História Além de Uma Predição - Capítulo 4


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Categorias One Piece
Personagens Basil Hawkins, Personagens Originais
Tags Basil Hawkins, One Piece, Original Characters, Personagem Original
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Palavras 2.648
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Festa, Harem, Hentai, Lemon, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Uma Missão Destinada


Na manhã seguinte, Yasmin sentiu que acordou diferente. Remexeu-se várias vezes na cama, com a luz do Sol matutino que vinha da janela redonda batendo no rosto como que se tivesse forçando-a a levantar. E assim a moça fez, levantou-se quase num pulo, e esfregando com força a mão no rosto quase arrancando os olhos e o nariz. Acordou com uma estranha sensação. Mas não era de todo ruim, pelo contrário. Conseguia escutar do seu camarote o barulho fraco das ondas do oceano. Ela não estava acostumada com sensações como essas, embora fossem meio familiares. Algo sem razão definida lhe inspirava a sorrir à toa e arrumar-se empolgadamente, mesmo sem ter motivos para isso. Era mais um dia de trabalho dentro do bando, mas era como se estivesse se arrumando para ir a uma festa ou a um agradável passeio qualquer.

Foi trabalhar. Estava diferente dos outros que sempre mantinham um semblante apático, distante, oclusivo. Alguns do bando de Hawkins estranhavam essa empolgação. Como figuras sombrias e apáticas, faziam de Yasmin um destaque à parte. O capitão observou isso e comentou com ela durante o almoço de todos.

— Nunca imaginei que veria uma mulher tão energética e ativa que nem você.

— ...não pareço nada disso, não é Capitão? — Yasmin comentou com a cabeça apoiada na mão, com ar pensativo.

— Sinceramente, não... ainda vejo como se fosse uma boneca. Não sei se é pelos seus traços... —

— Entendo, Capitão Hawkins... mas dentro desse corpo frágil tem o sangue de um pirata que foi extremamente energético. Não poderia sair tão diferente assim! — comentou em tom de brincadeira, levando um pedaço de batata até a boca.

Tudo era motivo de observação para o loiro. Nem ele mesmo entendia o porquê de si mesmo observá-la tanto assim em segredo (talvez soubesse inconscientemente a razão). Fitou os lábios pequenos e meio finos abocanhar o pedaço de comida e seus movimentos fechados enquanto mastigava. Yasmin tinha bons modos à mesa, contrariando o fato que todos os piratas eram rudes e sem etiquetas. O próprio Hawkins era uma exceção e, conhecendo a si como conhecia, soube observar isso na morena dos olhos castanho-avermelhados.

— Yasmin... se incomodaria em ouvir uma pergunta que possa parecer invasivo demais para ti?

— Não... pode falar, estou ouvindo.

— ...você tem alguma curiosidade sobre essa sua mãe que jamais conheceu?

A jovem pirata parou de comer, olhando para ele. Hawkins pareceu fazer uma cara de certo constrangimento, mas essa cara foi desfeita quando ela deu um pequeno sorriso e, após limpar a boca com o guardanapo, respondeu tranquilamente.

— Eu... já tive interesse alguma vez, mas desisti. Sabe, pelo que meu pai havia falado... jamais teve interesse por mim. Tanto que me deixou com ele e nem quis saber mais dele e nem de mim! Então... também não tive interesse em procura-la. Por que procuraria por alguém que não tem interesse algum em me ver?

— É... tem sentido...

— Mas é como disse uma vez, não a odeio por isso. E nem sei se está viva... então, não penso nisso. — e voltou a comer.

Nem isso abalava Yasmin. Era até prazeroso conversar com seu capitão, ter um tempo com ele. Quando ele estava ocupado, não queria ser incomodado e nem podia interrompê-lo por coisas fúteis. Então, ela sabia esperar quando ele lhe dirigisse a palavra.

Ambos se amavam secretamente. Inconscientemente. Mas era tudo muito oculto, embora Hawkins percebesse a atenção que Yasmin lhe dava e esta, por sua vez, percebesse um pouco de afeto que ele tinha consigo. Em momentos em que se encontrava sozinho e olhando o horizonte marítimo do seu navio, o capitão fechava os olhos e sentia a brisa fresca que vinha do ar para relaxar. Mas desde que Yasmin havia aos poucos tomando sua atenção, ela vinha em seus olhos fechados, em sua mente. Inicialmente, estava lutando para transformar aquela atração em amizade, mas não conseguia mais e sabia disso. No auge dos seus trinta e um anos, não era mais tão inocente a ponto de fugir internamente de uma atração amorosa. Ao mesmo tempo em que via na criatura uma menina frágil, uma “boneca”, como havia dito a ela, também via uma mulher determinada... e uma mulher pronta para se amar. Mas e ela? Será que ela correspondia mesmo? Ela se mostrava bastante próxima a ele, mas... ele ainda tinha suas incertezas.

Mas para Yasmin, já não havia incerteza alguma e sim uma cobrança intrapessoal. Desde seu primeiro e frustrado amor, jurou jamais amar outro homem. Nem mesmo sentir qualquer atração. Ela tinha em sua memória a imagem e o amor que tinha por este passado amor, mas já tinha cicatrizado a ferida da paixão que teve que cicatrizar. A morena pensava tanto sobre tudo, sem dizer nada, e só quis consertar, apagar todo seu passado amoroso sem quebrar seu juramento, mas aquele que foi seu salvador naquele trágico dia lhe fazia bater um pouco mais forte seu jovem coração. Tudo o que se relacionava a ele lhe atraía... sua voz grave e de tom suave, suas palavras precisas, seu jeito místico, seus passos ocultos… tudo o que ela pedia para si mesma era que, pelo menos, tivesse autocontrole em gestos e palavras.

.....................

Em suas previsões, Hawkins viu que seria guiado para mais um desafio pelos mares. Sem querer evitar qualquer situação, ele se dirigiu até a ilha Foodvalten. Em algum momento no passado, Foodvalten foi uma das muitas ilhas protegidas por Barba Branca, mas após a sua morte, a proteção desmoronou, e uma terrível pirata chamado Barba Marrom a atacou logo depois, alegando o controle da ilha. Como símbolo de sua nova direção, partiu a bandeira de Barba Branca que pairava sobre a entrada da cidade pela metade. Então Barba Marrom passou a manter o controle sobre esta ilha.

— Mas, Capitão! Se... vamos ter problemas... por que vamos até lá em vez disso evitarmos?

— Se não vamos até os problemas com nossas próprias pernas, eles criarão as suas e virão mais intensamente sobre nós. — respondeu Basil Hawkins, olhando suas cartas sem olhar para quem lhe falava. Geralmente era assim como o loiro de longos cabelos levemente ondulados falavam com os seus enquanto lia suas cartas.

— Mas... ele tem homens e um território definidos. O que temos que fazer lá?

— O destino tem uma missão para nós... devemos apenas cumpri-lo. — determinou o capitão.

— Mas... e Yasmim?

Hawkins parou com a leitura e olhou para o membro do mando que se sentiu meio acuado em levar aquela olhada.

— O que tem ela?

— Não acha que... é arriscado... ter que envolve-la em alguma confusão?

Ele voltou a focar em suas cartas, mas não ignorou o outro.

— Ela estará protegida por nós... e ela também sabe se defender.

O que estava falando com Hawkins cruzou os braços, como se não estivesse convencido.

— Preocupa-se tanto com ela assim?

— Capitão... ela só uma mulher!

— Uma mulher que tem certa capacidade, não tão inferior a nossa. Volto a falar: não se preocupe com ela... vejo que, para nós todos, não há nenhuma porcentagem de chances de morrer. Isso já é muito favorável.

Ao ancorarem poucos quilômetros da praia, foram de barco até a ilha, incluindo com Yasmin, que estava sempre ao lado do capitão. A ilha em sim estava coberta com certa neblina que dificultava a visão, porém não eram imperceptíveis as imensas rochas e florestas que formavam a ilha.

Aparentemente, ao pisarem em terra firme, acharam que a ilha estava deserta; porém, deram de cara com nativos que apareceram em bom número e que não apresentavam nenhum traço amistoso naquela recepção. Os homens de Hawkins ficaram acuados, dando um passo para trás. Menos o capitão e Yasmin, que estava alguns centímetros atrás dele

— Quem são vocês?

— Piratas. Viemos em busca do que nos está destinado. — disse ele, calmo e frio como de costume.

Alguns nativos ficaram se olhando, como se não entendessem nada. Não que falassem uma língua diferente, mas estranharam aquele homem, achando-o sinistro.

— Esse território pertence ao grande Barba Marrom! — declarou o mesmo nativo que havia dirigido primeiro a palavra — logo vocês não são bem vindos inicialmente, a não ser que ele permita!

— Chame-o. — pediu o loiro, sem se estender muito.

O nativo levantou a mão para o alto, como um sinal para os outros abaixarem as armas, que eram na sua maioria lanças e um projétil em forma de tronco de árvore.

— Siga-nos. — disse o nativo, querendo que o bando do “Mago” seguisse.

.....................

— Heh... então estou diante de nada mais, nada menos que o “Mago” Basil Hawkins? — disse o enorme homem de barba espessa, grossa e castanha, sentado diante do outro que estava de pé.

— Sim. E pelo visto, esse território que era do Barba Branca agora é seu, não é?

O pirata coçou a barba, fazendo certa careta como se desaprovasse aquele comentário. Mas na verdade o que o incomodava era o codinome de Edward Newgate, que ainda tinha força e reconhecimento pelos mares, mesmo após de falecido.

— Sim... era dele. Tudo dele já se acabou, ou uns tomaram, ou morreram com ele. Barba Branca é uma página virada!

— De fato... mas sua popularidade e feitos não morrerão tão cedo da memória de todos. — Hawkins foi sincero.

— Ahh... então temos aqui um admirador?

— Não é admiração, é reconhecimento. — disse ele, cortando a ironia notável do Barba Marrom.

Enquanto os dois conversavam sozinhos, Yasmim estava com o membro Mink – o qual Hawkins confiava mais quando era deixar Yasmin sozinha -, conversando sobre assuntos aleatórios. Ela estava que nem os outros, vestindo uma capa grande e azul escuro. Foi aconselhada por Hawkins para que se vestisse desse jeito como os outros para não atrair a atenção como mulher que era. Ele sabia que as mulheres nos bandos eram bem visadas, fossem elas das mais poderosas piratas.

— Então, o que querem aqui?

— Um território para ficar. E o destino nos guiou este aqui.

— Olha... — o Barba Marrom se encostou em seu trono enorme e coçou a barriga grande — o destino cometeu um engano com você. Esse território aqui tem seu dono! Talvez... em alguma ilha aqui pertinho, sabe? ...esteja seu território.

— Jamais me engano no que o destino me guia.

Barba Marrom ficou sério.

— Mas não quero nenhum tipo de conflitos entre nós.

— Se não quer conflitos, por que vem com essa pose toda?

— Não estou com pose alguma... não disse para que se retire ou algo parecido.

— Mas para ficar aqui... terá ao menos que fazer algumas coisas para mim. Se for assim... poderá ficar aqui. E se for muito bom para me conquistar, posso te dar ¼ dessa ilha para que fique com ela. O que acha? Estou cedendo até demais, viu?!

Hawkins pôs as mãos nos bolsos da calça.

— Se me for possível e se tiver dentro da sanidade mental... o que posso fazer?

— Nada tão sério, assim... mas preciso de... uma prova de força e de capacidade vinda de você e do seu bando.

Barba Marrom, por trás dessa oportunidade cedida para Hawkins, queria se aproveitar calado das habilidades dele para obter riquezas e necessidades sem fazer muito esforço. Ia pensar bem nas tarefas antes de passa-las para Hawkins e seu bando.

A primeira tarefa era que o “presenteasse” com tesouros dos mais valiosos. Podia ser do Hawkins mesmo ou ele obtivesse por aí. Pelas terras, poderia encontrar tesouros perdidos se procurasse.

Hawkins tinha algumas coisas que não eram tão valiosas para ele e resolveu dar como presente. Eram joias e objetos de metais valiosos. Também acompanhou seus homens em uma busca por tesouros por aquela ilha. Sentia-se o novato de anos atrás. Yasmin fez questão de acompanhar essa procura e se surpreendeu com os conhecimentos geológicos da moça, que foi bem útil no desbravamento de matas e cavernas. Muita coisa Yasmin conhecia só por teoria, graças ao pai e alguns homens do bando dele, mas conseguia por em prática ali, naquele momento.

A moça aventureira entrou em uma caverna, indo à frente e Hawkins, junto com dois homens, ia atrás.

— Por estes becos aqui dentro podemos achar rochas que estão servindo de “porta” para manter escondidos baús de tesouros. Vamos verificar?

— Claro. Homens, verifiquem a área que ela indicar! — ordenou Hawkins, que consultava um mapa antigo e pequeno.

Yasmin resolveu subir em uma das rochas para ver por trás dela alguma coisa.

— Tenha cuidado, Srta. Yasmin! — avisou um dos homens.

— Está tudo bem! — e ela ia subindo em pontos mais altos.

Basil foi atrás dela, observando como ela ia subindo.

— Capitão! Achamos alguma coisa aqui! — um dos homens anunciou em voz alta, fazendo com que o capitão e Yasmin, do ponto em que estava, olhassem para quem anunciava a descoberta.

Em uma fração de segundos, Yasmin deslizou um dos pés sem querer na rocha e escorregou, tendo em direção o chão como um pouso não calculado. Mas o loiro foi rápido em sentir aquele vulto vindo quase em sua direção, e posicionou os braços para pegá-la. Yasmin olhou para quem a sustentava ali. Ficou com as bochechas avermelhadas em se ver tão perto do seu capitão... aliás, no colo do seu capitão, que também sentiu certo desconserto naquele momento.

— ...por que se distraiu? — foi a única coisa que conseguiu sair dos lábios dele.

—  ...desculpa. — ela disse baixinho.

— Srta. Yasmin, está tudo bem com você? — ambos os homens haviam parado o que faziam para ver como ela estava.

Breve se olharam fixamente um nos olhos do outro. Aqueles braços que a sustentavam pareciam que a aconchegava num leve aperto envolvente. Um abraço de socorro que a protegeu de uma queda desprevenida.

Em seguida, Hawkins pôs Yasmin no chão sem deixar de lembra-la novamente.

— Tenha mais cuidado e atenção.

— Pode deixar, Capitão Hawkins. — após confirmar, ajeitou sua capa que estava com as pontas amarradas em sua cintura.

— Capitão Hawkins, parece que achamos uma coisa interessante!

— Deixa-me ver...

Uma caixa cheia de adornos em ouro e prata, não um tesouro apropriadamente. Hawkins pegou a caixa, fitou-a em seus detalhes e hesitou em abrir naquele instante.

— Pode ser uma armadilha. Não sei...

— Não é melhor abrirmos lá fora para ver? Fora da caverna, dá para fugir se for alguma armadilha. — comentou o outro.

— Ou deixar que o Barba Marrom abra. — Hawkins disse, olhando-o.

— ...melhor assim, não é? — opinou Yasmin.

— Mas... se for algo que o prejudique, vai querer levar para a briga. E estamos em um acordo periódico. — lembrou o outro homem.

— Verei se posso abrir essa caixa. Vamos lá para fora! — decidiu o loiro.

Fora da caverna, Hawkins usou as cartas novamente para ver se havia chances de morte ou de azar se abri-la. Yasmin achava aquilo tedioso, mas nada falava.

— 0% chances. Podemos abrir ou deixar que ele abra. O que vocês acham?

— Melhor ele abrir.

— Melhor antes nós abrirmos, vai que tenha algo que seja mais valioso para nós que ele?

Os dois homens tinham opiniões diferentes.

— Cabe então a Srta. Yasmim decidir.

— Isso se o Capitão não tiver uma opinião que iguale tudo... — observou a moça.

— Não opinarei. Deixarei com vocês a decisão. — comentou com uma curva de sorriso nos lábios, algo meio raro de se ver. Yasmin observou aquilo, apaixonando-se a cada gesto ou palavra que ele falava. “Não... não posso! Mas...” Yasmin lutava internamente, mas já sabia que estava perdida naquela luta.

— Bom, Yasmim: você desempata a decisão. — disse um dos companheiros.

— Certo. Eu opino que Barba Marrom abra essa caixa. É apenas uma caixa, não um baú... talvez ele não se impressione, mas reconheça como um simples presente mesmo. O que for de melhor utilidade para nós, aí nós ficamos!

— Decidido... vamos entregar essa caixa... mas acho que tínhamos que ver algo “maior”... — disse Hawkins.

Enquanto isso, um dos nativos conversava algo que havia observado no bando do Hawkins.

— Eles são em pouca quantidade em relação a outros! — comentou Barba Marrom — e... eles tem uma mulher no bando, é? — perguntou curioso, enrolando parte da barba com os dedos.

— É o que parece...

— Interessante... uóhohohohohoho....



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