História Ainda Te Amo - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, Cora (Mills), David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Ingrid / Rainha da Neve / Sarah Fisher, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Príncipe James, Regina Mills (Rainha Malvada), Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Sr. Gold (Rumplestiltskin), Ursúla (Bruxa do Mar), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Visualizações 32
Palavras 3.496
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), LGBT, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Esses dias andei tendo umas ideias e acabei pondo no papel, como sou uma pessoa boa irei compartilhar com vocês essa aventura que começou com um simples ''Amiga tive uma ideia...''
Obrigada Fernanda, por me incentivar. Te amo!

Capítulo 1 - Capitulo 1


 

~ Treze anos antes ~

 

Regina: Tô grávida Emma!

 

Emma: Calma Regina, nós vamos dar um jeito nisso.

 

Regina: Eu sei. Eu só tenho 18 e nem terminei o colegial ainda... Não tô pronta pra ser mãe Emma! - disse a ela com lágrimas nos olhos.

 

Emma: Mas ninguém nasce pronto pra isso Regis. Você tem tempo para aprender com o dia a dia, pra se acostumar com a ideia de ter um bebê e é importante que terminemos o colégio... Já estamos no último ano, falta pouco! - ela me olhou nos olhos.

 

Regina: Se você for comigo eu faço. - disse me enchendo de coragem e enxugando as minhas lágrimas.

 

Emma: Faz o que?!

 

Regina: O aborto!

 

Emma: Cê tá maluca! Eu não vou deixar você fazer isso! Nós vamos contar juntas aos seus pais. Espero sinceramente que eles te apoiem, mas se não apoiarem vamos dar um jeito de criar esse bebê. Vou te ajudar, vou trabalhar me esforçar muito pra que não te falte nada! Não vou abandonar nem você e nem esse bebê.

 

Regina: Você fala como se tudo fosse tão simples... Você sabe que esse filho é do Robin e que foi fruto de um estrupo, como você acha que eu me sinto ao saber que carrego um filho daquele infeliz, pior como vou contar para meus pais que eu escondi isso deles durante um mês?- disse chorando.

 

Emma: Sei que não é simples, você sabe que a minha família também não é rica, mas mesmo assim vamos dar um jeito. Regina, olha pra mim?! - ela me olhou nos olhos. - Abortar não é uma opção, entendeu?! Você sabe que eu te amo e estarei ao seu lado pra o der e vier, não sabe?

 

Regina: Uh-hum. - confirmei para encerrar a discussão mais no fundo eu sabia que essa era a solução para meus problemas. Mãe aos 18 anos, colégio para terminar, sem perspectiva de um futuro, de uma carreira, carregando o filho de um crápula, tudo o que eu sonhei não se realizaria nunca! Eu não estava pronta pra largar tudo, pra tanta responsabilidade assim...

 

 

POV REGINA

 Nós reunimos nossos pais para contar sobre a gravidez. Os pais de Emma também estavam presentes. Contamos a todos o que aconteceu e que eu esperando um bebê e as reações foram diversas...

 

Cora: Regina, porque você não nos contou o que aconteceu? E agora minha filha como vai ser sua vida? Como vamos sustentar uma criança?-disse chorando- Eu sinto muito minha filha! Me perdoa por não perceber o que você passou e por não te proteger.

 

Emma: Vou arranjar um emprego de meio período enquanto não termino o colégio.

 

James: Você pensa que é fácil?

 

Emma: Eu sei que não é, mas precisamos dar total apoio a Regina.

 

James: Você sabe que esta se responsabilizando por uma criança que não é sua, e quem me diz que tudo não foi consensual. Que ela te traiu e agora não sabe como dizer por que o tal de Robin fugiu da responsabilidade?! Seria tudo mais fácil se você não tivesse se envolvido com essa garota, porque ela não faz logo um aborto?

Cora: Minha filha não vai abortar!

 

Emma: Você está louco pai? Você está se ouvindo, logico que Regina não ia inventar uma historia dessas somente pra se safar de algo, ainda mais tendo um filho e o futuro de todos nós envolvidos. Vou assumir Regina e essa criança, e não será por obrigação! Nós nos amamos e nos casaremos assim que for possível.

 

Ingrid: Não vou dizer que estou feliz com a forma que tudo aconteceu, mas estou orgulhosa da sua atitude, minha filha. - deu-lhe um abraço.

 

Emma: Obrigado mãe! Pai?

 

James: Não conte comigo. Se vira! Vai trabalhar pra sustentar sua mulher e seu filho.

 

George: Eu não acredito no que estou ouvindo... Belo pai meu filho me saiu! Pois bem Emma, seu avô aqui vai fazer o que for possível pra ajudar vocês... Você tem meu apoio, minha neta.

 

Emma: Obrigada vô! - disse dando-lhe um abraço. - Seu apoio é muito importante pra mim.

 

Regina: Mãe?!

 

Cora: Eu concordo com Ingrid, as coisas não saíram como eu gostaria, mas eu não vou dar as costas para meu sangue. Vou apoia-las como eu puder.

 

POV REGINA

 Ouvir isso da minha mãe me tirou um peso enorme das costas. Tinha muito medo da reação dela...

 

Cora: Ingrid, como faremos daqui pra frente? Elas não estão prontas para morarem sozinhas e tampouco tem como se sustentar!

 

Ingrid: Você tem razão Cora, acho que o melhor por hora é continuar como está, a Regina na sua casa e Emma aqui. O mais importante agora é cuidarmos da Regina, fazermos o enxoval e nos prepararmos para a chegada do bebê, não acha?!...

 

 

POV EMMA

 Na segunda-feira seguinte eu sai do colégio e fui direto procurar emprego. Andei o centro de São Paulo inteiro em busca de qualquer coisa, mas ouvi muitos "não". Sabia que não seria fácil por ser meu primeiro emprego, mas eu precisava trabalhar, fosse no que fosse.

No fim da tarde eu estava andando em direção à estação para voltar pra casa, já desanimada, quando passei em frente a uma confecção. Havia algumas kombis na porta sendo carregadas e descarregadas. Como eu não tinha nada a perder, resolvi entrar e logo me indicaram o dono pra que eu falasse com ele.

Emma: Boa tarde senhor!

 

Gold: Boa! Em que posso ajudar garota?

 

Emma: Senhor, eu estava passando e vi a sua confecção aberta e resolvi entrar. Gostaria de saber se o senhor teria alguma vaga pra mim... E-eu estou precisando muito trabalhar.

 

Gold: Você é nova demais garota... Já terminou o colégio?

 

Emma: Estou no último ano, estudo de manhã, mas tenho o resto do dia livre e realmente preciso do emprego.

 

Gold: Estou precisando de pessoal para ajudar nos serviços gerais aqui dentro da confecção. Mas já aviso que terá que contar e estocar tecidos e mercadoria pronta, ajudar aqui dentro e até mesmo limpar os sanitários.

 

Emma: Não tem problema... Trabalho é trabalho e estou muito contente pela oportunidade!

 

Gold: Muito bem garota, qual seu nome?

 

Emma: Me chamo Emma.

 

Gold: Eu sou o Gold. Bem vinda Emma. Seu horário é das 14h às 18h30minh, com uma hora de intervalo, de segunda a sexta. Salário mínimo... E não quero que descuide dos estudos, ouviu? Pode começar amanhã!

 

Emma: Muito, muito obrigada, senhor Gold. - saí de lá nas nuvens, realmente muito contente. Fui pra casa dar a boa notícia à minha mãe e também à Regina.

 

 

~ No dia seguinte~

 

Gold: Beto?! Aquela garota que implorou por um emprego ontem ainda não chegou? - Já são 14h10minh... Atrasar logo no primeiro dia?!

 

Beto: Chegou sim Gold, tá ajudando no estoque desde as 13h, e ela chegou num pique só.

 

Gold: Ótimo! - Fiquei positivamente surpreso com a moça. Mas, por que será que ela precisa tanto desse emprego?! Ela é tão jovem ainda. Vou descobrir...

 

 

POV EMMA

 Estava comendo um lanche na hora do meu intervalo quando o Sr. Gold se aproximou.

 

Gold: E aí, garota?! Tudo certo? Como está indo no primeiro dia.

 

Emma: Tudo bem. Só parei para comer, mas já estou voltando ao trabalho.

 

Gold: Eu não disse nada. Você está no seu intervalo! Entretanto, eu estou curioso... Por que você precisa tanto do emprego? - perguntei diretamente, sem rodeios.

 

Emma: É que... eu... eu tenho uma namorada e preciso trabalhar para sustentar nós duas e também o bebê que está chegando. Ela passou por algo muito traumático e eu preciso ajuda-la...-contei tudo que havia acontecido, contei sobre o abuso que Regina sofreu e minha decisão de ficar ao lado dela mesmo com todos os problemas.

 

POV GOLD

 Confesso que me surpreendi muito com o que a menina me revelou... Tão jovem ainda e assumindo o papel de uma chefe de família. Fiquei admirado, mas não consegui externar o que estava pensando naquele momento, tamanha foi a minha surpresa.

 

Emma: Se o Senhor me der licença, eu vou voltar ao trabalho. - disse indo em direção ao estoque. Trabalhei até às 18h30minh da noite e fui pra casa. Tomei um banho e dormi como uma pedra.

 

 

(...)

~No dia seguinte~

 

POV REGINA

 Estava preocupada com a Emma. Ela não me ligou ontem depois que nos despedimos no colégio. Cheguei e ela não estava em lugar algum. Me sentei no pátio esperando o sinal tocar e alguns minutos depois, eu a avistei.

 

Emma: Bom dia linda! - disse dando-lhe um selinho. - Como você está se sentindo? Tá tudo bem?!

 

Regina: Tá sim. Eu é que estava preocupada com você... Não me ligou ontem...

 

Emma: Desculpa Re. Ontem foi o meu primeiro dia no emprego!

 

Regina: E aí?

 

Emma: Ah, não é nada glamuroso e foi o único que eu encontrei. Assim que eu receber o pagamento, nós vamos comprar algumas coisas pro bebê. - Ela não me pareceu muito animada, mas antes que eu perguntasse qualquer coisa, o sinal tocou.

 

Regina: Vamos entrar?

 

Emma: Vamos. - ofereci minha mão pra que ela a pegasse e juntas, de mãos dadas, caminhamos em direção à sala de aula.

 

 

Durante a aula, várias vezes eu olhava Emma e ela estava com os olhos fechados, cochilando. Pensei no quanto ela estava se sacrificando por mim e pelo bebê que nem era dela. Ela estava realmente muito cansada, tanto que mal conseguia manter os olhos abertos...

 

(...)

POV EMMA

 Assim que bateu o sinal anunciando o fim da última aula eu guardei minhas coisas na mochila e ajudei a Regina e carregar as coisas dela.

 

Regina: Foi difícil manter os olhos abertos, linda?

 

Emma: É... Eu tô meio cansada, acho que é a falta de costume, vai melhorar. - na verdade eu estava morta, mas não queria reclamar, nem com ela, nem com ninguém. Estava fazendo o certo, me esforçando e cumprindo minha palavra. - Vou acompanhar você até sua casa e vou pra minha deixar a mochila. De lá, vou trabalhar é só saio às 18h30min da noite.

 

 

(...)

 

Regina: Vai me ligar?!- perguntei quando chegamos em frente o portão da minha casa.

 

Emma: Na hora do meu intervalo, tá bom?

 

Regina: Vou ficar esperando. Bom trabalho!

 

Emma: Obrigada! - nós nos despedimos com um selinho.

 

Assim foram passando as semanas. No sábado, logo após receber o primeiro pagamento, ela me trouxe uma sacola cheia de coisas para o bebê. Tinha fraldas descartáveis, de pano, uma manta e várias outras coisas.

 

(...)

 

POV CORA

 Estava impressionada com  Emma, tão nova e já tão responsável. Essa foi uma grata surpresa pra mim. - Obrigada filha, é tudo muito lindo!

 

Emma: É... Eu sei que não é tudo do melhor, mas tá tudo tão caro! Queria ter trazido mais coisas, sabe?! Mas o dinheiro não deu...

 

Cora: É assim mesmo... Coisas pra bebês são sempre muito caras! Deixei cair um pano de prato no chão e fui me abaixar para pega-lo quando vi o tênis que ela estava calçando todo estourado. Imediatamente ela tentou escondê-lo de mim.

 

Emma: Eu sei que tá meio velhinho, mas mês que vem eu vou comprar um novo. Vou ver com meu avô se ele pode dar um jeitinho nesse até lá... - dei um sorriso forçado. Eu sabia que meus tênis estavam em um estado deplorável e que logo eu estaria com meus dedos pra fora, mas eles teriam que aguentar até o próximo pagamento. Agora as necessidades do meu filho vem antes das minhas, era incrível como eu já amava essa criança ao ponto de sempre me referir a ela como minha.

 

 

 

(...)

POV EMMA

Quando cheguei em casa, tirei os tênis na porta e os levei direto para a área de serviço, limpei o solado e coloquei para secar.

Emma: Oi mãe! - disse quando a vi sair do quarto.

 

Ingrid: Filha, já chegou? - dei um beijo nela. - A Regina ficou contente com as coisas que você levou para o bebê?!

Emma: Acho que sim, mas a verdade é que eu não sei...

 

Ingrid: Como assim, não sabe?!

 

Emma: Ela tá diferente, de um jeito que eu não sei explicar. Desde que descobrimos a gravidez ela nem parece mais a mesma pessoa, não expressa emoções, parece que não está entusiasmada com a chegada do bebê.

 

Ingrid: Ah filha, ela deve estar preocupada com o futuro de vocês duas, além do mais, a gestação é um período meio complicado, o corpo mudando, emoções à flor da pele... Não é fácil pra ela. Dê um pouco de tempo ao tempo.

 

Emma: É, acho que você tem razão. É uma fase é tudo vai melhorar, certo?! Vou ficar ao lado dela para o que ela precisar.

 

Ingrid: Isso mesmo filha!

 

Emma: Sabe mãe, a dona Cora adorou as coisas que eu comprei! Pena que não deu pra comprar muito, mas ainda temos tempo para terminarmos o enxoval, né?! Acho que vou aguardar o ultrassom pra comprar as roupas de acordo com o sexo, o que acha?

 

Ingrid: Faz muito bem, minha filha. - ela me deu um beijo no rosto e foi pegar roupa para tomar banho. Eu tinha algumas peças de roupa na máquina de lavar já centrifugadas para pendurar então eu fui até a área de serviços. Quando estava terminando de colocar a roupa no varal eu vi algo perto da janela. Era os tênis de Emma, totalmente sem forma, gastos, e com o solado quase todo descolado. Peguei-os na mão e sinceramente tive medo de acabar de descola-los, meu olhos se encheram de lágrimas. Nesse momento, ela entrou na área, trazendo a roupa suja nas mãos. - O que é isso Emma?! É com isso que você está indo pra escola e para o trabalho?! - disse entre lágrimas. - Você é minha filha! Por que não me disse que estava precisando tanto de um par de tênis?!...

 

Emma: Ah mãe, eu não queria reclamar, sabe. Esse mês não deu pra comprar, então vou ter que esperar até o próximo pagamento.

 

Ingrid: Eu vou falar com seu pai e...

 

Emma: Não! Eu não quero! Pedi o apoio dele e ele virou as costas pra mim, Regina e meu filho, eu não vou pedir nada a ele, inclusive, se eu pudesse, nem estaria mais morando debaixo do teto dele. Eu prefiro andar descalça, mas obrigada mãe! - isso a abraçando e beijando sua testa. - Tenho um trabalho do colégio pra fazer. - fui para o meu quarto. No dia seguinte, acordei cedo, peguei os tênis e fui à casa do meu avô. Mostrei-lhe os tênis. - Acha que dá pra colar?!

 

George: Mesmo que de, eles não vão durar muito. Vamos fazer uma cola caseira com amido de milho. - fui à cozinha, fiz a cola e passei nos tênis. - Só esperar secar.

 

Emma: Obrigado vô! Quebrou um galhão!

 

George: Não foi nada. Vamos torcer pra que dure.

 

 

(...)

POV EMMA

Os dias foram passando e os tênis resistindo até que não aguentaram mais e tive que jogá-los fora. Naquele dia, fui à escola calçando sandálias de dedo, e ela pensa que não vi, mas minha mãe ficou chorando quando me despedi dela. Felizmente ninguém falou nada na escola, mas quando cheguei ao trabalho o meu patrão me abordou.

 

Sr. Gold: O que houve Emma?! Foi assaltada e levaram seu tênis?

 

Expliquei a ele o que aconteceu. Quando acabei ele colocou a mão no bolso, pegou minha mão e colocou dinheiro nela. Antes que eu abrisse a boca para agradecer e recusar, ele se pronunciou. - Não quero discussões sobre isso, garota. Vou dar uma ordem e quero que cumpra... Amanhã quero que venha trabalhar com um par de tênis novos, entendido?!...

 

Emma: Sr Gold, e-eu... Nem sei como agradecer... Muito, muito obrigada! - disse abraçando-o, realmente grata pelo gesto. - Vou voltar ao trabalho. - disse guardando dinheiro em meu bolso e dirigindo-me as peças de tecido. Trabalhei o resto do turno muito animada para chegar em casa e contar a novidade pra que minha mãe ficasse mais tranquila, mas quando cheguei aquela noite em casa, ela não estava.. No dia seguinte, enquanto meu pai tomava café eu a chamei e contei a ela.

 

Ingrid: Bendito seja ele! Não sabe o quanto eu fico feliz! – abracei-a e ela retribuiu.

 

(...)

 Na saída da escola, fui acompanhar a Regina até a casa dela, como eu sempre fazia e em seguida, fui comprar um par de tênis. As semanas foram passando e eu me saía bem no trabalho e cada dia aprendia mais sobre os processos de produção da confecção, o que era muito bom pra mim. Cada vez passava mais tempo com as costureiras, ajudando-as e separando mais peças. Prestava atenção em tudo e absorvia o máximo de informações que podia, pois sabia que quanto mais soubesse, melhor seria para mim... O tempo foi passando e finalmente chegou o dia do primeiro ultrassom. Regina já estava com quase cinco meses de gestação, mas infelizmente não conseguimos um exame mais próximo por não termos plano de saúde. Pedi para chegar um pouco mais tarde ao trabalho para acompanhá-la. Nossas mães também iriam. Chegamos ao hospital e mesmo tendo horário marcado levamos cerca de quarenta minutos para sermos chamadas pela médica e ela finalmente iniciou o exame.

 

Dra. Silvia: É a primeira ultra, certo?

 

Regina: É sim. Já está marcada a um tempão, mas não conseguimos vaga antes... Está tudo bem com o bebê? Já podemos saber o sexo?

 

Dra. Silvia: Podem sim. São gêmeos.

 

Emma: Como assim gêmeos?! No plural?

 

Dra. Silvia: Sim, um casal.- Eu olhava da Regina para a minha mãe e também para a mãe dela. - Gêmeos?! - Foi um misto de emoções, da alegria ao choque e depois à preocupação. Já seria difícil ter um bebê, mas agora eram dois... Dois... Um casal!

 

Regina: O que nós vamos fazer?!- Segurei sua mão e a apertei delicadamente.

Emma: Vamos fazer o que já estávamos fazendo... Nos esforçar ao máximo, e agora em dobro, para darmos tudo o que nossos bebes precisarem. - terminamos a consulta e acompanhamos Regina e sua mãe até a casa delas. Em seguida fui trabalhar e minha mãe foi pra casa. Quando cheguei ao trabalho, fui direto falar com o Sr Gold para avisar que tinha chego e combinar de que forma eu pagaria as horas pelo atraso.

 

Sr. Gold: E então Emma, tudo bom com a criança?

 

Emma: Ah, sim... Tá tudo bem. - Respondi com o pensamento longe, mal prestando atenção no que ele estava me perguntando.

 

Sr. Gold: E por que esse desanimo?

 

Emma: Não é desanimo, é preocupação!

 

Sr. Gold: Ué, mas se está tudo bem...

 

Emma: São gêmeos, sr. Gold... Dois! E agora, o que eu vou fazer?!..

 

Sr. Gold: Caramba. Eu não sei o que dizer...

 

Emma: Pois é. Bom, na verdade eu vim avisar que cheguei e que vou ficar até mais tarde para compensar o atraso de hoje.

 

Sr. Gold: Tudo bem.

 

(...)

 

 O tempo foi passando e aos poucos fomos montando o enxoval para os gêmeos. Juntei algum dinheiro e quando Regina estava de seis meses e meio, nos casamos no civil, mas ainda continuávamos morando na casa de nossos pais, pois não estávamos em condições de alugar e montar uma casa. Comprei dois berços que foram montados no quarto da Regina, na casa da mãe dela, onde eu passaria a morar também quando as crianças nascessem. Na confecção, eu estava fazendo hora extra como uma louca, aos sábados. Minha mãe e a mãe dela viviam presenteando as crianças como podiam e ao sétimo mês, eles já tinham enxoval completo, graças a Deus. Um sábado de manhã, estava trabalhando quando D. Cora me ligou avisando que a bolsa tinha estourado e que estava levando a Regina para o hospital. Larguei tudo o que estava fazendo, falei com meu chefe e liguei pra minha mãe. Fui correndo pro hospital e quando cheguei já estavam fazendo o parto. Foram as horas mais longas da minha vida, até que vi a maca trazendo a Regina cruzar os corredores do hospital com destino a um quadro.

 

Emma: Doutora, ela está bem?! E meus filhos?

 

Dra. Silvia: Tudo correu bem. Sua esposa já está voltando da anestesia e seus filhos estão no berçário, mas vão ficar na incubadora, pelo menos até ganharem algum peso.

 

 Agradeci a médica e corri para o berçário seguida das duas avós enquanto não podíamos ver a Regina. Quando chegamos, o berçário estava vazio, exceto por dois pedacinhos de gente... Meus filhos, pequenos, envoltos em mantas brancas, idênticas. Não consegui conter a emoção e abracei minha mãe e minha sogra.

Emma: Eles são tão lindos! Henry e Hope. - Continuamos olhando pra eles, babando mesmo, até que D. Cora se pronunciou.

 

D. Cora: Vamos ver a Regina?! Ela foi levada para o quanto 601.

 

 

 

 

Emma: Vamos sim! - quando chegamos, ela não estava no leito e tampouco no banheiro. - Cadê ela?!...


Notas Finais


Espero que tenham gostado, até o próximo!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...