História Alastair- A ascensão de um demônio. - Capítulo 19


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Categorias Histórias Originais
Tags Anjos, Demonios, Ficção, Mistério, Sobrenatural
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Palavras 1.893
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Luta, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Heterossexualidade, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Não me mateeeem, se não a história não vai ter um desfecho kkkkkk
To na correria pessoal, então to enrolada com a publicação dos capítulos.

AVISO; SE ALGUÉM TIVER PROBLEMA CARDÍACO NÃO LEIA ESSE CAPÍTULO.

BRINCADEIRA, leiam sim, mas com o número da SAMU do lado tá? Porque até eu quase tive um ataque escrevendo ele kkkkkk..

Sem demora, fiquem agora com o capitulo 19 de Alastair.

Boa Leitura.

Capítulo 19 - A escolha.


Fanfic / Fanfiction Alastair- A ascensão de um demônio. - Capítulo 19 - A escolha.

 

Já se passaram doze dias, e nada dele acordar.

- Estou ficando preocupado- Gorgon tinha o mesmo sentimento que eu- Ele mexe os dedos, suspirou uma única vez, um suspiro fraco, mas, ainda sim foi um. 

Todos naquela sala, a todo momento olhava o alto da escada, esperando ver Alastair a descendo, mas a única coisa que víamos, era o balançar das folhas lá fora, os pássaros tomando banho no chafariz, unica coisa que ouviamos, era o barulho que o vento fazia nas folhas nos topos das árvores.

Era tudo tão melódico, como se a morte rondava aquele lugar. Selena e eu íamos todos os dias trocar as ataduras de Alastair, os meninos se revezavam para dar banho na cama, Caan não gostava muito de ver sangue então fazia a refeição e organizava a casa.

Numa noite, enquanto todos dormiam, resolvi vasculhar a casa, e nossa, como é linda. Toda de madeira escura, com carpete vermelho e preto, estantes de livros, diários abertos, fotografias feitas a mão, objetos de decoração de bronze, na sala dos fundos, uma cabeça de alce pendurada em cima da lareira, com uma espada em cima, e dois vasos de porcelana, um de cada lado.

O teto de madeira clara, dando um luz dentro da casa, em cada janela, uma cortina branca com detalhes em fio de ouro nas pontas. Uma comoda, que não me atrevi abrir, com papeis escritos em cima, coisas de cura, estudos sobre outras espécies.

- Um passeio noturno Ana?- Nem reparei que Gorgon me observava.

- Desculpe a curiosidade, não consigo dormir, então resolvi ver a casa mais a fundo.

- Entendo, posso me juntar a voce? Não conversamos muito desde que entrou para família.

- Entrei pra família? O que quer dizer?

- Ora, voce faz parte da nossa família agora, mesmo planejando ir embora, sempre que quiser, estaremos aqui para recebe-la e o cara, que esta naquela cama, principalmente- Gorgon apontou para o alto da escada e a olhei.

- Já que faço parte, acho que devem saber meus reais motivos de ter vindo para cá.

- Não foi para ajudar alguém? 

- Sim mas, tem mais coisas que envolve isso Gorgon, mas quero contar a todos, amanhã mesmo, desejo contar.

- Claro, estaremos a ouvidos.

- Obrigado.

Gorgon subiu para seu quarto após pegar um jarro d'água, e eu fiquei na sala, me deitei em um dos sofás e abracei um quadro com o rosto do Alastair quando mais novo, e lá, adormeci mais uma vez.

Durante a manhã, Nohami me acordou, ela sempre era a primeira a se levantar, fomos trocar as ataduras do Alas, e Gorgon avisou a todos sobre a conversa que eu gostaria de ter ainda naquele dia.

- Bom Ana, estamos todos aqui, quando quiser pode começar.
Todos sentados na minha frente na sala principal, com os olhos pausados em mim, alguns assustados, outros confusos, e outros seguros.

- Muito bem, como sabem, eu morava no paraíso com meu pai e meus irmãos, os mais velhos, Gabriel e Miguel, ambos arcanjos, sempre me diziam o que fazer, mas como eu nunca conseguia, me chamavam de inútil, que nunca iria conseguir ser um anjo da guarda, então fui falar com meu pai sobre querer vir a terra, para ajudar alguém de frente, mas ele negou, disse que eu era muito nova para descer, que não iria conseguir sozinha, então- Fiz uma pausa, e uma lágrima caiu- Eu fiz igual ao arcanjo caçula, Lúcifer, desobedeci uma lei de não ir contra os planos do meu pai e fugi de lá, só poderia voltar, diante um julgamento com meu pai e os que possuem a chave da minha redenção, só posso voltar, se me sacrificar.

- Como assim Ana? Não era simplesmente ajudar alguém?- Me perguntou Jerome.

- Não, quando pedi para meu pai, para trazer o Alas de volta, em troca de eu voltar para casa era isso que eu queria dizer- As lágrimas desciam sem controle- Pedi a meu pai, para trocar minha vida pela dele, mas ele não quer aceitar, me disse que não vai dar a vida da sua filha caçula pela a de um demonio, mesmo que ele tivesse uma alma pura, ele não irá trocar. Imploro a ele todos os dias e noites para fazer isso, mas só recebo um não, meu irmão Miguel me disse que meu pai está com dor no coração, por esse meu pedido, mas é isso que eu quero, eu amo o Alastair, e só alguém como eu, posso dar a vida por ele, meu corpo irá adormecer para sempre, e meu espirito voltará para casa, como se fosse a morte de um humano.

Todos me olhavam assustados, Selena e Nohami chorando comigo, segurando minhas mãos, minha cabeça girava rápido, sentia dor a cada lágrima no meu rosto, como se fosse farpas afiadas me cortando. 

Eu já não aguentava mais, ver Alastair naquela cama, sem abrir os olhos, sem respirar normalmente, dependendo de nós para tudo. O amo com todas as minhas forças, e sou capaz de tudo para ver aqueles olhos novamente.

- Gorgon, não tem outra maneira, de ajudar o Alas sem prejudicar a Ana?

- Não sei Damian, podemos procurar outra forma de ajuda-lo, mas, se não conseguirmos, não sei mais o que podemos tentar.

- Procurem, mas eu serei a ultima esperança dele, se acaso não conseguirem achar, eu vou trocar a minha vida pela dele.

- Tem certeza Ana?

- Tenho sim Damian, Alastair é minha vida, devo tudo a ele por esse tempo aqui, salvou a minha vida varias vezes, cuidou de mim, é o minimo que devo fazer.

- Tudo bem então, Damian, Alec, Jerome, Eleazar e Reaper vamos a biblioteca e me ajude a procurar algo que pode ajudar os dois.

Gorgon foi com os meninos para a biblioteca, onde ficaram o dia e noite toda procurando uma forma de ajudar o Alas, mas eu sabia que nada ia ser o suficiente, então mais uma vez, fui para o lado de fora, pedir clemencia a meu pai.

- Pai, por favor, se o Senhor está me ouvindo, me ajuda.- Me ajoelhei no chão, agarrei na grama, e o choro saiu compulsivamente.

Ouvi meu pai me chamar.

- Ana.

- Papai.

- Não adianta pedir o sacrifício de novo, não vou aceitar isso.

- Mas pai, esse é o único jeito de eu voltar para casa, e salvar uma vida.

- Isso não é uma vida Ana, é um demonio...

- Meio demonio- Interrompi- A outra metade é um anjo assim como eu, quer que eu volte para casa? Só se aceitar o meu pedido, se ele morrer, eu enfio uma estaca no meu peito, e morro com ele.

- Não faria isso.

- Faria sim pai, e vou fazer, o Senhor sabe que eu cumpro com o que digo, se o Alastair morrer, eu morro junto, e o meu espirito ficará trancado ao meu corpo, não voltarei para casa de forma alguma.

Tudo ficou em silencio, até que ele me deu uma resposta absoluta.

Voltei para a casa, todos sentados no tapete da sala com livros, papeis, ervas, e tudo mais.

- O que é isso tudo?- perguntei.

- Tentaremos com isso para trazer o Alas, estava no diário da Judy, encontramos no baú.

Misturaram ervas, ceiva de árvore, água morna e algumas outras coisas que não defini o que eram.

- Pronto, vamos lá- Gorgon subiu com a tigela de barro em mãos e todos nós atrás dele.

- Vamos lá, meninos ergam a cabeça dele.- pediu Selena.

Jerome e Alec levantaram, e como Selena é mais cuidadosa Gorgon pediu que ela desce a mistura, logo ela despejou na boca do Alastair, o fazendo engolir.

- Quanto tempo para dar efeito Gorgon?- perguntei.

- Exatamente duas horas Ana, vamos descer e esperar.

Assim fizemos, ficamos na sala, Caan dormia no colo de Eleazar, Jerome fazia tranças nos cabelos longos e ruivos de Nohami, Alec e Damian conversavam algo animado, Gorgon lia um livro e ao som de algo clássico, e eu monitorava o tempo. 

Quando estava prestes a dar o tempo, subimos para o quarto, ficamos ali além do tempo previsto.

- Já tem mais de duas horas e nada acontece- disse Alec.

- Melhor irmos dormir, amanhã vemos se ele vai acordar, mas por precaução, alguém fica aqui no quarto- pediu Eleazar.

- Hoje é a vez do Jerome ficar- Disse Nohami.

- Tudo bem, eu fico, podem ir, qualquer sinal eu chamo voces.

Esse sinal não aconteceu.

Todos no quarto de Alas, e ele ainda desacordado.

- Já são catorze dias dele assim, e agora? O remédio da Judy não funcionou- Reaper estava eufórico, bagunçava o cabelo preocupado.

- O que vamos fazer agora?- Selena também preocupada.

- É a minha vez de fazer algo- disse.

- Ana, o que vai fazer?- Me perguntou Nohami.

- Meu pai aceitou meu sacrifício.

- Ana não...

- Está tudo bem Jerome, eu disse ao meu pai, que se o Alastair morrer, eu me mataria em seguida, assim meu espirito iria ficar preso ao meu corpo e não voltaria para casa, ele sabe que cumpro minhas promessas, então aceitou meu pedido. Sendo assim, eu só preciso ficar sozinha com o Alastair, subam quando o ouvir gritar.

- Como quiser Ana.

- Gorgon isso é loucura.

- Jerome, foi uma escolha dela, vamos por favor, voltamos quando ouvirmos o Alastair gritar por ela.

Assim todos desceram, e eu dei inicio. Dois fleches de luz apareceu no quarto ao meu lado, eram meus irmãos.

- Pronta Ana?- Disse-me Miguel

- Papai está te esperando, fez um bom trabalho desta vez- Disse-me Gabriel.

- Sim estou, vamos lá. 
Não senti mais nada, apenas meu corpo adormecido, nos braços dos meus irmãos.

- Papai te deu alguns minutos ainda aqui por pedido meu, para se despedir dele Ana, diga rápido o que precisa- Miguel era o mais velho e mais rabugento, mas cuidava de mim.

- Obrigado irmão.

Quando cai no chão, ouvi um grito, aquela voz que tanto senti falta, pude olhar em seus olhos castanhos pela ultima vez, sua cor morena e pálida ao mesmo tempo, sua mão direita segurando o meu corpo, e a outra em meu rosto, seus olhos brilhando, com lágrimas ameaçando cair. 

Então o ouvi de novo.

- Ana, não, porque Ana? Não vai por favor.

- Alas, foi por voce que fiz isso- segurei em seu rosto, estava quente- Não estava mais suportando ver voce nesta cama, dia após dia. Me perdoa Alas, eu te amo.

Todos entraram no quarto, pude ver todos chorando, de alegria por ver Alas de volta, e tristeza ao me ver partir.

- Obrigado por serem a minha família durante esse tempo, amo cada um de voces.

- Ana, fica comigo meu anjo- Alastair chorava sem parar- Fica comigo.

- Prometi trocar a minha vida pela sua, e assim o fiz, meu pai concordou e fizemos a troca, agora preciso ir.

Alastair se abaixou e encostou sua testa na minha. E ainda chorando disse.

- Eu te amo Ana, nunca se esqueça disso.

- Eu te amo Alas, ao ponto de te dar minha vida.

Assim, pela primeira vez, mesmo estando ao lado da morte, me senti viva, Alastair encostou seus lábios nos meus, e ali, demos nosso primeiro e ultimo beijo.


Notas Finais


TCHAAAAARAAAAAAAM kkkkkkkkk

Se for pra não dar um ataque cardíaco em voces ( e em mim mesma) eu nem escrevo kkkkkkk

Mas caaaalma, que tudo há de se ajeitar pessoal, não precisam apontar arma na minha cabeça ta bem? kkkk

Ai está mais um pouco de Alas pra voces, o que acharam? Comentem ai a opinião de voces ( que é muito importante para a história continuar) lerei e responderei a todos.

Até a próxima amores, tentarei não demorar.

Beijos.


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