História Ainda é Cedo - Capítulo 13


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Categorias Histórias Originais
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Palavras 2.468
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 13 - Cap.13



 
  Já havia passado uma semana desde o Rock in Rio,e então vi Natan e Pedro na escola. Eles me cumprimentaram:
—Ei cara! -Natan me abraçou.
—Olá. -sorri.
—Tudo bem? -Pedro perguntou.
—Tudo e vocês?
—De boas.
—E a Beg? -perguntei,curioso.
—Ela está no Rio ainda. -Natan deu de ombros.
—Ah. 
—Bem,temos que ir. -Pedro disse.- A gente se vê depois.
—Claro. -acenei.
 Os dias estavam longos e cansativos. Tava dando duro,estudando demais pra escola e vestibular. E assim foi indo.
Beg só voltou no começo de novembro,e eu nem tava sabendo,ate que Natan me ligou e disse que ela tinha chegado.
Imaginei que ela não fosse pra escola,mas mesmo assim andei pelo corredor atento. Perto do armário dela tinham uns caras hippies e uma garota de cabelo azul. Passei por eles,mas parei quando a garota me chamou:
—Henrike?Oi! -ela me abraçou com força.
Fiquei mt confuso. Mas quando ela me soltou,olhei direito e vi que era a... Beg???
Ela tinha cortado o cabelo,agora ele não alcançava a cintura,tava na altura dos ombros,e azul.Azul bem escuro. E ela estava com um piercing no septo.
—Oi! -falei,depois de a reconhecer. E a abracei novamente.
Mas ela se afastou um pouco e beijou minha cara toda:
—Que saudade de você!
—Também senti.
—E aí,tudo bem? O que tem feito por aqui? Desculpe ter sumido esse tempo todo,tava uma loucura la no Rio. 
—To bem. Ta à fim de matar umas aulas?
—Claro.
Ela acenou pros caras hippies e saímos dali. Descemos,saímos da escola e fomos até a moto dela. 
—Vamos pra casa? -perguntei.
—Hum-hum. 
—Onde então?
—Vai ver.
 Montamos na moto e fomos.
Fomos pro Barra Shopping Sul. Entramos. Estava meio vazio,só os funcionários mesmo. Fomos ate o HotZone,aquele parquinho de diversão. Estava fechado aquela hora,mas na entrada um rapaz magro de bigode grande sorriu:
—Beg! Quanto tempo!
—Fala Rodolfo. -ela o abraçou.- Será que a gente pode ficar aqui um pouco? 
—Okay,entra aí.
—Valeu.
Entramos.Os brinquedos estavam desligados,sentamos atrás das máquinas de fliperama,no chão acarpetado. 
—E aí,como foi la no Rio? 
—Ah,foi ótimo! -ela sorriu. - O show foi incrível. E depois disso uns três caras empresários vieram falar  comigo,daí conversamos. Eles me deram o contato de amigos deles daqui do Sul,e eles vão entrar em contato,pra gente fazer uns show e gravar umas músicas.
—Poxa,que bom Beg.
—Sim.
—E esse novo visual?
—Meio punk né? 
—Sim. Muito punk.
—Você gostou?
—Claro,ficou incrível.
—Que bom. -ela sorriu.- E como estão as coisas na sua casa? Como estão seus pais? 
—Ah,como sempre.
—Seu pai já ta de boa?
—Mais ou menos.
—E você está bem?
—Estou.
—O que tem feito?
—Só estudando. Já praticamente passei de ano,então to estudando mais pro vestibular.
—Vai fazer pra Ritter mesmo?
—Sim.
—Que bom. Vai conseguir fácil.
—Tomara.
Ela sorriu e pegou minha mão:
—Tenho umas coisas pra você. Pra nós. Trouxe do Rio.
—Que coisas?
—Estão la em casa. Vamos?
—Bora.
Nos levantamos e saímos dali. O shopping ainda meio vazio,alguns funcionários limpavam o chão e vitrines. 
—Nossa,quase ninguém vem nesse Shopping mais.-Beg comentou.
—Acho que não nesse horário.
—É,pode ser.
Enquanto íamos, olhei pra ela disfarçadamente. Ela tava tão linda. Nunca alguém de cabelo azul e piercing no septo me pareceu tão maravilhosa. Ela me viu a olhando e sorriu:
—Que foi?  
—Nada eu só... Só tava... Nada.
—Você é maluco. -ela riu,ajeitando o cabelo atrás da orelha.
Saímos do Shopping,e fomos pra casa dela. Subimos pela escada de incêndio,como sempre.  Ao entrar no quarto dela,vi algumas caixas  perto da cama. Duas malas num canto,e algumas coisas por perto. 
—Como foi o show do AM?-perguntei.
—Foi foda. Conheci o Alex e o Matt. Tirei foto cm eles e peguei um autógrafo pra você.
—Serio??
—É,serio. -ela foi até uma das caixas,e pegou um cd.- Olha só.
Peguei o cd de Suck it and see,e tava autógrafado pelo Alex e o Matt mesmo.
—Nossa!-exclamei - Obrigado!
Ela pegou o celular novo,e me mostrou a foto dela com eles. Ela ainda estava com o cabelo comprido e preto. 
—Que legal.-falei.
—Bah,demais.
Ela foi até uma outra caixa,e tirou de la um . quadro grande:
—Olha.-mostrou-Comprei alguns pra gente colocar em casa.
O quadro era do Nevermind,muito foda..
—Poxaa,que foda.
—Olha os outros.
Tinha um do David Bowie,do Am,Iron Maiden e Ramones. Todos grandes e lindos.
—Nossa,muito foda Beg.
—Ya,e olha as camisas.
Ela me mostrou umas sete camisas noutra caixa. Do Led Zeppelin,Metallica,Esquadrão classe A,Nirvana,Black Sabath... 
—Eu comprei num tamanho que dá pra nós dois usarmos.-ela disse.- Ah,e tem um abajur muito sinistro que eu vi e não pude deixar de trazer! -ela riu.- Olha,ele tem formato de caveira,maravilhoso!
—Nossa,se eu for acender isso de madrugada bate ate um medo.-brinquei. O abajur realmente era sinistro.
—Amei ele! -ela sorriu encantada.
—Também,muito legal. 
—Que bom que gostou.-ela me abraçou,animada.- Se você tiver desocupado a gente pode ir lá hoje pra levar algumas coisas.
—Que horas?
—A hora que puder.
—Okay.
 Ela me olhou,e sorriu:
—Então.
—Então o quê?
—Bora transar?
—Nossa,mas que direta você.-falei,sem conseguir segurar uma risada.
—Tem que ser mesmo,poxa.-ela riu também- Eu quero,você quer,porque ficar enrolando?
—Concordo plenamente.
—Ótimo.-ela riu,e se aproximou,já me beijando.. 
Fazia tanto tempo que não  beijava ela que foi como se fosse a primeira vez. Serio,fazia um mês mais ou menos que não nos víamos. 
Ela me abraçou apertado. Enfiei a mão pelo seu cabelo curto,mas ela se afastou um pouco
—Ei. Tenho que te mostrar uma coisa.-ela disse.
—Mostrar o quê?
Ela olhou pra  cama,cheia de coisas e caixas,depois me olhou:
—Vamos la pra sala?
—Okay.
Saímos do quarto e fomos. Achei que ela ia mostrar mais alguma coisa que tinha comprado ou algo assim. Mas chegando la,sentei no sofá,e ela ficou de pé.
—E aí?-perguntei.
—Eu fiz uma tatuagem.
—Uma tatuagem? Onde?
—Uma não. Duas,na verdade.
—Posso ver?
—Lógico.-ela riu.- Olha.
Ela se virou de costas e tirou sua camisa. Fez.uma. tatuagem na parte de trás do ombro,do planeta Saturno.
—Caramba.-falei.- Ficou lindo.
—Serio mesmo?-ela se virou.
—Serio.
—Olha a outra.-ela veio e sentou do meu lado,mostrando no pulso escrito Nirvana,com as letras da logo.
—Poxa!-olhei,surpreso- Amei,ficou ótimo.
—Demais né.
—Doeu mt?
—Ah,mais ou menos.
—Que legal cara.
—É.. -ela se aproximou. 
 Segurei seu rosto com uma das mãos,e com a outra sua cintura. Ela me beijou devagar,depois veio pra cima de mim. Senti sua boca quente no meu pescoço. Segurei sua cintura,enquanto sua boca voltava pra minha. Mas,nisso,o celular dela tocou,no bolso da calça. Na hora ela não ligou,e continuou me beijando,mas de repente,como se tivesse se lembrado de algo importante,se afastou e atendeu logo:
—A-alô?... Ah,sim,estou... Claro. -riu. - Certo... Agora não posso...  Okay,até logo.

Ela encerrou a ligação e guardou o celular no bolso novamente.
—Tenho ensaio com a banda daqui a pouco. -ela disse. - Com a minha nova banda.
—Como assim sua nova banda?
—Ah,eu arrumei outra banda. -deu de ombros,como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.
—Sem os meninos?
—Sim,sem os meninos. Nem Fred,nem Natan,nem Pedro,nem Caio.
—Mas com quem então? -perguntei,confuso e curioso.
—Lá no Rio,encontrei com uns caras daqui que também tinham ido. Conversamos,tocamos e nos demos muito bem. Então,alguns membros da banda deles tinham saído. Daí,formamos nossa banda. Ainda é a THWN,só que diferente.
—Nossa,legal,mas... e os meninos estão de boa com isso?
—Estão sim.
—Então ta.  -falei,ainda absorvendo a informação. Não conseguia imaginar a THWN sem eles.
 Ela deu um sorrisinho,e continuamos de onde paramos.

                                                    *                                     *                                *
  Depois de transarmos na sala,na cozinha,e no banheiro quando fomos tomar banho,fomos pro ensaio da nova THWN. Eu não estava tão à fim,só estava curioso pra ver os novos integrantes. Iam ensaiar naquele mesmo lugar,no andar de cima do Pub dos motoqueiros que sempre íamos. Chegando lá,vi que eram três pessoas; o guitarrista,que parecia demais o Julian Casablancas,o baixista alto,loiro com dreads no cabelo,e o baterista que parecia um vampiro gótico,todo sinistro.
—E aí galera? -Beg sorriu acenando.
—E aí. -o Casablancas respondeu. - Esse é o Henrike?
—Sim. -Beg confirmou. - Henri,este é o Danilo,aquele gótico ali é o Aruak,e loiro dos dreads é o Maik.
—Legal,prazer. -falei.
 Me sentei num canto,enquanto eles ligavam as coisas. Eles eram estranhos,e não pareciam legais como os meninos.
Beg ia tocar guitarra e cantar.Finalmente ela ia ser vocal,ela tinha uma voz ótima mas nunca cantava. Mas agora enfim era a vocalista.
Quando começaram a primeira música,Hysteria do Muse,fiquei muito impressionado. Eles eram muito melhores que nós. Fiquei boquiaberto. Se continuassem assim iam longe. Longe mesmo -o que eu ia descobrir dali uns dias. 
                                                                      *                                               *                                                   *

 Na manhã seguinte,fui pra escola.
Os primeiros horários foram chatissimos. Na hora do recreio,eu e Than saímos juntos no corredor,onde Beg sempre  nos esperava,mas ela n tava ali.Então descemos pro pátio,e nisso,alguém apareceu gritando :
—Brigaa!
 Uma galera correu pra ver. Eu e Than nos entreolhamos e também fomos depressa na  direção que todos correram. Era perto do refeitório. Tava um tumulto em volta de quem quer q estivesse brigando. Quando eu e Than entramos entre as pessoas rap tentar ver  alguma coisa,uns caras que  estavam ao nosso  lado comentaram:
—Nossa,é a namorada do Henrike!
—O quê??-exclamei,abrindo espaço e empurrando pra chegar la na frente e olhar. E quando consegui,vi que era a Beg. Ela e um cara do último ano,um tal de Wallace -metido que zoava tudo mundo. Ela tava em cima dele,metendo soco na cara dele sem parar. Um dos amigos dele a pegou pelo braço e puxou,tirando-a de cima dele. Ele foi dar um soco nela,mas ela segurou seu punho com uma mão,e torceu seu braço,ate ele cair de joelho, então foi chutando ele sem dó. Corri ate lá,e tentei entrar no meio. Ela quase me chutou tb,mas viu q era eu:
—Cai fora!-ela reclamou,me empurrando.
Então foi pra cima do Wallace novamente,que ja tinha se levantado,mas cambaleou pra trás,sendo empurrado pra parede. Ela já ia bater mais nele,só que dois . funcionários da escola chegaram e separaram os dois. O vice - direitor apareceu também,bravo.
—Pra minha sala,os três! -exclamou- Agora!
 Than me .puxou pra um canto,antes que achassem que eu também tava no meio. Nisso,Beg,Wallace e o outro foram atrás do vice - diretor...
 
  No fim do quarto horário,quando o prof saiu,saí de fininho e fui andando pelo corredor. Subi pro andar de cima,onde ficava a sala do vice-diretor. Então,dei de cara com.Beg,vindo sozinha de lá.
—Oi.-falei.
—Oi.-ela respondeu,surpresa.-O que tá fazendo fora da sala?
—Te procurando.
—Ah.
—O que houve? Por que você tava brigando com o Wallace?
—Sabe o Vitor Menezes?
—Sei.
Vitor Menezes era o cara mais desengonçado da escola. Cafona e esquisito,provavelmente nunca teve uma namorada e ninguém .gosta dele. Um magrelo,cheio de acne.
—Então.-ela . continuou- O Wallace tava zoando com ele,daí ele ficou um pouco nervoso,e o Wallace apelou.
—Apelou?
—Sim,ele ia bater no Vitor,mas eu entrei no meio.
—Poxa.-falei,incrédulo.
—E agora ele disse que vai me pegar no fim da aula. -ela riu-  Aiai,to morrendo de medo.
—Serio? Nossa,Beg,não acha que é perigoso não? Vai que ele chama outros caras ou algo assim?
—Ah,foda-se. Não tenho dó de bater nem medo de apanhar.
—Meu Deus. Melhor não se envolver nisso.
—Quem você acha que tem mais chance de ganhar essa briga,eu ou o Vitor?
—Você,lógico.
—Então. É isso.-ela sorriu,tranquila.- Vai pra sala,se não vai se lascar.
—Okay.
Descemos juntos,e ela me levou ate a porta da minha sala.
—Tchau,te vejo depois.-ela disse e me abraçou.
—Tchau,até. E cuidado,hein?
—Não esquenta.-ela riu- Assim que tocar o sinal pra ir embora,vou estar aqui na porta te esperando.
—Ótimo.
—Falou.
Ela se virou e eu entrei logo na sala. Contei pro Than o que tinha acontecido,e ele ficou impressionado,dizendo que ela era muito corajosa. Tive que concordar. E mesmo não sendo eu que ia brigar no fim da aula,fiquei super nervoso. Quando o sinal tocou,eu e Than nos levantamos depressa pra sair. E Beg já tava la esperando. Fiquei mais tranquilo ao vê-la. Daí descemos juntos. Lá fora,antes de chegarmos ate onde a moto dela estava,Wallace apareceu atras de nós:
—Onde pensa que vai piranha?
Beg parou,e se virou. Than saiu de fininho,claro. Eu continuei ali. Mas ela soltou minha mão,e encarou Wallace:
—Onde vou? Vou dar uma surra num viado.
Então,um homem apareceu vindo da rodinha de pessoas que ja se juntaram ali. 
—Foi você q bateu no meu filho?-ele perguntou.
—Bati e bato de novo.-Beg rebateu.
—Quero ver passar por mim primeiro. 
—Ah mas vai ser um prazer.
—Você vai pagar sua puta.-ele disse,se aproximando.
—Não vai não. -uma voz disse atrás de nós.Olhamos e vimos o pai dela  chegando.- Você que vai pagar,por ter chamado minha filha de puta.
Ele parou ao lado de Beg. 
Foi tudo muito rápido,os quatro caíram na porrada. Beg e Wallace,e o pai dela e o dele. Foi uma briga daquelas. Todo mundo começou a gritar e se empurrar pra ver.  Wallace deu um soco na cara dela,o que me fez querer arrancar a cabeça dele,mas Than me segurou com todas as forças. Ela revidou,e foi pra cima dele. Foi um troço bem louco,os dois se embolaram,batendo e empurrando.
Ele foi parar no chão e ela em cima dele,batendo sem dó mesmo. A situação começou a ficar crítica,ele tava apanhando demais mesmo. Tanto que o pai dela e dele pararam a briga deles e foram tentar apartar os dois. Eu e o pai da Beg puxamos ela,e o pai do Wallace tratou de pegar ele pelo braço e sair depressa. 
—Calma menina,calma!-O pai dela riu dela,ainda esperneando pra se soltar e ir atrás deles- Chega.
Ela parou,ofegante,e ajeitou a blusa. Todos em volta gritaram, vibrando. Than,incrédulo,me olhou
—Cara,agora estou com medo dessa garota... Puta que pariu...
—Relaxa.-ri.
—Bora pra casa.-o pai dela disse. - Faz um tempo que você não arruma uma boa briga hein?
 Fomos saindo entre as pessoas gritando "uhu". Ela riu,e o pai dela também.. Olhei pra ela,com.o nariz sangrando,e aquele sorriso malandro no rosto. Radiante. Maravilhosa. Ou eu estava apaixonado mesmo,ou muito louco. Olhei pra ela e parecia que tinha acabado de a conhecer.   Paramos perto da moto dela. Ela  me abraçou:
—Tchau,Henri. A gente se vê mais tarde.
Não respondi,apenas a puxei pela cintura e beijei ela. Ela ficou meio surpresa porque geralmente não fazíamos isso na frente de várias pessoas como estava ali. Mas ela não se importou.
—Vamos,Beg. -o pai dela disse- Antes que a polícia apareça aqui.
 Ela se afastou um pouco,e me soltou:
—Tchau.
—Pode sair hoje à noite? 
—Posso. Que horas?
—Umas nove da noite. Eu passo na sua casa.
—Perfeito.
—Ótimo.
 Ela.se virou e foi com.o pai dela na moto.
Thaniel,ainda parado ao meu lado,me olhou:
—Bem,acho melhor eu ir pra casa também,tentar tirar essa cena violenta da minha cabeça.
—Ei,espera. -falei,e ele parou e se virou pra olhar.
—Que foi?
—Preciso da sua ajuda.


 



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