História Alastair- A ascensão de um demônio. - Capítulo 20


Escrita por: ~

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Categorias Anjos e Demônios
Tags Anjos, Demonios, Ficção, Mistério
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Palavras 2.307
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Luta, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Heterossexualidade, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Como eu sou desastrada, resolvi já postar o 20º capítulo agora. São exatamente 01;46 da madruga e cá estou eu..

Alas volta com tudo galera, voltando a narrar sua história. Eu tinha dito que irei acabar no 30º capítulo certo? Mas NÃO SEI AO CERTO PESSOAL, pode haver mais capítulos a frente.

Como eu estou morta de sono kkkkk Irei encerrar aqui.

Ai está mais um pouco de Alastair para voces.

Boa Leitura.

Capítulo 20 - Mudanças.


 

Eu estava a dias no escuro, era como se eu estivesse naquele poço escuro e fundo novamente, quando ouço uma voz me pedindo para voltar, então, a vi, meu anjo estava ali com as mãos estendidas para me tirar daquele lugar escuro e frio novamente.

Assim que acordei, vi meu anjo indo em direção ao chão, e em um impulso a peguei antes de cair, minha voz saiu como um pedido de socorro.

- Ana- gritei.

Ali estava, meu pequeno anjo em meus braços novamente, fraca, estava partindo, mas por que?

Segurei seu corpo com a mão direita, e com a outra, acariciava seu rosto, pequeno, macio e sensível, estava ali em meus braços meu bem mais precioso, e como sempre, minhas lágrimas desciam sem cessar.

- Ana, não, porque Ana? Não vai por favor- Disse em desespero

- Alas, foi por voce que fiz isso- Ana ergueu suas pequenas mãos e segurou meu rosto- Não estava mais suportando ver voce nesta cama, dia após dia. Me perdoa Alas, eu te amo.

Ela me ama? 

Minha família entrou no quarto correndo, abriram a porta de uma forma brusca, mas eu só observava o pequeno corpo em meus braços.

Então Ana se pronunciou a eles.

- Obrigado por serem a minha família durante esse tempo, amo cada um de voces.

Olhei para minha família, e todos ali chorava, de alegria ao me ver vivo, mas com dor ao ver Ana partir.

Olhei para ela, e pedi mais uma vez.

- Ana, fica comigo meu anjo- Eu chorava sem parar- Fica comigo.

- Prometi trocar a minha vida pela sua, e assim o fiz, meu pai concordou e fizemos a troca, agora preciso ir.

Por que ela fez isso? Por que deixaram? Não, não posso perde-la de novo. Abaixei minha cabeça em sua direção, e encostei minha testa na dela, ela fechou seus olhos, e sorriu pra mim.

- Eu te amo Ana, nunca se esqueça disso.

- Eu te amo Alas, ao ponto de te dar minha vida.

Meu coração se aquecia ao ouvir que ela me amava, era tudo que eu mais queria ouvir. Ana me ama, então, fiz algo que nunca pensei que faria, algo que até a minha família ficou surpresa.

Pela primeira vez em muitos anos, me senti vivo, a mulher que amo trocou sua vida pela minha, então a retribui antes mesmo de partir para sempre, encostei meus lábios nos de Ana, e pela primeira vez, senti calor, senti o que é amar de verdade, um beijo de despedida foi selado ali.

Ana partiu em meus braços, e logo desapareceu, ficando apenas as lembranças comigo.

- Alastair- Nohami veio em minha direção, se abaixando e me dando aquele abraço confortante que sempre me deu.

- Por que Nohami? Não deviam ter deixado ela fazer isso, não deviam.

Meu choro era dolorido, as lágrimas desciam de forma descontrolada, eu gritava por seu nome, pedindo pra voltar.

- Eu preferiria morrer ao viver sem ela, eu não quero ficar sem meu anjo Nohami, por favor.

- Vem cá- Nohami se esticou, deitei minha cabeça em seu colo do seio e desabei, chorava em desespero, Nohami chorava comigo, os outros desceram e nos deixaram ali- Ela quis te salvar meu querido, não podíamos ir contra a vontade dela Alas, nos perdoe por favor, não quero te ver sofrer mais.

- Ta doendo muito, faz isso parar, diga que estou morto Nohami, que tudo isso é um pesadelo, por favor,

- Infelizmente não é Alas, Ana se foi.

Ficamos ali, Nohami me aninhou em seu colo, até o choro cessar, os outros subiram me me viram mais calmo.

- Alastair, precisa por uma roupa limpa, se alimentar, e se concentrar para guardar as asas- Jerome mais uma vez sendo mais que um irmão pra mim- Vem amigo, vou te ajudar.

Me levantei e fui até seu quarto, me lavei, com dor guardei as asas, vesti uma roupa e com Jerome me ajudando desci até a sala, onde fui recebido com sorrisos e abraços.

Todos me dizendo o quanto estavam preocupados, que estavam felizes em me ver, me perguntando como me sentia. Poderia estar melhor, com Ana ao meu lado.

- Quanto tempo fiquei assim? 

- Catorze dias, os piores de nossa vida Alas- Disse-me Gorgon.

- Ela cuidou de mim não foi?- Disse com um sorriso fraco- a Ana?

- Sim Alas, Ana não saiu de perto de voce nem por um segundo, até leu os livros de Charles Dickens pra voce.

- Ela leu?- fiquei surpreso.

- Ela que trocou suas ataduras, eu apenas dizia como fazer, ela escovava seu cabelo, arrumava sua cama, eu e a Selena fizemos de inicio, depois resolvemos deixar ela fazer sozinha, para ter mais contato com voce- Nohami era mesmo incrível.
- Obrigado.

Caan veio com uma sopa de legumes e carne bem forte para mim, e depois de dias sem comer, devorei o caldeirão todo.

- Mas eu não entendi uma coisa- Depois de horas, Damian resolveu falar.

- O que foi Damian?- perguntou Gorgon.

- Ana tinha dito, que sua partida iria ser como de um humano, seu espirito iria para casa, mas seu corpo iria ficar, mas...

- Mas ele também foi embora- continuou Selena- Como pode ser?

- Eu não sei, talvez o pai dela não queria deixar o corpo dela aqui, ou algo do tipo.

- Pessoal- todos olharam para mim- Por favor, me expliquem o que aconteceu.

Depois de tudo explicado.

- Entendi. 

- Ela fez isso por amor a voce Alas, entenda isso, não fique com raiva dela pela escolha, nem de nós por não interferir, foi algo dela com o pai, não podiamos nos meter. 

- Eu sei Gorgon, eu entendo seus motivos e a escolha dela, mas mesmo assim, queria ela comigo. 

Todos olhavam para mim, e Eleazar resolveu se pronunciar.

- Bom, como tinha dito, só iriamos esperar nosso herói acordar para partimos de volta para o sul.

- O que? Voces vão embora? A não por favor fiquem conosco.

- Alas, temos nossa casa para cuidar também e...

- Vende ela Eleazar, a nossa é grande e com voces aqui torna tudo mais alegre, e pessoas demais já foi embora. 

- Alastair, não podemos fazer isso- disse Alec.

- Espere, Alastair tem razão, seria muito bom virmos para cá, já nos sentimos em casa mesmo, não vejo problema, e se o Gorgon permitir é claro.- Eleazar tocou em meu ombro e olhou para Gorgon.

- Nossa casa também é de voces, fiquem a vontade, e eu já tinha dito para ficarem.

Pelo menos isso, a casa iria continuar cheia, Eleazar foi com a família foram buscar suas coisas prometendo voltar no dia seguinte.

Subi para meu quarto, me sentei na cama, fechei meus olhos e novamente senti seu perfume, ouvi sua voz, e vi seu sorriso, fui até o espelho, tirei a camisa e vi a marca da estaca em meu peito, estava quase cicatrizado, com sou o que sou, iria ficar sem marcas de cicatriz em pouco menos de um mes.

- Quase perdi minha vida, mas consegui te matar, se não fosse pela estaca, por eu quase morrer Ana estaria comigo, mesmo morto voce me trás problemas.

Respirei fundo para não socar e quebrar o espelho, e resolvi ir ao lado de fora, conversar com o suposto pai de Ana.

Não sei se ele iria me ouvir, mas falaria do mesmo jeito, e Ana me dizia que podia nos ver, então, com certeza me veria e me ouviria.

- Ana, sei que podem me ouvir- Estou parecendo um louco falando alto assim, mas era o único jeito - Ana, eu perdoo voce por ter feito essa escolha, posso estar respirando, mas estou morto por dentro, voce que me mantinha vivo, quando acordei, depois de catorze dias desacordado, ouvir a sua voz, olhar em seus olhos, foi o maior presente que já recebi, a família do sul se mudará para cá, a casa ficará cheia, mas minha vida vazia sem voce.

Me sentei no chão, com as pernas cruzadas, e tirei do bolso um pingente, o mesmo que nos uniu, o mesmo que Ana me ajudou a decifrar. Olhando para ele continuei.

- Nunca foi a minha intenção te machucar, te enganar, ser um monstro na sua vida, pois depois que conheci voce, minha vida mudou, eu era frio, matava por prazer, mas agora, dou valor a vida, voce sabe meus sentimentos por voce Ana, e sei que tem o mesmo por mim, mas, só queria voce aqui comigo.

Me sentia um louco sentado no chão em frente a minha casa, olhando para um pingente e falando com Ana, mesmo ela não estando ao meu lado.

- E voce pai da Ana, não sei como te chamar, de Senhor, de Deus, só quero que saiba que meu amor pela Ana é puro e verdadeiro, mesmo eu sendo quem eu sou, posso parecer mais um demonio, mas tem uma parte em mim que sou um anjo, e meu coração é puro como um, quando eu tinha ódio em mim, minhas asas eram escuras como de meu pai, mas agora- tirei a camisa e abri as asas- elas são brancas e puras como de minha mãe, sei que pode ver através de minhas palavras, pode ver que não estou mentindo- olhei para cima com os olhos marejados, novamente querendo chorar- eu só, queria ela de volta. 

Senti uma gota cair em meu ombro, mas apenas uma, então logo deduzi, não era chuva, era uma lágrima. Olhei para cima, com um sorriso fraco, sabia que eles estavam me escutando.

Olhei para trás, Jerome e Nohami me observavam.

- Não preciso de guardas sabiam?

- Não estamos de guarda, estamos cuidando do nosso caçula- disse Jerome.

Bati minhas mãos no chão, dizendo para se sentarem comigo, ali, cada um de um lado, minhas asas os cobrindo, pois começava a esfriar.

- Parecem com a de sua mãe Alas- disse Nohami- Brancas e puras como ela.

Nohami encostou sua cabeça em meu ombro e Jerome colocou sua mão em meu ombro.

- Conversava com ela não é?- Acenei que sim- E ela te ouviu?

- Sim.

- Como sabe?

- Caiu uma lágrima em mim, e já senti lágrimas da Ana antes, sei que foi dela.

- Isso que é amor em amigo- Disse ele entre risos- Nosso caçula apaixonado de verdade, quem diria.

- É, e obrigado por tudo Jerome, voce me motivou e dar um passo e falar com a Ana.

- Assim como me deu para falar com a Senhorita Ruivinha ai.

Olhamos para Nohami e ela havia dormido.

- Melhor entrarmos, está frio e ela pode ficar resfriada.

Jerome tomou Nohami no colo e voltamos para dentro, depois dele por Nohami na cama, foi para sala ao encontro de Gorgon e eu.

- Alastair, Nohami e Jerome- disse Gorgon- Tenho sorte de ter voces comigo, meus filhos de coração.

- Estranho que dois de seus filhos é um casal- disse entre risos.

- Pois é Alas, Jerome então é meu genro, Nohami minha única menina- riu.

- Pode ser Gorgon, me concede a mão de Nohami em casamento sogro?

Olhamos rapidamente para Jerome.

- Casamento?- Disse eu e Gorgon ao mesmo tempo.

- Sim- Jerome tirou uma caixinha do bolso, e nos mostrou o anel, era de prata, com uma pedra azul lápis lazúli crustada em cima- Será que ela vai gostar?

- Olha meu amigo, com toda certeza, minha irmã ficará muito feliz.

- Eu abençoo voces dois.

- Amanhã quando a família do sul voltar, farei o pedido.

Rimos e conversamos mais um pouco.

Era tarde, olhei para a janela do quarto e vi que começava a nevar. Minha época favorita do ano.

Resolvi me deitar, mas não iria dormir '' Já dormi por catorze dias'' pensei comigo. Resolvi ler um livro do Charles Dickens mas acabei dormindo.

De manhã, acordo com Damian e Alec no meu quarto me chamando.

- Vamos lá Alas, já dormiu por dias, olha lá fora, esta tudo branco, vamos lá.

- Voce parece uma criança que nunca viu neve Damian.

- Deixe-me ser feliz Alec, é minha época preferida, eu amo neve.

Já vi que não ia ficar na cama por mais tempo, logo me levantei, me limpei e coloquei uma roupa de frio, desci ouvindo os gêmeos discutindo sobre guerra de neve. 

Gorgon resolveu por a mesa grande no jardim fechado atrás da casa, o jardim que Ana cuidava, estava lindo.

- Bom, a partir de hoje, somos todos a família do Norte, sejam todos bem vindos.

Todos aplaudiram, mas antes de iniciar o café da manhã, que estava comum, Jerome se levantou.

- Gostaria da atenção de todos por favor- Todos olharam para ele- Gostaria de fazer um pedido, para uma pessoa em especial- Olhou para Nohami, pegou em seu mão e o levantou- Voce é uma mulher incrível, dedicada, astuta, uma mulher que admiro a cada dia, que me apaixono mais todos os dias, quero voce para sempre na minha vida, e com permissão dos dois camaradas ali- Jerome olhou para mim e para Gorgon- Eu te peço agora- Jerome tirou a caixinha do bolso e a abriu- Nohami, voce me aceitou com todos os meus defeitos, e mesmo voce não os demonstrando, irei aceitar os seus, quero que se una a mim como minha esposa, Nohami, aceita se casar comigo?

Não havia nenhum demonio naquele lugar, que não se encantou com Jerome, por mais simples que foi o pedido, nos encheu de alegria, depois de uma pausa, Nohami respondeu.

- Sim, aceito com todo amor do mundo.

Havia sorrisos novamente naquela casa, Jerome colocou o anel no dedo da amada e ali selaram um beijo, em seguida todos os cumprimentou, e finalmente iniciamos nosso café da manhã. 


Notas Finais


Espero que tenham gostado, próximo capítulo, muito em breve.

Agora vou dormir.. Beijos..


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