornarem a sala de aula.

— Não se preocupe comigo, está bem. — Isabelle diz enquanto recolhe seu celular de cima da mesa, levanta-se e sai do refeitório sem olhar para trás.

O dia está sendo péssimo.

Levanto-me da cadeira e a passos lentos sigo em direção à sala de artes. No caminho encontro o Chris. Bem, tudo sempre pode ficar pior, não é mesmo? Mas para minha surpresa quando ele passa por mim, ao invés de toda aquela hostilidade com a qual ele vinha me tratando ultimamente, ele me dá um pequeno sorriso, pequeno, mas verdadeiro. Sorrio de volta. 

Talvez nem tudo esteja sendo uma droga nesta manhã.

 

 

(...)

 

 

— Você quer carona? — Raphael pergunta quando saímos do colégio após o fim das aulas. — Posso te deixar no estúdio.

— Se não tiver problemas para você... — Olho em todas as direções. — Eu aceito a carona.

— O que está fazendo?

— Procurando o Simon.

— Ele já foi embora. — Raphael diz e coloca seus fones, altos demais para meu gosto. 

Em silêncio nós seguimos até o carro dele.

Ligo para Magnus enquanto Raphael dirige. Não falamos muito, porque aparentemente ele estava ocupado e também porque não tinhámos muito o que conversar.

Quando chego ao estúdio Sebastian, lily e Clary convidam-me para almoçar com eles. Depois do almoço me entrego totalmente ao meu trabalho. E a tarde passa num borrão.

Chego em casa as 19h e por sorte não encontro ninguém na sala. Subo para meu quarto, ao acender a luz vejo Max dormindo em minha cama, certamente a Isabelle havia lhe contado que eu voltaria para casa e ele decidiu me esperar. Eu tento fazer o mínimo de barulho para não acorda-lo, enquanto tomo banho, e faço algumas atividades atrasadas. Quando desço para procurar algo para comer encontro Isabelle e Jace na sala com ares de recém-chegados. Jace trazia algumas sacolas de compras, certamente eram de Isabelle.

— Oi — digo a eles.

Isabelle sorri para mim, depois pega as sacolas das mãos de Jace e sobe as escadas, deixando-nos sozinhos na sala.

— Robert e Maryse, onde eles estão? — Pergunto sem demostrar interesse.

Jace dá de ombros.

— Foram jantar com alguns sócios da empresa. — Grace responde entrando na sala. Fico contente em vê-la. Ela se aproxima de mim, e me abraça. Abraço-a também com força e dou graças a Deus por ter ela e meus irmãos aqui. Não sei o que faria sem eles. — Não vi quando chegou... — Ela diz acariciando meus cabelos.

— Subi direto para meu quarto. — Eu explico, não há necessidade de dizer que eu estava evitando encontrar com Robert ou Maryse. Ela aperta seu abraço, como se soubesse o que estava passando pela minha mente, fecho meus olhos, aproveitando mais um pouco do calor maternal que seu abraço me proporciona, eu estava precisando tanto desse abraço. Eu me sinto protegido e amado quando a Grace está por perto. Para mim ela é muito mais que a governanta da casa, ela é a mãe que Maryse não conseguiu ser durante todos esses anos. 

— Estou com fome, Grace. — Digo quando desfazemos o abraço.

Ela sorri docemente para mim.

— Eu acho que tem uma macarronada deliciosa lá na cozinha, feita especialmente para você. — Ela comenta, tocando meu rosto.

Minha boca enche de água.

Isabelle retorna para sala, trazendo Max com ela.

— Por que não me acordou? — Ele pergunta, emburrado.

— Desculpe-me, eu apenas não quis acorda-lo. — Estico a mão e bagunço seus cabelos. Ele me dá um olhar cético e depois abre um sorriso gigantesco. 

Hmm... Fui perdoado.

Nós seguimos para a cozinha.

Depois do jantar, meus irmãos e eu decidimos assistir a um filme. Grace faz pipoca para nós, antes de ir se deitar.  A escolha do filme fica por conta de Max. 

Zootopia é a escolha dele.

 Quando o filme acaba Max e Isabelle, estão dormindo no sofá. Jace pega o Max e leva-o até o quarto. Acordo Isabelle. Ela sobe para seu quarto também. Desligo a televisão e começo a arrumar a sala que por sinal estar uma bagunça, com pipoca para todo lado, resultado de uma “guerra” entre Max e eu. Foi ele quem começou quando percebeu que eu não estava prestando atenção no filme, eu estava pesando em uma solução para minha falta de recursos para conseguir ir morar sozinho, obviamente eu não irei pedir ajuda para Maryse ou Robert, então tenho que procurar uma solução. Uns minutos depois Jace volta e me ajuda a limpar, deixando bem claro que não estava nada contente com aquilo.

— Jace?

— O que foi?

— Eu não quero continuar morando aqui. Não queria ter voltado para cá. — Eu começo a falar, precisando desabafar com meu irmão e melhor amigo. Posso está sendo infantil por isso, no entanto sinto que é isso que preciso fazer, manter-me afastado, talvez depois de um tempo tudo melhore e a rejeição não seja mais tão dolorosa. Jace me olha fixamente, não parece surpreso pela minha revelação, é como se ele já esperasse por isso. — Eu sinto como se estivesse ocupando um espaço que não é meu aqui dentro, você entende? Nao entende? — Ele balança a cabeça. – Então, eu...  Eu preciso de sua ajuda... — Digo cabisbaixo, não queria meter meu irmão no meio dos meus problemas.

— Ei... — Ele coloca as mãos em meus ombros. Levanto a cabeça. — Sabe que pode contar comigo para qualquer coisa, não sabe?

— Sei.

— Clary e eu estávamos pensando em mudarmos para nosso apartamento... O que você acha de passar um tempo com a gente?

— Não quero atrapalhar vocês.  — Digo.

— Não vai. — Jace afirma.

 — A Clary está de acordo com isso? — Pergunto.

— Ela te adora, e, além disso, foi ela quem sugeriu que eu convidasse você. — Franzo a testa. — Eu falei com ela sobre tudo o que aconteceu, estava preocupado com você e ela notou, não acreditaria se eu inventasse uma desculpa qualquer... Então o que me diz?

Balanço a cabeça. E abraço meu irmão, agradecendo-o por sempre está aqui por mim. E aceito a proposta dele, despreocupado, por que daqui alguns meses eu me formo e consigo me virar sozinho e não incomodarei mais ninguém com meus problemas.

 

 


Notas Finais


Espero que tenha gostado, apesar de que eu achei este capítulo meio sem graça e bem inferior aos outros, mas era o que tinha planejado para acontecer nele, nada a mais, nada menos, só isso...

Beijos!!!


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