História Ainda Te Amo - Capítulo 2


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, Cora (Mills), David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Ingrid / Rainha da Neve / Sarah Fisher, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Príncipe James, Regina Mills (Rainha Malvada), Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Sr. Gold (Rumplestiltskin), Ursúla (Bruxa do Mar), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Visualizações 28
Palavras 1.976
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), LGBT, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Resolvi voltar rapidinho, estou tão empolgada que sempre que possível irei surgir do além kkkkk

Capítulo 2 - Capitulo 2


POV REGINA

 

Ninguém, ninguém mesmo entende como eu estou me sentindo. Esses últimos meses têm sido um tormento pra mim. Eu não me sinto preparada pra cuidar de um bebê, muito menos de dois! Sentia-me triste e desamparada, mesmo com os cuidados que Emma tinha comigo. Então, sem que vissem, tirei o soro que haviam colocado em meu braço. Ainda estava totalmente grogue por causa dos remédios e caminhava com dificuldade. Por sorte o vestiário dos médicos ficava no mesmo corredor do quarto onde eu estava, entrei e logo encontrei um traje completo de cirurgião, com touca e máscara. Tão rapidamente quanto pude me vesti e sai em direção à rua, sem olhar pra trás, pois se eu a visse, não teria coragem de deixá-la. Nem sequer seguirei os bebês, meus filhos... Como era difícil a ideia de que eu dei à luz, e agora estou a ponto de abandoná-los, abandoná-la. Eu a amo, mas não estou pronta para abdicar da minha vida. Cheguei à rua e com o dinheiro que havia juntado durante meses eu compraria a minha passagem rumo à liberalidade, à uma nova vida, onde ninguém me conheça, sem família, sem filhos, sem Emma.

 

POV EMMA

Nós a procuramos pelo hospital inteiro, mas não a encontramos. - Como pode?! Ela acabou de voltar de uma anestesia. - disse à minha mãe e à mãe dela.

 

Cora: Eu não sei, minha filha. Eu não entendo o que se passa com essa menina. Ela estava diferente nesses últimos meses, mas desaparecer desse jeito?!

 

Emma: Ela fugiu! Não queria ser mãe ou ficou muito assustada, não sei mais o que pensar. Talvez a culpa tenha sido minha. Será que eu fiz algo errado?!

 

Ingrid: Claro que não, minha filha. Você fez tudo o que pôde.

Cora: Eu concordo com sua mãe, Emma. Você tem sido maravilhosa, se mostrado responsável e esforçada. Eu é que errei, não sei onde, mas eu a eduquei e parece que falhei em algo.

 

Ingrid: Não é hora de procurar culpados, agora nós precisamos juntas, unir forças porque dois pequenos dependem inteiramente de nós. Vamos tratar de atender às necessidades delas.

 

Emma: Você tem razão mãe. Meus filhos precisam de mim e eu não vou falhar e nem faltar pra eles.

 

Cora: E eu vou ajudar no que eu puder. Como você já ia mudar lá pra casa e todas as coisinhas deles estão lá, minha casa está aberta pra você e eu ficaria feliz em receber você e as meninas.

 

Emma: Eu agradeço e aceito a sua oferta. Só tenho um problema... Eu preciso terminar a escola e trabalhar, quem vai cuidar deles?! Não posso pagar uma babá...

 

Ingrid: Se você me permitir, Cora, eu posso tomar conta das meninas em sua casa, enquanto você está trabalhando, quando você chegar, eu volto pra casa. -Não pude deixar de me emocionar.

Emma: O que seria de mim e dos meus filhos sem vocês?! Minhas duas mães, e as avós mais maravilhosas do mundo... Obrigado, por tudo! - disse abraçando-as ternamente...

 

(...)

Fiquei no hospital com meus filhos tanto quanto os dias de folga me permitiu, mas, passado os dias, eu tive que voltar ao trabalho. Minha mãe estava o tempo todo por lá e quando saía do trabalho, Cora também estava sempre por lá. Eu dormia quase toda a noite no hospital. Um dia, a médica veio com uma noticia que me deixou preocupada.

 

Dra Silvia: Emma, os níveis do estoque de leite materno do hospital estão baixos. Seria bom que arranjasse uma ama de leite. Veja bem, existem produtos no mercado que suprem as necessidades do bebê e tem os mesmos nutrientes do leite materno, mas, são supercaros...- Onde eu iria arranjar uma mulher que tenha acabado de dar à luz e que ainda estivesse disposta a ser ama de leite de dois bebês, além do dela própria?!

 

(...)

POV REGINA

 Finalmente consegui sair do país e chegar ao Paraguai. Aqui seria mais fácil e mais barato partir pra outro país, longe. Com o dinheiro que tinha juntado, mal pude ser capaz de alugar por alguns dias um quarto imundo para dormir, e comprar umas poucas roupas. À noite eu sonhava com tudo o que eu havia deixado pra trás... Minha mãe, minha irmã, Emma, meus filhos... Tive vontade de voltar e dizer que eu os amava, mas entrei em pânico novamente e não tive coragem para fazê-lo. Dias depois, consegui uma passagem com destino a Madri com um sujeito muito estranho, que me ofereceu também uma quantia em dinheiro vivo e tudo que eu teria que fazer era levar uma mala e entrega-la a um amigo dele, lá eu receberia. Não tinha outra opção, então eu aceitei a proposta e embarcaria no dia seguinte.

 

(...)

 

POV EMMA

Minha mãe sempre diz que deus pode fechar uma porta, mas sempre deixa aberta uma janela... Conheci um rapaz junto ao vidro do berçário, seu nome é David e sua esposa Mary tinha acabado de dar à luz a um menino. Ele me disse que o bebê mal dava conta do leite que ela produzia e eu, silenciosamente agradeci aos céus. Expliquei a ele a minha situação e ele me levou até ela.

 

Mary: Claro que sim Emma! Eu posso ser a ama de leite de seus filhos. É tanto leite que acho que nenhum dos nossos filhos vai passar fome!...

 

 

~ No dia seguinte ~

 

POV REGINA

 Cheguei ao aeroporto e fiz o check in. Comigo eu levava duas malas, uma pessoal com algumas roupas e a outra que não abri. Eu não era idiota, sabia que dentro daquela mala havia algo ilegal, drogas ou talvez armas. O que eu estava fazendo era tráfico internacional, mas consegui a passagem pra fora do inferno, do tormento mental no qual eu me encontrava. Fiquei tensa o tempo todo, até que a mala passou pelo raio-X sem que eu fosse pega. Embarquei sem maiores problemas e chorei o voo inteiro, não sabendo explicar o motivo para as minhas lágrimas, mas sentia uma tristeza profunda...

 

(...)

 

POV EMMA

 Depois da escola eu fui direto para o hospital ver os bebes. Essa noite a minha mãe ficou com eles, mas há essa hora já deveria ter ido pra casa. Cheguei ao berçário e somente Henry estava lá. Indaguei uma enfermeira que me disse que a Hope estava na sala de amamentação. Quando cheguei à sala eu a encontrei nos braços de Mary. Seu filho, Neal, dormia tranquilamente enquanto Hope mamava.

 

Mary: Oi Emma! Henry já mamou e Hope já está quase acabando, né princesa?!

 

Emma: Eu não tenho nem como agradecer pelo que você está fazendo Mary. E eu realmente gostaria de retribuir de alguma forma.

 

Mary: Não precisa agradecer. Tudo o que eu quero é que eles cresçam saudáveis. Será que você me permite acompanha-los?! Eles têm praticamente a mesma idade do meu filho e eu realmente gostaria de ser presente na vida deles, se você deixar...

 

Emma: Nada me faria mais feliz do que ter vocês por perto! - disse sorrindo pra ela, que me retribuiu.

 

Mary: Olha só mamãe, ela já acabou! Segura ela pra mim?!

 

Emma: Claro! - peguei Hope enquanto a Mary pegava a bombinha para coletar seu leite.

 

Mary: Vou deixar o suficiente para hoje. Amanhã de manhã eu volto, tá bom?!

 

Emma: Obrigada Mary, muito obrigada! - Agradeci enquanto fazia a minha pequenina arrotar. Claro que ela gorfou na minha roupa e eu tive que trocar de roupa antes de trabalhar, mas eu estava feliz...

 

(...)

POV REGINA

 Cheguei ao aeroporto em Madri e fui aguardar as malas no desembarque. Notei que todos os demais passageiros já tinham pego suas malas, mas as minhas não saiam de forma alguma. Nesse momento eu soube que tinha sido pega, um agente federal se aproximou de mim, disse meu nome e pediu para que eu o acompanhasse até uma sala. Chegando lá, havia uma agente mulher, que estava com a mala já aberta em sua mesa. Ela me perguntou se eu sabia o que era aquilo. Eu disse a verdade, que havia pego a mala no Paraguai e que seria paga para trazê-la até Madri, mas que não sabia o que havia dentro dela. Ela apenas balançou a cabeça afirmativamente, parecendo entender meu portunhol precário. Foi então que ela perguntou a minha idade e eu respondi que em dois meses faria 18 anos. Ela suspirou e olhou para seu colega, que estava em pé no canto da sala, apenas ouvindo a conversa. A agente tratou de me explicar que na Espanha a maioridade penal era de quatorze anos e que eu responderia pelo meu crime como um adulto plenamente consciente de seus atos. Apenas confirmei com a cabeça enquanto ela chamava a polícia.

 

 

~ Um mês depois ~

 

POV EMMA

 Os gêmeos estavam em casa e estavam ganhando peso normalmente, o que era uma preocupação sendo eles prematuros. Eu já tinha feito às provas finais do colégio e me saí bem, estava formada. Agora, meu foco seria estudar para conseguir entrar em uma faculdade pública, já que eu não poderia pagar um curso em uma instituição privada. Meu horário de trabalho mudou e ficou mais flexível, graças ao Sr Gold. Esse homem tem sido um pai pra mim! Mary continuava vindo todos os dias para alimentar as crianças e ainda deixava leite na geladeira. Um dia, antes que eu saísse para trabalhar, vi Cora chorosa na cozinha.

Emma: O que foi?! Aconteceu alguma coisa?- perguntei preocupada

 

Cora: Aconteceu Emma. Dispensaram-me do meu trabalho. Disseram que preferem alguém mais jovem, mesmo que sem a experiência que eu tenho... Não sei o que vou fazer, ainda tenho Zelena pra terminar de criar...

 

Emma: Não fique assim... Vamos pensar em algo! A senhora é como minha segunda mãe e eu não vou abandoná-la. - Disse abraçando-a. - Eu preciso ir trabalhar, será que a senhora pode cuidar das crianças pra mim, por favor? As fraldas estão acabando, mas tem o suficiente para hoje. À noite eu trago mais.

 

Cora: Vai tranquila, minha filha, eu tomo conta delas.

 

(...)

 Fui trabalhar, mas fiquei o dia todo pensando no que eu poderia fazer pela D. Cora. Falei com o Sr Gold e perguntei se ele não conhecia ninguém que pudesse dar trabalho a uma costureira experiente como a D Cora.

 

Gold: Eu conheço algumas costureiras que estavam montando uma cooperativa no interior... Quem sabe ela não se interesse?!

Emma: Perfeito! - Sorri pra ele. - Acho que a mudança não seria problema, pois a casa aqui é alugada. Vou falar com ela hoje à noite. Obrigada, mais uma vez! - saí da sala e voltei ao meu trabalho, um pouco mais aliviada.

 

(...)

 

~ Madri, Espanha~

 

 

POV REGINA

 Cheguei à penitenciária onde teria que aguardar julgamento. Logo que entrei me deram um uniforme igual os das demais detentas e recolheram os poucos pertences que eu trazia comigo. Levaram-me para uma cela onde já haviam outras três mulheres que se aproximaram de mim logo após a carcereira dar-nos as costas. Me analisaram dos pés à cabeça até que uma delas disse algo às demais, e eu só pude entender três palavras "Niña", "muy joven". Perguntei à elas em português qual era a cama vazia e elas prontamente me indicaram a que ficava mais perto do banheiro. Na mesma hora eu percebi o porquê o leito estava vazio, o cheiro era horrível! Me sentei sobre a cama e abracei meus joelhos, deixando meu pensamento viajar. Lembrei-me de tudo o que deixei pra trás, tudo o que abandonei quando fugi e agora eu estava aqui, presa, sem saída. A carcereira voltou, me entregou uma escova de dentes, um pente e me perguntou se queria ligar para alguém, pois tinha direito a uma ligação.

 

Regina: No. - respondi em portunhol. - No es necesario. No tengo a nadie para llamar! Estoy sola.



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