História Além da Razão - Capítulo 22


Escrita por: ~

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Categorias One Piece
Personagens Alvida, Boa Hancock, Buggy, o Palhaço Estrela, Coby, Crocodile, Dracule Mihawk, Edward Newgate "Barba Branca", Eustass Kid, Genzo, Jewelry Bonney, Koala, Makino, Monkey D. Garp, Monkey D. Luffy, Nami, Nefertari Vivi, Nico Robin, Nojiko, Portgas D. Ace, Rebecca, Roronoa Zoro, Sabo, Sanji, Shanks, Smoker, Tashigi, Usopp, Zeff
Tags Luffyxhancock, Luffyxnami, Luhan, Luna, Sana, Teamhancock, Teamnami, Zorobin
Visualizações 139
Palavras 3.987
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Esporte, Festa, Ficção Adolescente, Hentai, Luta, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eai galera blz? Quanto a minha regra de postar os caps sempre na segunda, e os especiais na quarta, estou retirando isso agr, pois, eu pretendo postar os caps o mais rapido possivel, pq eu to com varias ideias pra uma fanfic nova, que eu vou fazer quando terminar essa daqui, e como eu smp termino de escrever os caps antes do dia de postar...
Quanto ao de hoje, como eu havia prometido, o capitulo ficou bem grande msm, acho que nunca fiz um tão grande quanto esse. Boa leitura!!!

Capítulo 22 - Cada um "sofre" de um jeito diferente!


Fanfic / Fanfiction Além da Razão - Capítulo 22 - Cada um "sofre" de um jeito diferente!

Luffy On

Após a confusão toda com a Nami, me despedi da Margareth e fui correndo até a casa dela. Eu não podia deixar isso acontecer, pois na verdade, eu não beijei ela porque quis. Assim que cheguei lá encontrei a mãe dela na entrada, segurando uma vassoura, e com um olhar assassino no rosto.

-Minha filha não quer te ver. –Falou seca me olhando irritada.

-Mas…

-SEM “MAS”! Se você não quiser que eu te bata, é melhor sumir daqui agora. –Ela já se preparava pra me acertar a primeira vassourada. Como não tinha o que fazer, fui embora.

Enquanto caminhava sem rumo pelo bairro, me perdia em pensamentos. Claro, a gente já havia brigado várias vezes, contudo, ela nunca havia sentido tanta raiva de mim, ao ponto de me chamar de “lixo” e bater a minha cara. Hoje mais tarde, eu voltaria até a casa dela, depois que estivesse um pouco mais calma.

Por estar tão avoado, acabei indo parar em uma praça, mais precisamente, eu estava atravessando uma pequena ponte de madeira que cruzava toda a margem de um pequeno rio que havia lá. Foi só aí que ouvi alguns pequenos ruídos e fungadas, como se tivesse alguém chorando ali perto. Me debrucei sobre o parapeito da ponte e vi uma garota sentada abaixo da ponte, por isso desci até lá.

-Oi, você tá bem? –Tentei me aproximar e vi ela levantar a cabeça, tirando as mexas de cabelos negros do seu rosto, me possibilitando ver quem era: Hancock.  –Hancock? –Ela havia parado de chorar, mas ainda soluçava um pouco. –O que aconteceu?

-N-nada. Eu vou indo. –Ela levantou e tentou passar por mim, mas eu segurei o seu braço e a puxei, fazendo ela virar-se novamente para mim.

-Não parece. Quem fez você chorar?  –Perguntei, colocando seus cabelos que cobriam parcialmente seu rosto, atrás da orelha. Seu semblante choroso mudou radicalmente para uma expressão de raiva.

-Foi você… -Falou baixo, abaixando a cabeça novamente, mas eu pude ouvir claramente. –Eu vi você beijando a minha melhor amiga… -Suas lagrimas voltaram a descer e eu não tinha nem ideia do que dizer ou fazer naquele momento.

-Eu… -Ela não me esperou terminar e saiu correndo dali, cambaleando e quase caindo algumas vezes, enquanto eu fiquei parado lá, me sentindo o pior homem do mundo. 

(…)

Estava sentado na minha cama, dedilhando as cordas do meu violão, enquanto olhava pela janela com o vidro fechado, o céu cinzento daquela noite parcialmente fria. Eu estava totalmente desolado por causa do que eu mesmo causei a elas. Eu sabia que ficar lá me lamentando não ia ajudar em nada, mas eu não sabia como prosseguir a partir dali.

-Aí Luffy, o jantar está pronto. –Sabo apareceu na porta pouco aberta.

-Não estou com fome… -Falei sem animo algum jogando o violão sobre a cama. Olhei pra ele e vi o que qualquer outro faria após me ouvir dizer essa frase: Estava com os olhos saltando pra fora e com a boca totalmente aberta, como se estivesse gritando em uma frequência inaudível.

-Como não está com fome? Você é o Luffy, está sempre com fome. –Ele veio até mim e se sentou ao meu lado. –O que aconteceu? Desde que saiu hoje mais cedo, quando voltou estava assim, totalmente deprimido.

-Eu pisei feio na bola com Nami e Hancock. As duas estão tão bravas comigo, que nem querem me ver mais. Alias, é capaz da Nami me bater se me ver.

-O que aconteceu, para elas ficarem assim? –Perguntou analisando meu rosto pensativo.

-Elas me viram aos beijos com a Margareth. Ah, Margareth é a minha ex-namorada, aquela que eu nunca quis que você e o Ace conhecessem. E pra piorar, eu soube hoje que Margareth e Hancock são melhores amigas.

-Sei… -Ele colocou a mão sob o queixo, pensando no que deveria dizer. –E tanto a Hancock quanto a Nami gostam de você, certo?

-É possível que sim.

-Então… eu te aconselho a falar com a Nami primeiro, já que vocês são melhores amigos, tem mais chances de ser perdoado por ela ainda hoje. Se a Hancock gosta mesmo de você, ela deve estar arrasada agora. Tipo, você e a melhor amiga dela se beijando, deve ser pior do que ser apunhalada pelas costas para ela. Deixa ela um pouco sozinha, pra processar isso tudo, e depois você tenta se redimir.

-Certo, vou fazer isso. –Levantei e peguei uma blusa no meu guarda-roupa. –Valeu Sabo. –Saí de lá, deixando ele lá sozinho.

(…)

Cheguei até a porta da casa dela meio receoso quanto as palavras que eu deveria usar naquele momento. Toquei a campainha e fiquei torcendo mentalmente pra dona Bellemere não estar mais tão brava comigo, mas na verdade quem abriu à porta foi o tio Genzo.

-Tio Genzo, a Nami está?

-Não, ela saiu com a Nojiko e o Marco. –Ele fechou a porta e se sentou na calçada, me mandando fazer o mesmo. –O que aconteceu? Ela chegou hoje, chorando e ficou trancada no quarto o dia todo, só saiu há pouco tempo.

-Ela me viu beijando uma menina que ela odeia…

-E você beijou essa menina mesmo?

-Sim. Mas não porque eu quis.

-Como assim? –Ele perguntou e eu comecei a contar o que realmente aconteceu antes das meninas nos verem.

Flash Back On

Por ter ficado até tarde da noite conversando com a Hancock, fui dormir por volta de 1h da madrugada. Acabei acordando 10h da manhã, pois esqueci de colocar meu celular pra carregar, e durante a noite ele desligou, me deixando sem o despertador.

Bom, já que eu já tinha perdido o horário da aula mesmo, fiquei jogando The King of Fighters 2002 até o horário da saída, para ir cumprir meu último dia daquele castigo maldito. Assim que abri a porta de entrada para ir cumprir meu trabalho escravo, tomei um baita susto ao ver aquele rosto.

-Margareth? –Fiquei de queixo caído vendo minha ex-namorada, que deveria estar morando em outro país, na minha porta, rindo da minha expressão.

-Oi Luffy! Quanto tempo né. –Ela deu risinho e me agarrou em um abraço apertado.

-É… muito tempo mesmo. –Retribui o abraço. –Como você pode estar aqui agora? Tipo, você não se mudou pra Los Angeles?

-Sim, mas como minha escola deu as férias de verão na semana passada e eu convenci meus pais a deixarem eu vir visitar meus amigos e passar as férias aqui. –Ela afrouxou um pouco o abraço, e enlaçou seus braços atrás do meu pescoço. –Senti tanta saudade de você… -Ela me beijou. Fiquei inerte por alguns poucos segundos, como se tivesse ficado paralisado naquele momento. Logo depois, afastei ela um pouco, pendido para ela parar e vi Nami nos olhando com uma expressão de pura raiva.

Flash Back Off

-E… foi isso que aconteceu. –Terminei meu relato e vi ele me analisando pensativo, como se estivesse tentando ver se eu estava mentindo ou não. –Ela deve estar me odiando agora, e com toda razão.

-E você ainda gosta dessa tal Margareth? –Balancei a cabeça, negando. –Então basta conversar com a minha Nami. Volta aqui amanhã de tarde que eu vou dar um jeito de dobrar a Bellemere, já que ela tá brava com você também.

-Valeu tio Genzo! –Levantei cumprimentando ele e voltando para casa. Amanhã, com certeza, eu irei fazer ela me perdoar, nem que eu tenha que ajoelhar na frente dela.

Luffy Off/Nami On

Cheguei correndo e chorando em casa, fui direto pro meu quarto e tranquei a porta, pra ninguém me incomodar. Vi pela janela, minha mãe pondo ele pra correr a vassouradas. Eu nem cheguei a contar pra ela o que tinha acontecido, mas ela pode perceber sozinha que eu não queria ver ele.

-Nami, ele já foi embora. Abre a porta e fala o que aconteceu.

-Mãe, me deixa sozinha um pouco. –Pedi e ouvi seus passos se afastado da porta. Desliguei meu celular pra ele não me ligar nem mandar mensagens. Tirei a roupa que estava usando e coloquei apenas uma camisa, deitei na minha cama e logo adormeci.

(…)

Horas depois, acordei com muita dor de cabeça e suando muito, tanto que meus lençóis estavam encharcados. Levantei peguei uma roupa e sai pra ir tomar banho. No caminho até o banheiro:

-Finalmente, você saiu do quarto. –Minha irmã Nojiko estava passando pelo corredor na mesma hora que saí. –Fiquei sabendo que você e o Luffy brigaram…

-Isso mesmo. –Falei e tentei seguir meu caminho, mas ela me parou. –O que é?

-Arrume-se, nós vamos sair daqui a pouco.

-Não quero. –Eu não estava com humor pra sair naquele momento. –Vai sem mim.

-Ah qual é Nami, você ficar jogada na cama chorando, não vai te fazer se sentir melhor. Se ele não te quer tem uma fila de caras super gostosos que te querem. Você vai se sentir melhor com um pouco de diversão, pra esquecer daquele idiota.

-Aaaaah… tudo bem…! –Concordei derrotada e segui pro banheiro. Não sei que fila é essa de que ela está falando, mas tudo bem. Passados 30 minutos, saí de lá, voltei pro meu quarto enrolada na toalha e escolhi outra roupa pra usar, já que não da pra ir pra uma festa de calça de moletom né.

Peguei meu melhor vestido, um vermelho sem decote na parte da frente, mas com abertura nas costas, que se alonga até as coxas (o vestido que ela tá usando na abertura nova do anime). Um par de brincos de perolas brancas, e um salto alto agulha. Passei maquiagem fraca e estou pronta.

-Estou bem? –Perguntei vendo ela entrar também de vestido, porém, esse é preto.

-Quer arrasar com o coração de todos os homens na boate mana? –Ela começou a rir da própria piada. –Você tá linda, tenho certeza que se o Luffy te ver assim vai pirar na hora.

-Não fale o nome dele. Não quero nem saber dele, já que mesmo depois de tudo o que a Margareth fez, ele ainda volta pra ela.

-Tá, tá. Vamos que o Marco tá esperando lá embaixo. –Falou enquanto olhava alguma mensagem no celular.

(…)

Assim que chegamos na boate “Grantesoro”, pude perceber vários olhares se voltando para a gente, tanto de alguns caras babando por mim e pela Nojiko, quanto de algumas mulheres invejosas. Fomos para o bar pegar uns drinques.

-Vai ter alguma atração aqui hoje? –Falei dando um gole no meu Martini de maçã verde.

-Sim, mais tarde vai ter show do Mc Livinho. -Nojiko falou. –Por que não vai arrumar algum gatinho pra você dar uns amassos? Tá vendo aquele loiro ali no canto? –Falou e eu olhei disfarçadamente por sobre seus ombros e vi um cara loiro de olhos azuis, muito gato mesmo, olhando pra gente, enquanto falava com um amigo. –Por que não tenta?

-É você tem razão… mas eu não vou lá dar em cima dele.

-E o que pretende então? –Ela perguntou.

-Vem comigo. Marco, cuida dos nossos lugares. –Ele assentiu e eu fui puxando a Nojiko pro meio da pista de dança, próximas ao loiro.

Nisso, começamos a dançar coladas uma à outra e de forma provocativa. Hora ou outra, eu e ele trocávamos alguns olhares, e aí é que eu o provocava de verdade, mordendo meu lábio inferior enquanto olhava pra ele maliciosa. Após a musica que dançávamos ter terminado, ele veio até mim, enquanto Nojiko voltou pro lado do Marco.

-Eai ruivinha. Como é seu nome? –Ele chegou cheio de intimidade, passando a mão no meu cabelo e dando um beijo na minha bochecha.

-Oi bonitão. Eu sou Nami, você é…?

-Cavendishi. –Na hora eu acabei dando risada. Que nome feio kkk. –Mas me chame de Caven. Então, Nami, posso te pagar uma bebida? –Aceitei e segui junto com ele até o bar novamente. –Amigo, um uísque puro pra mim e um Martini pra senhorita. –Falou com o bar-man, que prontamente preparou os drinks e depois foi atender a outras pessoas. –Então Nami, você vem sempre aqui?

-Na verdade não, minha irmã que me convenceu a vir esquecer um pouco os problemas diários com um pouco de diversão. E parece que valeu a pena vir… -Falei e dei uma piscadela para ele.

-Aé? Hahaha. Fico lisonjeado desse jeito. –Riu meio sem jeito. –Mano, você é muito linda mesmo. Deus roubou toda a beleza do resto da humanidade e colocou em você, só pode! –Falou rindo me vendo adorar aqueles múltiplos elogios.

-Eu acho que não foi tudo pra mim, pois você também hein, parece até um Deus Grego. -Ao fundo, o Dj anunciava a chegada do Livinho no palco, com todos se aproximando até lá pra tentar quem sabe gravar ele cantando. –Vamos pra lá? –Perguntei apontando pra um canto mais próximo ao palco e que não tinha tanta gente. Ele assentiu.

Se amanhã o sol nascer
Eu vou ter que tá lá
ter que tá lá
Mandar o patrão ir se fuder
direto pro rh
pro rh

-FAZ BARULHO GALERA!!! –O Dj falou assim que o Livinho chegou no palco pra cantar a nova música “Azul piscina”.

Só cachaça, tequila e esse som
e várias perdidas que nós sempre encontra
e se perde junto
Olho azul piscina, a preta domina
todas de biquíni é bom

-Sabe, acho que essa música meio que define um pouco você… -Ele falou me abraçando por trás, passando os braços pelo meu pescoço.

-Aé? Hihihi, exceto a parte “olho azul piscina”, porque aí eu nem preciso dizer né? -Me virei, ficando frente a frente com ele, eu com os braços e seu pescoço e ele, com as mãos na minha cintura, segurando firme. –Estou quase me perdendo na vastidão dos seus olhos…

Sei lá posso me arrepender e me equivocar
Me equivocar
melhor meter um atestado
Porque eu vou precisar

-Serio? Então… por que não nos perdemos juntos um pouco mais…? –Falou provocativo, alisando o meu rosto com as costas de sua mão direita.

-É, pode ser… -Falei e esperei pela reação dele, que foi me beijar de forma calorosa. Ele pedia passagem com a língua, e eu cedia, estava sendo praticamente dominada por seus movimentos. Bom, até certo ponto, já que eu me impus, ao dar uma pequena mordida lenta e gostosa em seu lábio inferior. Logo depois, eu tomei o controle das ações, explorando cada canto de sua boca. E ficamos nisso até acabar o nosso folego, para apenas descansarmos alguns instantes e voltarmos a nos beijarmos.

Só cachaça, tequila e esse som
e várias perdidas que nós sempre encontra
e se perde junto
Olho azul piscina, a preta domina
todas de biquíni é bom

Nami Off/Hancock On

Após “fugir” do Luffy, fiquei vagando pelas ruas próximas por algum tempo. Depois de muito andar, decidi ir pra casa tentar descansar um pouco. Assim que cheguei lá, vi um homem de boné, tocar incansavelmente a campainha. Agora que me lembrei, eu precisava pegar alguma coisa com ele, para a minha vó.

-Olá. –Tentei forçar um sorriso, pra esconder um pouco que eu estava chorando a pouco tempo.

-Olá, sua vó está? –Balancei a cabeça de forma negativa. –Então, por favor, assine aqui para mim. –Ele apontou onde e eu assinei, depois peguei o envelope com ele. –Lembre-se de avisar a ela, para estar presente no endereço aí no papel, daqui há uma semana. –E foi embora.

Deixei o envelope sobre a mesa de centro na sala e subi para o meu quarto. Assim que me joguei na minha cama, disposta a relaxar, a campainha tocou novamente. Tentei ver quem era pela janela, porém não tinha ângulo suficiente, e então lá vou eu de novo.

-Já vai. –Falei das escadas ouvindo o segundo toque dela. Assim que abri a porta vi quem eu menos queria ver no momento.

-Eai amiga, você não ia na minha casa? –Ela já foi entrando e me abraçando apertado. –E então como foi com o seu crush? Ficaram? Ah, eu também tenho novidades, eu beijei meu ex hoje e… -A interrompi.

-É melhor você ir embora… -Falei abrindo a porta com a cabeça baixa.

-Aconteceu alguma coisa?

-Sim, aconteceu. –Peguei meu celular e entrei no Whatsapp, mais precisamente no contando do Luffy e entreguei o celular pra ela. –Ele é o cara de quem eu estava falando. E… eu vi vocês dois hoje… -Ela ficou olhando o celular calada durante um tempo.

-Hanck, me desculpe, eu não sabia…

-Saia, por favor… -Estava perdendo a calma, pronta pra bater nela a qualquer momento. Eu sei que ela não sabia de nada, mas mesmo assim, só de lembrar eles dois se beijando, me dói muito.

-Não, eu não vou sair, não posso perder a sua amizade. Se eu soubesse que era o Luffy, o garoto que você gosta, eu jamais faria tal coisa.

-Está dizendo que não gosta dele? Então por que o beijou? –Me sentei no sofá, tentando me acalmar um pouco. Ela veio e sentou do meu lado.

-Na verdade, eu só queria mesmo ficar com ele de novo…

-Você não quer mais nada com ele? –Ela negou. –Ele sabe disso?

-Não, na verdade aquele beijo que você viu, só aconteceu porque ele estava distraído na hora e eu aproveitei. Mas não se preocupe, eu não pretendo te atrapalhar de forma alguma, afinal somos amigas desde sempre, né? –Ela tentou forçar um sorriso. –Vou te ajudar a conquistar ele, no tempo que eu tiver aqui.

-Não, eu quero esquecer dele, pelo menos até eu conseguir digerir essa história de hoje, ou até a volta das aulas, daqui 15 dias, que querendo ou não eu vou vê-lo. E afinal, ele é igual a todos os outros homens, um cafajeste, caso contrário, ele teria te empurrado na hora que você beijou ele, mas não o fez.

-É… você deve ter razão. –Ela falou ligando a Tv. –Que tal sairmos hoje?

-Ah não, eu não to boa pra nada hoje… -Falei derrotada me ajeitando no sofá. Sim, eu perdoei ela. –Vai sozinha.

-Ah Hancock, se você quer esquecer mesmo dele, não vai conseguir se ficar entocada aqui dentro de casa, olhando pro teto. Vamos lá, um pouco de diversão não faz mal a ninguém. E quem sabe a gente arruma um esquema pra você.

-Aaah, tá bom, pra onde você quer ir? Peraí, que esquema?

-Você tá precisando dar uns beijos. –Falou com tom malicioso. -Lembra do bar que fica aqui perto, e que tem karaokê a noite toda. –Assenti, relembrando a nossa infância. -Topa?

-Igual aos velhos tempos? –Perguntei me lembrando da época em que cabulávamos as aulas pra ir para lá. –Pode ser então…

(…)

Eram por volta de 8h da noite, eu e Margareth tínhamos acabado de chegar ao bar e lanchonete “Mermaid Hill”, e como ela havia dito, estava tendo karaokê liberado, porém, pude notar uma coisa, não tinha nenhum homem no local.

-Não tem nenhum homem aqui? –Perguntei olhando em volta, nas mesas, realmente só tinham mulheres.

-Não, agora é um bar onde apenas mulheres são permitidas. –Não entendi o que ela quis dizer.

-Como assim? Não íamos arrumar alguns pretendes?

-Então você quer mesmo dar uns pegas em alguém, sua safada. –Deu um tapa fraco no meu braço, rindo da minha expressão envergonhada. –Por que não se divertir pra valer, pra esquecer todos os problemas? Sabe, isso aqui é um bar lésbico. –Falou a última parte no meu ouvido, para apenas eu ouvir.

-Se é um bar para lésbicas, por que a gente tá aqui?

-Ah, não se faça de boba Hancock, você sabe o que eu quero dizer. Tá vendo aquela mulher ali atrás… -Falou se referindo a uma mulher loira, que estava em uma mesa num canto mais reservado. –Ela não para de olhar para você… por que não vai falar com ela.

-Eu não sou lésbica. Eu gosto de homens…

-Como sabe? Você nunca gostou ou ficou com nenhum garoto até conhecer o Luffy, na verdade, você odiava a todos eles antes de conhece-lo.

-Sim, mas…

-Nada de “mas”, você não saberá até fazer o teste! –Ela deu um tapinha nas minhas costas, me incentivando a ir falar com a moça.

-E você… você já ficou com alguma garota por acaso? –Ela negou. –E então?

-Só que a diferença entre nós duas, é que eu sempre amei os homens, e… -Aproximou novamente, e sussurrou no meu ouvido. –Fazer sexo é maravilhoso… hihi.

-Você não é mais virgem? Com quem foi?

-Err… acho que você já deve ter uma ideia de quem, né? –Falou e na hora eu quase dei um grito, quando entendi onde ela queria chegar. O Luffy tirou a virgindade dela. –Hihi, e foi ótimo… você vai adorar quando fizer com ele também.

-Margareth! –A repreendi e ela riu.

-Mas voltando ao assunto, vai lá logo, antes que alguém entre na sua frente. –Ponderei incerta durante alguns instantes. –Vamos lá, força miga. –Tomei uma “injeção” de coragem e fui até lá.

-O-oi! –Falei ao parar em frente à mesa dela. Ela me olhou, ou melhor me analisou de cima a baixo, sem nem se dar ao valor de disfarçar. Desceu um pouco os óculos até a ponta do nariz e sorriu, revelando seus olhos da cor azul. –M-meu nome é Hancock.

-Eai Hancock, tudo bem? Eu sou Domino. –Ela repousou sua cabeça sobre as mãos, me olhando de um jeito, que estava me intimidando um pouco. –Por que não se senta aqui comigo? –Fiz como ela disse, puxando a cadeira vaga em frente a ela.

-Desculpe se eu estiver parecendo um pouco tímida, é que eu não costumo fazer esse tipo de coisas… -Falei meio sem jeito, vendo ela dar um risinho nasal.

-Que “tipo de coisas”?

-Ah, sair pra beber, conhecer novas pessoas, possíveis ficantes, etc.

-Já sei, tenho uma ideia pra te ajudar a se soltar um pouco mais, hehe. –Ela riu sapeca. –Garçonete, pode trazer uma garrafa de tequila? –Falou com uma garota de cabelos verdes, que estava passando por ali no exato momento.

(…)

Depois de horas bebendo e conversando sobre todo quanto é tipo de coisas irrelevantes, tanto ela quanto eu, já estávamos um pouco “alegrinhas” por causa da excessiva quantidade de álcool ingeridos.

-E foi isso… hehehehe.

-Hahahaha, não acredito que sua chefe seja tão louca assim. –Ela tinha acabado de contar como era trabalhar numa empresa de cosméticos chamada “Impel Down” e em como a chefe dela era maluca.

-Isso é só um pouco do que ela causa lá, nós funcionários já não sabemos mais o que fazer com ela. –Era nítida a vermelhidão no rosto dela, causada pela tequila. –Então… que tal… nós duas irmos pra minha casa? –Sua voz, antes toda embaralhada e alegre, mudou para uma mais maliciosa, e com um olhar penetrante e cheio de desejo.

-Eu… -Fiquei sem reação alguma e corei violentamente. Acabei aceitando o seu convite.

-Vem comigo. –Ela levantou deixando em cima da mesa uma nota de 50 beries, para pagar a conta.

Assim que chegamos a parte de fora do Mermaid, ela virou-se para mim e me pressionou até uma parede, e logo, já estávamos nos beijando. Aquele beijo em instantes, foi se tornando mais e mais excitante. Senti sua mão sair da minha cintura e parar sobre os botões da minha calça, onde ela começou a mexer, tentando abri-la. Quando a falta de ar se fez presente, ela desceu seus beijos para o lugar mais vulnerável do meu corpo: meu pescoço.

-A-aqui não… -Tentei relutar, mas estava tão bom aquilo, que eu antes nunca havia provado por vontade própria.

-A minha casa é logo ali. –Ela parou com seus movimentos e apontou para um pequeno prédio, bem próximo da onde a gente estava. –Vamos pra lá, fazer uma verdadeira “safadeza”? Hihihi. –Senti os poucos pelos dos meus braços e da minha nuca, se arrepiarem com a intensidade de tudo o que ela fazia e falava, assentindo logo em seguida. E nisso fomos para a sua casa. 

 

 

 

 

(Continua)..................

 

 

 

 


Notas Finais


Então, oq acharam, e quais suas previsões para o proximo?


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