História Against all odds (malec) - Capítulo 27


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Categorias As Crônicas de Bane, Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Aline Penhallow, Clary Fairchild (Clary Fray), Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Lady Camille Belcourt, Magnus Bane, Maryse Lightwood, Robert Lightwood, Sebastian Morgstren, Simon Lewis
Tags Clace, Drama, Fama, Ficção Adolescente, Ídolo, Malec, Revelaçoes, Sizzy
Visualizações 369
Palavras 2.740
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi!

Dessa vez nem demorei muito, não é? 04 dias, que avanço kkkkk

Boa leitura!!!!!!!!!!!!

Capítulo 27 - Esperança atingida


— Alexander Lightwood —

 

Coloco meu celular sobre a cômoda. São oito horas da manhã, e o dia lá fora está escuro como se fosse sete horas da noite, fato este provocado pela forte tempestade que começou ainda na madrugada e parece que vai durar o dia todo. Geralmente eu amo os dias de chuva, no entanto, hoje eu estou odiando. Suspiro derrotado, maldizendo esta chuva por atrapalhar meus planos para hoje, sendo o principal deles, não encontrar com minha mãe, pelo menos não de manhã, mas agora terei que passar o dia todo em casa, com ela aqui, já que não há possibilidade alguma de ter aula hoje.

Escuto um resmungo e viro-me para o lado. Max está encolhido, agarrado ao travesseiro como se sua vida dependesse disso. Ele se refugiou na minha cama quando a chuva começou, dizendo que estava ali por que achou que eu poderia sentir medo da tempestade, sendo assim, não queria me deixar sozinho. Deixei que ele ficasse aqui, pois sei que ele tem medo de tempestade embora ele insistisse em negar. Fiz o meu papel de irmão mais velho e agora me arrependo. Todo o meu corpo está dolorido em decorrência dos seus chutes e pontapés.

Jogo minhas pernas para fora da cama, estremecendo quando meus pés descalços tocam no chão frio. Levanto-me, ignorando o frio em meus pés, caminho até o interruptor e acendo a luz. Passo os olhos pelo quarto, procurando por meus chinelos. Olho em todo o canto, até mesmo debaixo da cama. Não estão em lugar nenhum. Ajeito as cobertas em cima de Max, deixando-o confortavelmente protegido e vou ao banheiro. Por sorte encontro meus chinelos. Já não estava mais aguentando ficar descalço, aproveito e lavo o rosto deixando a água lavar os restos finais do sono. 

Por um breve momento encaro meu reflexo no espelho, encontrando o “eu” de sempre, pálido, com os cabelos revoltos e olhos levemente inchados pelo sono. Depois desço até a cozinha, ainda usando meu pijama que um dia fôra preto e agora parece uma mistura de cor entre o branco, o preto e o cinza, uma mistura de cor que o deixa horroroso, mais do que era quando tinha somente a cor original.

Por pura infelicidade minha mãe também já está acordada. Robert também. Eles estão sentados à mesma, tomando café e conversando. Fico observando-os por uns instantes. Eles não parecem ser o mesmo casal que Isabelle dissera ter passado todo final de semana discutindo e gritando um com outro.

— Bom dia, Alexander. — Minha mãe deseja ao me vê no cômodo, sua fala é acompanhada por um sorriso singelo como se nada tivesse acontecido, como se nossa conversa não tivesse existido, o sorriso dela é facilmente ignorado por mim. 

Robert resmunga alguma coisa sobre minha atitude mal educada. Eu decido ignorá-lo também. Não estou a fim de começar uma briga logo de manhã. 

Sento-me à mesa, tentando agir de forma natural, apesar de todo meu desconforto diante dos dois. Encho uma xicara de café, colocando toda minha atenção nela, disposto a manter-me firme na missão de ignorar Robert e Maryse.

Enquanto tomo meu café em silêncio, posso sentir o olhar de Maryse sobre mim, avaliando-me. Sinto que ela deseja pergunta-me algo, mas não sabe como iniciar uma conversa. E não serei eu quem dará o primeiro passo.

Os minutos vão passando e ninguém diz nada, os únicos sons no cômodo são dos talheres e o barulho da chuva lá fora.  Quando Jace aparece Robert começa a falar com ele sobre a empresa. Como considero que conversas sobre construção civil estão em um alto nível de chatice, só não mais que futebol, eu bloqueio o som da conversa.

— Você não vai comer nada? — Ouço Maryse perguntar a alguém. Levo a xícara a boca, com uma notável economia de gesto. Uma vez que ninguém diz nada eu levanto os olhos e percebo que ela estava falando comigo, pois olhava diretamente para mim.

— Não estou com fome. — Digo por fim.

Maryse abandona o guardanapo sobre a mesa e se levanta.

— Por favor, venha até o escritório, preciso falar com você. — Ela diz e sai andando sem esperar por uma resposta minha.

Troco um breve olhar com Jace. Ele me dá um mínimo sorriso.

Suspirando, eu me levanto da mesa, e sigo em direção ao escritório, tão lentamente quanto consigo, imaginado os possíveis assuntos que Maryse tenha para conversar comigo, e evitando criar falsas expectativas.

Sento-me na cadeira, em frente à Maryse, e pacientemente, espero que ela comece a falar.

Ela limpa a garganta.

-—Você e Magnus Bane? — Sua voz é cautelosa. — É realmente sério? — Pergunta cheia de dúvidas.

 Resisto à vontade de revirar os olhos.

Eu não acredito que ela me chamou até aqui para falar sobre isso.

Por que eu pensei que ela poderia me contar a verdade?

— Você se importa? — Murmuro em resposta.

Ela suspira como se estivesse cansada.

— Sim, eu me importo. — Ela diz sua voz contida, controlando-se para não perder a calma. — Você é meu filho.

Uma risada irônica escapa de minha garganta.

 Maryse se ofende.

— Não foi por que eu cometi um erro no passado... Que irei admitir que me trate com tanta indiferença.

Inclino um pouco para frente.

— Foi exatamente assim que a senhora tratou-me durante toda vida. – Lembro-a com ironia. Arrumo minha postura, voltando a me escorar na cadeira. — Então não venha dá uma de mãe preocupada com minha vida, quando na verdade nem ao menos liga para o que acontece comigo.

— Eu não quero brigar com você, Alexander.

Bom, nem eu. Já estou cansado de tudo isso.

— Eu quero me tornar uma mãe melhor para você. — Completa em voz baixa.

— Quer mesmo? Então me responda... Se o seu marido não tivesse dito aquilo, você nunca me diria a verdade, não é mesmo? — Pergunto, minha voz presa em minha garganta.

Maryse baixa os olhos para a mesa. Já tenho minha resposta, além do mais ela está tão clara nas ações de Maryse que qualquer um pode perceber. Não irei mais insistir em saber quem é meu pai, claro que não estou desistindo, apenas estou cansado de tantas perguntas sem respostas. Talvez Maryse se canse também de todo esse silêncio, e conte-me, ela mesma, toda verdade, seja ela qual for.

— O Robert não teve intenção. — Maryse murmura erguendo os olhos até encontrar-se com os meus.

Como ela pode ser tão cega?

— Sobre sua pergunta, sim, Magnus e eu estamos... — Interrompo-me por um momento, buscando a palavra certa.

O que irei dizer?

 A verdade... Uma vozinha soa em minha cabeça. Claro, o caminho da verdade é sempre um bom caminho a se seguir.

— Magnus e eu... Nós estamos namorando. – Ou quase isso.

— Ele é bem mais velho que você. – Maryse informa como se isso se tratasse de uma informação desconhecida.

Ela olha para mim.

Olho de volta, mordendo o canto interno da boca, para conter a vontade de lembra-la que, ela tinha pouco mais de dezenove anos quando se envolveu com Robert, viúvo quarentão, e seu pratão na época.

— Ele é um homem experiente e você é só um menino. — Ela continua, e eu busco refugio no silêncio, decidido a não iniciar outra briga com ela. Eu amo o Magnus. Tenho total certeza de meus sentimentos por ele. Então, não me importo com o fato dele ser mais velho que eu. Não me importo por ele ser, como ela mesma disse, experiente. – Essa relação pode não ser boa para você.

O que?

Por um momento, a certeza em seu tom me deixou desnorteado, mas então, uma pontada de irritação surgiu em mim, pronta para ganhar vida em minhas palavras. Tentando manter-me de boca fechada eu mordo a boca com um pouco mais de força, tanto que sinto o gosto metálico do sangue, logo em seguida, inspiro profundamente e solto o ar em um longo suspiro, não é o suficiente. Então deixo minha mente vagar pelos momentos que compartilhei com Magnus. Nossos beijos. Nossas conversas... Tudo. Ele me faz bem, faz-me sentir amado e protegido de uma forma que nunca senti antes. Não tem como isso não ser bom.

— Por quê? — Minha voz sai num sussurro controlado. — Por que essa conversa agora?

— Estou tentando melhorar as coisas entre nós. — Ela explica.

— Indo contra a única coisa que faz sentido na minha vida agora? — Digo totalmente incrédulo. — Lamento informar, mas você está no caminho errado. — Minha voz sai mais alta do que eu esperava.

Maryse parece pensar,  apertando os lábios em linha reta.

— Conversei com o Robert e ele acha...

— Robert? — Interrompo-a, levanto-me bruscamente, sentindo algo estourar dentro de mim... Meus limites.

Olho com raiva para Maryse.

Ela engole e então passa a mão pelos cabelos, percebendo tardiamente que, mencionar seu marido na conversa, não foi uma boa idéia.

Robert nunca demostrou se importar comigo e agora que dá palpites sobre meu... Quase namoro? Não aceitarei isso, não mesmo. O que ele está pensando? O que Maryse tem na cabeça para ir pedi conselhos sobre minha vida, logo para ele? 

— Quer saber, não precisa dizer mais nada. Não ficarei aqui, tenho coisas a fazer. — Digo, ela levanta as sobrancelhas.  — Vou arrumar minhas malas. Irei morar com Clary e Jace, no apartamento deles. — Explico caminhando para fora.

Maryse vem atrás de mim.

— O que? — Ela pergunta quando me alcança na sala.

— Isso mesmo que você ouviu. —Começo a subir as escadas, rapidamente.

— Não vou permitir uma coisa dessas. — Maryse grita.

Paro e viro-me para ela.

— Não estou pedindo permissão. Estou lhe comunicando.  E também já tenho idade suficiente para tomar minhas próprias decisões, não preciso de seu consentimento. — Com isto dou as costas para ela e volto a subir as escadas. Atravesso o corredor em poucos passos. Abro a porta do meu quarto, deixando-a aberta. Maryse entra atrás de mim. Olho em direção à cama, e não encontro o Max. Graças a Deus, por ele não estar aqui, não quero que ele nos escute brigando mais uma vez.

— O porquê disso? — Maryse fecha a porta com força, escorando-se na mesma logo em seguida.

Sento-me na cama. Olho pela janela e permaneço assim por vários instantes. A chuva deu uma trégua, mas o céu ainda continua nublado, pronto para desabar em outra tempestade.

— Eu não pertenço a esta casa, Maryse. — Respondo por fim. — Não precisa fingir que se preocupa, você terá o que sempre quis, se vê livre de mim. – Não consigo controlar o rancor em minha voz. — Estou apenas facilitando as coisas para você. — O tom áspero em minha voz é cortante, dou um sorriso falso para Maryse.

Maryse não diz nada, apenas fica parada me olhando, parecendo enxergar através de mim, presa em alguma lembrança.  Um lampejo de dor surge em seus olhos, e faz com que um sentimento de culpa apareça dentro de mim.

“Talvez sua mãe queira apenas te proteger e acha que ao te deixar sem saber sobre o passado dela seja a melhor solução.” As palavras de Magnus ecoam em minha mente. E o sentimento de culpa aumenta.

Fecho os olhos, tentando afastar a culpa, não sou eu quem deve ser sentir assim. De jeito nenhum. Tento normalizar minhas emoções, e livrar-me desse sentimento, mas é complicado com a nossa conversa voltando com tudo, martelando em minha cabeça:

“Tantas coisas aconteceram naquele ano que mudaram completamente a minha vida, meus planos...”. A voz de Maryse é tão nítida na minha cabeça que eu sinto como se ela estivesse repetindo cada palavra neste exato momento. Infinitas possibilidades preenchem minha mente e nenhuma delas é agradável. Um enjoo toma conta de meu estômago, sinto que posso vomitar a qualquer momento.

“Eu estava sozinha e não tinha ninguém que pudesse servir como apoio para mim.”

A revelação de suas palavras me atinge como uma bofetada. Eu estava com tanta raiva naquele dia que não havia percebido. Ela estava sozinha, sem ninguém. E isso quer dizer que... Que o meu pai não queria saber do bebê... Ele não queria saber de mim.  Um nó se forma em minha garganta prendendo minha respiração.

Pisco afastando as lágrimas que ameaçavam ser formar em meus olhos.

— Desculpe-me. — Eu peço e engulo sentindo minha garganta apertada. Os olhos dela focam em mim na medida em que vão suavizando, desaparecendo com aquele lampejo de dor, dando espaço para uma preocupação evidente. — Eu preciso de um tempo longe e  ficar aqui... Não é a melhor solução.

— Eu entendo. — Ela diz soando verdadeira.

— Mas agora eu preciso ficar sozinho. — Eu digo.

Sem dizer uma palavra ela sai do quarto, olhando-me mais uma vez.

levanto-me e caminho até meu grada-roupa, deslizando a porta eu pego uma caixa azul, na parte debaixo, escondida debaixo das minhas roupas. 

Uma vez que volto a me sentar na cama, eu abro a caixa e viro tudo que havia dentro dela em cima da cama. Meus olhos ardem diante dos vários cartões de natal e também dos dias dos pais, que fiz quando mais novo, na esperança de um dia poder entrega-los ao meu pai. Pego alguns cartões. A cada palavra lida sinto a minha dor aumentar. Tem de vários anos, desde quando eu estava na pré-escola e não sabia nem mesmo escrever o meu nome, até a adolescência.

 Agora, olhando para eles eu me sinto patético, por que meu pai não quis saber de mim e eu perdi meu tempo fazendo tudo isso para ele, mesmo não o conhecendo. E odiando aqueles professores que me mandavam fazer esses cartões mesmo que eu dissesse que não tinha para quem entregar...

Tomado por uma crescente raiva eu pego os cartões e começo a rasga-los, furiosamente, garantindo que não sobre nenhum intacto, e, destruindo todas as esperanças daquele Alec que ansiava pelo dia em que conheceria seu pai. 

Os pedaços de papel vão ganhando espaço no chão, mas vê-los espalhados por ali não faz com que a raiva diminua, pelo contrário, parece fazê-la aumentar, cada vez mais e mais, bloqueando a vontade de chorar.

— Cacete! — Grito quando lanço a caixa na parede.

Como se estivesse zombando de meu estado deprimente a chuva lá fora volta com força. Deixo meu corpo cair na cama. E fico ali encarando o teto, sem fazer nada, preso na minha própria tristeza. Não dá para fugir dela, por mais que eu tente.

Depois eu me encolho na cama, puxando as cobertas sobre minha cabeça, fecho os olhos e tento pensar em qualquer coisa que não seja meus pais. Mas não adianta. Tudo o que consigo fazer é pensar neles, e criar ilusões sobre uma vida com eles.

O dia se arrasta... A chuva não para e eu continuo trancado no quarto, sozinho. 

Mando Jace e Max irem embora quando eles aparecem convidando-me para jogar banco imobiliário. Recuso o almoço que Grace, gentilmente, trouxe para mim. Fico ainda mais decepcionado quando tento ligar para Magnus e chamada não completa.

Mas tarde tomo um banho e saio do quarto. No corredor eu paro em frente à porta do quarto de Isabelle. Tem alguma coisa acontecendo com ela e preciso saber ser aquele imbecil do Ronny fez algo com minha irmã. Dou suas batidas na porta, e abro-a quando escuto ela gritar um “entre” lá de dentro.

Pálida e tensa são as primeiras coisas que noto na Isabelle quando a vejo sentada diante do espelho.

— Você está bem? — Pergunto preocupado quando paro atrás dela.

Nossos olhares se cruzam através do espelho. E os lábios delas se contorcem em um sorriso falso.

— Estou — ela diz.

Eu até acreditaria nela se sua voz não tivesse soado tão vacilante.

— Não acredito em você — digo e espero que ela reclame, mas nada acontece. — Está assim por causa do Ronny?

Ela ignora minha pergunta, inclina para frente, pegando uma escova e começa a pentear seus cabelos.

— O que aquele idiota fez com você? — Pergunto. — Izzy, por favor, diz... — Paro de falar, quando, de repente, ela levanta-se deixando a escova cair no chão e cobrindo a boca com uma mão, e segue apressadamente até banheiro batendo a porta com força.

 


Notas Finais


Beijos e até o próximo capitulo.

❤❤


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