História Agridoce. - Capítulo 3


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Categorias Bungou Stray Dogs
Personagens Osamu Dazai, Personagens Originais
Tags Gordinha, Osamu Dazai
Visualizações 25
Palavras 2.180
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção Adolescente, Hentai, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oiê... Demorei mas atualizei neh...
🍉Sei que tá parecido com Jack o estripador, mas fazer oque, me inspirei nele.
🍉Essa é a como se fosse a aparência da Miazuki Hana, espero que gostem... E se gostarem querem que eu poste um desenho dela mostrando o rosto?

Capítulo 3 - Third


Fanfic / Fanfiction Agridoce. - Capítulo 3 - Third

Estou com vocês.


Aquele maldito! Como pode estar tão certo de que o ajudarei? É mesmo um idiota, depois de tudo oque me apronta quer minha ajuda?! Hahaha, pois eu não vou, de jeito maneira sacrificarei meus dias sossegados em casa para estar nas ruas atrás de um criminoso... Fora isso, oque meu tio vai achar se ao menos cogitar que estou junto a Dazai.

_ Ohhh então você conhece aquele desgraçado, filho de uma puta que nem ao menos conheceu a praga que colocou no mundo? - Sentei-me no sofá e o encarei.

_ Queeeeeee??! D-Desculpa, parece que o Dazai já te fez algo ruim, estou realmente envergonhado por te fazer lembrar desta pessoa. - Ele está vermelho, esfrega a mão direita atrás da cabeça como se não houvesse amanhã.

_ Tudo bem garoto, não tinha como você saber de nada, agora me explique o problema e talvez eu os ajude. - Faço sinal para que o mesmo possa se sentar.

_ Estamos investigando um caso de assassinatos em série.

_ Huuu um serial killer em Hokohama, que interessante. Prossiga por favor.

_ As vítimas são sempre mulheres na faixa etária de dezenove a trinta anos de idade, seus corpos não apresentam hematomas, apenas um aroma de flor e uma cicatriz na barriga. - Estou realmente me interessando nisso.

_ E os órgãos internos tudo okay?

_ Sim, menos o útero, todas estão sem úteros e com flores no lugar, por isso o aroma de flores.

_ Bem, isso realmente me intrigou o albino. - Me levanto do sofá e o olho. - Certo, vou me juntar a vocês.

Resolvi que somente desta vez me juntaria novamente a sociedade e viveria como uma cidadã comum...

Ou quase.

.

.

.

Seus cabelos marrons balançavam conforme o vento gélido do entardecer entrava pelas janelas entreabertas do prédio, seus olhos marrons avermelhados estavam a analisar cada detalhe de meu ser, o seu olhar era tão intenso que sentia um frio percorrer em minha espinha, com certeza aquele olhar poderia ver além da carne de meu corpo, além do que qualquer outra pessoa poderia ver.

Também estava o analisando, analisando seu rosto, sua pele pálida tão delicada, analisava até mesmo as ataduras que envolviam seu corpo magro. Mas um detalhe em especial me chamou atenção, o broche de safira preso a uma fita em volta de seu pescoço, aquele broche o qual ambos compramos iguais para selar a espécie de relacionamento que aviamos constituído naquela época. Será que ela e a usava para se lembrar dos tempos em que estivemos juntos, ou apenas por achar que ele se adequava a seu novo visual? Eu quero perguntar, mas não vou, não quero arrebentar esse fio de esperança que nos liga em meus pensamentos.

Embora não estavamos desconfortáveis com a situação, muito pelo contrário, os demais naquele local estavam, por isso decidi que o certo a se fazer era dizer algo, afinal eles não tem nada a ver com meus problemas com Osamu.

_ Vim para ajudá-los, mas quero deixar claro que em momento algum aceitarei ordens ou algo do tipo. Meu objetivo aqui é o mesmo do de vocês, mas isso não nos torna amigos, e sim aliados temporários. - Não, não estou disposta a me juntar a essas pessoas, a viver uma nova ilusão para que Dazai me deixe a mercê novamente, eu mudei, não vou me deixar levar, quero que mês sentimentos por ele continuem como estão, adormecidos.

_ Pois bem, senhorita Miazuki, quero deixar claro que não é de nossa intenção tela como uma amiga ou algo do gênero, apenas a vemos como uma aliada temporária, espero que seja realmente útil como Dazai disse que é. - O loiro de rabo de cavalo dizia enquanto anotava algo em sua caderneta.

_ Sou útil a quem me convém. - Me viro e começo a caminhar em direção a saída, mas antes de cruzar a porta digo. -Amanhã cedo venho aqui para darmos início a essa investigação. Dito isso passar bem.

Caminhar pelas ruas de Hokohama novamente me traz uma certa nostálgia, lembranças dos velhos tempos me atingem e fazem meu estômago borbulhar só de relembrar daquelas dias tão distantes de minha nova realidade. Nem que fosse por um mísero momento gostaria de os reviver nem que se fosse em um sonho...


«<· Quebra de tempo ·>»


Exatamente cinco e cinquenta da manhã o despertador toca... Ah me sinto morta, meu corpo dói e minha cabeça está girando, mas luto contra esses sintomas claros de querer dormir novamente, resolvo me levantar e ir tomar um banho gelado para ver se isso passa, mas assim que tiro minha cabeça do travesseiro e me sento na cama quero morrer, a dor que me atinge é como se um diabinho estivesse acabado de ganhar um martelo como brinquedo e quisesse testar em algum idiota, e adivinha quem foi a idiota escolhida para isso? Exatamente eu!

_ Ah como sou sortuda... - Respiro fundo e me levanto mesmo assim.

Saio andando até o banheiro e vou me despindo de toda roupa que estava em meu corpo, e assim que adentro o cômodo me recuso a olhar em direção ao meu mais novo espelho para não ter um outro pequeno surto e quebrar este também. Entro no boxe e deslizo meu corpo para baixo do chuveiro, pego a bucha e o sabonete, olho para cima e abro o registro, e assim que as primeiras gotas frias cairam sobre mim, instintivamente meu corpo quis recuar.

Ah instinto, uma coisa que os seres humanos insistem em reprimir...

Por isso pessoas com poderes sobrenaturais são tão incomuns nesse mundo, os poderes são nada mais nada menos que a manifestação de nossas forças interiores, é algo realmente intrigante, vai se acumulado dentro de nós, e quando menos esperamos fluem pela nossa corrente sanguínea e se manifestão nas mais variadas formas. 

A força, tanto física quanto a mental, é algo que erdamos de nossos ancestrais, e com o passar do tempo, o humano foi evoluindo cada vez mais, mas não posso dizer o mesmo de sua mente que foi ficando cada vez mais para trás, quero dizer, eles começaram a ficar com vergonha de suas raízes passadas, negam seus instintos e ainda se consideram o topo da cadeia alimentar enquanto não podem ao menos respeitar sua própria espécie...

Patéticos.

_ Ah como você fica sensual em baixo do chuveiro... - Me assusto com a voz masculina que inunda meus ouvidos.

_ D-azai??! Q-q-que você tá fazendo aqui??? - Ele apenas me olha, e acho que se não estivesse em baixo da água fria meu corpo estaria em chamas, pois por dentro estou com um calor de louco se instalando principalmente em meu ventre. - Sai! Sai daqui agora! - Abro o boxe e jogo o que estava em minhas mãos com toda força de meu ser em Dazai, que o acerta em cheio na testa. - Isso!

_ Aí. - Ele cai no chão.

_ Bem feito, isso é para aprender a nunca mais invadir meu apartamento. - Vou me aproximando de seu corpo. - E não entrar no banheiro enquanto tomo banho, e não ficar parado na porta me encarando e... Dazai? - Ele continua deitado e não se mexeu. Nem mesmo esboçou um mísero sorriso. - Dazai? Osamu Dazai não me deixa preocupada... Da-chan? - Estou preocupada agora, será que machuquei Dazai tão grave? Me ajoelho a seu lado e começo a ficar chaqualhando.

_ Com esses apetitosos seios balançando tão perto de minha boca posso não conseguir me segurar e abocanhar um. - Dazai diz colocando sua mão atrevida em meu peito.

_ Ah, faz favor e vá se foder. - Me levanto e vou a procura de uma toalha. - Maldita hora que não olhei se tinha toalha no banheiro. E você Osamu sai daqui agora, vai pra sala ou sei lá... Só me deixe me trocar.

_ Sim sim, como você desejar... Mas por favor não me nocauteie novamente com um sabonete. - Ele diz deixando o sabonete em minhas mãos e saindo calmamente.

_ Idiota...

Com toda a palhaçada de Dazai acabou que esqueci o chuveiro aberto... Porra, eu não pago aluguel mas a luz e a água dessa porcaria de apartamento são o olho da cara... Desligo o chuveiro bufando e vou até o guarda-roupas pegar algo para vestir, no final acabei com um short branco e uma blusa manga longa em um tom de azul, coloquei uma meia três quartos e um tênis da mesma cor do short... Respirei fundo e fui em direção ao banheiro pentear os cabelos, quando paro em frente ao espelho vejo meu reflexo...

Me sinto mal...

Péssima para dizer a verdade.

Esse sentimento vai me submergindo, e acho que estou prestes a me afogar em lágrimas.

Passo a mão por meus longos cabelos e lembro-me que estavam realmente curtos a quatro anos atrás, este tamanho de agora é algo como uma lembrança de como sofri por passar esses quatro anos praticamente abandonada por quem . Em um momento de loucura pego uma tesoura dá uma das gavetas da cômoda e sem pensar duas vezes corto uma grande mecha dele, e sinto como se estivesse me livrando de um grande peso, então vou cortando mais e mais mechas de meu cabelo até que esteja acima de meus ombros, suspiro aliviada, me sinto mais leve, mais viva até. E como um toque final corto minha franja, sempre quis cortar mas tinha medo do que pensariam se não combinasse, mas agora quero apenas que o mundo se foda e que tudo se exploda, eu estou começando a me aceitar... Acho.

_ Oh, te deixo sozinha por um mísero momento e você me apronta uma dessas... - E novamente ali está Dazai, parado na porta de braços cruzados a me observar. - Aí ai senhorita Miazuki, você não tem jeito. - Ele sorri, um sorriso verdadeiro e terno, isso meio que me aqueceu de um jeito bom por dentro. - Gostei dele assim, agora vem, vamos tomar café.

_ Café? Desde quando você faz café para alguém?

_ Nossa. Oque você realmente pensa de mim?

_ Não tenho uma idéia formada de ti, você é como uma metamorfose ambulante sabe... Hummm, você pode ser considerado como algo agridoce, no mesmo momento que és doce está amargo...

_ Hum interessante essa sua perspectiva sobre minha pessoa, realmente você amadureceu muito... Se fosse a mesma de quatro anos atrás, já teria me deixado cheio de hematomas s ossos quebrados. - Ele diz com um tom de comédia na voz.

_ Bem, acho que nenhum hematoma que causar em você será o suficiente para descontar toda dor e angústia que senti por ter sido abandonada, não vai mudar as noites mal dormidas ou as crises de choro, apenas estarei agindo como uma criança mimada que não soube aceitar que ela não era a melhor opção. Você fez sua escolha para um futuro melhor, e... Para voce o melhor foi não me incluir nele. - Sorrio para ele e vou em direção a cozinha, deixando um Osamu pensativo para trás.

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Caminhar até a agência de detetives parecia fácil ontem, mas parece que algo ou alguém está deixando tudo mais difícil. Por praticamente me isolar da sociedade esses anos não estou acostumada com tanto barulho, e parece que com o passar dos anos barulho e chatice virou rotina para Dazai.

_ será que dá para fechar a porra da boca por um minuto? - Digo já sem paciência para o homem ao meu lado que se declarava para uma estranha na rua. - Ela não está interessada em suicídio duplo, olhe para a cara dessa pobre moça, você está a assustando! Deixe-a ir.

_ AHHHH?! Como pode não estar interessada em se jogar de um prédio ao meu lado? Já sei, a senhorita tem medo de altura! Se for isso nos jogamos em um rio. - A mulher estava aterrorizada com as palavras de Dazai.

_ JÁ CHEGA!! - Dou-lhe um murro bem dado no queixo o fazendo cair inconsciente no chão. - Babaca! E você. - Dirijo meu olhar a garota assustada a minha frente. - Tem que ter mais atitude, ficar aí parada com a boca aberta não ajuda em nada! Nem sempre haverá alguém para te ajudar em uma situação dessas, então pulso firme!

_ S-sim, m-me desculpa, muito obrigada, obrigada mesmo. - Ela não consegue parar de se curvar, garota estranha, eu em.

_ Tá tá, que seja. - Pego a perna de Dazai e saio o arrastando, com certeza isso é uma cena engraçada.

Para me livrar do olhar das pessoas sigo caminho para uma rua quase sem movimentos, vou demorar mais para chegar a agência, pelo menos me afasto desses curiosos de plantão.

Um doce cheiro de jasmim invade minhas narinas, sinto meu corpo mais leve e minha cabeça começa pesar, minhas pernas ficam bambas e de repente estou sem forças para ao menos me manter de pés no chão, oque é isso, meus olhos não querem se manterem abertos, sinto tudo a minha volta girar, acho que vou dormir novamente...


Notas Finais


🍉Por favor comentem oque estão achando da fic.
🍉 Obrigada por lerem.


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