História Ainda é Cedo - Capítulo 14


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Categorias Histórias Originais
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Palavras 1.794
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 14 - Cap.14



Eu e Than fomos pra minha casa,precisava passar la e pegar um dinheiro e também avisar minha mãe.
—Você tem certeza mesmo?-ele perguntou,não preocupado,mas incrédulo.
—Absoluta.
—Ah que foda! -ele riu e passou um braço sobre meus ombros.
 
 Entramos em casa. Minha mãe tava deitada no sofá.
—Ei filho .-ela sorriu.
—Oi mãe. Olha,eu vou no centro com o Thaniel ok?
Só então ela olhou e viu ele:
—Ah,okay. Oi Than.
—E aí.
 
 Fui pro quarto e peguei minha grana. Ao voltar pra sala,despedi da minha mãe daí saímos logo. Ao virarmos a esquina da rua,Than começou a pensar:
—Então,eu também nunca fiz isso,podíamos falar cm meu pai,o queacha? Ele pode dar umas idéias.
—Ótimo.
—Onde vamos primeiro?
—Eu não faço idéia,mano.
—Certo. 
 Fomos pro centro,e rodamos igual barata tonta. Primeiro fomos pra um Shopping,e demos uma olhada la,mas era tudo estranho. Então,fomos pra uma parte menos movimentada do centro,numa loja onde meu pai uma vez tinha comprado um colar de prata pra minha mãe.  Eu e Than paramos na porta,e olhamos. Ele colocou a mão no meu ombro:
—É,prepare-se. Você vai entrar nessa loja como um moleque e sair como um homem.-suspirou.
—Vai tomar no seu cú.-o empurrei e ri.
 Entramos logo,e demos uma olhada num balcão de vidro onde não podia apoiar o braço. Vi uns anéis sinistros. Avistei um todo preto com uma caveira. Empolgado,abri a boca pra falar algo mas Than me cortou:
—Ah mas nem pensar.
 Olhei outros,e vi uns bem bonitos. Eu não fazia idéia de como escolher uma aliança,e pra falar a  verdade,foi chato. Foi constrangedor,o cara atrás do balcão me olhava tipo: hum,essa é cara demais queridinho,duvido que possa pagar. Than as vezes me cutucava pra mostrar alguma,mas não vi nenhuma interessante. Ate que avistei uma maravilhosa.
—Than,olha essa que foda.
Ele veio olhar. 
Era muito da hora. De ouro,mas em torno dela,uma partitura em preto. 
—Nossa,é essa.-Than disse, com aprovação.
Olhei pro rapaz do bigodinho e cara de deboche:
—Então,quanto custa essa? 
—Essa?-ele ergueu a . sobrancelha
—Não.-respondi impaciente- Aquele outra,de uma outra loja.
Ele respondeu nem um pouco incomodado:
—1.800,00 à vista.
—Puta que pariu. -olhei incrédulo pro Than.
—Nossa,cara,faz um desconto aí bicho.-Than pediu.
—Não será possível. Posso ajudar em mais alguma coisa?
—Pode sim.-falei- Embrulha aí que eu vou levar essa.
—Ninguém embrulha aliança,retardado. -Thaniel riu.
—Foda-se,eu que to pagando. 
 O cara me olhou desconfiado,mas fez o que tinha que fazer. Botou as duas alianças dentro da caixinha,e embrulhou num papel de ursinhos de fralda. Paguei logo e saímos dali.
—Isso aí mano! -Thaniel disse,orgulhoso.
—To com medo.
—De que?
—Sei la.-dei de ombros- De um não?
—O não você já tem,agora é pedir.
—Aí se eu pedir ela vou ter outro não né.
—Não.-ele riu - Vem,vamos passar la no trabalho do meu pai,aí a gente pede uns conselhos.
—Beleza.
  
 O pai do Than trabalhava numa loja de eletrodomésticos,no outro lado do centro. Andamos demais ate la,debaixo de sol. E quando finalmente chegamos,entramos,aproveitando o ar - condicionado. Ele tava atendendo um cliente,mas quando nos viu veio ate nós :
—Meninos? Que foi,vieram comprar TV,sofá,dvd,máquina de lavar roupa??
—Claro que não,pai. O Henri precisa de umas dicas.
—Sobre o quê?
—É melhor se sentar.-Than riu.
—Eita,então a porra ficou séria.
 Ele nos levou ate um sofá no meio da loja. Sentamos em um e ele mo outro de frente.
—E aí,o que ta pegando? 
—O Henri quer pedir a mão da Beg em casamento.
—Na moral? Serio?
—Ya,serio.-falei. 
 Nossa,ya? To passando tempo demais com a Beg. -pensei.
—Nossa,que bom!-ele veio e me abraçou- Legal,muito legal.
—Pois é.
—E como você acha que ele pode fazer isso? -Than perguntou.
—Hum... olha,tem várias formas. Você pretende levar ela onde?
—Sei la.
—Tem que escolher um lugar,ora. Ou vai pra casa dela e é isso mesmo?
—Okay,vou pensar em algum lugar.
—Certo. Quando for pedir,não fique justificando nem nada,tipo,ah quero me casar com você porque você é tudo pra mim,porque você é meu amor,e bla bla bla.... essas coisas que esses cuzão fala. Faz isso não,chega e pergunta: quer casar comigo? É sim.ou não.
—Ta bom,vou lembrar.
Nisso,um cliente apareceu,junto com o que parecia sua esposa, nos olhando:
—Com licença,nós estamos querendo comprar este sofá.
—Ei,caiam fora. -o pai de Than respondeu:-  Tem mais sofás por aí.
—Mas nós estamos interessados nesse e...
—Eu sou o dono da loja,o sofá é meu. Agora vazem,estamos resolvendo uma coisa séria aqui.
 Ele saiu,confuso,e.foi olhar outros sofás. O pai de Than voltou ao assunto:
—Então,lembro que quando eu fui pedir a minha mulher em casamento,durante o dia fiz várias coisas legais pra ela. De manhã levei flores,a tarde fui pra porta dela fazer uma "serenata"e à noite enfim fui la e pedi.
—Poxa,que doidera.-falei.
—Aí.-Than se animou- O Henrike toca,ele pode ir la e fazer alguma coisa assim pra ela.
—Ah não,não mesmo. -falei.
—Isso!-o pai dele concordou- Onde ela mora? Posso levar vocês ate la agora mesmo.
—Olha,gente,eu agradeço mas... Eu não tô afim de fazer isso. Nem sei que música cantar nem nada.
—Sabe sim! -Than disse- Love Buzz.
—Ah,fala serio.
—Essa é boa hein?-o pai dele  concordou.
—Ta bom,vamos logo então.-falei,sem ter saída.
 Nos levantamos,e saímos da loja.
Fomos de carro até a casa do Thaniel,pra pegar o violão dele. Daí partimos pra casa da Beg,em plena duas horas da tarde.
Chegando la,fomos até a lateral do prédio,e paramos perto da escada de incêndio. 
—Então,pronto? -Than perguntou.
—Cara,ela mora no quarto andar,acho que não vai ouvir nada.
—Tem que cantar alto.
—Meu Deus.
 Ficamos ali uns minutos discutindo se seria melhor eu subir ou não,ate que decidimos logo. Fiquei la embaixo mesmo,e comecei a tocar a maldita música.  Então,comecei a cantar,só que Than me interrompeu:
—Mais alto cara.
 Continuei cantando,agora bem mais alto,praticamente gritando. Nós três ali igual otários,olhando pra cima. Ate que alguém apareceu olhando pra cima também.
—O que vocês estão fazendo? -a voz da Beg perguntou.
Parei de tocar e cantar,e olhei pro lado. Ela estava ali.
—Hã...-comecei,mas não sabia o que dizer.
—Onde você tava? -Than perguntou.
—Na padaria.-ela respondeu mostrando as sacolas na mão.
—E isso é hora de comprar pão?-ele perguntou,meio frustrado.
—E isso é hora de fazer serenata por acaso? -ela deu de ombros,e veio até mim.- Desculpe,não sabia que você vinha...
—Não tem problema.
—Que chato.-suspirou.
—É,não deu certo .-pai de Than deu de ombros.
—Vocês querem subir? -Beg perguntou -Acabei de fazer café.
—Ah,não,vamos nessa. -Than respondeu,pegando o violão - Tchau pra vocês.
—Tchau,valeu gente.-acenei.
 Eles saíram,indo ate a frente do prédio. Olhei pra Beg,e ela me olhou:
—Isso foi... estranho.-ela riu.
—Demais.
—Obrigada.-ela agradeceu,me abraçando - Amei ver você cantando,quer dizer,gritando Love Buzz. 
—Ta zoando comigo? -ri.- Isso não é legal.
—Não estou zoando,eu gostei mesmo.
 Ela me abraçou de novo,então suspirou:
—Quer entrar?
—Uhum.
 Subimos pela escada de incêndio,e entramos no quarto. Fomos pra cozinha,onde ela deixou as sacolas na mesa e foi pegar um gelo na geladeira. Colocou  num saco,e botou na cara.
—Wallace me deu um soco bem dado.-ela riu.
—Aquele cuzão.
—Tenho que sair daqui a pouco.-falou,se sentando à mesa.
—Pra onde?
—Reunião com a banda e um empresário. Me ligaram agora pouco.
—Legal. E que horas termina mais ou menos? 
—Não sei ainda. -deu de ombros- Nós vamos sair hoje né? Então eu dou um jeito e saio antes das oito se ainda não tiver terminado.
—Então ta.
—Onde vamos?
—Ah... bom..-pensei,mas nada vinha a mente então inventei uma desculpa- Surpresa.
—Nossa,surpresa? -ela riu.
—Ya,surpresa.
YaYa herr?? -ela sorriu,surpresa.
—Ya.
—Que fofo você falando assim!
 Ri também,então ela se levantou:
—Quer assistir um filme?
—Depende,qual? 
—O que você quiser,não sendo aqueles sem sentido nenhum que você gosta. 
—Ei, não fale assim dos filmes que eu gosto! 
—Falo o que eu quiser,não entendi nada mesmo.-riu.
—Okay,que tal algum de terror que nós dois gostamos? 
—Perfeito.
 Fomos pra sala,e ela colocou o filme. Era um filme antigo,Pague pra entrar,reze pra sair.
Eu tava cansado,e acabei cochilando durante o filme. Acordei quando tava terminando,ela me olhou e riu:
—Nossa,pelo jeito deve ta muito cansado,você não perde um filme assim.
—Estou mesmo. -bocejei.
←Tirei altas fotos de você babando. Um monte de gente curtiu.
—Você nem é louca...
—Você sabe que eu sou,meu bem. -ela riu,maliciosamente.- Bom,pelo menos vai ter um monte de notificação quando entrar na sua conta hoje.
—Cara,eu te odeio. -ri.
—Eu sei. -ela se levantou e desligou a TV. - Levanta aí,tenho que me arrumar,já são quase quatro horas.
—Você pode me dar uma carona pra casa?
—Posso sim. 
 —Ótimo.
Ela foi pro quarto,e eu pro banheiro lavar o rosto. Nisso,ela foi pro banheiro também,de toalha.
—Henri,sabe o Vitor?
—O Vitor Menezes?
—Ya. Ele me ligou quando cheguei da escola. -ela riu. - Perguntou se tava tudo bem,e me agradeceu.
—Se eu fosse ele também agradeceria. -dei de ombros. - Você livrou o cara de levar uma surra.
—Nem foi nada,já tive brigas piores. Muito piores. E já apanhei mais que isso também,tipo com minha mãe. -ela riu
—Isso não tem graça,Beg. Sua mãe é uma imbecil,desculpe dizer.
—Ela é mesmo. -ela concordou,e deu um sorrisinho triste. 
Me aproximei dela,e segurei sua cintura.
—Se você ver ela algum dia? -perguntei. - Sei lá,o que vai fazer?
—Com certeza passar direto,ignorando. Ou dar um soco. Provavelmente dar um soco. -ela riu.
—Já imaginava. -coloquei a mão no seu ombro,e ela me encarou.
—E você, o que vai fazer?
—Com ela? -perguntei confuso.
—Comigo. -ela disse,aproximando a boca da minha.
—O que você quiser. -respondi,antes de beijá-la.
Ela soltou a toalha,e me abraçou por sobre os ombros. Puxei ela pra mais perto,e então ouvimos:
—E aí,gente?
Olhamos pro lado,e vimos o pai dela entrando no banheiro. Levantou a tampa do vaso,nos olhando:
—Desculpe interromper,podem continuar. Só vim tirar uma água do joelho. -riu,e começou a mijar,assoviando uma música estranha.
—Ai,pelo amor de Deus pai! -Beg exclamou,sem conseguir conter uma risada. 
—Prontinho. -ele disse,ao terminar. - Okay,vou nessa. Prossigam.
Ele saiu,fechando a porta. Beg me olhou e riu:
—Desculpa,não liga pro meu pai,ele é doido.
—Tudo bem. -ri.
 Ela me beijou de novo,segurando meus ombros,depois meu pescoço.
Encostei ela na parede,tirando minha camisa. Abri o botão e o zíper da calça,e ela me beijou,segurando meu rosto com as duas mãos:
—Eu amo você,Henri. -disse,respirando fundo - Sério.
—Eu sei. -respondi,a beijando novamente.
 Me enfiei nela,e a ergui um pouco do chão,com ela na parede,e as pernas em volta da minha cintura.
Então,ouvimos a porta do banheiro se abrir,e olhamos. O pai dela entrando novamente,abrindo o armário acima da pia.
—O que foi agora,pai... -ela perguntou,ainda meio gemendo e ele riu:
—Fio dental. -mostrou,pegando-o do armário. - Tava comendo carne de porco.
Ele saiu apressado,e continuamos o que estávamos fazendo.
                                                                *                                                           *                                                        *


Notas Finais


Gente,eu sou a única escritora que tem ciúmes dos personagens? Meu deoos! Henri 💔


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