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História Akmar: O Trono a ser Reconquistado - Capítulo 7


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Notas do Autor


Olá, gente, tudo bem? Tradição do Fogo é o sétimo capítulo da fanfic! Muito obrigada a todos que vem acompanhando, favoritando e principalmente comentando. Sem mais delongas, bom capítulo!

Capítulo 7 - Tradição do Fogo


    Conseguia perfeitamente ver o alvo em sua direção. Ajeitou um de seus cachos dourados para trás da orelha, evitando que atrapalhasse a sua visão. Respirou fundo, sentindo o ar oxigenar seus pulmões, auxiliando-o a se concentrar nos círculos azulados, vermelhos e brancos. Posicionou os braços para utilizar o arco, puxou sua corda com a flecha afiada preparada para ser lançada.

    — Isso vai ser super fácil para mim. — Milo proferiu, baixando a arma para falar com Aiolos. — Em Ak’mar, possuíamos disputas de arco e flecha e eu sempre me saia bem. — Continuou falando, enquanto os irmãos esperavam que ele atirasse logo.

    Após ouvir um “Vamos, Milo” do sagitariano, resolveu suspirar, ouvindo o som profundo em seus próprios ouvidos. Estirou novamente os braços, esticando a corda e visualizando o seu alvo no horizonte. Concentrado somente no que deveria acertar, largou a corda, deixando que a flecha abandonasse o arco de madeira. Ela cruzou o campo, passando sobre os olhos cristalinos de Aiolos e Aiolia até atingir um tronco grosso de um árvore, fincando-se nela.

    O escorpiano baixou o arco emburrado, chateado com a trajetória que a flecha havia tomado, acertando uma árvore que estava próxima de seu alvo. 

    — Foi um belo tiro, Milo; embora que não seja o desejado. — O sagitariano comentou, levantando-se do tronco estirado no chão, que estava sentando com o irmão. — Preciso que posicione melhor seus pés. — Falou, ajeitando a perna do outro com seu próprio pé, deixando uma em um ângulo de quarenta e cinco graus em relação a outra, um tanto afastadas. — Quando soltar a corda, não deixe que sua mão se abra; continue tracejando a linha do disparo. — Pegou a mão de Milo, deslizando-a pela mandíbula e afastando o cotovelo de seu corpo, mostrando para ele como deveria ser feito. — Veja.

Aiolos tomou o arco em suas mãos e retirando um das flechas do aljava posicionado na coxa. Colocou-a devidamente na corda para mirar no alvo que anteriormente deveria estar na visão de Milo. Seus dedos fizeram com que a flecha abandonasse o arco e deslizaram pela mandíbula, tracejando a linha de força que usara para impulsionar a arma. A flecha viajou velozmente até atingir o centro do alvo e perfurá-lo agressivamente. 

— O que acha de tentarmos novamente? — O sagitariano inquiriu, sorrindo ao vê-lo assentir com os olhos encantados. 

    Mais afastados dali, em um campo de batalha para treinos, estacas de gelos se erguiam consecutivamente do chão na vã tentativa de ferir Shura que se movia com exímia velocidade. Com a estratégia de favorecer o jogo para si, Camus pisou intensamente na areia, espalhando uma camada de gelo que cobriu toda a área de treinamento, inclusive alcançando os pés do capricorniano que parecia imobilizado em meio a tanto gelo. 

    — É uma bela técnica, no entanto... — Shura comentou, observando o solo congelado abaixo de si. Com o mesmo movimento do aquariano, tocou seu pé sobre a camada gélida, modificando todo o gelo em grossos pedaços cristalizados. — Transformar tudo que existe em cristal é uma habilidade da Casa de Capricórnio. 

    Camus engoliu a seco, visualizando o oponente desfazer sua espada de plasma para erguer estacas de cristal do chão. O aquariano saltou consecutivas vezes para trás na tentativa de fugir do ataque. Shura utilizava as mesmas sequências de avanços que usara antes, sentia-se encurralado pela sua própria estratégia. Ao vê-lo erguer novamente outra estaca e notar que não podia mais recuar pelo limite da arena, fez emergir do chão sua própria estaca feita de gelo que chocou-se agressivamente contra a cristalizada, espalhando pedaços e lascas de cristal e gelo pelo local. Verteu do solo, uma barreira colossal para lhe separar do oponente e elaborar uma melhor estratégia. 

    Shura ao ver o gelo que os separava, decidiu invocou a sua habilidade de plasma, transformando-a em uma lâmina ao redor de seus braços metálicos. Cortou a densa barreira ao meio, num único e afiado ataque; contudo seus sentidos se alertaram ao notar que Camus já não se encontrava mais ali. Observou uma escada improvisada de gelo, perfeitamente projetada para um salto, então naquele momento o assassino deveria estar… O capricorniano virou-se para trás, visualizando o oponente saltando atrás de si — deveria ter usado a escada como imaginara —, adagas de gelo verteram dos braços dele em sua direção. Antes que fosse ferido, Shura esticou um de seus braços, transformando cada adaga em cristal que ficaram suspensos no ar. 

    Subitamente uma ventania selvagem surgiu na arena, soprando os cristais para longe. Shura e Camus resistiram para não serem carregados pelo vento, colocando seus braços sobre os rostos desprotegidos. Ao notar a camada de cristal se partir e ameaçar soltar lascas, ambos abandonaram o campo.

     — Rapazes, preparem-se para ver uma verdadeira batalha. — Marin proferiu, aproximando-se e adentrando a arena junto de Milo, que já havia terminado suas lições de arco e flecha.

    Os combatentes anteriores sentaram-se em um tronco próximo para descansarem. Shura alcançou seu recipiente de água para sorver o líquido fresco, enquanto sutilmente analisava o assassino ao seu lado que arfava cansado da luta.

    — É um excelente estrategista. — Comentou, fitando os olhos castanhos que assistiam Milo e Marin se prepararem para um embate amigável. — Contudo ainda não desbravou todo o seu potencial.

 — Prometo ser gentil. — A pisciana proferiu, colocando a máscara prateada sobre o rosto feminino.

Milo avançou contra a outra, desferindo um soco que fora prontamente defendido. Marin contra atacou com seu punho que havia sido segurado pelo oponente; contudo o escorpiano poderia jurar que ela havia sorrido confiantemente por debaixo da máscara. A pisciano segurou os braços do outro e lançou seu corpo para trás, derrubando-o contra o solo arenoso. Desvencilhou-se dele, dando espaço para que Milo se recuperasse. O akamariano se levantou, erguendo junto de si grãos de areias que foram lançados contra a adversária, que envolveu o ataque em rajadas de vento. Movendo seus braços em movimentos circulares, Marin moldou sua ventania e a areia do escorpiano em um feroz tornado que avançada selvagem, desejando destruir tudo a sua volta.

— Milo, preste atenção. — Marin começou a falar, atraindo a atenção do akamariano que fitava o poder a sua frente sem saber como deveria agir. — O tornado possui uma quantidade considerável de areia, você pode domá-lo utilizando a sua habilidade.

O escorpiano não se sentiu confortável com a ideia; entretanto estava disposto a enfrentar qualquer tipo de desafio para poder controlar melhor os seus poderes instáveis. Respirou fundo, fincando os pés no solo arenoso e ergueu as mãos, movendo os grãos de areias com os seus comandos, apontou-as para o tornado que se contorcia em sua direção, envolvendo-o com a areia. O fenômeno adquiria uma coloração amarelada conforme era envolvido, tornando-se mais maleável para Milo. Shura e Camus estavam surpresos com a concentração do outro para concretizar sua estratégia e Marin estava orgulhosa, sentindo o controle do tornado esvair de suas mãos e migrar para as de Milo.  

— Estou conseguindo! — O escorpiano proferiu excitado, observando o tornado se tornar cada vez maior e amarelada, pendendo para o seu lado. Sentia a palma de sua formigando com o poder que vertia dela. 

Quando o poder pareceu se tornar mais do que o akamariano poderia suportar, o tornado explodiu em ventania, dissipando grãos de areias por todos os cantos que se alojaram em seus cachos louros, nos amarronzados de Marin e até mesmo nos de Aiolos que se aproximava do campo de treinamento. 

— Fico feliz ao ver o quanto estão empenhados. — O sagitariano comentou, rindo da situação de todos ali presentes e se apropinquando de Shura para afastar a areia dos fios arrepiados do outro.

— Foi tão incrível. — Milo falou, saindo da arena junto de Marin. — Jamais imaginei que poderia domar um tornado.

— Está se saindo muito bem, Milo. — Aiolos o elogiou, recebendo em troca o sorriso tão radiante do escorpiano. — Vim convidá-los para a nossa celebração, é algo simples; no entanto simbólico para nossos povos. — Disse, oferecendo peças de roupa coloridas e frescas para Milo e Camus. — Por favor, compareçam. 

— É claro que vamos! — O akamariano falou, aceitando contente a muda de roupas.

 

...

 

    Milo saiu do banho vaporoso, secando cada centímetro do seu corpo e vestindo a calça branca que havia ganhado do sagitariano. Caminhou pelo quarto espaçoso até chegar em frente ao espelho para pentear os longos cachos dourados e amarrá-los num rabo de cavalo alto. Ao ouvir batidas na sua porta de madeira, seguiu até ela, abrindo-a para Marin que adentrou o quarto, vestida num magnífico vestido alaranjado que se arrastava pelo chão.  

    — Você fica uma graça assim. — Ela o elogiou, fazendo-o corar. Apesar de saber que a amiga se referia ao seu penteado, sentiu-se constrangido pelo fato de não utilizar uma camiseta. — No entanto vim conversar sobre uma de suas habilidades. — Comentou, sentando-se sobre a cama larga, convidando o outro para acompanhá-la. — Milo, fui criada no exército mais poderoso de mulheres em todos os reinos. Somos chamadas de Amazonas, as guerreiras de Skönhet, embora alguns outros reinos mandem suas combatentes para serem treinadas pelo melhor: Afrodite, rei de Skönhet. O que quero lhe dizer é que, além do vento ser uma habilidade da Casa de Vento, manipulação de veneno é a especialidade de alguns guerreiros. Procure por Afrodite e Albafica, eles podem lhe auxiliar a controlar o seu sangue.  

    — Controlar o meu sangue? — O akamariano repetiu confuso, fitando as próprias veias pelas quais corriam o seu veneno. — Jamais pensei que isso poderia ser possível. 

    — Você possui muito mais poder do que pensa, Milo. — Marin falou, levantando-se da cama. — O céu já está escuro, te espero lá embaixo para a tradição.

    O escorpiano se levantou e procurou a sua camiseta alaranjada para vestí-la logo em seguida. Fitou as estrelas cintilantes no céu, perguntando-se como poderia manipular o veneno presente em seu próprio sangue? Sacudiu a cabeça para afastar momentaneamente aqueles pensamentos. Saiu do quarto que estava acomodado para desembocar no corredor, repleto de quadros e estátuas. Notando o silêncio no andar, resolveu se apoiar na janela para mirar o exterior. Seus olhos oceânicos se iluminaram ao ver tantas pessoas reunidas lá embaixo, estava tão ansioso para participar de uma tradição desconhecida. Desceu os degraus com rapidez, tomado por uma alegria quase infantil. 

    Ao passar pelos gigantescos portões abertos, seu sorriso desabrochou involuntariamente. Passou entre as pessoas, cumprimentando cada uma com seu sorriso radiante até chegar em Aiolos e sua família, reunidos em torno de uma fogueira que ainda não havia sido acesa.    Também reparou os diversos instrumentos presentes, alguns sequer conhecia; no entanto algo faltava.

    — Onde está Camus? — Questionou, procurando o amigo entre os desconhecidos.

    Aiolia somente apontou em uma direção e ao olhar para ela, o escorpiano pôde contemplar o aquariano caminhando para se juntar ao grupo. Vê-lo trajado em uma camisa avermelhada e alongada, semelhante a sua, tão diferente de suas costumeiras vestes escuros de assassino, fez Milo o analisar por outro ângulo: como ele poderia ter sido se tivesse criado em um ambiente diferente? Seria amável e mais sensível como Dégel era?

    — Agora que estamos todos reunidos, podemos dar inicio a nossa tradição. — Aiolos proferiu, retirando o akamariano de sua reflexão.

Alguns, como Aiolia e Shura, começaram a bater palmas num ritmo melodioso. Milo, desnorteado, decidiu seguir o ritmo, ao ver que Camus fazia o mesmo. Outros, como Aiolos, esticaram as palmas de suas mãos para a frente de seus corpos, deixando que uma pequena chama surgisse nelas. As minúsculas labaredas ascenderam juntas acima da fogueira para se unirem, formando um leão que rugia ferozmente e corria perto dos indivíduos. O felino de fogo se transformou em um centauro que ergueu as patas dianteiras, demonstrando sua bravura. Asas surgiram nele, abrindo magnificamente, revelando ser um ser alado. O homem, metade animal, cavalgou até a fogueira, chocando-se contra as lenhas e dissipando fagulhas de fogo por todos os lados para se transformar em ardentes chamas sobre as madeiras. Todos aplaudiram, comemorando a prosperidade de ambos os reinos.

— Tocam algum tipo de instrumento? — Aiolos questionou, aproximando-se de ambos, enquanto alguns buscavam instrumentos, simplesmente cantavam ou iam se servir de alguma bebida.

— Camus canta super bem, o problema é que ele congela tudo. — Milo respondeu, rememorando-se da canção no quarto em que alugaram na noite passada.

— Eu toco violino. — O aquariano interveio, ignorando a fala do outro.

— Então aconselho a usar este. — Uma quarta voz surgiu e ao virar, o assassino se deparou com Shura segurando dois violinos. Prontamente o aceitou, ajeitando-o no ombro. — Deixe-me o ajudar com a melodia.

Milo somente observou os dois se dirigirem um pouco mais afastados, próximos aos outros instrumentistas, para afinarem os violinos e aprenderem as notas.

— E você? — Aiolos questionou, notando o leve aborrecimento do outro. 

— Aquilo é uma darbuka? Eu sei tocar! — Respondeu, aproximando-se para pegar o instrumento, parecido com um cálice, nas mãos.

Com a darbuka em mãos, sentou-se no tronco de árvore, que servia como um banco coletivo, próximo a Camus e Shura, ao lado de Aiolia que também utilizava o mesmo instrumento que o seu. Posicionou a darbuka entre o braço e a coxa, tamborilando os dedos na parte superior para rememorar a sensação de emitir música. 

Aiolos e Marin se apropinquaram, ambos utilizando flautas doces. Outros musicistas se juntaram à roda para tocarem a tão tradicional melodia. O escorpiano seguia as instruções do leonino, assim como Camus aprendia com o capricorniano. Os cidadãos de Liontári e Fótia Vélos se reuniram para baterem palmas, pularem e dançarem ao redor da fogueira que ardia tão intensamente. Milo não podia deixar de abrir um imenso sorriso com toda aquela energia que emanava daquele povo tão contente, todos pareciam unidos numa só melodia. A felicidade invadia seu cérebro e a adrenalina começava a correr pelas suas veias até que subitamente deixou a darbuka de lado e se juntou àqueles que dançavam tão animadamente, rodopiando alegremente e espalhando sorrisos e risadas que irradiavam de si. 

    Aproximou-se da roda de musicistas e puxou Marin para se juntar à dança. A pisciana sorriu contente, enlaçando seus dedos nos do outro e rodopiando juntos. Alcançou uma flor nativa, dada por uma leonina, colocando-a entre os cachos dourados de Milo que sorriu infantilmente. Juntos bateram palmas e Marin levantou a barra do vestido amarelo para bater os pés na areia e rodar livremente. Eufórica, agarrou o braço do marido para que ele largasse a darbuka e dançasse junto a si. O escorpiano convidou Aiolos para lhe acompanhar, chocando os pés na areia, fazendo-a levantar. Milo ergueu suas mãos, comandando para que os grãos de areias levantassem de acordo com o ritmo da melodia. 

    Ao receber uma flor amarela de uma nativa, girou nos seus calcanhares até alcançar Camus. Colocou-a delicadamente entre as mechas intensamente avermelhadas, admirando como contrastavam perfeitamente. Seus olhos se cruzaram, sentindo-se atingido por um brilho desconhecido nos olhos castanhos dele que pareciam o folhear e desvendar como um simples livro aberto. Afastou-se para dançar junto aos outros, a realidade é que adoraria o convidar para uma dança; no entanto, devido a personalidade fria do outro, não aparentava esta ser a melhor opção. Observou Aiolos tirar o capricorniano para se juntar a ele e, para a sua surpresa, Shura dançava espetacularmente bem, principalmente quando chocava os pés no solo. Ele era tão bem inserido naquele ambiente, mesmo sendo um estrangeiro, parecia um nativo. 

    Não pôde deixar de sorrir para uma moradora quando ela lhe ofereceu um pequeno copo com líquido alaranjado dentro. Acreditando que pudesse ser um suco de alguma fruta de Liontári, sorveu o conteúdo de uma única vez. O líquido desceu ardendo por sua garganta, formigando sua língua e esquentando o estômago. Sentindo o corpo esquentar ainda mais, não parou de dançar por momento algum, decidido a gastar todas as energias que percorriam seu ser. Entre palmas, líquidos desconhecidos e rodopios, a noite pareceu acontecer em pouquíssimas horas e, quando o fogo estava baixo, muitos dos nativos decidiram retornar para suas respectivas moradias. 

— Vamos, Milo, precisamos descansar. — Aiolos proferiu, tentando arrastar o mais novo amigo para dentro do castelo.

— Mas eu quero ficar! — O outro contrariou, visivelmente um tanto ébrio. — E continuar dançando e batendo palminha. 

 — Alguém apaga esse garoto. — Aiolia resmungou, recolhendo alguns dos instrumentos. 

O sagitariano, com dificuldade, conseguiu cruzar os portões e subir os degraus com Milo apoiado em seus ombros. Ao chegar no quarto do outro, despejou-o sobre a cama larga, notando como seus olhos estavam semicerrados e as bochechas adoravelmente coradas. Aiolos não deixou de pensar em como o colega aparentava ser um adolescente descobrindo todas as peripécias da vida. Virou-se para deixar o cômodo, no entanto sentiu os dedos do outro lhe agarrarem o pulso.

— Aiolos, como você soube que Shura estava em perigo quando a tropa renegada o atacou? — O escorpiano inquiriu.

— Bem, Lealtad e Fótia Vélos possuem um acordo comercial desde eras passadas. — O sagitariano começou a contar, sentando-se do lado do outro que se ajeitava preguiçoso na cama. — Lembro-me de como meu tio-avô, Sísifo, visitava regularmente o avô de Shura e por vezes me levava junto. Senti que poderia confiar nele e ao contar para Sísifo, ele me disse que era um sentimento provindo dessa estreito laço dos dois reinos. Quando Lealtad fora invadida, nenhuma notícia havia circulado ainda, então normalmente eu adentrei o reinado para visitá-lo. Tudo estava destruído, era um caos jamais visto antes. Pela baixa da tropa renegada, eles haviam se retirado momentaneamente do reino para retornarem posteriormente. Eu me negava a acreditar que todos, inclusive Shura haviam sido morto. Procurei por cada canto, até encontrá-lo no palácio, sangrando abundantemente, com os membros lhe faltando; contudo ainda estava vivo. — Aiolos narrava, sentindo as lembranças retornarem a sua mente a cada palavra proferida. — Decidi trazê-lo para Fótia Vélos para poder tratá-lo Ao vê-lo vivo, pedi para que Mu construísse as próteses metálicas e... — Parou de contar ao perceber o sono profundo no qual Milo havia emergido. Sorriu docemente, ajeitando-o sobre a cama. — Boa noite, Milo. — Proferiu, levantando-se e deixando o quarto.

 


Notas Finais


Vou contar para vocês que adorei escrever a parte da tradição, foi uma das minhas cenas preferidas até então. No próximo capítulo, devemos conhecer mais de Liontári e Fótia Vélos! Qual será a próxima casa que Camus e Milo vão conhecer? Apostas?
Beijos e até a próxima!


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