História Ah, é tão errado assim te amar? - Capítulo 44


Escrita por:

Visualizações 31
Palavras 2.236
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Slash, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Título sugestivo. Então, esse ritmo de revelações não vai acalmar por um tempo tá, se preparem que as coisas reveladas agora já foram dadas pistas em capítulos anteriores.

Boa leitura <3 (eu não tenho dinheiro para ir no show da Camila Cabello ;-;)

Capítulo 44 - Ele só foi comprar um cigarro.


-Tem certeza de que eu posso ficar na sua casa dona Clara? - Laura perguntou pela milésima vez, e minha mãe jogou um lençol nela para segurar. Já estava de noite, mas mesmo assim toda aquela gente continuava em casa. Me encostei no sofá e Bufei ainda irritado, Miguel estava do meu lado, vestindo um pijama antigo meu e alisava Nexus que também estava no sofá.

-Claro, você pode ficar aqui querida. Até nós nos vingarmos da sua mãe - Falou tranquila e Laura sorriu

Aparentemente Miguel não queria voltar para casa, porque pelo que ele me disse, depois daquela confusão toda ele ligou para seu pai e descobriu que ele estava inexplicávelmente em casa, e que Brad estava lá, então ele decidiu não voltar e agora vai dormir no meu quarto em um colchão. Laura não podia voltar para sua casa tão cedo, e minha mãe pediu para Cristopher ficar e dormir aqui hoje para eu me "acostumar com a presença dele".

HMPF, quem precisa se acostumar com a presença dele? Eu que não. Minha mãe na verdade teve um mini surto depois que a mãe de Laura, a Clotilde, chegou e acusou totalmente minha irmã de ser uma má influência por ter beijado Laura, e descobrir que eu não era tecnicamente o único gay da família (tecnicamente, já que Laura tinha um pau). E eu acabei ficando irritado, e Emily também, então começamos a discutir. Por MUITO tempo.

Como nós somos uma família e compartilhamos do mesmo sangue, acabamos compartilhando a parte agressiva e teimosa, mas a parte idiota e lerda foi a Emily que puxou, eu não.

Teve uma hora em que Emily gritou quando minha mãe deu um sermão nela por ter beijado nessa idade "MAS O GABRIEL NEM VIRGEM É MAIS! E EU NÃO POSSO NEM DAR UM BEIJO?!" Minha mãe se virou para mim perguntando que história era aquela, e eu quase fingi um desmaio para escapar da situação. Quase, porque na hora Emily apontou para meu pescoço, e depois apontou para os braços de Miguel que tinham alguns arranhões, falando "TÁ VENDO? COMO VOCÊS ACHAM QUE AQUILO APARECEU ALI?".

E aí eu não tive como me defender, Emily conseguiu virar a discurssão que era DELA totalmente para MIM. E ela ainda ficou rindo em um canto enquanto minha mãe gritava comigo.

Essa família tem uma genética podre pra maldade, única explicação.

Discutimos por horas, por várias coisas. A primeira o fato de eu não ser mais puro, depois minha mãe ficou questionando Miguel, falando o que nós tínhamos um com o outro, e eu e ele fomos obrigados a abrir o jogo. Ela ficou perguntando desde quando era aquela história, se nós namorávamos, quem era a família de Miguel, as intenções dele comigo, etc.

Até falou que estava levemente aliviada de que Miguel realmente não era um cara mexicano que iria traficar lhamas no dia em que ele falou sobre a família dele. (N/A: REFERÊNCIAS ANTIGAS, RS).

Minha mãe até permitiu que eu e Miguel ficassemos sozinhos, em um quarto, porque ela disse que nenhum podia engravidar então estava tudo bem. Aí chegou a parte da discurssão em que eu fiquei rindo malignamente pela desgraça dos outros. Dona Clara começou a perguntar para Emily sobre essa história do beijo para saber os detalhes.

Eu nunca vi minha irmã mais nervosa, e Laura estava praticamente roxa de vergonha. Descobrimos que esse foi o primeiro beijo delas, mas que elas andavam de mãos dadas e dormiam uma na cama da outra. Isso seria coisa normal de amiguinhas se elas não tivessem se beijado, agora não dá para enxergar esses eventos sem pensar que alguma coisa acontece entre elas. E pensar que eu nunca suspeitei de nada.

Ainda bem que eu não puxei a parte lerda de ninguém e eu sempre tive uma suspeita secreta de que elas gostavam uma da outra, é claro.

Minha irmã e Laura sim estavam proibidas de ficarem sozinhas, afinal, Laura tinha uma coisa que achávamos que podia engravidar, e elas só tinham dez anos. Quem mandou tentar me ferrar, aquela trouxa.

Mas enfim, voltando a realidade. Estava eu, agora não completamente calmo já que eu nunca gritei tanto na minha vida, vestindo adivinhem o que? Lembram de quando eu pedi para minha mãe comprar um pijama de super heróis e ela veio com um da mulher maravilha coladinho? Então, como meus pijamas estavam para lavar, e o único que eu tinha tirando esse eu dei para Miguel usar, fui totalmente obrigado a usar esse pano indecente chamando de pijama.

Por isso eu estava abraçando um travesseiro para cobrir a maioria das coisas.

Estranhamente o babaca chamado Cristopher não foi citado na discurssão, já que tínhamos muitas outras coisas para explicar. Acreditam que chegou uma parte em que minha própria mãe me deu uma colherada na cabeça e na de Emily? Até agora eu só ouvi uma vez a voz desse "namoradinho" dela, até parece que é mudo. Até a cor do cabelo dele estava me irritando agora, o meu é bem mais bonito!

-Crianças, já para cama! - Minha mãe falou, apontando para as escadas e eu a olhei indignada.

-E você vai dormir com ele? - Perguntei apontando um dedo na cara do Cristopher, minha mãe sempre nos ensinou a apontar o dedo para pessoas que estão fazendo algo errado ou maus elementos da sociedade.

-Claro, onde mais você acha que ele dormiria? No sofá? - Ela perguntou irônica.

-Sim! - Respondi indignado, já levantando para ir para o quarto e ainda segurando o travesseiro para cobrir o que não deveria estar sendo mostrado. Minha mãe bufou e negou com a cabeça.

E então, fomos todos dormir tranquilamente. Na verdade, éramos para ter dormido tranquilamente se não fosse Miguel no meio da noite me acordando para desabafar sobre seus sentimentos, e eu como uma boa pessoa que gosta dele, escutei tudo enquanto morria de sono.

Na verdade eu não queria mesmo escutar as bostas que a pessoa estava passando, principalmente de madrugada. Não é como eu não quisesse escutar o Miguel em si, mas eu não quero escutar NENHUMA pessoa em si, e eu sei que ele as vezes parece um anjo, mas Miguel continua sendo um humano. Ou seja, ele está no grupo de "não quero ouvir nenhuma pessoa as 2 da manhã falando como a vida dela está uma droga"

Quando ele terminou de contar e até me agradeceu com um beijo por ter escutado tudo (valeu a pena lutar contra o sono), de repente eu ouvi um choro, e perbeci que era o de Laura, e eu bufei enquanto Miguel já estava dormindo ali feito uma pedra.

Depois de MUITO tempo ela parou de chorar, e quando eu finalmente iria dormir, eu escutei outras vozes.

Essa casa por acaso é feita de paredes de papel machê? Não é possível. Mas dessa vez, as vozes foram diferentes.

Eram da minha mãe e de Cristopher (o babaca). Eles sussuravam entre si, mas eu não conseguia entender nada daqui da minha cama. De repente dois balõezinhos imaginários estouraram do meu lado. Um era o meu lado anjinho, e o outro o lado demônio mesmo.

-Ei Gabriel, e se você for para a parede para ouvir melhor eles? Você não quer escutar o que eles estão de segredinho? - O demoniozinho sussurou em meu ouvido balançando sua calda pontuda, e o aninho negou e ficou em minha frente.

-Não! Você não pode, lembra? Ela é sua mãe e você precisa respeitar a privacidade dela, lembra como você ficou quando ela viu seu histórico que era sua privacidade? Então, ela vai ficar assim se souber que você anda a espionando.

-É, mas você está tão curioso… e se eles estiverem falando sobre casarem agora, ou fugirem juntos já que você não aceita ele? - E mais uma vez o meu lado demoníaco sussurou, o lado que eu geralmente ouvia. Franzi o cenho sem saber o que fazer... - E se eles estiverem discutindo que vão te dar uma lição por não aceitar o relacionamento, e para você aprender, eles vão te proibir de ver Miguel até você aceitar os dois juntos?

Levantei em um pulo assustado, indo na ponta do pé até a parede. O anjinho negou com a cabeça e foi embora ao mesmo tempo em que o demôniozinho foi gargalhando. Eu sei que nunca se deve escutar o lado ruim, e eu sei que eu só me ferro quando decido fazer o que ele quer, mas eu não tinha escolha! E se eles realmente me proibirem de ver Miguel?!

Isso eu não podia deixar. Eu iria gritar para o resto da minha vida que nunca apoiaria eles, e depois pegar uma identidade falsa e fugir com Miguel em um dos carros enormes que ele tem, comprar identidades falsas com Tony e ir para a Irlanda, aí nos teríamos os nossos vinte filhos e viveríamos em uma colina, velhinhos, comendo torta de pêssego.

Colei o ouvido na parede, agradecendo por Miguel não ter acordado, e os sussuros ficaram mais claros.

-Eu não sei Cris… aquele encéfalo ainda acredita que o vagabundo do pai vai voltar - Revirei os olhos quando minha mãe falou, já sabendo que eu era o encéfalo da história - Eles no deixou tão cedo…

-Não se preocupe querida, eu estarei aqui para você... - Fiz um som de vômito apontando para a garganta quando Cristopher falou aquilo - Mas se ele deixou vocês, porque o garoto ainda acredita que ele vai voltar?

Ele me chamou de garoto? Não vou nem comentar. Eu pude até escutar o suspiro da minha mãe pela parede, eu preciso seriamente pedir para ela colocar um isolamento acústico nessas paredes mal feitas.

-Eu fui casada com ele por muito tempo, não queríamos filhos naquela época, mas aí o idiota usou uma camisinha furada, e depois de nove meses Gabriel nasceu - Revirei os olhos mais uma vez, ela tinha mesmo que contar a história para ele? - No início o Bob surtou, ele não queria assumir o filho, mas aí depois de um tempo se acostumou a ideia e falou que iria ficar por mim e pelo seu filho. Gabriel foi crescendo rápido, e logo precisamos nos mudar para cá pelo espaço.

Franzi o cenho prestando mais atenção na história, ela nunca me disse que no início meu pai realmente quis me abandonar.

-Bob nunca foi um pai presente, mas Gabriel mesmo assim o amava, e eu que precisei praticamente criar ele. Gabriel ia crescendo, e o pai dele ia ficando cada vez mais ausente, voltava pouco para casa, e passava um tempo absurdo no trabalho. Quando Gabriel completou nove anos seu pai só vinha em seus aniversários, e eu já não sentia nada por aquele abestado na verdade, não queria o ver nem pintado a ouro, na verdade.

Eu realmente não me lembrava muito dessas coisas, não lembrava de meu pai ser tão ausente assim. Eu me lembro dele aparecendo na sala de estar no meu aniversário com tema de camas (eu gostava de dormir) e me dando um ursinho de pelúcia. Minha mãe continuou depois de um suspiro;

-De repente, Bob simplesmente mudou da água para o vinho em relação a mim. Ele começou a vir mais para casa, trazia flores, chocolates, a nova linha de detergentes… e eu, idiota, cai em seus encantos. Cinco meses depois de uma noite romântica descobri que estava grávida de uma garotinha, o que não era nenhuma surpresa já que ele insistiu porque quis copular sem camisinha.

Quem ainda falava copular? Fiz uma careta ao escutar minha própria mãe falando daquelas coisas impróprias, que estranho.

-Ele estava diferente, estava mais presente e passou a ser o homem por quem eu me casei, mas aí quando eu disse que estava grávida, ele não esboçou reação, e no dia seguinte que eu acordei Bob já não estava mais na cama. Estranhei por ele ter saído em um sábado já que ele não trabalhava, mas mesmo assim pensei que ele tinha dado uma de suas saídas. Esperei três dias, e nada. Esperei uma semana, nenhuma notícia, e os dias iam se passando junto ao meu desespero que só crescia, tentei ligar para o celular dele, mandar um e-mail, ameaçar jogar um tijolo na cabeça dos amigos do Bob para eles falarem onde aquele vagabundo foi se meter, mas nem os amigos dele sabiam onde o Bob foi parar.

Minha mãe deu uma pausa meio longa, e continuou logo depois.

-Laura nasceu e nunca viu o pai, e ele nunca fez questão de voltar. Quando Laura nasceu Gabriel me chamou para um canto e me disse que o pai dele falou que iria voltar para casa no nascimento de Laura, e ele perguntou onde estava Bob. Eu disse que ele não veio, mas mesmo assim Gabriel continuou esperando ele, perguntei pro trouxa do meu filho o que exatamente Bob o tinha dito, e ele teimoso como sempre não quis me falar.

Encostei na parede, segurando meus cabelos em minha mão. Eu realmente não queria ter ouvido a história completa agora. As últimas palavras de meu pai voltaram a martelar em minha cabeça.

"Não se preocupe ursinho, eu só vou comprar um cigarro e já volto. Não se preocupe com o tempo que eu vou demorar, mas saiba que eu vou voltar quando sua irmãzinha nascer, eu só preciso que você entenda que eu realmente preciso sair e procurar o melhor cigarro, e voltar aqui, com o melhor. Eu não posso ficar aqui agora, e eu espero que você me perdoe quando eu voltar."

Eu devia ter falado na época que eu sabia que ele não fumava.


Notas Finais


Não se preocupa gente, ele só foi comprar um cigarro e já volta.

PESADO! ESSA PARTE EU COLOQUEI DE PROPÓSITO HEIN.

Até não sei quando. Ah, um segredinho pra vocês... *Sussurando: A fanfic está na reta final*


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...