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História Além de Hiddenville - Capítulo 24


Escrita por: Luysa_

Notas do Autor


Olá meus amores! Como cês vão? Espero que muito bem, de verdade. ♥️
MUITO! MAIS MUITO OBRIGADA MESMO PELOS 119 FAVORITOS! CADA UM SIGNIFICA MUITO. ♥️

O capítulo de hoje se chama "Até em meus sonhos te vejo", e ficou um pouquinho comprido... Pouco mais de 5000 palavras (como o pessoal vai dizer: pra que tanto detalhe autora?). 😁
Então eu dividi em duas partes, vou postar a outra amanhã, okay?
Ah, e o título faz referência a "Este corazón", de quem? RBD 😂

Capítulo 24 - Even In My Dreams I See You I


Fanfic / Fanfiction Além de Hiddenville - Capítulo 24 - Even In My Dreams I See You I

“Eu cansei Phoebe , cansei de terminar e voltar. Cansei das recaídas”. Max não havia dito isso de fato, mas a mente de Phoebe lhe reproduzia essa fala constantemente durante as últimas seis semanas, sem faltar um dia sequer, uma hora sequer.

 

Nessas últimas semanas Max a castigava, sem intervalos. Ele não dirigia uma palavra a ela, não lhe havia mandando mensagem, não havia a abraçado nem no Natal ou réveillon. Já estávamos no meio de fevereiro de 2021, e a voz dele ainda não lhe dirigia uma palavra, ao menos enquanto ela estivesse consciente.

 

Consciente, pois inúmeras foram as declarações de amor que saiam da boca do moreno quando a sua semelhante estava sonhar com ele.

 

Mas voltando, Phoebe estava a ficar louca com aquela situação. Aquela maldita frase, nunca dita, parecia um disco arranhado, sempre a repetir “eu cansei Phoebe. Cansei das recaídas, cansei de terminar e voltar”. Era essa a canção de ninar da morena. Pode-se dizer que até sonhar com o castigo, ela já estava sonhando.

 

Todavia, mudando de assunto, Max precisaria se ausentar de casa durante uma semana, ou quase isso. Ele iria viajar com Lena e Winn, para trabalhar em uma super tecnologia, num campo afastado, ou seria melhor dizer na escondida Mansão Luthor. A mesma mansão que possui uma barreira que a torna invisível, escondendo assim a rica arquitetura.

 

Um bilhete na porta da geladeira avisaria à Thundergirl da viajem. Ele não queria preocupa-la, pois sabia que, lá no fundo, ela estava a regressar, lentamente, aos seus braços. Ou então, simplesmente se enganava com isto.

 

O moreno estava à porta da loura, já que ficaria longe e o seu amor não lhe acompanharia. Ele tinha medo que algo acontecesse para com a garota de olhos castanhos. A morena estava estranha nas últimas duas semanas e, ele quase havia quebrado o silêncio para saber o que estava acontecendo com sua amada, quase, pois o orgulho venceu mais uma vez.

 

— ... Não precisa bater, eu sei que você ‘tá aí. A porta ‘tá aberta, pode entrar — a loura diz do seu sofá, onde assistia a série que contava as aventuras de seu namorado, Barry, enquanto comia pipoca. Max ainda estava receoso em pedi-lhe aquilo, mas tinha dado sua palavra, e precisaria deixar Phoebe respirar, sem pressão. Precisava deixar Phoebe raciocinar, sem ele por perto, talvez a maneira estranha que ela estava agindo fosse reflexo do estresse que vinha a sofrer.

 

— Kara... — ele diz, após entrar no apartamento da alienígena, e vê-la toda descabelada, ele nunca imaginaria ver a grande e poderosa Supergirl, protetora e defensora de National City com os cabelos desorganizados.

 

— Eu sei que você vai com a Lena — ela diz, mostrando um local onde o rapaz poderia sentar-se. Todavia, ele seria rápido, já estava até com sua mala para não demorar, mas como dito antes, ele precisava cuidar de sua menininha.

 

— O táxi está me esperando, mas antes eu preciso te pedir algo — o moreno mantinha o tom de voz calmo, ele estava amadurecendo como efeito dos últimos acontecimentos. Todavia, ele ainda não sabia da briga de sua irmã com Barbara, não fazia ideia. 

 

— E o que seria? — a heroína pergunta, mas é válido ressaltar que ela sabia exatamente o que ele pediria, mas queria ouvir da boca do teimoso Thunderman para que a mesma cuidasse de sua princesinha, enquanto o rapaz estivesse fora.

 

— Cuida dela ‘pra mim — ele pede, soltando a mala e indo em direção da moça Kriptoniana. Um sorriso involuntário surge nos lábios de Kara, ela sabia que aquele amor estava vivo, queimava dentro dos irmãos. Sabia que a qualquer momento ganharia o pedido de desculpas de seus amigos, por sempre ter a razão.

 

— Você a ama muito, né? — ela questiona, passamos a mão pelos cabelos do rapaz, como se passasse-as pelos cabelos de seu sobrinho. Ela, a Supergirl, se sentia, por vezes, responsável pelos jovens de sangue Thunderman, principalmente quando eles agiam semelhantes a duas crianças da alfabetização.

 

— Mais que a mim mesmo — ele rir fraco ao lembrar da morena, que dormia no apartamento ao lado. — Só que meu amor é a teimosia em pessoa — ele lembra, rindo dos fatos que se sucedem.

 

— A teimosia grudou em vocês, em vocês dois — ela diz, rindo e afirmando a ele que o mesmo era tão teimoso quanto a sua semelhante. — Pode deixar que eu vou cuidar dela, mas com uma condição — Kara impõe, séria.

 

— E qual seria essa condição? — o rapaz pergunta apenas por perguntar. Ele já sabia, a kriptoniana queria que os dois se acertassem, e isso não era segredo para ninguém, se duvidar até Alura, em Argo City, já sabia desse fato.

 

— Quando você voltar, vocês  vão conversar — a loura retira os seus óculos, acessório que não precisava usar, se não fosse seu disfarce, sua visão era perfeitamente perfeita.

 

— Tudo o que eu mais quero é me acertar com ela... — ele diz, levantando o seu dedinho, afim de fazer o famoso juramento do dedinho.

 

— Está combinado — a repórter sorrir de leve e ambos fazem o tal justamente do dedinho, juntando os seus mindinhos.  O moreno, então, prepara-se para partir. 

 

...

 

Phoebe estava sentada no balcão de granito negro, mais uma vez. Sua camisola vermelha, a mesma que usou na quarta viajem com o irmão, quando conseguiram burlar as filmagens e dormiram juntos, num dos congressos da Liga de Heróis. O ato foi arriscado, mas eles eram amantes do perigo, acima de tudo.

 

Mas voltando ao presente dia, ela estava sentada no balcão de seu apartamento, a mesma estava no meio de uma discussão.  Discussão essa que lembrou a última que tiveram, antes daquela palhaçada toda que estavam vivendo.

 

— Marquei o encontro em casal com a Giovanna — ela vivia a cena mais uma vez, em sua mente. Eles estavam brigando, mesmo que diferente em alguns aspectos. A voz de Max soava provocativa, de fato ele estava provocando uma pequena briga entre eles.

 

— Você o que? — ela questiona, afoita. Ele sabia que eles haviam terminado, mesmo que não concordasse com o fato, respeitava a decisão dela.

 

— Liguei para você, e você acreditou — ele diz convencido. Mas o fato era, ela havia mesmo acreditado em seu irmão? Ou apenas queria o sentir mais uma vez? Apenas queria o pertencer mais uma vez?

 

— Seu banana! — ela o xinga, mesmo sem saber como. Seus nervos estavam a flor da pele, e ele parecia está querendo aquilo, o sorriso convencido em seus lábios denunciava isso. 

 

— Te provoquei — ele se apoia na parede pintada há poucos dias, num tom de cinza. É válido ressaltar que a parede foi pintada no fim de janeiro do ano corrente.

 

— Pode parar — ela desce do balcão, com sua voz um pouco exaltada. Ergue as mãos ao alto e se prepara para gritar, mas é interrompida.

 

— Quero ver até onde sua teimosia vai — o seu irmão gêmeo rebate com um tom de voz seco e sério. Tom de voz que ela jamais imaginou que ele poderia usar com ela, tom de voz que apenas o Max antes dela usaria. Ele a cortou, deixando-a sem reação.

 

— Não fale mais comigo — ela emprega o verbo “falar” no modo imperativo, expressando, assim, uma ordem. Ordem esta, que não seria cumprida de imediato, e seria seu castigo pelos próximos dias.

 

— Se você quer assim — o rapaz dá os ombros, igualmente a quem não se importa com o desfecho da situação.

 

— Eu te odeio! — ela diz, virando-se para sair do local, pondo, assim, fim à discussão que estavam a ter com o seu igual.

 

— Duvido você repetir — ele diz, a seguindo até o quarto onde a morena dormia.

 

— Eu te odeio — ela vira-se para ele, mas continua a andar de costas, enquanto ele acompanhava o seu caminhar. 

 

— Pode ser que sim... — ele a encurrala contra a parede, e aproxima-se do ouvido dela diz em um tom, por assim dizer, sexy: — Mas você não pode negar que eu mexo contigo. — de fato, ela jamais poderia negar que ele mexia com ela de maneiras que, nenhum outro jamais conseguiu.

 

— Max... — a moça fecha os olhos ao sentir cada pelo de seu braço se levantar em um arrepio. Excitação era o que ela começava a sentir, pura excitação.

 

— O que? — ele pergunta, próximo a ela. O hálito quente contrapunha à pele fria da morena pela manhã chuvosa.

 

— Para com isso — ela tentava falar, sem deixar transpassar o quanto ela estava mexida com o jeito que ele a olhava e falava. Seu orgulho estava gritando para não deixar com que isso transpassasse. 

 

— Com o que? — pergunta, fazendo-se de inocente. E após isso, depois tá um beijo na curva de seu pescoço, a levando a loucura.

 

— Você está me provocando — a morena de olhos castanhos e cabelos compridos pôde sentir, então, mãos dançando por sua coxa, levantando o a peça que cobria seu corpo e acariciando, aos poucos, sua pele por baixo do tecido rubro como sangue. Ele não estava fazendo nada que ela não quisesse, ela sabia bem disso, pois se quisesse poderia simplesmente chuta-lo em um local específico.

 

— Sabe o que eu mais quero agora? — ele dirige um beijo à sua bochecha, e ela fecha os olhos para apenas senti-lo. A morena sente sua raiva ir para longe, dando lugar à luxúria, ao imaginar cenas proibidas a menores de idade.

 

— Me faz sua — ela pede ao não sentir mais o toque sobre sua pele. Sua voz estava tomada pelo simples desejo de ser dele, de ter ele mais uma vez.

 

— Nunca mais — ele diz direto, ao se vira para ir embora. — Eu cansei do seu jeito, e outra pessoa me faz bem mais feliz. Muito mais feliz do que eu fui ao seu lado — ele diz, ao fechar a porta do quarto com certa força, deixando-a para trás sem entender nada.

 

— Não! — Phoebe praticamente gritou, ao despertar. Foi depois de respirar fundo que ela percebeu que nada passou de um pesadelo, jogando-se contra os travesseiros cobertos pelos protetores amarelos. — Eu preciso dele — ela sussurra apenas para si, enfim aceitando o que nunca devia ter negado.

...

Segundo dia:

O lugar onde ela estava era diferente de todos os jardins que Phoebe conhecia. As flores pareciam ter mais vida do que normalmente aparentam. As inflorescências, a qual podemos chamar de girassóis preenchiam os espaços em conjunto com as rosas amarelas.

 

Todas as flores de variados tamanhos, mas com sua beleza em particular. Cada uma exalando o seu perfume característico. Perfume este que entrava pelas narinas da morena, o que fez a morena soltar pequenos sorrisos. 

 

O vestido rodado da morena era amarelo, em um tom pastel e os seus cabelos estavam em um traça, enfeitada por pequenos girassóis. Ela sentia uma paz tão grande, mas não estava completa, ele ainda não havia chegado. Sua cara metade não estava lá.

 

Ela se concentrava na vista, enquanto o esperava. De alguma maneira ela sabia que ele iria até ela. Ela sentia isso. A morena estava em plena convicção que o seu amado a seguiria para onde quer que fosse.

 

Sua concentração é desviada ao perceber que Kara vinha ao longe, voando com o seu traje de Supergirl, com uma expressão um tanto que aflita, igualmente a quem vai comunicar a uma esposa o falecimento de seu amado.

 

Algo ruim havia acontecido. Algo tão ruim que a morena sentiu sua certeza se transformar em aflição, num passe de mágica. Max, ela sabia que tinha a ver com o seu irmão, ele havia feito algo, mas o que? Ela não sabia, apenas engoliu seco, enquanto a Supergirl pousava à sua frente.

 

— Ele sumiu — a alienígena diz, descendo o mais rápido que pôde. A morena estava aflita, sabia, naquele momento, que ele não estava satisfeito com o que vivia dentro do seu lar nos últimos dias, e não sabiam como resolver. — Foi embora.

 

— Não, o Max não! — ela havia demorado demais para baixar a guarda, ela sabia e aquilo a sufocava. A sufocava de uma maneira tão intensa que o ar faltava em seus pulmões. Naquele momento o ar se recusava a entrar em seus pulmões, ela estava perdendo os sentidos. Tudo ficou escuro.

 

E ela acorda, subitamente. A morena se encontrava completamente suada. Mas em poucos segundos compreendeu que havia tido mais um pesadelo, já era o sexto no total. Aquela situação estava ficando pesada demais. Era um mar repleto de fantasmas.

 

...

 

Três dias depois:

 

Max e Phoebe estavam, mais uma vez, em Los Angeles, mais uma vez antes que tudo fosse reescrito pela Crise.  A morena reconheceu, de pronto, a lingerie cor de vinho, a mesma que usou na noite que engravidou.

 

Ela estava no banheiro, após o banho que retirou todo o suor das missões, mas não o fogo que a garota estava sentindo. Ela refazia sua maquiagem, apenas pelos elogios que tinha recebido do seu querido irmãozinho. Talvez, depois daquele momento que ela planejava, ele a pediria para pousar para um desenho, e ela de bom grado assim faria.

 

Ele a havia dito que o batom vermelho intenso, em seus lábios, e as sombras em tons escuros contrastavam perfeitamente com a sua pele, a valorizando de maneira única. E ela teria que admitir, sentia-se muito bem daquela maneira, sentia-se desejada. 

 

Pelos sussurros na boate, a morena sabia que havia conseguido o que tanto queria, ser desejada mais uma vez por seu irmão amante. Ela sabia que mesmo cansado, como ele havia lhe confessado, o moreno havia guardado um pouco de energia para aquele momento, para ama-la.

 

— Isso está quente como uma pimenta que arde na boca. Como malagueta, a forma que você me toca. Porque só você sabe como beijar minha boca, e se dará conta de tudo o que me provoca. Quero um beijo, me dê, me dê. Mais que isso, você sabe bem, nunca pare, nunca pare.

 

Ela cantarola, enquanto dava os toques finais em seu delineador, que estava perfeito e compunha o conjunto de sua produção, e checava mais uma vez o batom. Batom este que lhe caia perfeitamente bem, diga-se de passagem.  Uma última borrifada de perfume preferido, e ela estava pronta. 

 

Quando a morena sai do banheiro, pronta para provocar o seu amado irmãozinho gêmeo amante, a moça se depara com os seus pais, que a olhavam sérios e com desprezo.

 

— A Liga já o levou, a esta hora ele já deve ter ido para um paletó de madeira. Agora cabe a você, o que vai dizer para se livrar da culpa? — Barbara a perguntava, a olhando no fundo dos olhos, o desprezo era mais que perceptível para Phoebe.

 

Mais uma vez a moça de olhos castanhos acordava com a respiração acelerada, e os batimentos cardíacos mais rápidos que o normal. Onde ele estava? Como ele estava? Era o que ela mais ansiava em saber. Como por instinto ela procura o celular e digita a mensagem que conseguiu enviar, antes de apagar de novo.

 

A mensagem causou, no moço de olhos castanhos que tinha para de semelhança com a morena, um sorriso bobo. Aquela morena era única. E ele tinha tirado a sorte grande, se assim podemos dizer.


Notas Finais


Se cuidem ♥️


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