1. Spirit Fanfics >
  2. Agridoce >
  3. Capítulo único

História Agridoce - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Olá amores,


Eu vi assisti alguns videos do THOSVirtualConive com o Harry e o Matt rolando no Twitter e... Buh O plot estava montado.rs
Espero que gostem!!!


Beijos e boa leitura!!!


PS: Para quem acompanha as minhas histórias segunda todas voltam a ser postadas com regularidade.

Capítulo 1 - Capítulo único


Fanfic / Fanfiction Agridoce - Capítulo 1 - Capítulo único

Capítulo único.

Agridoce.

 

“A distância faz ao amor aquilo que o vento faz ao fogo: apaga o pequeno, inflama o grande.”

Roger Bussy-Rabutin

 

 

Eu nunca gostei de ficar em casa, nunca gostei de me ver preso... E agora estou me vendo obrigado a isso.

Obrigado a estar preso dentro de casa para a minha própria segurança... Sentindo-me naquele filme de Will Smith...  Eu, Robô.

A diferença é que em vez de humanos sendo dominados por robôs assassinos, estamos dominados por um vírus que, na pior das hipóteses, pode colar os nossos pulmões!

Eu sempre fui uma pessoa sozinha, mesmo que sempre esteja cercado de pessoas, sou dono de um clube, faço festas que ficam semanas nas manchetes e são assuntos nas redes sociais, mas... Eu sempre estou sozinho.

Até quando tem alguém na minha cama do escritório eu estou sozinho...

A minha boate está fechada, há notícias de mortes e números cada vez mais alarmantes... No começo eu bebia, ouvia música alta, perturbava os meus amigos no telefone, ouvia a minha melhor amiga chorar contando o que passa no hospital, ouvia o meu melhor amigo resmungar o quanto os seus processos vão ficar atrasados e no final eu continuava sozinho... Mesmo enchendo o meu tempo... Comecei a cozinhar, mudei o meu cabelo mais vezes do que eu posso contar até que... Até que um gato apareceu!

Não um gato que eu estou acostumado, aquele de quatro patas, que ronrona e que adora se aninhar no meu colo... Eu tinha um gato!

Eu, Magnus Bane, tinha um gato!

Um gato que aparecia quando queria e que sempre estava indo e voltando das suas andanças... Um malandrinho que arranhava a minha mobilha e que enchia as minhas almofadas de pelo.

Mas Presidente Miau não veio sozinho, no terceiro dia eu descobrir que ele ia para a casa do meu vizinho do andar de baixo, que eu acabei descobrindo ser policial, mas que quando o vi pela primeira vez estava com uma calça de moletom surrada e sem camisa bebendo uma caneca fumegante de café.

Naquela noite, eu recebi o primeiro bilhete... Era algo simples, o seu nome Alexander Lightwood, fazendo-me mandar a resposta no mesmo dia.

Com o passar dos dias, os bilhetes haviam sido substituídos por ligações intermináveis, vídeos chamadas, vinho sentados na escadaria de incêndio... Ele no seu andar eu no meu... Os sorrisos e os flertes se tornaram mais constantes e observar aquelas bochechas se tornarem rosadas era algo que aplacava o meu coração.

Nós dois estávamos sozinhos... Ele por ser policial e estar na linha de frente e não querer colocar os seus irmãos e pais em risco, eu por ser sozinho desde dos meus catorze anos na Indonésia.

Levo a minha taça a boca, ouvindo o meu notebook apitar em cima da mesa, atendo a chamada de vídeo de Alec e solto um suspiro, ao observa-lo ajeitar os seus cabelos molhados e soltar um suspiro.

Os seus cabelos negros estavam bagunçados e os seus olhos azuis estavam cansados, mas ele tinha aquele sorriso sincero, que deixa o meu coração bater mais forte.

-Então, como foi seu dia? –Questiona, inclinando-se em direção a tela.

Aquela atenção, aquele carinho de sempre estar preocupado comigo, de querer se manter presente, deixar a sua presença vivida era algo novo, algo que já estava impregnado.

Eu estava me apaixonando por ele... Ah... Não dá para me enganar... Eu já estou apaixonado por ele desde o primeiro sorriso!

-Tedioso. –Resmungo, levando a minha taça de vinho aos meus lábios, observando-o passar a língua nos dele.

Ah... Quando esse isolamento acabar... Eu não vou deixar que ele escape.

 

***

 

Magnus Bane sempre fora o meu vizinho fantasma... Nós dois morramos em um prédio industrial de apenas dois apartamentos, convivemos com uma escada bichada e nunca tínhamos olhado um nos olhos do outro até que um felino veio e interviu na nossa rotina.

Seria isso ou ele me pegar de boxer no meio do corredor antes de entrar em casa, pois eu sempre tiro as minhas roupas antes de entrar no loft... Não que eu ache que ele ia reclamar de me pegar numa situação dessas.

Se eu me via solitário e cheio de problemas, agora eu me sinto feliz e frustrado por chegar em casa... Um sentimento agridoce de ter encontrado tudo que você sempre quis e ao mesmo tempo não poder ter exatamente o que deseja.

-Entendo. –Sussurro e ele ajeita-se na sua cadeira.

O meu dia tinha sido tudo... Menos tedioso.

Houve muitos incidentes, houve muita tensão nas ruas e era exatamente por isso que eu me desligava de notícias quando eu chegava em casa, eu me desligava do mundo, tentando manter a minha sanidade, enquanto reforçava aos meus familiares o quanto é necessário seguir as recomendações.

-Muitos problemas? –Questiona e eu concordo. –Quando essa merda acabar e eu puder te agarrar... Pode ter certeza de que eu vou fazer uma bela massagem nas costas! –Avisa, sorrindo.

O meu corpo esquenta, eu quero que isso aconteça, eu quero estar presente na rotina normalmente maluca dele.

-Quando isso acabar... Eu vou cobrar! –Garanto, piscando em sua direção e ele acaricia a tela do notebook, onde deve estar o meu rosto e eu faço o mesmo com a minha.

Os seus olhos puxados me avaliam com atenção e eu solto um longo suspiro.

Ouço a sua respiração e logo sinto Presidente pular em meu colo, roçando a sua cabeça em meu peito... Ele era o nosso único elo de ligação tocável, fazendo-me beijar o topo da sua cabeça.

-Sinto uma porra de uma grande inveja desse gato! –Garante, indignado.

Solto uma risada, alisando os meus cabelos e tendendo a cabeça para o lado, avaliando-me com atenção.

-Eu também sinto quando ele está com você. –Confesso, dando de ombros.

Nunca escondi o meu interesse, nunca escondi o fato de estar interessado nele e ele nunca escondeu o seu interesse por mim... Nunca escondi o fato de eu estar me apaixonando por ele, assim como ele nunca escondeu o fato de estar se apaixonando por mim.

Era uma sensação nova, a sensação de começar a gostar de alguém antes mesmo do primeiro toque... Alguns dizem que essa é a mais forte das paixões.

-Então, quando tudo isso acabar... Qual é a primeira coisa que quer fazer comigo? –Questiona, avaliando-me com atenção.

Eu tenho inúmeras respostas lascivas para ele, eu desejo isso também, mas... A primeira coisa que eu quero fazer é simples.

-Eu só quero sentir a textura da sua pele... O seu cheiro... O sabor dos seus lábios. –Respondo, sem me conter.

Magnus abre um sorriso, um sorriso que amoroso, mas ao mesmo tempo lascivo... Aquele sorriso que me deixa ainda mais ansioso para o dia em que eu possa tira-lo dos seus lábios com os meus.

-Bem... Temos mentes ligadas... Porque eu vou fazer a mesma coisa. –Diz, dando de ombros. –Estou irrevogavelmente apaixonado por você. –Declara, dando de ombros.

-Então, temos mentes e corações ligados. –Digo, suspirando.


Notas Finais




Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...