História Aillin - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Elementos, Magia, Poderes, Seres Mágicos
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Palavras 1.087
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Survival, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Sem respostas


Diretora Gweneth entrou pela grande porta da sala de jantar, que se fechava logo em seguida. Todos ficaram calados. Gweneth, andando até Aillin, colocou suas mãos com unhas azuis esverdeadas nos ombros da garota.

– Bom dia crianças! Como vocês podem ver, temos uma amiga nova conosco. Ela é Aillin, prima mais nova de Susana, e ela era a única mystic que faltava para nossa turma se tornar completa. Vocês sabem que todos vocês são muito importantes para esse acampamento. Todos os seus poderes juntos ativarão um dia a força mística mais poderosa de todo o universo. A pedra da vida nunca mais foi acesa desde a última ativação, realizada com seus ancestrais. – Ela andou até sua cadeira na ponta da imensa mesa, pegando a pequena xícara em sua frente, tomando alguns goles do café. Todos olhavam atenciosos para a Senhorita Gweneth, todas aquelas palavras eram de extrema importância. - Mas enfim. Espero que vocês se deem bem, aliás, vocês são uma equipe.

Ela se levantou com um sorriso simpático em seu rosto, logo saindo pela porta que abrira depois de alguns movimentos feitos pelos seus dedos. Ela também tinha poderes.

Aillin, ainda quieta, começou a observar todos que estavam na mesa. Parecia que eram apenas eles naquele acampamento. Susana estava ao seu lado, começou a falar algumas coisas, que Aillin não estava afim de ouvir. Ela prestava atenção nas pessoas que ali estavam. Todos com traços únicos e diferentes.

– Depois você quer vir comigo na casa da árvore? Lá é um lugar incrível, aposto que você vai gostar muito! - Susana diz, mordendo um pedaço do seu pão torrado.

– Pode ser. - Aillin soltou um fraco sorriso. Ela ainda não se sentia bem com as coisas novas que ela havia descoberto.

Ela estava comendo seu pão com margarina derretida. Não era o suficiente para que pudesse matar a sua fome naquele momento, mas ela não estava preocupada com aquilo agora. A fome não era seu foco. Ela só queria saber como que seriam as coisas daqui para frente. Susana se levantou, e Aillin a seguiu, as duas foram para a casa da árvore que havia dito antes. A vista ali era apenas de folhagens de outras árvores maiores. 

– Aqui é bem calmo, não? - Susana falou, olhando para uma lagarta nas folhagens de uma árvore a frente. Ela estava concentrada nos movimentos do pequeno inseto que se alimentava das folhas esverdeadas. 

– Sim. Bom para pensar no que vai acontecer agora. No meu futuro... no que eu sou. - Aillin abriu um sorriso fraco, sem mostrar os dentes. 

– Não se preocupe. Você é a Aillin, e é incrível, apenas isso que você tem a saber sobre você agora. Com calma você saberá mais ainda sobre quem é. - Susana virou seu corpo em direção a Aillin, sorrindo.

Aillin abraçou seus joelhos se encostando no mesmo. Um garoto passava com passos lentos e firmes por debaixo da casa da árvore, dando toda atenção de Aillin para si.

–  Aquele ali é o Anthony. Ele é meio cabeça quente, mas deve ser legal... nunca conversei com ele. - Os olhos de Susana acompanhavam o garoto enquanto caminhava pela grama alta. 

Aillin assentiu, se encostando na pequena parede de madeira, tirando seus fones do bolso da blusa, junto do seu celular. 

Ela só queria um descanso. Tudo o que precisava naquele momento. Ainda estava confusa, mas sentia que logo entenderia tudo.

Depois de mais alguns minutos, após o café da manhã, Aillin em seu canto, prestava atenção em todos os que ali estavam. Eram pessoas de várias diversidades, raças e estilos. Nenhum ainda chegara a conversar com a garota, talvez por timidez, ou por medo. Se levantava da pequena casa de madeira, deixando Susana sozinha, descendo as escadas pregadas no tronco grosso da enorme árvore.

– Onde vai? – Susana a observava descer as escadas, sem sair do lugar onde estava.

– Vou dar uma volta... quero ficar sozinha por um tempo.

            – Ok. Vê se não se mete em encrenca! – Soltou um riso, logo desanimando ao receber uma expressão séria de Aillin.

 

A garota andava lentamente pela grama, sem saber onde iria chegar. Pegou seu telemóvel em seu bolso, começando a ouvir uma música qualquer, a deixando um pouco mais animada naquela ocasião. Pensava em como nunca percebeu que era diferente das outras pessoas. Parada em um local totalmente vazio, onde só havia árvores e grama verde, olhou ao redor para que tivesse certeza que estaria sozinha. E ao se concentrar em sua mão, fechava os olhos, sentindo seu corpo ferver e sua cabeça doer. Abriu os olhos e uma pequena “explosão” acontecera naquele local. Onde Aillin estava, agora era apenas terra, alguns pedaços de pedra foram jogados para o alto, por conta da força de Aillin. A garota estava caída no chão e seu nariz sangrava, se sentia fraca, com tontura.

– Talvez se você usar menos força mental, não aconteça o que acabou de acontecer. Seu poder é poderoso, Aillin. – Um garoto estava parado em uma árvore próxima da garota caída.

Ele se aproximou, dando sua mão para que Aillin se levantasse. Observava os olhos negros da menina, que levara suas mãos à cabeça, sentindo-a pulsar.

– Sou o Enri... Enri Steven.

– Aillin Bauer. Obrigada por me ajudar, eu acho.

– As aulas ainda não começaram, você deveria esperar para testar a geocínese. – Enri tirava um lenço do bolso de sua blusa, o entregando para Aillin, que limpava o sangue que escorria do nariz.

– Geocínese?

– Sim, esse é o seu poder. Estudei sobre o seu avô. Ele era um homem incrível.

Os dois saíram andando, enquanto Aillin fitava o chão e seus passos. Enri ter estudado sobre seu avô havia lhe chamado a atenção, ela também queria saber sobre ele. Ninguém nunca tinha contado nada sobre ele... nem sequer seus pais.

– Eu não sei nada sobre o meu avô. Ele morreu antes de eu nascer... ninguém nunca me contou sobre ele, não sei do que ele morreu e nem o que ele fazia para ser tão importante. – Ela se sentou no pequeno banco de madeira que estava perto do pátio, onde tinha a fogueira. Fitou os olhos de Enri, a espera de sua resposta.

– Descubra sozinha. Existem livros explicando sobre a geocínese na biblioteca. E sobre o seu avô... é arquivo confidencial da senhorita Gweneth, mesmo que você seja neta dele, não pode ver. – O garoto se levantava e saiu andando lentamente.

– E como você viu!? Me ajuda, por favor!!! – Aillin andou atrás do garoto, que apenas deu de ombros, deixando a pequena menina sem respostas. 



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