História Agradável sensação - Capítulo 1


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Jaehyun, Taeyong
Tags Jaehyun, Jaeyong, Nct, Taeyong
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Palavras 839
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: LGBT
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


História na perspectiva do Jaehyun.
Perdão pelos erros...
Boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo Único


Havia finalizado a leitura de A Retornada e comecei a partilhar da análise de meu irmão, o livro é bom, mas o final ficou a desejar, pensei já verificando se poderia adentrar em minha costumeira sala de aula. 

Sentei-me no lugar que fixei mentalmente ser meu. Eram 08h25min de uma segunda-feira de verão, o clima ainda estava agradável para caminhar até lá sem transpirar; devido ao horário, havia poucas carteiras ocupadas, podiam ser contadas nos dedos.

Olhei mais uma vez o relógio preso ao meu pulso direito, passaram cinco minutos e naquele momento faltava meia hora para começar a aula de compreensão e interpretação textual, decidi assim, que teria tempo para mais uma leitura, abri novamente a repartição dianteira de minha mochila e de lá retirei um exemplar de Os Sete Maridos de Evelyn Hugo - este que meu irmão comentou ser melhor que minha leitura anterior -, atrevendo-me a esquecer de tudo ao meu redor.

Notei que estava em aula somente quando ouvi o sinal que notifica o início da mesma. A sala não se parecia em nada com o que tinha visto ao sentar-me há minutos; o único espaço vazio naquele local era a lousa, que aos poucos, começava a ser preenchida pelo conteúdo do dia. Era um pequeno simulado e acreditei não ser capaz de fazê-lo com propriedade, vista falta de ânimo após uma noite totalmente em claro, no entanto, me esforcei o suficiente para errar somente uma questão.

Estava contente o suficiente para recarregar minhas baterias para mais alguns minutos de leitura, Reid sabe como cativar seus leitores, já estou na página oitenta e nem havia me dado conta disso até agora, afirmei para meu inconsciente tentando convencer-me - ou ao menos tentando - de que sou um excelente leitor, e foi nesse instante que eu o notei.

Trajava um jeans de lavagem clara, um tênis esportivo e uma camisa cinza alguns números a mais do que sua fisionomia. Tinha um mix de piercing e argolas pratas, seu corte de cabelo era algo que gostaria de concretizar em meu próprio há anos; eram fios tão negros que refletiam a luz que jazia metros dele, sentia-os macios mesmo estando três fileiras atrás.

Sua pele era alva e seus traços bastante delicados, que facilmente seria confundido com uma garota - pode ter sido isso que me encantara de imediato, uma pseudo androginia que amava ver em desenhos japoneses -; seu pescoço era longo e eu tinha uma visão privilegiada dele, acredito que sua tez seja tão macia quanto os cabelos. Não aparentava ter a idade para assistir aquelas aulas, parecia ser um aluno de colegial que mal conhecida a vida, ao reparar nesses detalhes, soube imediatamente que o restante das aulas poderia ser prejudicada por desvios meus para alguém que acabara de ver e nem conhecia.

Análise sintática sempre foi fácil para mim, ao menos era até aquela aula. Confundia-me ao responder quem era o sujeito ou o objeto da oração, acredito que até minha professora tenha observado que estava fora de órbita; que disputava minha atenção nos elementos essenciais e acessórios de uma oração e um rapaz que descobri, em pouco tempo, ter uma voz rouca, que nada combinava com seu jeito amuado e quieto.

Não o tinha visto nos dias anteriores ou nunca dei tanta atenção assim, desconfio que só o vi hoje pelo simples fato dele ter escolhido um lugar mais à frente da classe; as aulas acabaram logo, despertando em mim um descontentamento; lembrei-me do final de semana anterior, quando conversava com colegas de faculdade - em um dos nossos reencontros anuais - sobre relacionamentos, um amigo disse-me para arranjar alguém logo: aproveite a vida, nunca se sabe se você está perdendo a chance de encontrar-se com sua alma gêmea, ao que ria, pois sabíamos que o próprio não tinha uma relacionamento amoroso desde o início do nosso curso.

Levantei-me assim que ouvi o sinal de saída, ele continuava sentado, deveria estar anotando as últimas observações em seu caderno, saí correndo sabendo que meu irmão já deveria estar no lado de fora do campus um tanto impaciente devido a fome que sentia naquele horário me aguardando dentro do carro.

Saí sem ao menos saber seu nome e se ele, em algum momento ou em algum dia anteriormente, teria me visto. Confio que ficarei pensando nele até amanhã e desejo muito ser apenas uma fantasia equivocada de minha mente, e que, ao me deparar com a costumeira sala, ele não esteja trajando o seu jeans claro e o mix de piercing e argolas pratas; que sua voz não se torne melodia em meus pensamentos conflitantes; que o brilho de seus cabelos não sejam meus olhos cheios de esperança em algo tão efêmero que eu adoeça. 

Preciso entender que nessa análise ele não é um objeto e sim o sujeito que despertou-me, em uma manhã de verão, uma noite de final de primavera, onde o perfume desprende-se das flores e passeia através do vento por lugares inimagináveis; tornando tão doce quanta efêmera essa agradável sensação.


Notas Finais


Moral da história: Nunca diga nunca, pois quando perceber já vai está postando no spirit novamente.
Espero que tenham gostado!


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