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História Akemi - Capítulo 7


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Notas do Autor


Como tive problemas ,hoje vou publicar dois pra recompensar vocês

Capítulo 7 - Capitulo VI



Dois dias se passarão dês que Akemi acordara de seu sono, dês que Ren chegará aquele templo. A presença daquele homem incomodava Mey. Não sabia ao certo, apenas não gostava da presença dele naquele lugar, próxima de si, próxima a Akemi. Akemi e Ren passaram por esses dois dias escondendo-se, tendo conversas secretas, sempre que Mey aproximava-se os dois calavam-se.
Ren sentia-se mais próximo de Akemi, isso deixava-o alegre. Finalmente deixou de esconder-se para protege-la. Finalmente podia toca-la sem sentir-se culpado por deixa-la sozinha naquele cômodo tenebroso quando partia. Sabia que para ela, ele não passava de um guarda de seu pai. Como queria contar-lhe tudo, mas não poderia. Conhece Tsukuyomi o suficiente para saber que ele seria capaz de afasta-la de si apenas por caprichos.
A ansiedade de Akemi por tornar-se mais forte aflorava todos os dias, mas nada comparava a curiosidade que ela tinha sobre saber quem de fato ela é. Seu desejo de concertar os erros dos deuses nunca foi maior do que o desejo de saber quem era sua mãe. Sentia que aquela resposta lhe daria mais forças para prosseguir sua jornada.
-Akemi -chamou Mey retirando Akemi de seus devaneios.
-Sim? -levantou-se do gramado do jardim indo em direção a sua amiga.
-Não achas que é muito cedo para estar aqui? -perguntou ao arrumar seus longos cabelos em um rabo de cavalo.
-Então por que estais aqui? -retrucou Akemi ironicamente.
-Lhe procurei em seu quarto e apenas encontrei Ren mexendo em seu baú -contou-lhe -Algo não me cheira bem.
-Acalme-se Mey, ele apenas está preparando minha mala par uma curta viagem -contou-lhe calmamente.
-O sol mal saiu, onde iremos? -questionou.
-Você não ira a lugar algum -respondeu Akemi de forma firme.
-Você irá só? -perguntou Mey preocupada -Mal recuperou-se e já vai lançar-se ao mundo?
-Não irei só, Ren irá comigo. Não se preocupe -Akemi tentou confortar sua amiga, coisa que surtiu efeito contrário.
-Não confio neste homem, mal chegou e já quer leva-la de mim -retrucou Mey demonstrando todo seu descontentamento com aquela situação.
-Mey -chamou aproximando-se ainda mais dela -Eu sou filha de Tsukuyomi e Ren é meu subordinado, nada além disto. Precisarei resolver alguns assuntos e apenas ele irá poder me mostrar como resolver. Ninguém me tirara de você -sorriu Akemi ao segurar a mão de sua amiga -Preciso que confie nele.
-E se ele estiver a te usar? -levantou a hipótese.
-Ren? Duvido muito -riu como se houvesse ouvido a piada mais engraçada do mundo. -Eu confio nele, não sei o motivo, mas confio -completou de forma firme.
-Fico contente de ouvir tais palavras sobre mim -brincou Ren ao observar as duas com um pouco de distância.
-Que mania chata de bisbilhotar os outros -rugiu Mey.
-Perdoe-me senhorita -ironizou arrancando um olhar tenebroso de Mey conforme aproximava-se. Ajoelhou-se em frente de Akemi -Precisamos ir minha senhora.
-Se for tratar-me desta forma não sairei nem de dentro deste ressinto -repreendeu Akemi.
-Perdoe-me Akemi -sorriu Ren ao ficar de pé.
-Assim esta melhor Ren. Espere-me com os cavalos -ordenou.
-Não iremos de cavalo -informou.
-Mas dissestes que era uma viagem longa -questionou sem entender.
-Não posso falar -repetiu sua ladainha de sempre.
-Não confio neste homem- grunhiu Mey.
-Reciproco tal sentimento senhorita -ironizou Ren mais uma vez.
-Já chega os dois?- repreendeu Akemi- Saímos em um minuto.
Ren ao compreender que Akemi queria ficar a sós com sua amiga, retirou-se do lugar. As duas amigas encararam-se por um longo tempo, mal haviam de fato se reencontrado e já necessitavam ficar longe mais uma vez. Mas agora seria apenas alguns dias. Pelo menos era o que elas esperavam. Abraçaram-se de forma confidente, sabiam exatamente o que a outra queria dizer, mas sabiam que cada palavra dita ali as machucariam.
Ao ver Ren com tantos aparatos a lhe esperar na porta do templo, fez com que Akemi pensasse se realmente era desnecessário os cavalos. Se Ren disse que os cavalos atrapalhariam, algum motivo deve ter, não questionou o homem que a reverenciou quando se aproximou dele.
-Podemos ir -afirmou Akemi ao pegar algumas bolsas de Ren.
-Senhora -ao ouvir tal palavra Akemi o encarou com fúria -Quero dizer, Akemi, não precisa se preocupar, eu carregarei nossas bagagens.
-Você está aqui para ajudar-me a ser mais forte. Como serei mais forte se nem ao menos deixa que eu carregue parte das bagagens? -indagou.
-Certo -confirmou.
-Norte ou sul? -perguntou.
-Sul, cerca de um dia e uma noite de caminhada -respondeu Ren fazendo com que a garota seguiu sua orientação.
-Por que não usamos os cavalos? -perguntou demonstrando sua curiosidade ligada a tal assunto.
-Cavalos não conseguem chegar onde vamos-falou ao tomar a frente de Akemi.
Tais palavras a deixarão confusa, mas, sabia que se perguntasse qualquer coisa ele iria recitar sua ladainha de todas as vezes. Suspirou pesadamente deixando que ele tomasse uma certa distância. Seus pensamentos estavam ligeiramente ligados a Mey e aos outros do templo, sabia que tudo iria ficar bem, só que era impossível não ficar preocupada.
A viagem tornava-se difícil conforme caminhavam para mais longe afastavam-se do templo. Foi quando começarão a pegar um caminho íngreme que Akemi percebeu estar a escalar uma montanha. Ao anoitecer já haviam subindo uma boa parte da montanha. Akemi estava exausta, Ren não estava tão diferente, mas mantinha-se firme.
-Ainda estamos muito longe? -perguntou um tanto ofegante.
-Não muito -respondeu Ren ao observar a garota atrás de si.
-Algo errado? -perguntou em entender o motivo dele a fitar daquela forma.
-Você -respondeu ao aproximar-se dela.
-Obrigado, super encorajador -ironizou ao sentar-se em uma pedra.
-Não é que você seja um problema, sim sua exaustão -retrucou Ren.
-Não estou exausta-esbravejou ao tentar levantar-se pendendo para trás, por milésimos não caiu ao chão.
Ren a segurou puxando-a para si. A ergueu abraçando-a, sua respiração não negava, se caminhasse mais meio metro iria desmaiar de exaustão com toda certeza. Retirou as bolsas da garota.
-Vamos descansar por hoje -falou Ren como trata-se de uma ordem.
-Mas…
-Mas nada, sou seu guarda, devo preservar por sua segurança e saúde -interrompeu -Tem uma caverna a poucos metros daqui -sentou a garota no chão apoiando-a em uma grande rocha -Irei ver se tem alguém lá, volto em alguns minutos. Não saia daqui -ordenou correndo em direção a caverna.
-Até parece que consigo mexer-me -ironizou mais uma vez.
Akemi estava de fato exausta, tanto que adormeceu ali onde Ren a deixou. A caverna estava vazia, assim como Ren já esperava. Ele deixou todos seus aparatos levando consigo apena uma adaga. Ao encontrar Akemi adormecida, a pegou no colo levando-a para a caverna.
 



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