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História .airplanes ; minsung - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


FINALMENTE eu volteiii~
Voltei com um extra dessa fic que eu sempre quis fazer mas o bloqueio criativo tava terrível!!
Eu espero de coração que vocês gostem!!
Para esse capítulo, ouçam:

• Memories - Maroon 5

Boa leitura!

Capítulo 3 - EXTRA: .memories bring back you


31 de dezembro de 2029

Já devia estar quase beirando às 18h da tarde quando Minho decidiu finalmente que deveria ir à festa de ano novo planejada por seus amigos, não havia participado de nenhuma desde 2019, na verdade, ele nem mesmo gostava de comemorar o famoso Réveillon, pelo menos não mais, mal comemorava o natal e tampouco seu aniversário, datas comemorativas não eram seu forte. E agora, no auge dos seus 28 anos, decidiu que era hora de seguir em frente, esquecer o motivo que o fazia detestar essas comemorações e esquecer tudo que se passou dez anos atrás com Han Jisung.

“Será que ele conheceu alguém?”, “Será que se formou na faculdade que tanto queria?”, “Será que ele se lembra de mim?” são questionamentos que Minho planejava nunca mais fazer, passou todos aqueles anos se preocupando com a vida de Jisung que mal percebeu que a sua própria não era como ele planejou quando criança.

Minho se formou numa faculdade de dança e dava aula numa escola não muito longe do seu frio e apertado apartamento, não era o emprego dos sonhos, mas era o que ele havia conseguido depois de não passar em nenhuma audição e desistir do seu sonho de dançarino.

No fundo ele sempre esperou pela volta de Jisung, mesmo querendo se convencer do contrário, mas depois de tantos anos, ele nem mesmo tinha mais esperança. Odiava as datas comemorativas, pois elas sempre o lembravam de todas aquelas que ele nem teve a chance de comemorar com Jisung, o natal na casa dos pais dele que nunca aconteceu, a páscoa que podiam ter viajado para a casa dos avôs de Jisung mesmo que os pais de Minho não gostassem da ideia, mas principalmente o ano novo que eles não puderam passar juntos.

Havia se tornado fácil manter Jisung fora dos seus pensamentos nos últimos anos, os cinco primeiros com certeza foram os piores, mas Minho acabou se acomodando com a falta que sentia do garoto, a esse ponto apenas doía quando ele se lembrava, ao assistir um filme clichê, ao tomar sorvete na praça, a cada aniversário seu, ao ir à praia ou mesmo ao se reunir com os amigos como eles todos fizeram algumas vezes. Mas nesse dia ele decidiu que daria um ponto final a essa história.

 

X

 

Depois de confirmar sua presença com Jeongin, tomou um banho, se arrumou da melhor forma que pôde e tratou de colocar um sorriso no rosto. “Vai ser uma boa noite” pensou, e ele faria esse pensamento se concretizar custe o que custasse. Trancou tudo e entrou em seu carro, dirigindo para a casa do Hwang, a festa havia se iniciado cedo, durante a tarde, por isso todos já estavam lá há horas, esperançosos que Minho fosse mudar de ideia e aparecesse pelo menos para dar um olá.

Ao chegar, na porta ele já conseguia ouvir risadas e os garotos todos comemorando, isso o fez rir soprado e sorrir antes de tocar a campainha, esperando poucos minutos até ouvir a voz de Jeongin gradualmente aumentando enquanto se aproximava da porta.

— Você veio mesmo! — disse o mais alto animado assim que viu Minho sorrindo para ele. Um sorriso adornou os lábios de Jeongin e logo ele puxou o garoto para dentro.

— Eu disse que vinha, não ia furar assim. — disse deixando-se ser puxado, logo podendo avistar todos reunidos na mesa da sala de jantar de Jeongin, jogando algo que ele supôs ser truco pela discussão que rolava naquele mesmo momento.

— Você tá roubando, seu pau de cutucar estrela! — gritou Changbin batendo na mesa enquanto apontava para Hyunjin, fazendo Felix e Chan caírem na gargalhada.

— Não tô! Eu já disse! — defendeu-se Hyunjin, tentando segurar o riso.

— Desce então, porra! — Dessa vez seu tom era ainda mais indignado, olhando para Hyunjin desacreditado e Minho apenas observava querendo rir daquela situação.

Hyunjin começou a rir logo depois, fazendo o possível para esconder sua mão. — Eu não tô roubando, que saco! — disse se recuperando do riso e tentando parecer sério.

— Eu vou esfolar sua cara, mano, desce agora! — novamente bateu na mesa e Jeongin decidiu finalmente parar aquilo.

— Ei! — disse alto chamando a atenção do namorado Hyunjin e dos amigos presentes. — Não vão cumprimentar o Minho, não?

Pareceu mágica como o humor dos dois na mesa mudou totalmente, todos sorriram e se levantaram, indo até o Lee e o abraçando em seguida. Aquele momento era raro, só poderia ficar melhor com uma última pessoa, mas era totalmente fora de cogitação que ele aparecesse.

— Que bom que você veio — disse Chan após soltar Minho do abraço, sorrindo para ele que sorriu de volta, assentindo com a cabeça.

Após aquilo, todos decidiram recomeçar aquela partida de truco, dessa vez com Minho incluso, apenas Seungmin havia decidido não jogar e apenas ficar olhando, seria melhor até para as duplas.

 

X

 

— Cinco! Quatro! Três! Dois... Um! — os sete garotos contavam em voz alta, quase gritando no quintal com as taças de champanhe nas mãos e esperando pelos fogos dos vizinhos de Jeongin. — Feliz ano novo! — gritaram em uníssono, logo a única coisa que podiam ouvir eram os fogos explodindo no céu, criando desenhos e enchendo o céu de luminosidade e cor.

Para a surpresa de Minho, aquela festa estava sendo melhor do que o esperado, mesmo que agora ele bebesse um pouco e acabasse se lembrando de Jisung e que se tudo ainda fosse igual, ele estaria ali também. Pensava que deveria ter insistido mais, talvez ainda pudesse ligar, mas lhe faltava coragem, talvez nunca o encontrasse novamente ou algo assim.

— Acho que como é a primeira vez em anos que o Minho passa o ano novo com a gente, ele que devia fazer o discurso — propôs Seungmin animado sentado à mesa com os outros. Já se passava alguns minutos da meia-noite, eles agora estavam prestes a cear, apenas faltava o clássico discurso de um deles sobre o ano passado e as resoluções de ano novo.

— Aish, nem sei como fazer isso, não pode ser outra pessoa? — disse meio encabulado, mas não adiantou nada, logo todos começaram a incentivá-lo ao ponto de começarem a repetir “discurso” várias vezes enquanto batiam palmas. Não teve como Minho refutar daquela forma, se levantou e enfim começou.

— Ahm… certo, primeiro me desculpem por não ter vindo nos anos passados, não sou muito de datas comemorativas e vocês sabem por que, momentos assim me fazem desejar que as coisas tivessem sido diferentes, sabe… ele devia estar aqui conosco. — Fez uma breve pausa, puxando o ar para seu peito. — Mas enfim, todo mundo se machuca alguma vez nessa vida e… bom, e tá tudo bem. Eu espero que nesse próximo ano as coisas sejam melhores para todos nós e que continuemos amigos e próximos. Eu não sei bem o que dizer então… — Abaixou um pouco o braço, pegando sua taça com champanhe e a erguendo, os outros não hesitaram em fazer o mesmo, sorrindo pelo discurso de Minho. — Um brinde às pessoas que nós temos, à nós que estamos aqui agora e… ao que perdemos no caminho, que 2030 seja o melhor ano de nossas vidas.

Não foi nem preciso dizer que todos brindaram após isso, alguns deles até mesmo tinham lágrimas presas nos olhos, principalmente Minho, que quanto mais goles da bebida ele bebia, mais as lembranças traziam Jisung de volta ao seu pensamento. Ele apenas desejava que o Han estivesse ali, comemorando com eles o ano novo e os 10 anos da amizade de todos ali.

Assim que o brinde foi feito, a campainha tocou, todos olharam para a porta confusos, quem seria a essa hora? Ainda mais na noite de ano novo. Bom, todos menos o mais novo ali.

— Eu atendo, podem comer. — Jeongin rapidamente se levantou e seguiu para a porta em passos longos e apressados, esperando que fosse quem ele havia convidado. No mesmo momento que destrancou a porta e olhou para a pessoa em sua frente, ele praticamente perdeu o ar e sorriu.

— Sabia que viria! — disse animado, mas não muito alto, não esperando nem um segundo para abraçar o pescoço de Jisung. Os dois vinham conversando há alguns meses, é até impressionante o quão rápido eles atualizaram um ao outro sobre suas vidas. Assim que Jeongin soube que o amigo estava em Seoul, não esperou nem um segundo para convidá-lo para o ano novo.

“Todo mundo sente sua falta, mas acho que você tem uns assuntos mal resolvidos com alguém em especial.”

Jisung rapidamente abraçou Jeongin de volta, sorrindo e apertando um pouco o amigo. Nem sabe quantas vezes sonhou com aquele reencontro, sentia tanta falta dos seus amigos que se pudesse, teria voltado antes, o difícil mesmo foi conseguir o mesmo emprego e que pagasse o mesmo rápido para que ele conseguir se instalar de volta em Seoul.

— Eu nunca perderia isso. Você não mudou nada, Innie — disse sorrindo e logo Jeongin se separou do abraço, ambos não paravam de sorrir. — Quer dizer, você cresceu. — Riu bagunçando o cabelo do mais novo.

— Você também, quem diria em, mas ainda parece o mesmo pra mim. Vem, todo mundo tem que ver você, já chegou atrasado!

Rapidamente Jeongin puxou a mão de Jisung casa à dentro após fechar a porta. Ao chegar à sala de jantar, todos estavam comendo e conversando, tão concentrados que só prestaram atenção ao ouvir Jeongin.

— Alguém pediu um Jisung de ano novo?

Como se os céus tivessem ouvido o desejo de Minho, Jisung estava ali, e com certeza ninguém acreditava no que os olhos os mostravam, mas para o Lee estava sendo ainda mais intenso, ele mal conseguia respirar e seu coração nunca esteve tão acelerado. Era realmente Han Jisung ali. “Céus, ele não mudou nada.”

O mesmo se passava com o Han, ele sorria verdadeiramente feliz por ver todos ali, mas quando seus olhos encontraram os acastanhados de Minho, foi como se tudo, mesmo que por um segundo parasse e apenas os dois estivessem naquela sala.

É claro que não durou muito essa conexão de olhares, logo ambos saíram do transe e um por um os garotos foram abraçando e cumprimentando Jisung, todos menos Minho, que quando chegou sua vez, simplesmente travou na frente do garoto. Sempre pareceram tão próximos e agora era como se houvesse um abismo entre eles. Fez tanto esforço para não se lembrar dele, e aqui estava Han Jisung, bem em frente a si, no dia 1 de janeiro de 2030.

Minho não planejava nada mais do que apenas um abraço de boas-vindas, mas antes que pudesse, Jisung deu um passo, extremamente hesitante e envolveu o mais alto num abraço apertado, prestes a chorar ao sentir o cheiro bom de Minho que guardou tanto em sua memória. Demorou alguns segundos, mas finalmente Minho retribuiu o abraço, sentindo os olhos molhados e, como mágica, todos os sentimentos que lutou tanto contra voltaram à tona. E novamente, Minho e Jisung estavam de volta a aquele abraço no aeroporto, apenas alguns minutos antes de Jisung ir embora. O sentimento era exatamente o mesmo.

Como se tudo se repetisse, Jisung tentou sair do abraço e Minho o abraçou ainda mais forte, escondendo o rosto no ombro do mais novo e sentindo as lágrimas escorrendo e molhando o tecido da jaqueta de Jisung.

— Minho... — Jisung disse, mas dessa vez não foi ouvido um “eu tenho que ir”. — E-eu senti sua falta...

Minho engoliu o choro e soltou Jisung, logo agarrando sua mão e seguindo para o quintal, não queria ter aquela conversa no meio de todos. Jisung apenas o seguiu, um pouco confuso, mas quando Minho se virou, o menor pôde ver que ele chorava, e só isso fez seus olhos transbordarem também.

O silêncio perdurou durante algum tempo, Minho abria a boca tentando dizer algo, mas nada saía, por isso, Jisung decidiu falar primeiro, se lembrando de algo muito característico de dez anos atrás.

— Eu… tinha planejado um discurso clichê pra quando te encontrasse, mas… eu esqueci. — Jisung riu. Não é preciso dizer que Minho se lembrou na hora de algo parecido que ele mesmo havia dito naquele 1 de dezembro, soltando um risinho soprado por perceber que Jisung não havia esquecido.

— Não precisa de discurso… você voltou — disse meio baixo, desacreditado, segurando o choro iminente e sorrindo fraco. — Dez anos depois e você ainda parece ter dezesseis…

Jisung novamente riu, segurando um de seus braços meio nervoso. — Você também ainda parece ter dezoito… — Novamente os dois riram, e logo depois a tensão voltou e Jisung percebeu que devia explicações. Respirou fundo antes de começar. — Eu quis ligar… mas você não atendia. E-eu devia ter tentado mais-

— Você ainda me ama? — Minho cortou o outro, não aguentando mais segurar aquela dúvida, pela primeira vez desde que viu Jisung, ele não hesitou nem um segundo.

Jisung por outro lado, precisou pensar por algum tempo, não que ele não soubesse a resposta, mas e se Minho tivesse realmente cansado de esperá-lo? O que faria? Como continuaria com aquela confirmação?

— Sim — respondeu depois de um tempo e olhou fixamente para Minho. — Você ainda me ama? — A voz tremulava ao fazer aquela pergunta, mas ele não aguentava não saber.

Minho suspirou, dez anos esperando por aquele garoto, dez anos sofrendo sem uma notícia sequer.

— É claro que eu ainda amo você — respondeu o olhando também — Você acha que… — sentiu a voz quebrar e antes que pudesse evitar, começou a chorar. — eu teria esperado por dez anos alguém que eu não amo?

Não foi mais possível para Jisung segurar as lágrimas, ele se sentia tão culpado por aquilo, se ao menos tivesse voltado antes… Ele sabia exatamente como Minho se sentia porque ele se sentia da mesma forma, aquele foi o período mais difícil da vida de ambos.

— Desculpa… e-eu quis voltar… — Antes de Jisung continuar, ele desabou em lágrimas, abaixando a cabeça, mesmo que Minho também chorasse, ele se aproximou e decidiu dessa vez ouvir seu coração.

— Ei… — Se aproximou e levantou o queixo do mais baixo, suspirando ao olhar para aqueles olhos pelos quais sempre fora apaixonado e sorriu um pouco. — Que tal se… conversarmos de manhã?

Jisung não entendeu muito bem de primeira o que aquilo queria dizer, mas assim que entendeu, soltou um suspiro aliviado, aquilo significava que por mais que Minho tivesse sofrido por sua causa, ele não o odiava, e nem o queria longe. Se encararam por muito tempo, próximos demais e se aproximando cada vez mais, Jisung sorriu concordando.

— Parece uma boa ideia pra mim.


Notas Finais


Agora sim um final digno pra esses doiss
Espero que tenham gostado, eu fiz com carinho!
Um beijo no coração e até a próxima!


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