História Agnus Dei - Capítulo 17


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Categorias Dragon Ball
Personagens Bulma, Chichi, Goku, Kuririn, Raditz, Vegeta
Tags Bulma, Dragon Ball, Goku, Universo Alternativo, Vegeta
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Palavras 3.071
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Hentai, Policial, Romance e Novela, Saga, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


"peça ao Senhor, ao seu Deus, um sinal milagroso, seja das maiores profundezas, seja das alturas mais elevadas".

Isaías 7:11

Capítulo 17 - Signum


O carro dos agentes pararam em frente a um restaurante. Ficava de esquina, bem na frente da outra esquina, onde o corpo de Videl fora encontrado mais cedo. Não tinha mais o corpo, mas a serpente amarelo-preto-se-afaste estava lá, isolando aquele pequeno pedaço de chão.

Hitto desceu. Whis ainda estava com o cinto e olhava para a cena vazia do crime. Não tinha mais crime ali. Assustou-se, pulando no banco, quando o parceiro bateu no vidro. Na verdade, na verdade, ele esmurrou o vidro.

Whis saiu, com o coração acelerado. Seu olhar era distante, desde que falara com aquele repórter. Quer dizer, desde que aquele repórter falou com ele.

- Qual o seu problema, Whis? – Hitto o encarou – Vai me dizer que é igual a Jiren?

Whis não respondeu. Deu um passo para o lado, saindo da frente de Hitto e foi em direção ao interior do restaurante. “Semente dos Deuses”, esse era nome do lugar, Whis riu, não porque achou engraçado, mas porque achou irônico.

Os deuses estavam por toda a parte, mas não havia um único deles a se apresentar para dar a salvação, a condenação ou pelo menos algum sinal. Porque, sinceramente, estava foda.

- Bom dia. – um homem gordo e careca, vestido em um avental encardido interceptou Whis.

- Homicídios. – ele mostrou o distintivo – Você é o dono?

- Estão aqui por causa da mulher, não é? – ele jogou o pano de prato, que parecia de chão, no ombro. Em sua testa havia gotas de suor, provavelmente devido ao calor da cozinha. Usava uma blusa roxa escura e por baixo uma branca, ambas dobradas juntas até a altura do cotovelo.

- Você é o dono? – Whis repetiu sem alterar o tom.

- Não, mas fui eu quem viu o corpo. – o homem convidou a sentar – Eu sou o cozinheiro, então chego mais cedo.

O estômago de Whis revirou, imaginando aquele homem cozinhando. Principalmente depois que ele passou o pano na testa.

- Qual seu nome? – Hitto tomou a frente.

- Champa. – as bochechas balançaram quando ele falou o “pa”, Hitto quase riu. Quase.

- Conte o que você viu. – Hitto ordenou.

Como quem narrava um thriller de terror e suspense, o homem começou a falar. Contou da discussão de Videl com um homem, e que ela havia dado um tapa “bem na cara dele”, enfatizou, como se fosse possível ela bater na cara de outro, naquele momento.

Disse que não conseguiu ouvir direito o que eles falavam, mas “teve uma hora que ele começou a bater palmas e disse parabéns para ela”, ele imitou a forma como Gohan aplaudiu. E depois encenou o tapa na cara e como o homem foi embora, deixando a mulher sozinha.

- Eu ia ajudar, porque ela apoiou no muro, parecia que ia cair, mas antes que eu chegasse lá, um carro parou e ela entrou.

- Um carro? – Whis despertou – Você sabe dizer o modelo? Se lembra da placa? A cor?

- Era um carro preto, os vidros escuros, não deu para ver nada dentro. – ele parou para pensar um pouco, Whis estava quase tendo um ataque – Acho que era um corcel, sabe, desses carros antigos, de colecionador. Eu não entendo muito de carros, mas já vi um desses em uma exposição.

- Vocês tem câmeras aqui, - Whis observou – queremos as imagens, por gentileza.

- Elas são falsas. O chefe coloca para intimidar os ladrões. – Champa falou sem graça.

Whis esperou Hitto perguntar algo, ele se manteve calado. Whis levantou.

- Obrigada senhor Champa, foi de grande ajuda. Voltaremos caso necessário ou o senhor poderá ser chamado para depor na delegacia. – Whis cumpria o protocolo, mas na hora de apertar a mão do homem ele preferia ter feito como Goku. Um simples obrigado, e sair andando.

Hitto olhou para cima, nos postes, mas naquele pedaço da cidade não tinha câmeras. Precisavam descobrir quem era o homem que estava com Videl, e o único que podia dizer, naquele momento, era o pai dela. O prefeito Satan.

Mas antes de partirem, o celular de Whis tocou.

- Jaco? – Whis atendeu surpreso – Conseguiu alguma coisa?

- Whis, Gohan está aqui na delegacia. Ele era o namorado de Videl. – Whis ficou surpreso – Você pode vir até aqui?

- Estou a caminho! – Whis puxou o cinto de segurança – Para a delegacia, rápido. – Hitto acelerou.

 

Distrito 59GVB - 59º Divisão de Homicídios - Unidade Especial

Bulma parou o carro na frente do departamento da homicídios. Havia passado no Hospital Central, Goku permanecia na mesma situação. Estável. Ao menos uma boa notícia. Saiu do carro e olhou para os curiosos e repórteres de plantão.

Na entrada estava a equipe de Kami Sama. Com muito custo conseguiram isolar a área suposta em que o atirador ficou. Recolheram os cartuchos vazios, vomitados pela arma a cada disparo. A serpente amarelo-preto-afaste-se formava um triângulo torto, dando a volta no poste e amarrando-se na pilastra da entrada.

Kuririn estava saindo da sala de reuniões quando os dois se chocaram de frente. Bulma estava abatida e tinha olheiras profundas. Ele a convidou para sua sala.

- Como está Goku? – Kuririn perguntou após Bulma se sentar.

- A situação dele é delicada. Ele está estável, mas o médico disse que só poderia dar um diagnóstico mais preciso após 72 horas. – Bulma parou de falar, insinuando que não tinha mais informações.

- Certo. – Kuririn recostou-se na cadeira – Me mantenha informado.

- Sim senhor. – ela se levantou e foi direto para a sala de reunião, olhou em volta, conferindo se nada havia sido tirado do lugar. Aparentemente, não. A sacola com os yakissobas estava intacta.

Tirou o casaco e o cachecol, jogou sobre uma das cadeiras, um barulho metálico muito sutil chamou sua atenção. Olhou em volta, mas quando se abaixou viu algo prateado. Tateou a mesa e achou algo comprido. Era uma caneta, puxou o objeto e o ergueu, colocou de volta ao chão, foi até onde estava sua bolsa e pegou uma caixa de lenços de papel, considerou que cinco seriam suficientes. Voltou para debaixo da mesa e com a caneta ergueu novamente o objeto, o depositou sobre os lenços e dobrou com cuidado.

Na nécessaire ela tirou um pequeno case quadrado, arrancou o produto de beleza que havia nele, limpou e depositou o pequeno embrulho de papéis. Fechou, guardou e continuou seu trabalho. Por sorte, naquela sala não havia câmera e por azar, também.

 

Whis e Hitto entraram na delegacia a passos rápidos. Jaco os recebeu e os levou até a sala onde Gohan estava.

- Ele se apresentou por vontade própria. – Jaco iniciou – Já colhemos o depoimento dele. O álibi confere, mas ele disse que a culpa foi dele.

- Por que? – Whis olhava para Gohan através do vidro.

- Ele se culpa por ter deixado Videl sozinha e disse que ela estava grávida. – Jaco olhava para Whis, estava estranho.

- Certo. – Whis olhou para Jaco – Deixe-nos falar com ele.

Jaco abriu a porta e os dois agentes entraram. Whis foi direto para a cadeira que estava de frente para Gohan, mas não se sentou. Se debruçou sobre a mesa, ficando bem perto dele.

- A mim não interessa o que você disse à polícia, se me der a resposta correta sairá daqui na hora. – Gohan franziu as sobrancelhas – Quem é o dono do Corcel preto de vidros escuros. Eu quero apenas o nome.

Gohan desfez a junção das sobrancelhas, aliviou a tensão dos ombros e do maxilar. Respirou fundo e soltou junto com o ar.

- Satan. – Whis não agradeceu, apenas deu a ordem para que Jaco o liberasse.

- Mas Whis?... – Jaco tentou argumentar.

- Ele não é o culpado. – Whis respondeu sem olhar, lançou-se porta afora com Hitto no encalço – Para casa de Satan. – afivelou o sinto de segurança e fechou os olhos, recostando a cabeça no apoio do banco, precisava organizar as ideias.

 

Distrito 59 GBV – Instituto Médico Legal

Dois corpos. Doutor Briefs não sabia por qual começar, embora tivessem as mesmas características das anteriores, dessa vez havia sinais de luta. Pelo menos em Videl. Seu pescoço tinha hematomas, e não foram feitos pela corda que a sustentou, embora também tenha ferido a pele.

Dessa vez iria precisar de ajuda, pois queria analisar rápido, as coisas estavam saindo do controle. Ia chamar seu novo assistente, mas o celular tocou, Bulma.

- Pai, preciso urgente da balística do corpo de Bra.

- Está bem filha, tentarei ser rápido. – Bulma não se despediu, desligou e voltou para suas anotações. Olhou no relógio, Vegeta ainda não chegara.

- Monaca, sabe de Vegeta? – ele respondeu que não, mas saiu em busca de informações.

Doutor Briefs mandou um beijo para Bulma e desligou. Seu assistente já estava na sala. Observava o velho Briefs e se perguntava como ele conseguia ser tão bom como médico legista.

- Oh! Dezesseis, você chegou! – o homem alto de cabelos vermelhos e olhos azuis sorriu – Venha, precisamos trabalhar rápido. - deu um jaleco para ele e foram examinar os corpos.

 

Satan City

Whis e Hitto apresentaram seus distintivos e passaram pelo primeiro portão da grande mansão do prefeito Satan. Caminharam por uma trilha de pedras, os coturnos de Hitto faziam um atrito alto, algumas pedras se quebravam sob o calçado pesado.

- O prefeito não quer ser incomodado. – um segurança falou ríspido, na porta da entrada principal.

- Sentimos muito pela filha dele. – Whis tentou ser suave – Mas o que temos é do interesse dele e diz respeito a ela.

O homem entrou e logo voltou.

- Entrem. – Whis quase sorriu. Foram levados a uma sala exageradamente decorada.

- Que mal gosto... – Whis olhava em volta. Tinha de tudo quanto era quadro de pintores clássicos, modernos, pós modernos e ultramodernos. Tudo réplica, da mais barata.

- Senhores. – a voz grossa ecoou chamando a atenção dos homens, que estavam de costas para a porta.

- Prefeito Satan, sou Whis, agente especial da homicídios e esse é meu parceiro Hitto. – Whis apertou a mão do homem. Seus olhos estavam vermelhos, o semblante triste, pesado – Sentimos muito por Videl e antecipamos nossas desculpas, mas creio que o que tenho para te falar poderá nos ajudar a pegar o assassino.

Satan pediu que eles sentassem. Whis relatou sobre o depoimento de Champa, a briga de Videl e Gohan, o carro em que ela entrou e a gravidez. O pai não sabia que a filha estava grávida. Satan confirmou que o carro era dele, mas não tinha usado no dia.

- Eu uso esse carro para levar Videl aos lugares que ela quer. Escolhi esse carro por ser antigo e não chamar a atenção. – ele soltou um leve suspiro – Ontem eu dei uma festa aqui, para comemorar o aniversário da cidade, Videl queria a todo custo ver Gohan, então pedi ao meu segurança pessoal que a levasse.

Whis parou para processar as informações.

- Seu segurança está aqui? – Whis percebeu que tinha uma câmera na sala. Satan mandou chamar o homem, mas foi informado que ele não aparecera desde que havia saído com Videl – Em sua garagem também tem câmeras?

- Sim, por toda a casa, exceto locais privados. – Satan inclinou um pouco a cabeça – O que você está sugerindo?

- Seu segurança saiu com o carro, mas não foi ele quem voltou. – Whis tinha convicção disso.

Foram até a sala da segurança, o arquivo do dia anterior foi aberto. Aceleraram até o momento da saída de Videl. Ela aparecia no vídeo com o segurança, ambos entraram no carro. Também viram o vídeo em que o carro saía da garagem e passava pela segurança. O portão se abriu e o carro sumiu na curva da câmera.

- Algum registro por escrito de entrada e saída? – Whis olhava o filme pausado, tremendo na tela. Logo chegou um homem com os registros – Aqui diz que o carro saiu às 13h40 e só voltou às 17h00. Esse registro é confiável? – ele perguntou ao homem que lhe dera a papelada.

- Sim senhor. – ele respondeu prontamente.

- Vá até a hora 16h50. – o segurança digitou e o vídeo pulou rápido, deu o play. Às 17h00 em ponto o carro passava pela segurança, o portão foi aberto sem verificação de pessoal. Na tela da garagem veem o carro estacionar exatamente no ponto cego da câmera, apenas uma sombra é vista se movendo, sumindo segundos depois.

- Filho da puta! – Satan não conseguiu se conter, fora enganado dentro de sua própria casa.

- Faz ideia de quem seja? – Hitto abriu a boca. Satan não tinha a mínima – Precisamos olhar seu carro, prefeito.

Whis pegou o celular e chamou Kami Sama. Chegaram na garagem e o carro estava como viram no vídeo. Os agentes enluvaram as mãos. Hitto abriu o porta malas e deu um passo para trás. Tinha sangue e estava em processo de putrefação. Tinha também alguns fios de cabelos azuis e alguns pedaços que pareciam ser carne humana.

O prefeito estava em choque. Whis e Hitto esperaram Kami Sama chegar e saíram. Ainda tinha muito o que ser feito. Antes de entrar no carro Whis olhou para cima, para o céu. Estava se transformando, escurecendo para um cinza chumbo. Pareceu pesado na hora. Tão pesado quanto a consciência de Whis.

Depois de falar com Satan, foram ter com a família de Bra. A mãe estava sedada, tamanho o choque que fora para ela. Sua única filha. O pai, embora tentasse manter-se em pé, precisava se escorar em algo e a maior parte do que ele falou não fez sentido. Pan e Goten estavam na casa, as informações deles não ajudaram muito, já que não viram para onde ela foi.

Voltaram para o carro e assim que Whis fechou a porta do seu lado o céu desabou sobre eles. As gotas batiam com tanta violência no vidro da frente que pareciam querer entrar e atacar diretamente. A chuva estava tão intensa que era impossível trafegar. Ficaram parados na frente da casa de Bra. Uma casa simples, mas muito bem cuidada. Sem riquezas materiais em excesso, mas cheia de muito amor e carinho.

Ele não conseguiu conter a única lágrima que saltou de seu olho esquerdo e deslizou vagarosamente por sua face, acariciando a pele branca, atingindo a bochecha e desviando, como um rio cheio de entulhos, para a lateral do nariz fino e empinado. Morreu no lábio que a língua lambeu, salgado.

- A culpa é minha... – falou para si mesmo, finalmente reconhecendo que fugir não foi a melhor escolha. Hitto não ouviu as palavras de Whis, ele estava distraído olhando a chuva, preso no espetáculo que é a natureza, mesmo quando ela está furiosa.

 

Longe dali, antes que a chuva o pegasse, o homem encapuzado entra na igreja, às pressas. Seus passos largos e urgentes o levam ao confessionário. Ele entra e fecha a porta, respira fundo e solta devagar, sentindo-se seguro.

Não demora muito, a portinhola se abre.

- Padre, me perdoa, porque eu pequei.

- In nomine Patris et Filii et Spiritus Sancti. – o padre falou do outro lado, fazendo o sinal da cruz. – Diga, diante de Deus, qual o teu pecado?

- Eu matei duas mulheres, de uma vez.

- Eu não achei que viria aqui novamente. Eu não posso perdoar seus pecados, você precisa se entregar. – a voz de Piccolo era suave, acalentadora.

- Pater, dicite mihi de Agnus Dei. – dessa vez a voz dele saiu suave, quase uma súplica.

- Creio que você já saiba, já que se auto intitula Agnus Dei. – o padre provocou.

- Eu não sou Agnus Dei, padre, eu sou o que irá imolar. Eu, padre, sou Deus!

Um trovão ecoou na igreja vazia, como um rugido, um aviso direto dos céus, raivoso. Padre Piccolo se arrepiou, fez o sinal da cruz. Olhou para o lado e a outra câmara estava vazia. Piccolo abriu sua portinhola rápido, mas não viu ninguém. Olhou para baixo e viu um pedaço de tecido, caído no chão.

A passos cuidadosos ele se aproximou, era uma blusa, uma blusa escura e com capuz.

 

Capital do Oeste – Hospital Central 

No mesmo momento em que o homem com capuz entrou na igreja, uma enfermeira entra no quarto de Goku. Ela vai até os aparelhos, tudo está funcionando bem. Ela arruma as cobertas e quando vai arrumar o travesseiro se prende nos olhos de Goku, que se mexiam por baixo das pálpebras.

- O que será que você está vendo? – ela sussurrou no ouvido dele.

 

 

Goku entrou em um carro.

- Aonde você está me levando? – ele ouviu alguém falar. Era uma mulher.

- Estamos quase chegando. Você vai se surpreender! – um homem.

Seus olhos estavam cravados no vidro da frente. Ele via o carro percorrer uma rodovia, ia sem pressa. Ele estava no banco de trás, não conseguia ver quem eram os passageiros da frente. O carro fez uma curva, Goku viu uma placa, saíram da rodovia e passaram a percorrer uma estradinha.

Um tempo depois o carro parou em frente a um casebre de madeira.

- Que lugar é esse? – a mulher perguntou.

Com uma chave grande, de ferro, a porta foi aberta. O homem acendeu a luz do que parecia ser uma sala. Não tinha muita coisa. Na parede oposta a porta havia três quadros. De Jesus, de Santa Maria, mãe de Jesus e uma mulher, que pelas roupas, não parecia santa.

- Você mora aqui? – ela perguntou, havia medo em sua voz, Goku sentiu.

- Não, aqui é onde guardo tudo que é sagrado para mim. – Goku sentiu-se puxado e foi andando em direção aos fundos da casa. Não enxergava quase nada.

Pararam em uma porta, a última do corredor. Ouviu o barulho de chaves e a porta destrancar. A porta se abriu e eles entraram. A porta foi fechada e trancada. A luz acendeu.

- É aqui que a mágica acontece, Goku. – o homem falou atrás dele.

- Chegue mais perto, admire a obra de Deus! – ele elevou o tom de voz.

Os olhos pareciam olhar para ele, mas desviavam para outra direção, como um código. Goku se virou e viu a gargantilha de Seripa.

- Goku, se apresse. Não temos muito tempo. – a voz suave de Seripa entrou em seus ouvidos e então tudo se apagou novamente, mas a tempo de ela falar – Não se esqueça do que viu. Estamos aqui.

 

No quarto, o aparelho que acompanhava o coração, emitia uma linha reta e um apito agudo. Doutor Kaio e os enfermeiros tentavam ressuscitar Goku. Seu coração havia parado.


Notas Finais


Signum – Um Sinal


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