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História Akemi - Capítulo 10


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Notas do Autor


Como prometido, cap novo hoje

Capítulo 10 - Capitulo IX



O fato de Tsukuyomi não ser o culpado pelos incêndios não o livrara do fato dele ser responsável pela morte daquelas pessoas no dia do festival. Por que ele não os protegeu? Outro fato que também a incomodava era o fato de ter sido deixada em uma caverna quando ainda era uma recém nascida.
-Você me abandonou depois que minha mãe morreu -esbravejou Akemi.
-Não lhe abandonei em momento algum -retrucou Tsukuyomi.
-Como não? Me deixou sozinha em uma caverna enquanto eu não passava de uma criança de colo -gritou Akemi ao levantar-se novamente.
-Em primeiro lugar, fiz isso para salvar sua vida -respondeu levantando-se também. -Eu tinha medo de tentarem algo contra você, se isso acontecesse eu não sei o que seria capaz de fazer -completou olhando dentro dos olhos de Akemi.
-Deixou-me sozinha em um buraco para minha segurança? Por que você mesmo não me protegeu se estava tão preocupado? -questionou de maneira ferrenha as respostas do pai.
-Eu lhe deixei com Ren que além de ser meu melhor soldado também é seu tio -retrucou, ele já havia dito que Ren era seu tio, mas só agora Akemi prestara atenção neste fato -Não lhe protegi eu mesmo por que estava a velar Yume.
-Como? Por que a velou por tanto tempo? -perguntou sem entender o que seu pai falava.
-O tempo em Tsuki é diferente do da terra, aqui fazem apenas dois meses que sua mãe faleceu -explicou Tsukuyomi. -Des que ela se foi as acusações começaram a chegar, já foram dezenas de interrogatórios, discussões e conflitos. Tentei proteger você de tudo isso.
Akemi estava confusa. Será que de fato ele estava a falar a verdade? O que estava acontecendo? Se Ren é seu tio por que não lhe falou nada? Quanta informação para tão pouco tempo. Quanta coisa rodando sua mente.
-Desculpe, mas é hora de você voltar -disse Tsukuyomi ao tocar a testa da pequena garota a sua frente.
Akemi sentiu seu corpo leve ser empurrado para trás. Sua mente flutuou. Sentia-se leve e ao mesmo tempo sobrecarregada. Sua vida de fato era uma grande confusão que ainda estava apenas no começo.
Seus olhos fecharam-se e quando os abriu já estava de volta ao monte onde a pouco tempo estava com Ren. A brisa suave das montanhas lhe dava uma certa nostalgia e confiança. Tentou mover-se mas não conseguiu, seu corpo estava totalmente travado. Olhou mais a frente, algo se movia. Seu coração acelerou, poderia ser alguém que iria lhe fazer mal. O ser então correu em sua direção. Sua aflição aumentava conforme o ser se aproximava.
Foi ao chegar bem próximo que Akemi percebeu que o ser não passava de Ren, seu guarda e tio. Mas ele não estava da mesma forma de quando ela foi para Tsuki. Suas roupas estavam sujas assim como ele, sua barba estava crescida e seu semblante era de exaustão. Seu corpo então pesou fazendo com que ela caísse de costas com o chão.
-Akemi? Está tudo bem? -perguntou Ren ao ajoelhar-se perto dela.
Akemi tentou de todas as formas abrir sua boca, mas não conseguiu silabar um único som nem mexer-se de forma alguma.
-Paralisia da viagem, isso logo passará -disse Ren ao tocar sua testa.
Com toda sua delicadeza, Ren ajeitou as pernas de Akemi as deixando retas sobre o gramado. Pegou uma pequena sexta com frutas deixando-as ao seu lado. Pôs a cabeça da garota em seu colo.
-Consegue abrir a boca? -perguntou Ren.
Akemi então tentou abrir sua boca, coisa que custou muito esforço da garota. Ao abrir a boca Ren depositou uma pequena fruta em sua boca. Mover-se não era uma atividade fácil, o ato de mastigar lhe custou toda sua energia fazendo com que a garota adormecesse no colo de Ren.
Quantas coisas Tsukuyomi lhe disse, quantas coisas lhe foram esclarecidas, quantas perguntas ainda sem respostar. Como iria lhe dar com tudo aquilo? Akemi estava confusa e exausta. Sua mãe morrera antes que ela pudesse a conhecer. Seu pai era de fato o oposto do que o assassino do festival disse. Ele demostrava estar tão atordoado com tudo aquilo quanto ela. Para piorar toda aquela situação, o possível culpado não passa de seu meio irmão, Sora.
Pouco tempo após adormecer, seu corpo recuperou-se quase por completo. Conseguiu acordar e sentar-se. Ren estava a montar uma fogueira a poucos metros de distancia de si. Ele é de fato alguém em quem pode confiar, mas o fato de ser seu tio ainda era um choque para Akemi. Tsukuyomi disse que o enviou para cuidar dela, então por que ele não estava na caverna quando Mikoto a achou, ou quando o incidente do festival aconteceu?
Akemi respirou pesadamente. O ar entrava com dificuldade, o ar da terra era diferente do Tsuki. Passara apenas algumas horas lá mas seu corpo estava exausto e sem forças. Lembrou-se então do que Tsukuyomi lhe dissera “o tempo em Tsuki é diferente do da terra” o quão diferente é de fato. Akemi abriu sua boca tentando forçar-se a dizer algo, mas não conseguiu produzir nada além de um om agudo e estridente como choro de criança.
Ao ouvir tal som estranho, Ren deixou a fogueira indo em direção a Akemi que o fitava envergonhada. Não conseguia ao menos pronunciar uma única palavra. Sua voz estava perdida? Um dia voltaria a falar?
-Não se preocupe. Com o tempo a voz voltara assim como o movimento do corpo -falou Ren ao sentar-se de frente a Akemi. -Conseguiu todas suas respostas?- perguntou, Akemi negou com a cabeça -Ainda esta confusa? – Akemi concordou -Descobriu algo que possa te ajudar nesta jornada? -perguntou, Akemi concordou mais uma vez -Otimo. Agora descanse, voltaremos para o templo assim que você conseguir mover-se sem dificuldades- falou ao levantar-se e voltar para sua fogueira.
Akemi ficou a observa-lo. Queria saber mais sobre aquele homem que conhecera a tão pouco tempo. Será que as palavras de Tsukuyomi eram verdadeiras? Se Ren de fato for seu tio então saberia mais sobre Yume do que Tsukuyomi, mas será que ele iria lhe falar?
-Vo-você -esforçou-se Akemi ao silabar vagarosamente.
-Sua voz esta voltando- Ren surpreendeu-se ao aproximar-se de Akemi.-Normalmente são dias até que ela volte.
-Ren, vo-você… É… Me-meu…-tentava a garota exigindo de si para obter suas respostas.
-Akemi, sou seu guarda e protetor, já falamos sobre isso antes, agora descanse, não force sua voz -insistiu Ren.
-Você é meu tio? -perguntou Akemi gastando toda sua energia caindo mais uma vez.
-Você é tão teimosa quanto sua mãe -sussurrou Ren ao segura-la.
Ren a deitou da forma que achara mais confortável para garota, a cobriu para que não sentisse frio. Tsukuyomi havia falado de mais desta vez. Mas isso não importava de fato para Ren, a única coisa que importava para o Ren era como contaria sua versão dos fatos para Akemi. Aquilo sim lhe preocupava.
Respirou pesadamente, acendeu a foqueira sentando-se ao lado de Akemi. Quanta memorias fluíram em sua mente. Esteve ao seu lado desde seu nascimento, mas para ela ele não passava de um estranho que conhecerá a pouco tempo. Acariciou os cabelos da pequena adormecida. Assim que chegassem ao templo, lhe contaria tudo.
 



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