História Ai, Meu Deus - Capítulo 1


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Categorias Digimon
Personagens Mimi Tachikawa, Palmon, Yamato "Matt" Ishida
Tags Agumon, Digimon, Mimi Tachikawa, Palmon, Yamato Ishida
Visualizações 16
Palavras 935
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Comédia, Festa, Fluffy, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Ai, Meu Deus


Estou em frente a um grande casarão constituída de pequenos tijolos cinzentos. Suas portas de madeira são largas e altas lembrando mansões cadavéricas de filmes de terror dos anos 70. A grama a sua frente é verde, de aparência vívida, que concluo que é um espaço bem cuidado. Há arbustos podados com caprichos e roseiras de uma beleza estonteante.

Estou vestindo um vestido longo de seda. Ele é azul, e há detalhes de pétalas de folhas Sakura enfeitando desde a sua gola redonda ao meu umbigo. Um colar fantástico de uma pedra similar a diamante vibra sobre a minha peça, destacando-se entre as pétalas rosadas. Os meus sapatos são confortáveis. São de saltos, porém não grandes. Dá para andar perfeitamente com eles.

Parada em frente a porta, um senhor surge, abrindo-a. Ele veste um smoking que o faz parecer o Pinguim do Batman pelo seu corpo robusto. Ele tem um grande topete semelhante ao de Elvis Presley, e usa óculos de grau.

– Boa noite, senhorita Tachikawa. A senhorita está deslumbrante!

– Obrigada – respondo, incerta. – Onde estou? Você viu a Palmon?

– Palmon não está presente, minha cara. Há um cavalheiro a sua espera.

Semicerro os olhos, confusa.

– Um cavalheiro a minha espera? Do que o senhor está falando?

O homem torna-se a ficar calado, agindo somente para dar espaço para que eu entre na mansão. Engulo em seco, vislumbrando um grande ponto iluminado por um imenso lustre de vidro. Caminho em direção, chegando ao que parece em um salão de danças enorme. Existe uma rosa dos ventos desenhada no chão, feita a perfeição. Há bordas no alto do salão para as pessoas observarem, chegando ao lugar com o auxílio de uma escada de aspecto antigo, onde jaz um rapaz em pé trajando uma máscara dourada na metade de seu rosto.

– Estamos em um baile de máscaras? – pergunto, sem entender. Onde está a minha máscara?  

O sujeito sorri, desce os poucos degraus que resta, aproximando-se de mim, no meio do salão. Ele toma uma das minhas mãos, e observa-me com cautela.

– Ei! – protesto, desvencilhando-me dos seus dedos. – Nem te conheço. Não é assim que as coisas funcionam!

– Não me conhece? – replica ele, calmo.

O tom da sua voz liga uma peça em minha cabeça, conectando a sua voz com uma pessoa. Arregalo os olhos, um pouco sobressaltada por ele estar no mesmo cenário que eu, vestindo um terno noir com uma gravata-borboleta azul marinho.

– Matt, o que você está fazendo aqui?

Ele toma a minha mão novamente deixando-me a impressão de estar obsessivo em ter os seus dedos ao redor dos meus. Ele pergunta se eu gostaria de dançar, e ainda abismada com tudo a minha volta, sinto o meu corpo ceder, aceitando o convite.

De repente, nós dois estamos dançando ao som de uma melodia que soa terrivelmente amorosa. É uma canção da Ellie Goulding, Love Me Like You Do. O som me incomoda um pouco, mas ao mesmo tempo me fascina. Nada faz sentindo. O lugar, o vestido, Matt, a música.... O que está acontecendo? Por que sinto-me hesitante e contente?

Os nossos passos no meio do salão são feitos com zelo, admirando qualquer um que nos assiste, no entanto, não há mais ninguém no salão além de nós. Lembra-me uma cena do filme A Bela e a Fera. Matt continua com a metade do rosto coberto, fitando-me com um ar feliz e um pequeno sorriso.

– Matt, por que você não tira essa máscara?

– Você não gosta dela?

– Não – digo, direta. – Quero dizer, não muito. Um ar misterioso não combina muito com você.

Paramos de rodopiar pelo salão para que Matt a tire, jogando-a longe. Ele permanece imóvel por um instante, afastando-se em seguida. Sigo-o pelo corredor que vai ganhando vida a medida que pisamos no caminho de volta da rosa dos ventos, sendo iluminado por lâmpadas encaixadas na parte superior das paredes sem vida. Estamos perto da porta que entrei, e noto o senhor idêntico ao Pinguim segurando uma caixa quadrada de papelão.

– O que é isso? – indago, curiosa, quando Matt pega-a.

– Você vai ver – diz ele, disparando a minha frente.

Corro atrás, demorando-me em volta no salão ao vê-lo ajoelhado com a caixa.

– O que há aí dentro?

Aproximo-me, e encaro quatro tiras enormes de Kit Kat. Matt quebra um dos pedaços, entregando o chocolate para mim. Fico embasbacada pelo tamanho.  

– Aqui – diz ele, empolgado. – Sei que você gosta muito disso.

Minhas bochechas coram quando toco no pedaço de Kit Kat. É grande o suficiente para deixar-me passando mal de tanto come-lo, se duvidar de fazer-me enjoar do doce, e olha que é o meu predileto.

– Não estou entendendo mais nada, Matt – digo. – O que está acontecendo aqui? Uma hora estávamos dançando, agora estamos sentados no meio do salão com pedaços gigantescos de Kit Kat, o que falta mais acontecer?

– Você me beijar – responde ele, fixando o seu olhar no meu.

Engulo em seco, permanecendo intacta durante um tempo. Seu semblante sério logo se desfaz para uma careta risonha, tranquilizando-me.

Porém tudo muda, no momento em que Matt puxa o meu rosto em direção dos seus olhos, e diz com um voz aveludada.

– Acorde, Mimi! Acorde! Acorde!

Desperto no meu quarto, dando-me de cara com o rosto de Palmon, chamando por mim, preocupada. Viro-me para o lado oposto, ficando de costas para ela, segurando a decepção de que tudo não passou de um sonho.

– Mimi, levante! Você vai se atrasar para a escola!

Um sorriso desabrocha em meus lábios. Será que é assim que sabemos que estamos apaixonado pela pessoa? Nós sonhamos com ela? Mas é tudo... Ai, meu Deus!

– Já estou indo, Palmon!  



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