História Ainda é Cedo - Capítulo 15


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Categorias Histórias Originais
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Palavras 999
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 15 - Cap.15


Fanfic / Fanfiction Ainda é Cedo - Capítulo 15 - Cap.15

Quando anoiteceu,eu estava desesperado. Minhas mãos estavam suadas,e eu tremia igual vara verde. 
Liguei pro Than.
—Fala viado. -ele disse ao atender. - E aí,já pediu?
—Não,ainda não. -olhei no relógio. - Só vou ver ela às nove,ainda são oito.
—Mas ta tudo okay?
—Não... Parece que vou ter um infarto,a qualquer momento.
—Normal. -ele riu. - Se quiser,eu vou contigo.
—Não,credo,melhor não.
—Ta,então se vira.
—Ótimo amigo você,Thaniel. Obrigado por nada.
—De nada,irmão.
—Vou desligar,tenho que me arrumar.
—Vai nessa. Me liga mais tarde.
—Okay.
 Encerrei a ligação e fui tomar banho. Depois,me vesti,e fiquei no quarto pensando no que ia dizer. Poxa,nunca achei que fosse tão difícil isso. Até pesquisei na internet: Pedidos de casamento,como fazer. Mas,deu em nada,achei melhor fazer como o pai do Than aconselhou,só chegar e perguntar. Então,fiquei sentado olhando pro nada e pensando em tudo,até dar a hora de sair. 
 Peguei o ônibus,e fui ate a casa dela. Subi pela escada de incêndio,como sempre,e encontrei ela na varandinha,sentada com gelo na cara. Estava linda,usando um vestidinho azul,combinando com o cabelo,e botas pretas.
—Oi. -falei.
 Ela tirou o saco de gelo do rosto e me olhou:
—Ei! -sorriu.
—Pronta?
—Prontinha. -ela jogou o gelo no chão,e se levantou. - Só vou pegar minha bolsa e minha jaqueta.
 Ela entrou no quarto,depois saiu,com sua jaqueta jeans e uma bolsa de lado. Então,descemos juntos. 
Já na frente do prédio,ela segurou minha mão. Olhei pra ela,e ela deu um sorrisinho. Um sorrisinho estranho,parecia incomodada com alguma coisa.
—Que foi? -perguntei.
—Nada. 
 Continuamos andando e paramos já na calçada.
—Olha. -ela disse. - Acho que vai ter que me falar pra onde vamos agora,se formos de moto.
—Não. Natan vai dar uma carona pra gente.
 Tinha ligado pra ele mais cedo e combinado. Olhei no relógio de pulso e nisso,de repente a van veio correndo pela rua,e parou rente ao meio-fio.
Ele saiu e veio até nós na calçada:
—Fala rapaziada. -bateu continência.
—E aí. -Beg respondeu.
—Quanto tempo,priminha! -ele foi ate ela e a abraçou apertado.- Ta uma gata com esse cabelo da Ramona Flowers.
—Sai Natan. -ela o afastou,rindo.
—Então,prontos? -ele perguntou,abrindo a porta lateral da van.
—Sim. -falei.
 Beg já foi entrando. E antes de eu entrar,ele sorriu e piscou:
—Boa sorte. 
—Valeu. -ri.
 Entrei,ele fechou a porta e fomos.
Fomos para o Sítio O Laçador,perto do aeroporto. Era um lugar que eu sempre gostei,às vezes ia pra lá,e ficava sentado com uns amigos debaixo da estátua do Laçador,ate tarde da noite. E lá era tranquilo,sem contar que a vista em volta era bonita à noite. 
 Assim que chegamos,saímos da van,depois de agradecer Natan. 
Ali perto tinha um food truck. Compramos cachorro quente e refrigerante,então fomos andando. Nos sentamos no gramado,debaixo da estátua. Ela olhou curiosa a estátua e em volta:
—Eu nunca vim aqui antes.
—Sério?
—Sim,mas é bem legal. -disse,já mordendo o cachorro quente.
—É sim.
—Uhum. -ela riu,de boca cheia.
 Comemos,sentados ali,olhando em volta. Espero que não chova. -pensei. 
Enquanto comia,fiquei distraído pensando,ate que ela disse:
—Por que as pessoas têm tanto medo de falar como realmente se sentem? -perguntou,pensativa.
—Não sei. -dei de ombros. - Rejeição?
—Ah,talvez,mas... não é melhor ser rejeitado do que ficar com aquela coisa na cabeça,te deixando louco?
—É mesmo. 
—Pois é,as pessoas são meio malucas.Principalmente em relação a sentimentos,elas piram. Ao invés de chegar na pessoa,e tentar falar sobre isso,sabe?
—Sei sim. -bebi um gole do refri,desconfiado. - Mas,por que está dizendo isso...?
—Nada. -ela riu. - Sei lá,sempre que como cachorro quente eu fico emotiva e pensativa. 
—Meu Deus,você é maluca garota.
Ela riu,e abraçou os joelhos. Depois suspirou,e olhou as estrelas acima de nós:
—Mas sabe o que eu mais me arrependo?
—Do quê?
 Ela me olhou:
—De não ter te procurado antes.
 Ela voltou a olhar as estrelas,com um sorrisinho. Terminei meu refrigerante,e me aproximei mais,pensando: falo ou não falo??
Até que uns minutos depois,resolvi falar logo.Como ela disse,se é pra levar um fora,que leve logo e prossiga a vida.
—Beg.
—Sim? -ela me olhou,e eu fiquei todo tenso:
—Eu queria te falar uma coisa,
—Ah. -ela desviou o olhar - Na verdade,eu também.
—Ta bom,pode falar primeiro. 
—Tem certeza? -ela me olhou de novo.
—Tenho,pode falar. -sorri.
 Ela se virou,ficando de frente pra mim,sentada de pernas cruzadas na grama. 
—Então. -limpou a garganta,olhando a grama abaixo de nós. - Hoje,na reunião,nós combinamos de gravar umas músicas,e ate o Cd mesmo.
—Sério?
—Sim. E também,o Eddy fez uma proposta pra gente.
—Quem é Eddy?
—O empresário. 
—Ah. E o que ele propôs? Vocês vão fazer algum show ou...
—Eu vou embora. -ela disse,me interrompendo.
 Mesmo sem entender ainda,aquelas palavras foram bem dolorosas. 
Olhei pra ela:
—Como assim? Embora pra onde?
—Ele propôs da gente ir pra Porto,uma cidade perto de Lisboa em Portugal. Vamos gravar lá,e ainda trabalhar,no Pub mais famoso de lá,e em alguns eventos importantes. Vamos tocar praticamente todos os dias lá,e tipo,é meu sonho. Eu vou morar lá e tudo mais.
 Olhei pra ela,incrédulo,tentando absorver a informação. Mas,estava difícil. Eu estava prestes a pedir ela pra passar o resto da vida comigo,e daí ela diz que vai embora? Vai me deixar? Nossa,essa doeu.
—Você não vai dizer nada? -ela perguntou,segurando minhas mãos.
 Olhei pra ela,abri a boca,mas nada saiu. Estava realmente sem reação. Mas pensei que pra meu consolo,ela pelo menos ia dizer que queria que eu fosse junto,mas ela então falou:
—Desculpe,mas... a gente não vai mais ficar junto.
 Nossa. Ai.
Desviei o olhar,olhando pro nada,incrédulo. Agora fiquei bem sem saber o que  dizer mesmo. 
—Henrike. -ela disse. - Que merda,fala alguma coisa.
 Olhei pra ela de novo,mas não sabia o que dizer. Sacudi a cabeça negativamente,me levantando:
—Ta. -falei,enfim,já me virando e andando. - Ta bom Beg.
 Quis voltar ate ela,e dizer umas coisas,dizer como eu me sentia sobre isso,mas achei melhor não perder meu tempo. Agora tanto faz.
Fui andando até a calçada,tentando não chorar como um bebê. Ela não veio atrás de mim.
                                                     *                                                                            *                                                                           *
 



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