História Ah mar - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens Cora (Mills), David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Jennifer Morrison, Lana Parrilla, Swanqueen
Visualizações 140
Palavras 2.364
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoinhas, eu fico extremamente feliz com a receptividade de vocês com ah mar, sério. Continuem assim lindinhxs. Enfim, aproveitem o capítulo de hoje!

Capítulo 5 - Ah medo


Segundo Sigmund Freud, nossa mente tem três estágios que carinhosamente ele fez uma analogia a um iceberg; na superfície está a consciência, onde ocorrem todos os nossos pensamentos, onde focamos nossa atenção. Está consciência serve para que nós nos desenvolvamos, para a utilizarmos de forma direta, com acesso rápido e específico. No meio da grande pedra de gelo encontra-se nosso pré-consciente e é nele que se deposita tudo aquilo que foi armazenado em nossa memória e podemos com facilidade resgatar. A parte que não se pode ver do iceberg, aquela parte que o mar engole e chama de seu, é nessa parte escondida que se encontra a parte mais importante e fundamental da nossa mente, nosso inconsciente. O inconsciente é muito amplo, vasto, às vezes extraordinariamente confuso e sempre misterioso.

Freud fez do conceito de inconsciente o eixo de milhares de suas teorias, atribuiu a ele mais inúmeros significados, que dentre eles se destaca a seguinte definição. O que diz que o mundo do inconsciente não é uma parte abstrata da nossa mente, mas sim uma cama real, ampla, caótica e essencial da nossa mente, à qual não se tem acesso e primordialmente, não se tem controle. Entretanto, esse mundo se revela de diversas maneiras como nossos sonhos, nossos erros involuntários de escrita ou de fala, ou através de atos falhos. Logo, o inconsciente para Freud é tanto interno quanto externo. Interno porque se espalha por nossa consciência e externo porque afeta e reflete em nossos atos, desejos, aspirações.

*

Emma Swan dera entrada há cinco minutos no pronto socorro e Regina já não se aguentava mais de preocupação e ansiedade, por mais que soubesse que ela já estava fora de perigo, por mais que todo seu conhecimento depois da faculdade de medicina viesse à tona, não era capaz de acalmar sua mente e seu corpo que ainda estavam em alerta. Gotas caíam por seus ombros dos cachos que já formavam em seus cabelos molhados, o roupão fora substituído, dentro da ambulância mesmo, por um short de malha soltinho e uma regata preta, se a situação fosse diferente ela se importaria de estar vestindo tamanho despojamento no meio do hospital, mas sua preocupação com a roupa ficava inexistente perto da preocupação com a loira. Os olhos castanhos estavam vidrados atrás daquela janela de vidro, os braços cruzados junto ao corpo em claro sinal de desconforto enquanto captava todo e qualquer movimento que os médicos faziam.

Passos altos e apressados foram ouvidos, o que atraiu a atenção de seus olhos. O casal, aflito, a morena de mechas avermelhadas, com o choro claramente preso na garganta se aproximaram, depressa. O medo estava expresso em todas as feições de todos ali, pararem ao lado da morena de ofereceu um rápido sorriso em conforto.

- Já falaram alguma coisa? – A voz grave de David ecoou, a salva-vidas apenas maneou negativamente a cabeça.

Um suspiro sôfrego foi ouvido pela morena, saído da boca da figura materna ali, os olhos castanhos lançaram-se sobre eles. Mary tinha os olhos fechados e o corpo rodeado pelos fortes e longos braços do marido, que acarinhava, em círculos, o abdome da mulher. Se fosse a outras circunstâncias, em outro momento, seu sorriso rasgaria o rosto por tamanha felicidade ao ver o quanto aquele casal se amava e se protegia. Uma movimentação bruta chamou a atenção dos quatro ao lado de fora, Ruby aproximou-se da vidraça espalmando a mão ali, o amor fraternal das amigas também era evidente pra Mills que recordava Tinker toda vez. Tinker. Lembrou-se da menor e levou as mãos ao bolso, em seu celular havia inúmeras ligações perdidas. Em respeito ao momento de angústia, afastou-se de frente ao quarto e preferiu mandar-lhe uma mensagem.

“Tink, desculpe não te atender, foi tudo corrido. Ainda estamos sem notícias, mas estão examinando-a. Não se preocupe comigo, ligarei pra Zel vir me buscar. Eu te amo fadinha!”

Enquanto acabava de digitar, viu os médicos conversarem com a família. Não pôde deixar de reparar no sorriso que abrigou a face daqueles três pessoas que amam a surfista mais que tudo, instantaneamente seu sorriso se abriu. O celular fora guardado, um suspiro de alívio saiu de seus pulmões, a sensação de dever cumprido era plausível em seu peito que, aos poucos, se acalmava. Preparava-se pra ir embora, sairia dali o mais rápido possível, precisava de um banho, precisava refestelar em sua cama, precisava do aconchego dos braços familiares da sua melhor amiga enquanto dividiam um pote de pipocas e fofocavam sobre um filme qualquer que estava passando na tevê.

O corpo moreno fora movimentado devagar, dando as costas para o quarto. Swan estava segura agora, não precisava mais de si. Porém ainda sim, parecia tudo em câmera lenta, até que a voz estridente de Mary lhe tirou do transe que se encontrava sem ao menos perceber.

- Mills, você não vem? – Perguntou-lhe enquanto os olhos avelãs encaravam sua figura. Regina podia ver gratidão em seus olhos, mas não sabia como agir, não queria atrapalhar aquele momento em família.

- Não quero atrapalhar senhora Swan. – Ofereceu-lhe um sorriso tímido, os dedos entrelaçavam uns aos outros em sinal de nervosismo. O que é isso? O que esse choque fez com Regina?

- Olha menina. – Aproximou-se da mesma, segurou ambas suas mãos que notou estarem geladas. Seus olhos verdes encaram Mills, ela podia jurar que via muito dos olhos de Emma ali, a única diferença era seu fascínio pelas esmeraldas da loira. – Você é muito corajosa sabia disso? – Seus lábios curvaram-se em um sorriso lindo, refletindo no rosto de Mills. – Esperança costuma ser o lema da minha família. Quando algo não está dando certo, quando queremos algo, simplesmente temos esperança e.. Eu a perdi, eu perdi as esperanças por alguns segundos, quando ela caiu meu corpo desfaleceu, se David não estive lá pra me segurar e se você não tivesse agido tão rapidamente me devolvendo a esperança, talvez meu anjo loiro não estivesse aqui. – Regina levou os dedos na bochecha pálida da mulher enxugando algumas lágrimas que caíam livres por ali, seus olhos estavam marejados, sentia seu peito inflar. – Então obrigada. Obrigada por salvá-la. Obrigada por trazê-la de volta pros meus braços.

- Eu conheço esse sentimento. – Finalmente a voz rouca se desprendia da garganta. - O sentimento de desfalecer, perder as esperanças e bom.. Ela não voltou e precisei me acostumar com a sensação. – Seu sorriso era fraco, denunciava o quanto ela relembrava com tristeza daquele dia fatídico. – Eu só fiz o meu trabalho senhora Swan, apenas isso.

- Esqueça o "senhora" menina. – Sorriu a ela. – Eu sinto muito por ter perdido o sentimento mais bonito que podemos carregar. Quem sabe você não a recupera um dia desses, não? – Regina apertou-lhe as mãos e, tentou transparecer certeza em seu sorriso. – Mas, venha comigo.

A morena menor entrelaçou os dedos aos da salva-vidas e a puxou para dentro do quarto de sua filha. A respiração da loira era calma e contínua. Serena e delicada, mesmo que a situação não fosse de tudo tão boa. Os dedos foram soltou da mão da outra e retribuiu todos os sorrisos que os outros ali no quarto se direcionavam a ela, como um silencioso agradecimento. Aproximou-se da loira com receio, pousou suas mãos suadas na pálida mão dela coberta por fios. Emma Swan era linda.

- O mar perde para a imensidão dos seus olhos, Swan. – Sussurrou num suspiro cansado. Certificou-se de quem ninguém estava ouvindo de fato. – Não mantenha essa imensidão guardada.

*

A porta do carro fora fechada com calma, o cinto fora colocada numa lentidão agonizante enquanto um par de olhos azuis a fitavam. Regina exalava cansaço.

- Está tudo bem? – A ruiva lhe perguntou, aflita. – Porque estou te buscando na porta do hospital? – Perguntou enquanto viu a morena depositar sua cabeça no encosto do carro e seus olhos fecharem. – E porque está usando cachos se nem mesmo gosta deles? – Riu fraco.

- Você faz muitas perguntas e dirige muito pouco, será que poderia dar partida nesse carro? – Pediu ainda de olhos fechados, sabia que Zelena reviraria os olhos, então sorriu. – Emma Swan caiu de um perfeito tudo e.. Foi tudo tão rápido. – Respirou fundo, atraindo uma breve olhada da outra. – Eu não sei como a retirei da água, eu agi num impulso, eu mal consegui pensar e raciocinar. Num minuto ela estava radiante naquela imensidão e no outro ela estava engolida pela mesma imensidão. – Imperceptíveis lágrimas corriam por suas bochechas. – Me lembrei do papai e..

- Shhhhh Regina. – Interrompeu-a, buscando sua mão num afago quente, familiar, gostoso. – Ela está bem agora, não está? – Suspirou concordando com a cabeça. – Abra um sorriso e fique feliz, você a tirou de lá. Você a salvou.

Era incrível como a ruiva a conhecia, sabia de cabo a rabo as palavras de conforto que faziam Regina se acalmar. Sorriram uma à outra, cúmplices, Zel levou a mão ao rádio ligando-o e colocando a banda preferida de Regina para tocar, sabia que Panic! At the Disco sempre a animaria.

- And never did I think that I, would be caught in the way you got me.. (E eu nunca pensei que eu, seria pega do jeito que você me pegou..). – A morena sussurrou essa parte da letra, arqueou as sobrancelhas e olhou para a irmã que tinha um sorrisinho de canto. – Te odeio!

- Você me ama Regina Mills. – Gargalhou entendendo o que Zelena deixava subentendido com aquela música.

Era incrível o quanto a ruiva conseguia fazer Regina esquecer os problemas, esquecer tudo. O resto do caminho fora feito com tranquilidade, seu coração já não batia mais apertado e sim num ritimo calmo, compassado, leve. As lágrimas já não saiam dos castanhos, deram lugar a um lindo sorriso. A porta da mansão fora aberta aos risos, a matriarca da família recebeu a salva-vidas com um abraço mais que apertado.

- Eu vi os noticiários. – Sorriu se afastando da morena, que tinha um leve rubor na face. – Eu estou extremamente orgulhosa de você meu amor.

- Obrigada mamãe, você sabe o quanto isso mexe comigo. – Retribuiu o sorriso, era magnífico o quanto de amor cercava Regina e o quão grata ela era por isso.

- Ele está ao seu lado sempre minha filha, lembre-se disso. – Afagou os braços da mesma enquanto caminhavam a cozinha. – Agora, eu comprei sorvete e fiz pipoca. Tinker está te esperando lá em cima!

Os olhos da morena agradeciam pela boca que apenas sorria. Pegou o que sua mãe havia feito e correu de encontro ao colo daquela que tinha seu coração, sua melhor amiga.

*

O inconsciente é um submundo estranho e fascinante gerador de fantasias, lapsos e impulsos não controláveis. O inconsciente é o universo do trauma escondido, das lembranças reprimidas, das emoções soterradas, nos faz viajar pelo mundo onírico, ou seja, pelo mundo dos sonhos e pesadelos.

Seus olhos piscaram devagar, numa lentidão e preguiça absurda. Seus ouvidos captavam ruídos que ela não conseguia distinguir. Era como acordar de um sonho ruim, o tubo que estava introduzido em sua boca incomodava não a deixava deglutir a saliva que acumulava na sua cavidade bucal. Seus braços se levantaram em um movimento quase desesperado atraindo a atenção daqueles ali presentes, suas esmeraldas buscavam por um ponto fixo de proteção e logo encontrou os olhos dos pais, atentos, cuidadosos. Uma enfermeira apareceu de repente e tudo o que Swan pode ouvir era um calma, dito com cuidado enquanto suas mãos retiravam o tubo de sua garganta, tossiu incontáveis vezes quando ele saiu, sentou-se com cuidado naquela cama mórbida, água lhe foi servida e ela parou. Sua garganta clamava por água, mas seus braços não tinham forças o suficiente para levar-lhe até a boca, sua mente estava um caos, lembranças de um episódio que ela queria esquecer até lembrar-se de um par de avelãs, até lembrar-se das mãos firmes que lhe puxou para fora da imensidão que a engolira, até lembrar-se dela.

- Olá. – Sua mãe pronunciou-se calma, com carinho e cuidado, atraindo toda a atenção da loira que respirou fundo. – Você nos deu um susto meu amor. – Aproximou-se da loira, capturando-a pelos braços curtos num afago maternal.

- Me desculpe.. – Sua voz saiu rouca, abafada tanto pelo choro quanto por ter se afundado no pescoço daquele que era seu cais. – Eu não.. Eu mal vi. – Soluçou num fio de voz.

- Quieta! – Mesmo com o puxão de orelha de Mary, sua voz continuava branda e carinhosa. – Nem se atreva, você é uma surfista incrível independente de qualquer prêmio porque você é a nossa surfista e.. – Buscou os olhos do marido que prontamente segurou a mão da loira e abraçou as mulheres ali. – Nós temos muito orgulho de você.

O choro ainda caía doído, soluçado, mas com os carinhos recebidos dentro daquele abraço aos poucos sua respiração se normalizara. Desvencilharam-se dando espaço para uma morena um tanto afobada que lhe roubou um abraço dilacerante que fez a loira soltar uma risada ainda baixa. O abraço era esmagador.

- Você está me deixando sem ar e isso não me trás boas lembranças. – A voz rouca foi se amenizando quando Ruby soltou-a. Logo a morena lhe olhou, desferindo um tapa fraco contra o braço da loira. – Au! Sua louca.

- Eu te odeio por me assustar desse jeito.. Juro que se você tivesse morrido eu ia te matar. – A risada da loira foi alto dessa vez, anunciando o quanto aquela morena lhe fazia bem. – SE não fosse a salva-vidas Mills, eu realmente não sei o que seria de você Emma Swan.

Mills. Repetiu o nome em sua mente, não lhe era estranho, soava bem ao pronunciar.

- Me desculpe por assustar vocês. – Pediu juntando as mãos ao corpo em sinal de acanho.

- Ei. – Mary chamou-a. – Passou, você está aqui agora e é isso que importa. – Buscou os olhos de David num mudo sinal de apoio. Era a hora de contar-lhe. – Precisamos te contar uma coisa.

Os olhos esmeraldas passaram por todos ali presentes, estavam todos amontoados ali, em cima da cama, ela quis sorrir ainda vendo o sorriso de seus pais.

- Você vai ter um irmão. – A voz do homem soou empolgada, ele levou as mãos à barriga da esposa acarinhando-a. Emma estava estática.

 


Notas Finais


E então? Espero que gostem, vou deixar meu twitter pra vocês.. é @swenbae <3 até o próximo!


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