História Além de um passado. - Capítulo 4


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 941
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Ficção, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Mais um capítulo, desta vez encontraremos um pouco da história de Denn... Espero que gostem

Capítulo 4 - Passado contado


Fanfic / Fanfiction Além de um passado. - Capítulo 4 - Passado contado

  _Floresta naquele mesmo dia_

Denn se acorda vendo a garota abraçando o seu braço, ele retira o braço fazendo ela fazer um biquinho em desaprovação, o moreno sorri para ela e repara no ambiente meio escuro, tinha a cama em si com um guarda-roupa junto a uma penteadeira. Saindo do quarto ele se encontra em um pequeno corredor com outra porta do outro lado. O mensageiro tenta abrir mas está fechada à chave. Ele repara agora no peito ainda sem camisa a ferida tinha virado uma cicatriz em uma noite, estranhando, ele passa a mão e volta a olhar em direção ao quarto que se encontrava a jovem. Ele caminha para fora do corredor, chegando a uma sala ocupada por uma estante com alguns livros, uma mesinha com quatro cadeiras, um forno e duas janelas de cada lado da porta. A porta possui um buraco grande e disforme com as laterais queimadas. "Mas o que diabos está acontecendo aqui!?". Foi o que ele sussurrou já imaginando o que estava acontecendo, do porque daquele loiro tentar matar a frágil moça, seu silêncio ao falar com ela, como se escondesse algo. Poderia ser uma coincidência?

Do lado de fora, ele se depara com dois túmulos escritos mãe e pai talhado em duas pedras que se encontravam em seus respectivos montes de terra e pedras. A porta se abre lentamente ao lado, mas ele não se vira para olha-la.

-Me diga o que você esconde? por que você vive nesse isolamento?... -Ele pergunta fixando ainda nas covas. -Lírio eu posso te ajudar tá?... Mas eu preciso saber contra o que estou tentando te ajudar! -Ele diz se virando de vez para ver ela.

Ela recua, ele lhe pareceu agressivo, lembrou o seu pai bêbado. O moreno se aproxima com passadas rápidas fazendo ela recuar até se pressionar contra a parede da casa. Ele põe duas mãos sobre a parede fechando-a. Vawlerie fecha os olhos com força.

-Hey... eu não vou machuca-la,... eu só quero te ajudar. - Ela o empurra com força.

-Fique longe de mim! -Ela grita e ele da um passo para trás.

-..."Mas que merda Denn... Você sempre tem que assumir um lado assustador?!" -Ele pensa sobre suas últimas ações olhando ela furiosa.

-Em que direção fica o lago?... -Ele olha para baixo não querendo olhar o rosto da garota que assustou.

Ela entendeu o que as palavras significaram naquele momento e se antecipou em um abraço.

-Me desculpe... eu estava assustada mas já passou. por favor não vá! -Ela estava desesperada. Ia ficar novamente sozinho depois de 5 anos.

Ele a abraçou fortemente e disse procurando palavras:

-Não... eu que peço desculpas por te assustar... Eu só queria te ajudar. -Ele disse perto de seu ouvido, sussurrando.

Ela se afasta dele.

-Quando eu tinha oito anos meus... -Ela procura palavras. -Poderes apareceram bruscamente incendiando a nossa casa. Então nos mudamos para floresta, para que ninguém nunca soubesse. Minha mãe também tinha dons próprios. Meu pai era um caçador experiente, ele sempre caçava e vendia ou trocava por alguma coisa seus abates. Assim a gente foi levando até que meu pai chegou um dia, bêbado... matou a minha mãe e... eu o matei. Fiquei 5 anos sozinha, um grupo de rebeldes me descobriram e tentaram fazer eu me juntar a eles, mas eu recusei então um deles veio até mim e então você chegou... -Ela tentou falar sem emoção mas lá está tudo exposto em seu rosto, a forma em que ela se abraçava e seus olhos azuis lacrimejados.

-Sinto muito Lír....

-Meu nome é Vawlerie. - Diz ela sorrindo.

-Vawlerie... -Ele sorri de volta.

-Sua vez. Você sabe mais de mim, do que eu sei de você. -Ela diz sorrindo.

-Por onde eu começo? -Ele-lhe pergunta.

-Por onde você achar que deve começar.

-Eu tinha 10 anos e vivia em uma tribo... -Ela balança a cabeça para que ele prossiga. -A minha tribo se encontrou no meio do campo de batalha de dois reinos, muitos dos meus morreram durante o conflito, os que sobreviveram foram levados por saqueadores e vendido como escravos entre esses reinos. Eu sobrevivi... fui tratado como um animal de carga pelos carrascos... - Ela se aproxima colocando a mão entre algumas cicatrizes.

-Isso foi...

-Sim foi... - Diz ele meio cabisbaixo. -Mas um dia o rei faleceu, tendo seu filho único como antecessor. Ele libertou a todos da escravidão e me escolheu como um tipo de mensageiro da paz. O que me levou a conhecer você agora. -Ele termina a frase como se fosse algo bom ele está ali junto a ela.

-Você deixaria tudo isso e viria comigo Vawl? -Ele pergunta olhando sério mas tranquilo.

-Você me mostraria o mundo se eu fosse. -Ela sorri abertamente.

-O que você quiser! -Ele sorri também abertamente.

Ela se sente segura ao seu lado, mas teme o mundo, pessoas normais, pebleus e fazendeiros que dominam a magia são demonios, pessoas ricas e de alto grau de nobreza são abençoados por deus. Assim funciona o mundo lá fora. Ela seria morta com certeza.

-Eu não posso ir Denn eles não me aceitariam. -Ela se abraça mais firme.

-Eu te aceitei, não? Eu gosto de você do jeito que você. -Ele se aproxima dela, levantando o rosto da mesma.

-Você fala com se me conhece bem, mas você não sabe de nada... -Ela diz, mas não é como se ela estivesse sendo ríspida, sua voz era triste.

-Mas eu adoraria te conhecer mais. -Diz ele sorrindo de lado.

Ela põe a mão entre seus ombros e se apoia mais sobre ele fazendo o mesmo se inclinar e beija-la intensamente. 



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