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História Aku Cínta Kamu - Capítulo 7


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Notas do Autor


Infelizmente não existe amor a primeira vista. Pode ter milhares de pessoas contra mim, mas gente, às vezes um beijo é só um beijo. Você fica com alguém uma vez o beija, tá bom. Passa um mês você revê essa pessoa e a beija de novo, não é um sentimento que você teve apenas por vê-lo. Vocês resolvem ficar, mas não quer dizer que gosta dele, daí vai evoluindo para uma ficada só entre os dois, daí nasce a confiança, daí nasce uma proteção que um confia no outro. Daí nasce o gostar, o amor vai crescendo, gostar não significa amar.
Beleza física não é amor de verdade.
O amor cresce, não simplesmente existe ali. O amor vai aparecendo de repente, em pequenos atos.
O amor é gestos. É um laço que vocês possuem.

Capítulo 7 - Explosão Labial


"Por quê?" Essa pergunta foi feita na cabeça de Alec, ele nunca foi um menino atrevido, claro, tirando o beijo que deu no filho da sua cozinheira para chamar a atenção dos pais. Mas fora isso, ele nunca foi realmente atrevido. Talvez ele devesse parar e analisar as situações. Talvez foi por mais um impulso da noite e ele podia colocar a culpa na bebida, mas não, ele não bebeu. Alec já tem dezenove anos, já sabe o que faz. 

É como se ele apenas quisesse ser um garoto de dezenove normal, onde saí para conhecer pessoas e até beijá-las. Mesmo as pessoas falando de conscientização, elas ainda tem o mesmo raciocínio de antigamente, nem todos, mas uma boa parte sim.

E ele queria ser da parte consciente, mais do que consciente. Ele queria fazer parte de ser livre e escolher ser o que podia. Mas o que isso tem a ver com o beijo que pediu a Magnus? Por mais que as pessoas não acreditem ou dizem que é inútil, é uma forma de se pôr contra os pais, de mostrar que faz presença e pode escolher suas decisões. Toda grande batalha começa por algo pequeno, e isso para Alec é de disparar o coração, é se ver segurar as mãos dos pais que lhe deu uns tapas no rosto e falar; Eu não vou me rebaixar a isso, eu faço presença.

Bem, pensando mais um pouco nesses segundos, Alec se viu ponderando; mas porque eu tenho que fazer isso com o meu corpo? Isso quer dizer meu corpo sendo usado como forma de escudo? Eu estou fazendo alguma coisa? Será que isso quer dizer que eu estou evoluindo?

— Como assim? — A voz de Magnus perdurou uns segundos em seus pensamentos. 

— Eu não sei, mas eu quero muito fazer isso. — Seu coração disparou no peito, disparou mais do que os próprios pensamentos. Ele estava tentando aproveitar, tentando pôr contra um sistema estúpido, tradicional e que se afunda em alfismo a cada canto. 

— Tem certeza? — Alec sentiu o carro ser parado e foi quando percebeu que estava num rua movimentada da cidade.

— Por que não teria? — Sussurrou virando o rosto para observar os carros e os transportes públicos.

— É que você não parece ter cara que faz isso, pede as pessoas as coisas... — Parecia que Magnus iria adicionar mais coisas, entretanto, prefiriu ficar quieto.

— Por quê?

— A sua aparência diz que você é uma pessoa calma e romântica, esperando alguém que te livre de um sufoco. — O asiático respondeu hesitante, ele sabia que foi completamente ridículo nisso. Agora ele olhava para frente vendo as luzes que enfeitava as lojas e a passarela, vendo as pessoas passarem por ela.

— Na verdade, teve um tempo da minha vida que eu quis isso, mas cá entre nós, eu fui muito idiota e a sua resposta é idiota. O seu pensamento sobre mim é idiota, a minha aparência não diz o que eu sou ou o que eu faço. — Alec não criou o que falar, aquilo foi de verdade, do coração. Talvez incoscientemente ele sempre teve essas palavras, talvez isso sempre esteve ali. — Então, quer me beijar?

O silêncio novamente predominou, só que dessa vez ele não estava pesado ou constrangido, ele estava duvidoso. O silêncio estava ressoando ao que tomar.

— Eu quero. — Magnus disse enquanto colocava uma perna sobre o banco e se direcionava em direção a Alec, vendo o moreno o encarar com contentamento no olhar, mas sua expressão era neutra. 

Só se vive uma vez, certo? Talvez tenha vida pós morte, mas agora, nesta vida Alec está ocupando um lugar, vai que na próxima tenha algo errado, ele não consiga alcançar seus objetivos.

Suas mãos suadas que se esfregavam compulsivamente nas calças foram de encontro com as mãos asiáticas que pousavam na marcha. 

— Mas você quer fazer isso agora? Tipo, aqui? — Magnus perguntou para disfarçar o suor de nervosismo que escorria de suas mãos juntas.

— Você nunca beijou em um carro? — Alec perguntou levando sua perna para baixo da sua bunda e com a outra deixando ao lado do corpo. 

— Já, mas e você?

— Não. — Porra. A coragem que estava pegando caiu do pico do monte Everest.

— Mas você já beijou, né?

— Já. — Retomou na fingimento, se aproximando da face com características asiáticas.

O moreno tinha quase certeza que sua respiração descompassada estava batendo contra o nariz de Magnus, porque a respiração de Magnus estava se desfazendo em seus lábios. Alec mantinha uns centímetros a mais que Magnus, o deixando alegre por conseguir ver tudo de cima, se bem que não era tão preciso.

— Vai demorar tanto? — Alec provocou para que Magnus fosse mais rápido. Não conseguiu pensar em outra frase, pois seus lábios forem tomados com volúpia pelos pequenos de Magnus.

O cavanhaque do mais velho raspava em seu queixo quando seus narizes de batiam para buscar uns melhor aproximação do ósculo.

A língua de Magnus foi a primeira a invadir, caçando a de Alec para se abraçarem. A saliva escorrendo entre os lábios que ficavam milésimos de segundos abertos para uma respiração rápida. A mão de Alec se apertou na de Magnus, quando o mais velho ameaçou segurar seu braço.

Não era um beijo amoroso no qual casais repassavam, estava mais para um beijo de mais uma pessoa, para Magnus, e a segunda pessoa que beijava Alec. E finalmente com a maior idade e os hormônios guardados, ele viu, era explosivo. 

Entretanto, os milésimos de segundos não foi o suficiente para eles terem ar circulando em seus pulmões corretamente.

Separaram-se e sem dizer mais nada, encararam a rua, as pessoas trocando de calçadas e os transportes passando, junto com umas lojas desligando as luzes.

Estava tarde. Muito tarde.

Desfizeram as mãos e retornaram seus rumos mentais. Alex surtando por ser tão ousado, e Magnus se perguntando o quão aleatório isso foi.


•••


Clary abraçou Jace pelas costas, circulando a cintura malhada do rapaz. O puxando para seu peito, por conta dele ser maior, apenas dava para apoiar o queixo na curva do pescoço dele e inspirar aquele perfume natural.



Notas Finais


Bem, essa cena de beijo é baseado numa amiga minha, onde ela tinha saído com um cara e de repente ele perguntou se ela queria um beijo. Muito louco, né? Mas genteeeee, isso realmente acontece. Aí ela voltou pra casa numa boa, mas eles não estavam com carro, estavam de bicicleta. Mas continua sendo romântico.
Bom, quero deixar claro, que essa fanfic é sobre os três shipps_ Sizzy, Clace e Malec.


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