História Alcateia. - Capítulo 3


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Categorias K (K Project)
Personagens Adolf K. Weismann, Anna Kushina, Izumo Kusanagi, Kuroh Yatogami, Mikoto Suoh, Misaki Yata, Neko, Personagens Originais, Reisi Munakata, Saruhiko Fushimi, Seri Awashima, Tatara Totsuka, Yashiro Isana
Tags Baseada Em Teen Wolf, Interativa, K Project, Lobisomens, Mikoto Suoh, Universo Alternativo, Vampiros
Visualizações 36
Palavras 6.652
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Literatura Feminina, Magia, Mistério, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Sci-Fi, Seinen, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi, Bom, eu iria postar só amanhã, mas como não tenho nenhuma ficha esperando, todo mundo já mandou, aqui vai o capitulo, todos nossas garotas estão no capitulo. Espero que gostem realmente.

Até mais e boa leitura.

~desculpem qualquer erro ortográfico, irei corrigir tudo amanhã de novo ~

~Kira sendo forte no gif ~

Capítulo 3 - Stolen Kiss


Fanfic / Fanfiction Alcateia. - Capítulo 3 - Stolen Kiss

Capitulo II – Stolen Kiss

 

‘’A vida é feita de escolhas, faça as suas Kira Yukumura.’’

Kira levantou as mãos para o céu, encarando as nuvens naquele céu azul, murmurando alguma coisa, ela baixou o olhar e se viu nos fundos de sua casa, olhando para as árvores, ela lembrou-se da última vez que se transformou, a dois mês – nem mesmo a lua cheia havia a feito se transformar – um sorriso singelo estava em seus lábios a mesma deu de ombros, virando-se para retornar para dentro de casa.

Ao abrir a porta, viu seu pai parado a encarando no corredor. – Vocês dois aprontaram feio, poderiam terem sidos mortos por aquele lobo desconhecido, Kira, isso foi irresponsabilidade. – A ruiva bufou e sorriu travessa para o pai.

- Sabe que eu vou investigar esses assassinatos, né?

- Saber, eu sei. Já vi seu quadro do crime, no seu quarto. – Respondeu, a ruiva fechou a porta e deu de ombros.

- A qual é pai, no mínimo é um lobo sádico assassino do mal, nada demais para se preocupar. – Samuel revirou os olhos, Kira era impossível.

- Vai logo pegar suas coisas, você tem aula hoje. – A ruiva sorriu, passando pelo pai a passos rápidos, enquanto isso, Samuel suspirou e balançou a cabeça. -  Podia ter uma filha normal, mas tenho a Kira, fazer o que, tem que amar.

- Eu ouvi isso. – Um grito do andar de cima foi ouvido, Samuel riu baixo e virou-se, pegando seu distintivo sobre a mesa, teria um longo dia de trabalho na delegacia – onde ironicamente, parte de sua alcateia também está. – e uma série de homicídios para lidar, um lobisomem estranho na cidade, sua filha enxerida e que vive se metendo em encrenca.

No andar de cima, Kira colocava os livros na bolça, pegando seu Mp4 velhinho e seu taco de beisebol, a mesma virou-se e saio do quarto, com o capuz na cabeça, ela desceu as escadas rapidamente – desta vez, por um milagre ela não estava atrasada – vendo seu pai dirigindo-se para a cozinha.

- Então pai, sabe o Nagare Hisui? – Kira perguntou, como quem não queria nada, para o pai. O mesmo levantou o olhar, encarando a filha sentar-se à sua frente, deixando o taco de beisebol ao lado da mesa, a bolça possui pendurada na cadeira e ela pegou o café sobre a mesa, levando aos lábios.

- O que tem aquele alfa? – Estreitou os olhos em direção a filha, Kira estava muito estanho, não que ela fosse normal, mas estava mais estranha do que o normal para o mesmo.

- É bem, eu queria saber o que você acha dele? – Perguntou desviando o olhar. Samuel escutou as batidas do coração a filha e encarou a mesma.

- Sério Kira!? Justamente um alfa você foi se interessar!? – Kira desviou o olhar, bebendo o café e pegando logo em seguida uma maça sobre a mesa.

- Não é desse jeito que você fala pai.

- Não.

- ‘’Não” o que, pai?

- Não, aquele alfa nem pensar. Se afaste dele Kira, não estou falando como xerife ou como alfa desta alcateia, e sim como seu pai, Kira me escute, fique longe de Nagare Hisui. – Kira engoliu o pedaço da maça que estava em seus lábios, encarando o pai.

- Porque?

- Porque sim.

- Porque sim, não é resposta.

- Pra mim é, agora vai pra escola. – Respondeu firme, levantando-se e caminhando até a geladeira.

Kira encarou o pai e bufou, terminando sua maça e saindo a passos firmes da cozinha, seu pai não iria dizer quem podia ou não podia ficar perto dela, nem ferrando que daria o braço a torcer para essas ordens. Ela era beta problemática daquela alcateia por vários motivos, um deles a insubordinação.

Abriu a porta do Jipe Azul, jogando o taco de beisebol no banco e trás, junto da mochila. Entrou e bufou pela terceira vez, com as mãos no volante a mesma encarou a estrada antes de ligar o carro. Não mesmo pai, agora é que vou desvendar isso. Um assassinato em forma de sacrifício e descobrir porque de você não gostar do Nagare, moleza. Pensou a mesma, saindo da frente de sua casa, ainda teria que buscar Chitose para irem a escola.

Kira colocou a música Sign Of The Times do Harry Styles, para tocar no carro. Cantarolando e com os olhos na estrada a mesma dirigia. Até que algo apareceu no meio da estrada, correção, algo não, alguém.

Kira freou rapidamente, encarando do carro o moreno de olhos verdes no meio da estrada. Ele levantou o olhar, vendo a ruiva o encarar do Jipe, sorriu de canto ao notar quem era.

Yukumura desceu do Jipe e fora em direção ao mesmo, parando a poucos metros de Nagare, ela nem sabia por onde começar direito, por final, resolveu começar pelo mais óbvio. – Quer ser atropelado Nagare!?

- Mas não fui.

- Porque eu parei o carro. O que diabos você estava fazendo no meio da estrada, podia ter causado um acidente grave sabia. – Nagare riu baixo, caminhando até a mesma. Inconscientemente Kira deu alguns passos, afastando-se do mesmo.

‘’Ela tem medo de mim?’’ Pensou Nagare Hisui, observando a ruiva melhor. ‘’Não, não é medo. Ela não me teme, é outra coisa... O coração dela está batendo rápido... Eu a deixo nervosa, é isso.’’ Concluiu o mesmo, sorrindo de canto com sua própria conclusão e com a afirmações involuntárias da mesma. Aquela beta estava agitando todo seu ser, pouco se importava se o pai dela era da polícia ou um alfa genuíno, ela estava o agitando. Quase rosnou para a mesma, mas usou de seu autocontrole – que estava a ponto de sumir – para se acalmar.

- Então vai me dar uma carona, ou me deixar aqui? – Perguntou sacana, vendo a mesma o encarar e soltar um comentário sarcástico.

- Horas Alfa, podes correr até a escola. – Deu outro paço e Kira estremeceu, xingando-se mentalmente por aquela cena. – Ok, te dou carona. – Resmungou a mesma, virando-se para o Jipe e caminhando até o mesmo.

Nagare fez o mesmo que a ruiva, só que entrou pelo lado do passageiro, sentando-se do lado da ruiva. Kira suspirou e disse. – Vamos buscar o Chitose antes, depois vamos para a escola.

- Não vejo problemas nisso.

‘’Afrodite sua desgraçada! Eu te mato deusa de araque.’’ Kira xingava mentalmente a deusa do amor – que para os mortais podia ser lenda, mas para aqueles que sabiam da verdade, sabiam que ela era real, como todos os outros deuses – por ter a metido naquela situação, ela realmente queria esganar a deusa do amor.

Eles ficaram no silencio, apenas com a música tocando e Kira tentava ignorar os olhares nada discretos de Nagare para a mesma. Alguém me tira daqui. Implorava a mesma mentalmente para sair daquela situação.

Ao chegarem na casa de Chitose, o moreno desceu para o outro garoto de cabelos negros subir no Jipe. Enquanto Chitose sentava-se no banco de trás, ele e Kira tiveram uma discussão por olhares.

‘’Que você está fazendo com ele, Kira!?’’

‘’Te falo depois Chitose, agora fique queto!’’

‘’É melhor mesmo.’’

O resto da viagem até a escola, foi calada. Ninguém tentou falar nada e Chitose se perguntou como Kira estava com os olhos verdes de Nagare praticamente a devorando com o olhar. Quando chegaram, Nagare agradeceu sorrindo de canto para Kira e saio do Jipe.

Chitose passou para o banco da frente, tão rápido – que Kira achou que ele estava se tele portando para o mesmo. O moreno encarou a ruiva e bufou. – Ele apareceu no meio da rua, eu quase o atropelei, dei carona pra ele, e só.

- E só? Você deu carona pra ele, e eu não sou cego para não ver ele te devorando com os olhos. Kira, aquele alfa gosta de você, não me diga que não notou. E eu ouvi seu coração, e posto que ele ouviu. Batendo bem rápido.

- Ah cala boca Chitose, que tal nos preocuparmos em desvendar os assassinatos em série.

- Pensei que tinha esquecido isso.

- Nem ferrando meu caro melhor amigo, vamos encontrar aquele assassino.

- E faremos o que?

- Vamos o parar, horas Chitose. É só um assassino em série, nada difícil. – O moreno revirou os olhos, descendo do Jipe com a mesma. Kira tinha que ser uma criatura sarcástica com gosto para se meter em confusão, isso o lembrou que não pode ir para a diretoria de novo.

Mas tarde naquele dia, tanto Kira como Chitose acabaram na diretoria pela sexta vez naquela semana.

 

.....

 

Alisson Motgmori encontrava-se na sala de música, tocando violoncelo sozinha como de costume, ela olhava para frente, sem deixar sua mente ser tomada por pensamentos, apenas deixando a música a levar.

Ela não via que na porta da sala de música, um jovem de cabelos ruivos vivos e olhos dourados encaravam a mesma. Um sorriso de canto estava nos lábios do ruivo, enquanto observava a mesma.

Mas sumiram rapidamente assim que a outra porta das ala foi aberta, onde um moreno de olhos azuis passou, ele caminhou até Alisson, sabendo que o ruivo, que atendia pelo nome Mikoto Suoh o olhava com raiva, ele podia ouvir o rosnado do mesmo.

Mas ele não faria o mesmo deixar de falar com a melhor amiga, só porque um Alfa Genuíno e líder de uma alcateia forte – que atendia pelo nome de Homra, os Vermelhos – estava de olho em sua amiga. Nem ferrando que Saruhiko Fushimi faria isso, e de quebra, poderia irritar aquele alfa, no passado fizera parte da mesma alcateia, hoje não passavam de inimigos um do outro.

- Ei Alisson. -  A morena saio do transe e virou-se para o moreno.

- Saru. – Dissera a mesma, Alisson virou o rosto rapidamente, assim que ouviu o barulho a outra porta, vendo de leve uma cabeleira ruiva sair. – Quem estava aqui antes?

- Ninguém em especial. – Retrucou o mesmo, sentando-se do lado da mesma. – Estas ficando cada vez melhor em violoncelo, se Julliard não aceitar você, eles tem muito problemas tá. – Dissera para a morena, que suspirou, levantando-se e colocando o violoncelo no lugar, ela tateou as mãos pelas próprias coxas, livrando qualquer pó que poderia haver ali.

- Eu não sei, se não for boa o suficiente para entrar em Julliard? Saru, tem pessoas muito melhor do que eu por ai.

- Nenhuma delas é você. – Sorriu para a mesma, Alisson passou a mão nos cabelos castanhos suspirando novamente. – Acredite em mim Ali, você pode, você consegue. Quem é a melhor em violoncelo nesta escola?

- Eu, porque sou a única que toca violoncelo aqui. – Alisson bufou, Saru havia tornado ótimo em animar a mesma durante os anos.

Eles eram melhores amigos desde a infância. Sempre estiveram um do lado do outro, quando Saru deixou o antigo grupo de amigos – por razões quem nem Alisson sabe – ela ficou ao seu lado, não brigou com ele, não, ela estendeu um pote de sorvete e ficaram vendo maratona de Os Originais, questionando-se se Klaus podia ou não, ser tão gato.

Ela pegou sua bolça e pousou a alça no ombro direito, a bolça bateu de leve em sua coxa e a mesma pegou seus livros sobre a cadeira. – Tenho tempo vago agora e você?

- Matemática avançada, com aquela bruxa do inferno.

- Boa sorte, futuro Engenheiro Mecânico, meu carro ainda agradece. – Fushimi riu baixo, acenando para a mesma, Alisson saio da sala, ouvindo ainda seu amigo dizer.

- Muito engraçada, futura violoncelista de Julliard. – Motgmori balançou a cabeça, só Saruhiko para fazer aquelas piadas.

Com direção firme para a biblioteca, a morena passou por alguns alunos, sem notar novamente, que seus paços eram seguidos por um par de olhos dourados.

Alisson entrou na biblioteca e caminhou até a prateleira de histórias de terror. Pegou um livro que estava curiosa para ler naquele dia; Cujo do Stephen King.

Sentou-se no chão, retirando seus fones da bolça e começando a ouvir Mozart, enquanto lia o livro com calma e sem muita pressa naquele devido momento. A mesma não viu quando alguém sentou-se na frente dela.

De pernas cruzadas e com os olhos no livro, Alisson somente notou quando terminou de ler – o que levou cerca de 45 minutos, não demorava tanto para ler – e levantou o olhar, vendo as orbes douradas a encarando.

- Eu deveria considerar você um stalker, Suoh. – A mesma disse, retirando os fones e encarando o mesmo.

- Estava apenas apreciando a biblioteca.

- Sentado ai, me olhando e sem nenhum livro em mãos.

- Talvez eu queria ler o Cujo, mas ele está em suas mãos.

- Tem uma cópia a sua direita, se quisesse ler Cujo era só ter pegado a outra cópia. – Retrucou a mesma. O ruivo soltou uma rizada fraca e encarando a morena.

- Você é mais interessante do que qualquer livro neste lugar.

- Afirmação interessante Suoh, pergunte-me realmente se chegou a ler todos, todos mesmo, livros desta biblioteca.

- Não sabe aceitar um elogiou quando recebe?

- Não. Desconfiança é uma característica humana apropriadamente forte em mim. – Retrucou a mesma, encarando o ruivo, que teve seu sorriso estendido, Mikoto inclinou-se para frente, encarando aqueles olhos castanhos vivos que o miravam com tanta força.

- Continue me provocando, está a ser divertido.

- Não o provoquei em ponto algum, mas se acredita que estou, então em seu impensado imaginaria, eu sim, estou lhe provocando. – Retrucou novamente, abrindo um sorriso curto em seus lábios. Ela definidamente não sabe o perigo que está provocando. Pensou Mikoto. Mas dane-se se ela realmente é filha de caçadores, essa garota é minha e de mais ninguém.

- Que tal sair comigo, hoje à noite tem uma apresentação de um violoncelista na cidade, acompanha-me? – Perguntou a vendo o encarar com um sorriso bobo nos lábios.

- Proposta interessante. Aceito Suoh.

- Me chame de Mikoto, Alisson. – Ele inclinou-se mais um vez, tocando os lábios dela, um singelo beijo – que Mikoto muito queria ter sido aprofundada – que não pudera evoluir, pois o treinador apareceu para acabar com o do nada encarando os dois adolescentes de 16 anos.

- Ei, seus idiotas, biblioteca não é lugar pra isso, vão saiam daqui, agora. – Gritou o mesmo. Alisson se levantou, pegando o livro e deixando na prateleira, passando a passos rápidos pelo treinador.

Mikoto Suoh levantou-se, ficando de pé e encarou o treinador. O homem balançou a cabeça negativamente. – Ela é uma garota legal Suoh, não merece um traste.

- Também não gosto de você treinador. – Respondeu o mesmo, passando a paços firmes pelo homem.

 

......

 

Aria Walker estava sentada no chão da biblioteca, cabulando a aula de filosofia – sua capacidade de aturar sua nova professora não era alta – enquanto estava de fones de ouvido, com seu violão com sigo, tocava baixo, mesmo sabendo ser a biblioteca, amava o fato de não ter praticamente ninguém ali – até mesmo a bibliotecária estava fora, se pegando com o professor de física da mesma.

Seus dedos passavam pelas cordas com a naturalidade que sempre teve com a música, um sorriso desenhava-se em seus lábios.

 

I will not make

The same mistakes that you did

I will not let myself

Cause my heart so much misery

Eu não cometerei

Os mesmos erros que você

Eu mesma não me deixarei

Causar tanto sofrimento ao meu coração

 

As palavras saíram de seus lábios facilmente, formando o começo da canção Because Of You de Kelly Clarkson. Ela tocava e não se importava com nada ao seu redor, era como se tudo fosse somente mais uma parte da melodia de Aria.

A garota que amava a música, mas do que amava o mundo. Ela amava a música mais que tudo, o levava a mesma a sentir deslocada em sua própria família, mecânicos que caçavam animais na floresta por passa tempo – Seu pai era formado em Engenharia, mas ele parecia mais feliz em caçar, mas ela não era como ele.

Aria havia esquecido que existia uma mundo por trás da música. Ela nem havia notado que o dono dos cabelos azuis – um mistério da ciência para muitos, o fato dele ter cabelos azuis, naturais – observava a mesma com um sorriso no rosto.

Ela era tão ela mesma, Aria não deixava-se temer por ninguém, a vida parecia estar presente em cada parte dela. Gentileza e bondade podiam ser vistos nelas, escondidos por baixo de uma armadura de garota forte que ela tinha. A música mostrava o quanto doce ela era de verdade.

 

Because of you

I never stray too far from the sidewalk

Because of you

I learned to play on the safe side so I don't get hurt

Por sua causa

Eu nunca ando muito longe da calçada

Por sua causa

Eu aprendi a jogar do lado seguro, assim não me machuco

 

Cada parte do corpo do mesmo, gritava para ele parar de ficar somente a observando e ir até ela, e fazer algo. Balançou a cabeça, Aria não era qualquer garota, ela era a garota especial, a garota que remetia ao perigo.

Afinal se o pai dela descobriu-se que ele era um lobisomem, um Alfa poderoso e líder uma matilha, Dean Walker o mataria lentamente e dolorosamente ou ele o mataria – afinal não estava em seus planos ficar nas mãos de um caçador.

Ela parou de tocar, terminando a música. Sorriu de canto, caminhando até a mesma, ajeitou seu óculos e observou a garota levantar o olhar, assim que o viu, ela resmungou baixo e retirou os fones de ouvidos.

- Detenção? – Comentou, sorrindo curto e encarando o mesmo. Aqueles olhos castanhos eram tão belos olhando de tão perto.

- Não. – Respondeu, abaixando-se e sentando ao lado da mesma. – Estou aqui para ouvi-la.

- Isso deve ser uma dimensão parare-la, onde Reisi Munakata não me coloca na detenção, por me achar tocando na biblioteca.

- É deve ser realmente uma dimensão parare-la, Aria. – Respondeu.

Aria riu baixo e voltou a tocar. – Algum pedido, convidado de outra dimensão?

- Apenas toque.

- Sim senhor. – Respondeu divertida, voltando a deixar as notas fluírem, a música enchia a biblioteca com uma agradável situação e calma.

Eram pessoas diferentes, com passados e vidas diferentes, de mundos diferentes, de espécies diferentes – apesar de Aria não saber desta aparte – mas, mesmo assim, se compreendiam tão bem, encontravam juntos um laço forte.

A música era companhia deles, um sorriso perpetuava nos lábios da garota enquanto cantava e no azulado ao seu lado, o sorriso curto era por observar a mesma tão calma e tão feliz.

Aquela garota havia conquistado um Alfa sem fazer muito esforço e sem saber. Ela havia conquistado o líder do Comitê Estudantil da escola. Ela havia conquistado Reisi Munakata acima de tudo. O líder da alcateia Scepter 4 nunca esteve tão conquistado por uma humana normal como ela, não, Aria não tinha nada de normal.

Ela era a especial Aria Walker, que mexia com os sentidos de Reisi Munakata.

 

.....

 

Kira estava sentada nas cadeiras do lado de fora da sala do Diretor, esperando pacientemente para poder fugir dali, afinal a beta não encontrava-se com plena vontade de permanecer tão calma num só lugar.

- Não acredito que estamos aqui de novo, sexta vez nesta semana, e é só quarta-feira! – Grunhiu Chitose, vendo a ruiva dar de ombros e levar rapidamente a bolça para cobrir a face, assim que a porta da sala do diretor fora aberta.

E Chitose compreendeu os motivos da mesma, o diretor, o pai de Kira – e xerife nas horas vagas, porque ser pai de alguém como Kira dava mais trabalho do que qualquer criminoso – e dois policiais, que também faziam parte da alcateia Os Coveiros.

Samuel virou-se, vendo a garota levantar a bolça para cobrir o rosto, suspirou pesadamente. – Poderia a liberar, seja do que ela fez desta vez, diretor? – O xerife bufou ao ver o homem de já 70 anos dar de ombros no final de tudo.

- Não iria punir os dois mesmo, eles só acidentalmente deixaram latas de tinta rosa caírem no treinador. Foi um acidente. – Respondeu o mesmo. – Agradeço sua ajuda xerife, se me permite, tenho encrenqueiros bem piores do que sua filha e seu amigo, para cuidar.

- Obrigado diretor. – Samuel agradeceu o homem e virou-se para a adolescente problemática que era sua filha de 16 anos, Kira Yukumura. – Tinta rosa, Kira! – Dissera o mesmo, após o diretor sair para cuidar de seus próprios assuntos, e Samuel dispensar os outros policiais.

- Em minha defesa, eu não vi nada.

- Essa desculpa não cola quando você tem sentidos de loba, Kira.

Kira suspirou, passando a mão nos cabelos vermelhos soltos sobre os ombros. – Me desculpe pai.

- Tudo bem, mas você e Chitose saiam daqui agora. – Dissera, suspirando pesadamente, vendo os dois acenarem e saírem rapidamente de perto da sala do treinador.

Criar Kira sozinha foi muito difícil, desde que a mãe da garota faleceu cedo, não tivera o amparo de ninguém a não ser ele mesmo, para cuidar de uma garotinha de sete anos. Ser pai viúvo nunca foi fácil em sua vida, mas ele tentava ao máximo fazer de tudo para que Kira tivesse uma vida boa, mesmo sendo uma loba.

.....

Quando o sinal tocou, dando fim ao dia letivo de quarta-feira, Kira guardou seus dois livros na bolça e saio às pressas da sala, nem se quer esperando Chitose, que chamara diversas vezes antes dela sumir pelos corredores e pela maça emassaste de alunos querendo sair o mais rápido possível da escola.

Kira passou por vários, voltando a ir a biblioteca, ela desceu as escadas rápidos, vendo somente haver ela no local, fora logo em direção a área de lendas e contos americanos, precisava firmar uma coisa.

Ela passou a mão sobre vários livros, mas ruiva não achava o que procurava, para se descontentamento momentâneo. A música Stitches de Shawn Mendes começou a ser ouvida. Kira mexeu na bolça, não importando-se com a bagunça que era, achando seu telefone tocando.

Jeffrey Potter.

Kira mordeu o lábio, aquele era seu ex-namorado e stalker assumido da mesma. Jeffrey já havia lhe causado muitos problemas – como ter lhe sequestrado e quase a matado com prata liquida.

Ela desligou a ligação, não precisava ter lidar com o mesmo naquele momento.

- Kira. – A ruiva virou-se, vendo Nagare parado no fim da prateleira. – O que está procurando? – Perguntou, a garota estremeceu com a pergunta, mas não respondeu. – Posso te ajudar.

- Ou pode me dar problemas.

- Problemas podem serem ruins. – Dissera o mesmo, caminhando até a mesma, Kira virou-se e encostou as costas na prateleira e encarou os olhos verdes de Nagare.

Ele sorriu encarando a mesma, a ruiva segurou a alça da bolça encarou os olhos verdes, que tornaram-se vermelhos sangues perante a mesma. Ele colocou uma mão de cada lado do rosto da mesma, segurando as parras da prateleira.

Ela segurou a respiração sem perceber, os olhos penetrantes de um Alfa, ele a encarava firmemente.

Soltou a respiração, a tonalidade azul forte brilhou em seus olhos, uma beta culpada pela morte de um inocente – algo que Kira jamais ira se perdoar. Uma das mão do mesmo, seguiu em direção a sua nunca e puxou a mesma para um beijo, os lábios do Alfa tomaram para si os lábios da beta.

As mãos de Kira foram para o peito do mesmo, ela podia ouvir seu próprio coração bater aceleradamente.

A outra mão de Nagare fora para a cintura da mesma, puxando o corpo menor que o seu para mais perto, mais contato entre as duas partes. Kira guiou suas mãos para o pescoço do mesmo e o moreno desceu a outra mão para a cintura da mesma igualmente.

Kira sentiu quando ele a levantou – a diferença de altura de ambos era evidente para os dois -, tirando a ruiva do chão. O beijo do que fora um simples selinho, tornou-se algo mais, quente e forte. A ruiva sentia a forma possessiva que o Alfa emanava em direção a si.

Kira Yukumura nem havia pensado que sua ida até a biblioteca, resultaria nela beijando o mesmo Alfa que seu pai mandou ela ficar longe, mas como a mesma não era boa em seguir regras, deixou-se levar por todo aquele momento, esquecendo por algum tempo que um assassino em série ainda estava à solta.

......

Claire Lamartine Turner ouviu o sinal tocar e rumou para a sala de inglês – matéria obrigatória para todos os alunos – quando viu uma garota ruiva sair correndo da biblioteca, ela era a mesma garota novata que havia se transferido para aquela escola a dois meses atrás.

Suspirou, vendo que o professor já se encontrava em sala, ele mandou os aluno sentarem e começou a escrever no quadro. Claire retirou o caderno da mochila, a tempo de ver seu amigo Yukari se sentar na frente da mesma, animado.

Deveria estar sabendo de alguma fofoca, era a única explicação lógica para as atitudes do mesmo.

- Claire, sabe que eu vi beijando Nagare Hisui na biblioteca a poucos minutos? – Perguntou em tom baixo, mas divertido. Ela olhou de canto de olho para o professor, que parecia não notar a conversa paralela dos dois.

- Deixa eu ver, a novata ruiva? – Dissera baixo e o dono dos cabelos tingidos de roxos a encarou descrente. – Eu a vi saindo da biblioteca correndo a poucos minutos, o que aconteceu?

- Não sei direito, parece que ela recebeu uma ligação de emergência de um tal Chitose alguma coisa. Mas vou ti contar. – Ele inclinou-se mais para trás. – Que beijão foi aquele, foi de perder o ar senhor.

- E você ficou vendo tudo né?

- Claro, quero ser o primeiro a saber, se alguém finalmente der uns pegas naquele cara. Porque, convenhamos, Nagare Hisui é um dos caras mais difíceis desta escola. Ela nunca dá atenção para nenhuma garota ou garoto nesta escola, mas desde que aquela ruiva chegou. – Ele abriu um sorriso travesso – Parece que Kira Yukumura roubou o coração de Nagare Hisui, mais um novo shippe pra lista.

- Sei.. – Claire não pode completar a fala, pois o professor jogara um giz em Yukari, chamando a atenção dos dois.

- Mishakuji e Turner, calados e prestem atenção na aula, ou querem ir para a detenção.

- Sim senhor, não senhor. – Responderam ambos em uníssimo, o homem bufou e voltou a explicar a matéria para os alunos.

Assim que o sinal tocou, Claire saio com Yukari da sala, ambos continuaram a conversa de antes, botando em dia toda a fofoca que Yukari sabia, para ambos ficarem a par de tudo que estava acontecendo naquela escola.

- Ei vocês dois. – Ambos se viraram, vendo Kuroh caminhar na direção deles. – Do que estavam conversando na aula do Sr. Tumus?

- Fofoca Kuroh-chan

- Não adicione termos japoneses ao meu nome. – Resmungou o mesmo, caminhando ao lado dos dois amigos.

Eles foram em direção a saída da escola, afinal não teriam nenhuma aula naquele perigo. Kuroh balançava a cabeça, Claire e Yukari eram o ponto de fofoca, os dois sempre sabiam de tudo, e as vezes, Kuroh tinha que dar uns bons puxões de orelhas nos dois amigos idiotas – mas que adorava muito, não que algum dia fosse falar.

- Ei, não é Isana te acenando pra você, Kuroh? – O moreno virou o rosto, na direção em que a loira apontava.

Claire desviou o olhar do albino na porta do caro – ao lado dele estava uma garota, também de cabelos brancos, com o braço em volta do dele e sorrindo em sua direção.

Kuroh despediu-se da mesma e fora em direção aos outros amigos deles. Claire conhecia Isana de longe, mas não falava com ele, era melhor. Ela gostava dele, mas dava para ver o braço do mesmo ser pressionado pela garota albina – que atendia pelo apelido de Neko – contra seus peitos, fez Claire querer vomitar.

Bufou, virando-se e puxando o melhor amigo para longe, Yukari sabia da paixão da mesma pelo ‘’líder’’ de um grupo de alunos, e sabia o quanto ela sentia-se triste e com ciúmes – mesmo que ela não fale – em ver Neko tão em cima do mesmo.

- Podia se declarar pra ele, quem sabe.

- Nem pensar Yukari, você viu a Neko, não viu? – Ele acenou – Ele provavelmente está com ela, quero evitar levar um fora e ser motivo de piada depois. Agora vamos, quero comer aquele sorvete.

- Ok, vamos comer sorvete – O arroxeado respondeu, seguindo para longe da escola ao lado da amiga.

 

......

 

Amélia Pond ergueu o rosto, vendo Akira Hidaka sentar-se à sua frente, do seu lado sentou-se Alisson Motgmori.

- O que foi? – Perguntou aos dois amigos, Akira apontou para Alisson, que escondeu o rosto nos livros de história que carregava.

- Adivinha Amélia, Mikoto Suoh chamou ela pra sair, aquele Mikoto Suoh. – Ele sorriu travesso, e Amélia viu as orelhas de Alisson ficarem vermelhas e ela se esconder ainda mais no livro de história.

- Ah cala a boca Akira. – Resmungou a mesma.

Amélia balançou a cabeça divertidamente, seus amigos só se metiam em sua situações interessantes. A dois anos atrás, quando se tornou amiga de Alisson e Akira, conseguiu convencer a morena a lhe contar de quem gosta, e bum, justamente do cara com a maior fama de delinquente da escola, Mikoto Suoh o líder da gangue Homra.

Ela tinha um gosto interessante para homens, devia-se de fato levar em conta. – Então, onde ele vai te levar?

- Para ver a apresentação de uma violoncelista na cidade. – Dissera a mesma, retirando o rosto do livro e história e encarando a ruiva que abriu um sorriso travesso, tão adversado quanto o de Akira.

- Ah, então ele vai levar nossa futura violoncelista de Julliard a uma apresentação, é melhor ele caprichar, pois se não, eu pego uma das espingardas de seu pai e ele vai ver se magoar você.

- Estou com Amélia, não vamos deixar ele te magoar, Ali. – A morena balançou a cabeça sorrindo.

- Estão piores que Saru.

- Em falar no macaco, onde ele está Alisson? – Perguntou Ameília, olhando para os lados, sem nem se quer ter o vislumbre o macaco mais infeliz que conhecia, ao qual ela tinha o delicioso prazer de infernizar o mesmo.

- Não sei, Saru saiu depois da aula de física, acho que ele foi falar com a líder do conselho estudantil. – Respondeu a mesma.

- Ele foi falar com o senhor certinho? – Arqueou uma sobrancelha, sabia que Saruhiko fazia parta do conselho estudantil, mas também sabia que ele não gostava de ficar na sala e cumprir seu trabalho – a papelada. – O que será que o macaco e o senhor certinho debateram desta vez?

- Sei lá. – Responderam ambos, Amélia revirou os olhos, voltando ao assunto ‘’Alisson e seu encontro com o delinquente da escola’’.

 

........

 

Lilith Arya estava na biblioteca, como punição por não ter prestado nenhuma atenção na aula de inglês, o professor a deixou com a tarefa de organizar aqueles livros, grande sorte para a mesma.

Pegou os livros de história e colocou no seu lugar, tal ato feito, um pingente caio no chão, a morena olhou para baixo, agachando-se e pegando o objeto em mãos, era uma lua minguante com um nome talhado atrás; Kira Yukumura.

‘’Kira Yukumura’’, conhecia aquele nome das aulas de história, ela era a novata que andava com um outro garoto, também novato, e que vivam se metendo em confusão. Deveria ser importante para a mesma, deixaria na secretaria depois, caso ela fosse procurar mais tarde.

Guardou no bolço e voltou a arrumar os livros. Parou novamente, assim que ouviu duas vozes entrando na biblioteca.

- Com ele, Alisson!? Justo com ele!? – Pode ouvir uma voz masculina, e conhecia a mesma, ergueu o olhar e pode ver Fushimi entrando com a melhor amiga dele, que atendia pelo nome de Alisson Motgmori.

Lilith não sabia muito da mesma, só que ela e Saruhiko se conheciam a anos, que eram melhores amigos e que os pais de Alisson trabalhavam vendendo armas para o governo.

- Saru não vou falar isso com você, só vim pegar um livro e vou sair.

- Não vai sair com ele!

- Não pode me impedir Saruhiko! – Ela grunhiu alto encarando o mesmo. – Você é meu melhor amigo, mas não é meu pai, Saru. Confie em mim, é só uma apresentação, porque você não fica aqui, falando com Lilith, que está ouvindo nossa conversa. – A morena travou, viu Alisson virar-se para si e sorrir curto, ela foi até a ala de livros de terror e pegou um exemplar, fora até os computadores e registrou seu nome e que havia pegado o livro. – Divirtam-se – Comentou a mesma, passando rapidamente por Fushimi e saindo da biblioteca.

Ele grunhiu olhando para a porta, para depois bufar e voltar o olhar para Lilith. – Então, o que faz aqui?

- Punição da aula de inglês. – Respondeu, o vendo rir de sua fala.

- Arrumar a biblioteca é punição? - Ele riu novamente. – Quando eu fui punido, ele me obrigou a limpar o banheiro masculino, não reclame desta punição.

- Não estou reclamando. – Respondeu, segurando um livro em mãos e o colocando em seu devido lugar.

- Quer ajuda?

- Claro, porque não. – Ela viu Fushimi caminhar até e pegar dois livros e os colocando nas prateleiras mais altas – o que lhe salvou de ter que pegar um banco para aqueles feitos.

Eles ficaram em silencio e Lilith estava muito tentada em perguntar o motivo da discussão de Saruhiko com Alisson.

- Ela tem um encontro com Mikoto Suoh. – Dissera antes mesmo de Lilith falar – ele supôs que ela estava curiosa, e supôs certo – o nome do ruivo foi dito com desprezo.

- Está falando do líder da Homra?

- Ah sim, aquele maldito. – Resmungou o mesmo, colocando outros livros no lugar.

- Mas não é só um encontro, acho que não precisa se preocupar muito com isso. – Comentou, vendo o mesmo bufar novamente.

- Você não entende Lilith, Mikoto é perigoso para Alisson, mas ela não me ouve, nunca houve. Ela tem que ficar longe dele, ela vai para Julliard depois que se formar, com o talento dela, ela vai. Mikoto pode tirar tudo dela, acabar com os sonhos dela. – Resmungou o mesmo, Lilith notou a preocupação na voz do moreno, Saruhiko realmente se importava com Alisson, como um irmão mais velho, era isso que a relação de ambos sempre demostrava.

Lilith não perguntou mais nada naquela manhã, deixando apenas Saruhiko a ajudar e descontar sua raiva nos livros. A relação de Fushimi e de Alisson a fez lembrar de sua irmã, doera um pouco lembrar dela, afinal Minzy só tinha 10 anos quando morreu.

 

.......

 

Anye Hana estava sentada na frente da escola, com fones de ouvidos e olhando para alguns alunos saírem e irem para suas casas.

Estava esperando Lilith terminar sua punição da aula de inglês, organizar a biblioteca e colocar no lugar os livros que faltavam, enquanto ela ficava ali a esperando.

Ouviu um barulho e virou o rosto, vendo um Jipe Azul sair em alta velocidade, pode ver quem era a motorista, a aluna nova de cabelos vermelhos – chamava a mesma assim, pois não sabia seu nome.

Retirou um livro da mochila e resolveu passar o tempo lendo algo, enquanto esperava Lilith. Acabou por se entreter tanto que não notara que outra pessoa sentara-se ao seu lado.

- Está lendo Anye. – A mesma levantou o olhar rapidamente, vendo Izumo Kusanagi sentado ao seu lado.

- Não vi você.

- Notei. – Respondeu o mesmo. – Então o que está lendo.

- Um livro sobre lendas, a lenda desta vez é sobre lobisomens, acredita em lendas Izumo? – O loiro pareceu suar frio com a pergunta, mas somente sorriu em troca.

- São só lendas, lobisomens não são reais. – Izumo não poderia nunca contar a verdade de Anye, por final, acabou escolhendo mentir e sorrir para a mesma.

- Seria interessante se fossem reais.

- Mas não são.

- É. – Resmungou a mesma.

- Ei Anye. – Uma segunda voz chamou a atenção da mesma, Anye levantou o olhar novamente, vendo Lilith se aprocimar da mesma, ela carregava sua mochila nas costas e um livro na mão. – Já terminei.

- Foi rápida.

- Tive ajuda, ah, olá Izumo. – A morena cumprimentou o loiro que acenou para a mesma, Anye levantou-se e fora ao encontro de Lilith.

Elas se despediram do loiro e saíram juntas, de longe Anye viu Misaki Yata correr em direção ao loiro e falar algo que o deixou alarmado, mas logo depois Izumo acalmou-se e falou algo para o ruivo, mas Anye estava longe demais para poder supor o que eles estavam falando e de qual assunto era.

........

Kira Yukumura desceu do Jipe Azul com cinza, ela tinha fones de ouvidos e estava com um taco de beisebol na mão, ela deixou o capuz negro cobrir a cabeça e começou caminhar para dentro da floresta.

Ela havia recebido uma ligação de Chitose – que saio mais cedo que a mesma – que ele havia achado algo sobre o caso, e como ela realmente estava intrigada com tudo aquilo e queria desvendar o caso, ela saio correndo da escola, correndo o risco de levar alguma punição por ter faltado a algumas aulas.

- Aqui. – Ouviu a voz de Chitose e direcionou-se de onde ela originava-se, caminhou mais alguns metros e viu o moreno parado do lado de uma marca de pegado.

Por Loki. A marca era enorme, nem mesmo um lobisomem em sua forma completa poderia fazer aquilo, não, era grande mais para qualquer um de sua espécie.

- Isso é grande.

- Eu sei, achei isso quando estava andando. – Respondeu Chitose. – Trouxe o taco de beisebol?

- Pra caso encontramos o assassino em série. – Respondeu a mesma como se não fosse nada.

- E vai fazer o que com isso?

- Bater nele. – Deu de ombros. Chitose revirou os olhos, Kira era estranha por si só.

Sentiu um cheiro leve no ar e voltou o olhar para a mesma. – Porque o cheiro de Nagare Hisui está em você? – Kira travou no lugar onde estava, para depois, virar como se fosse um robô para o amigo e sorrir curto. – Não brinca, seu pai não mandou você ficar longe do lobo mal.

- Como se ouvisse ele.

- Se ouvisse não seria você, idiotas não mudam mesmo. – Resmungou o mesmo, vendo a ruiva se abaixar e mexer em algo. – Ei no que está mexendo.... ai caralho! – Dissera o mesmo espantando.

Agora naquele momento, encontrava-se pendurado pela perna esquerda, vendo tudo de cabaça para baixo. Kira tinha ativado uma armadilha.

- Dá próxima vez, não ative uma armadilha. – Dissera o mesmo, vendo a ruiva tentar controlar o riso. – Não ria!

- Desculpa, mas está muito engraçado.

-Hahahhaa muito engraçado – Ironizou o mesmo, usando suas garras para se soltar de onde estava. Sua queda foi certa, mas ele não se machucou, e mesmo que se machuca-se, seus ferimentos estariam se curando. – Mudando de assunto, você não me falou porque tá na onda do lobo mal.

- Não tenho nada a falar.

- Ah tem sim, fale agora.

- Porque falaria?

- Lei universal dos melhores amigos; Você vai me contar e ponto final! – Kira revirou os olhos e bufou logo em seguida.

- Ele me beijou na biblioteca, tá, foi só isso.

- Só isso, sei.

- Temos problemas maiores que isso para cuidar, como saber quem fez essa armadilha e como isso e com o lobo estranho que tem haver com a série de assassinatos. – Retrucou a mesma, e Chitose balançou a cabeça, Kira não mudava mesmo, tentando fugir do assunto principal ‘’Alfa Hisui’’ para falar de mortes.

 

‘’Por sua causa

Eu acho difícil confiar não só em mim

mas em todos à minha volta

Por sua causa eu tenho medo

Eu perco meu caminho

E não leva muito até você mencionar isso

Eu não posso chorar

Porque eu sei que isso é fraqueza nos seus olhos’’

Kelly Clarkson - Because Of You


Notas Finais


Samuel: ''Minha filha não se envolvera com Nagare Hisui''
~ Depois de certos acontecimentos ~
Samuel:....

Calou-se Samuel, quando descobrir que sua filha anda aos beijos com o lobo mal a coisa vai ser linda. Os pais de Alisson e Aria vão pirar quando descobrir sobre os futuros genros deles. XD o mundo é muito divertido quando se é um projeto de Rainha sadista (Minha mãe me deu esse apelido, pra ser o -_- ).

Bom por hoje é só, com sabem, logo voltarei com mais capítulos. Ah se você gosta de Percy Jackson, estou com uma fanfic desta categoria, chamada Selected, se tiver interesse é mais que convidado para conferir.

Boa noite/dia/tarde a todos.

- J.


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