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História Ainda estou aqui, por você - Capítulo 2


Escrita por: Luanesbarreto

Notas do Autor


Olá meus amores, como vocês estão nessa segunda-feira?
Espero que vocês apreciem mais esse capítulo.

Betagem impecável da @Uchira_Hinatta, obrigada Luh.

Capítulo 2 - Capítulo 2: Procurando por respostas


Fanfic / Fanfiction Ainda estou aqui, por você - Capítulo 2 - Capítulo 2: Procurando por respostas


Hiromi ficou surpresa com a única resposta que conseguiu tirar da sobrinha, que até esqueceu-se como respirar, mas o que aconteceu?

No entanto, Hiromi não teve mais sucesso em obter alguma resposta para as outras perguntas que fizera a sua sobrinha e já não sabia como fazer a Hyuuga se abrir para ela e dizer por quais motivos tentou o suicidio.


— Por favor, minha princesa, você precisa me dizer o que aconteceu para que possamos te ajudar — pediu a mulher.


— Tia, poderia me dizer quanto tempo eu estou nesse hospital? — perguntou um pouco confusa.


— Quase um mês, mas não tente fugir do assunto. Por que você fez isso, querida? — perguntou a mulher preocupada.


— Não sei como contar o que aconteceu comigo, e também não estou preparada para isso, espero que entenda — suplicou.


— Está certo. Mas saiba que eu estou aqui, com você, para quando estiver preparada. Vou ligar para seus pais e avisar que você finalmente acordou — falou sorrindo.


— Tudo bem, eu quero muito ver as minhas irmãs, quero pedir desculpa por ter estragado as férias delas — respondeu Hinata.


— Você não precisa se preocupar com isso, e sim com sua recuperação — Hiromi demonstrou muita preocupação para com a sobrinha.


Assim que receberam a notícia tão esperada nessas semanas, toda a família Hyuuga foi para o hospital, todos estavam ansiosos para poder ver Hinata acordada e bem. 


― Sua família está aqui fora, estão ansiosos para poder vê-la ― informou a enfermeira.


― Deixa eles entrarem, por favor, eu quero muito ver as minhas irmãs — pediu mais animada.


— Você só quer ver suas irmãs? Também estão aí seus pais, tios e primos? — perguntou curiosa.


—  Então deixe apenas as minhas irmãs e o meu primo, depois eu vejo os outros —  avisou seria.


— Tudo bem, mas você ainda não pode se esforçar muito, por isso a visita não vai poder demorar —  falou saindo.


— Ela pediu para não entrarem todos de uma vez, sendo assim, os primeiros que ela quer ver são as irmãs e o primo. As visitas não podem ser demoradas —  avisou a enfermeira. 


Hinata tentava arrumar seu longo cabelo para não assustar a família ainda mais, mesmo que sua tentativa tenha sido sem sucesso. Ficou pensando em como explicar a eles os seus motivos para chegar aquele extremo. 


— Hina... Hina, você já está bem? — perguntou Hanabi correndo para abraçar a irmã.


— Cuidado, ela pode se machucar por conta do soro — reclamou Hana.


— Hime, o que foi que aconteceu com você? — perguntou Neji preocupado. — Eu fiquei tão preocupado com quando meu pai falou.


— Eu sinto tanto por deixar vocês tão preocupados comigo, realmente não queria isso. — Hinata não conseguiu esconder sua tristeza.


— Então, porque você fez essas coisas com você mesma. Não sabia que isso poderia te levar para longe? — indagou a menor, triste.


— Não foi assim, Hanabi, eu não queria que vocês sofressem por mim, mas também não aguento mais... — sussurrou sincera.


— O que aconteceu para você chegar nessa decisão tão trágica? — perguntou Hana.


— Olha, me desculpem mesmo pelo que eu fiz, não tive a atenção de preocupar vocês. Mas agora eu não tenho cabeça para contar sobre isso, espero que entendam — pediu suplicante.


— Está certo. Só nos prometa que não fará isso novamente, e quando estiver triste assim, vai nos procurar para que possamos lhe ajudar — suplicou Neji.


— Meninas, vocês poderiam me deixar à sós com o Neji-nii-san? Eu preciso falar sozinha com ele — pediu.


— Mas porque não pode falar na nossa frente, Hina, eu também quero saber  — retrucou agitada.


— Tudo bem. Vamos Hanabi, depois ela conta para nós duas. Só fique bem, Hina — falou a mais velha.


O casal de primos ficou por um momento esperando as meninas saírem do quarto para poder começar finalmente a conversar. 


— Neji-nii-san, eu preciso te pedir uma coisa, mas por favor, faça sem chamar muita atenção — pediu preocupada.


— O que está acontecendo? Você tem que ter tido um bom motivo para fazer isso. Poxa, Hime, você sempre amou viver, sempre alegre e fazendo mil coisas ao mesmo tempo — ponderou preocupado.


— Eu não vou falar sobre isso, o que eu preciso é que você fique de olho na Hanabi — solicitou pidona.


— Por que isso? — perguntou surpreso.


— Só me prometa, por favor, Neji-nii-san. Mas isso tem que ser com cuidado — falou séria.


— Você vai ter que me explicar isso melhor. Tem haver com a sua tentativa...? — retrucou Neji.


— Vamos mudar de assunto. Você se recuperou da sua cirurgia, eu lembro que você ainda não tinha voltado de viagem? — questionou tentando mudar de assunto.


— Sim, fiquei totalmente curado, mas você não vai fugir do assunto — ameaçou sério.


— Desculpem. Sei que vocês têm muito assunto para colocar em dia, mas, meu filho, queremos ver a Hina também — falou Hizashi entrando no quarto.


— Tudo bem pai, eu vou ficar com as minhas primas, depois continuamos, Hime. — Beijou a ponta da cabeça da prima.


— Vocês não vão começar a me questionar agora, não é? Estou cansada — pediu se deitando.


— Você não vai fugir disso! O que você fez foi muito grave, minha filha — brigou Ayandra.


— Mãezinha, não estou disponível para responder suas perguntas, por favor, estou indisposta para isso — falou rindo.


— Não fale assim com sua mãe, ela também ficou muito preocupada com você — brigou o pai.


— Mas é claro que se preocupou, ela nem deve ter saído do lado do meu leito de hospital pedindo que eu acordasse logo — ironizou gargalhando.


— Por que você implica tanto com sua mãe? — indagou Hizashi. — Isso deveria unir mais vocês duas.


— Desculpe, mas não vou ser eu a dizer porque somos assim. Aliás, tia, quando eu vou poder sair desse hospital? Eu não gosto de hospitais — perguntou virando-se para a tia.


— Você deveria ter pensando nisso antes de tentar se matar — brigou Ayandra.


— Não é hora de ficar brigando com a menina! Você não sabe como preocupou a todos nós, minha querida, conta para a titia o que aconteceu — pediu Naomi.


— Juro, tia, não queria deixar vocês tristes, mas é que eu não aguento mais tudo que foi tirado de mim. Dói demais — sussurrou chorando.


— Quem tirou o quê de você? O que está acontecendo? Precisamos saber para podermos te ajudar de verdade? — perguntou Hiromi.


— Espere, isso tem a ver com o bebê que você estava esperando? — perguntou Hiashi.


— Você estava grávida?! — perguntou Naomi surpresa.


— Sim, estava grávida de dois meses — respondeu seco.


— Mas você é tão nova, não se cuidou para evitar, entre outras coisas, uma gravidez? Sempre falei sobre isso com a Hana e você — brigou Ayandra.


— Claro, mãe. Foram muitas conversas sobre isso e eu ouvi muito bem todas as vezes que você falou — retrucou Hinata.


— O que você tem na cabeça então? Falta tão pouco para você entrar na universidade — acusou Ayandra.


— Tirem essa mulher daqui, ou eu não respondo por mim! — gritou Hinata.


— Que isso, Hinata?! Não fale assim com a sua mãe, ela estava tão preocupada como qualquer um da família. — Hiromi tentou acalmar os ânimos.


— Sei…sei, estava muito preocupada com que eu sobrevivesse, mas hoje eu entendo porque ela é assim comigo — retrucou chorando.


— Não fale assim, minha filha, sua mãe também estava muito preocupada com sua saúde. Você age como se ela não gostasse de você. — Hiashi também buscava acalmar a situação.


— Porque você é assim, pai? Sempre sou eu que estou errada. Droga! Me deixem em paz — gritou Hinata.


— Do que você está falando? — perguntou Hizashi.


— Eu já sei toda a verdade, eu não sou filha dela, por isso que ela me odeia tanto. Obrigada por isso, papai — agradeceu ironicamente.


— Como assim? É claro que ela é sua mãe! De onde você tirou isso, menina?! — brigou Hiashi.


— Não, e não quero falar disso, eu estou muito cansada. Poderiam me deixar sozinha — pediu cobrindo o rosto.


— Acho melhor deixarmos ela um pouco, não tem sido muito fácil desde a primeira tentativa — recomendou Hiromi.


Deixaram Hinata novamente sozinha e seguiram até o consultório de Hiromi para decidir como agiriam com a garota, ela não queria falar sobre o que levou ela a fazer esses atos impensados, mas estava se tornando agressiva também.


— Essa menina está ficando louca — esbravejou Ayandra.


— É por conta dessas coisas que ela acha que você não é mãe dela — recriminou Naomi.


— Minha irmã, quais são suas recomendações para cuidarmos da Hinata? — perguntou Hizashi.


— Ela já pode ter alta, segundo os novos exames não existe mais nenhum perigo, mas acho que ela deveria ter algum acompanhamento com psicólogo — sugeriu também muito preocupada.


— Também acho que seria uma boa ideia. Ela precisa ver algum psicólogo, pois o que ela está demonstrando é uma grave depressão e isso não é qualquer médico que vai resolver — respondeu Naomi.


— Vocês estão certas, vamos levá-la para casa e procurar o melhor psicólogo para ajudar a nossa menina a superar essa doença terrível — afirmou Hiashi.


— Eu não vou voltar até o quarto dela agora, acho que não seria bom nesse momento termos mais brigas — avisou Ayandra.


Neji saiu do quarto da prima a pedido do pai, mas ainda estava preocupado com a sua Hime, como ele mesmo sempre a chamou, pois de todas as primas, Hinata era com quem mais tinha afinidade. Pensando em como faria para ajudá-la, foi atrás das outras meninas.


— Neji-nii-san, ela falou alguma coisa para você? — perguntou Hanabi curiosa.


— Não, na verdade ela só pediu desculpa pelo que fez — revelou preocupado.


— O que será que fez ela entrar nessa depressão? — indagou Hana preocupada.


— E o que eu ando me perguntando, pois ela não demonstrava nenhuma tristeza ou indício de estar doente — falou Neji.


— Ela estava tão animada com as duas apresentações que faria, e pela carta da universidade que tinha chegado — falou Hanabi.


— Que apresentações são essas que tanto vocês estão falando? — perguntou curioso.


— A primeira era de ballet, a outra seria de uma peça que ela estava fazendo na escola — respondeu a menor.


— Foram essas que vocês não assistiram, pois já tinham ido para a viagem? — perguntou sério.


— Sim, você não sabe como estamos arrependidas por isso. Vamos voltar lá pro quarto — falou Hana.


Hinata tentava não pensar, tentava esquecer, por que tinha que ser tão doloroso? Ela não queria sentir tanta culpa, mas como não sentir? Contudo os únicos momentos que se sentia bem era quando estava com suas irmãs e seu primo favorito, esses momentos faziam tão bem para o seu coração.


— Hina, o que aconteceu durante aqueles dias que você ficou sozinha? — perguntou Hana.


— Não vejo a hora de sair desse hospital, odeio hospitais — respondeu fugindo do assunto.


— Eu não consigo entender por que você fica fugindo tanto desse assunto, precisamos saber o que aconteceu com você para que possamos te ajudar — brigou Neji.


— Conte para nós o que aconteceu, irmãzinha, não queremos te perder — pediu Hanabi triste.


— Eu sinto muito ter magoado tanto vocês três. Eu nunca quis isso, por favor, saibam disso! A única coisa que eu queria era que essa dor parasse —  respondeu olhando para os três.


—  Então é alguma coisa muito grave, pois você sempre amou a vida — Hana a abraçou.


— Tem alguma coisa a ver com a gente não ter ido ver as suas apresentações? —  perguntou Hanabi.


— Claro que não, Hanabi, aconteceram coisas comigo que me machucaram muito, mas não foram culpa de vocês, por favor, não se culpem por isso —  pediu triste. 


—  Nos prometa que isso não irá voltar a acontecer, Hime, precisamos de você aqui e bem, te amamos muito — falou Neji chorando.


— Eu vou tentar, mas não sei mais como agir com tudo —  falou sincera.


— Vamos estar aqui por você e não vamos deixar que fique mais triste — afirmou a mais velha.


— Mas alguém sabe que eu acordei? Meus amigos sabem o que eu fiz? — Olhou para as irmãs.


— Ainda não, você que eu avise alguém, tipo o Toneri? — perguntou Hana.


— Não, obrigada, não precisa falar para ninguém e principalmente para ele. Cadê os outros? eu quero ir embora — falou um tanto alterada.


— Vocês brigaram e terminaram, ele te fez alguma coisa? — perguntou curioso.


— Não quero falar sobre ele, por favor, eu só não quero... — falou chorando.


— Tudo bem, não vamos te perturbar com isso, vamos esperar você estar pronta para contar tudo — falou Hana atenciosa.


— Obrigada por me entenderem, eu só quero sair desse hospital e tentar... sei lá, superar de algum jeito isso tudo — falou Hinata.


— Eles foram até o consultório da Tia Hiromi. A mamãe saiu triste daqui, porque? — falou Hanabi.


— Ela só não sabe lidar comigo, nunca conseguiu, essa é a verdade — falou rindo.


— Voltamos, após avaliar seus últimos exames, e eu decidi lhe dar alta —  falou Hiromi.


— Mas tem uma condição para isso, e você não vai poder negar — afirmou Naomi.


— Qual seria essa condição, tia? — perguntou Hinata, ansiosa.


— Você nos conta o que aconteceu, ou para uma psicóloga —  falou Hizashi.


— Tudo bem, pode ser para uma psicóloga, posso ir embora agora? — indagou se levantando.


—  Por que? Você não quer contar aqui, para nós? — falou Hiashi.


—  Vocês não entenderia meus motivos, e não quero machucar ninguém com a verdade —  respondeu   


— Poderíamos tentar entender, e assim te ajudar —  falou Hana.


— Acho melhor não ficar pressionando a Hina. Quando ela estiver pronta vai nos contar e assim vamos poder ajudá-la —  afirmou Neji.


— Todos nós te amamos e só queremos o seu bem, irmãzinha — falou Hanabi abraçando a irmã.


—  Você pode ir para casa, mas ainda essa semana tem que ver a psicóloga —  falou Hiromi.



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