História Além do Alcance - Capítulo 5


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags 300 Pistolas, Álvaro Morte, Itziar Ituño, Paixão, Romance
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Palavras 1.657
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Famí­lia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa noite minhas amoras. Como prometido, eis o capítulo do encontro. Espero que gostem, fiz algumas alterações no encontro deles, visando a alegria de vcs. Boa leitura minhas apetitosas!!!

Capítulo 5 - Nova Realidade


Fanfic / Fanfiction Além do Alcance - Capítulo 5 - Nova Realidade

MADRID

ITZIAR

Subi as escadas e quando me deparei com a porta do apartamento suspirei fundo, parecia que eu tinha participado de uma maratona. Toquei a campainha e depois de alguns segundos ouvi o barulho da porta abrindo. Esther era uma mulher jovem, magra, alta, loira, os cabelos em um corte na altura dos ombros. Além de todos esses atributos ainda era simpática e educada. Me convidou para entrar, me cumprimentou com um aperto de mão e em seguida me levou para conhecer o local. Nada de muito diferente do que eu vi pelas fotos que ela tinha mandado para o meu e-mail. O imóvel tinha uma sala estilo americana, com um balcão a dividindo da cozinha. Uma varanda, pequena mais muito graciosa. Tinha um banheiro social que ficava em um corredorzinho ao lado da cozinha, próximo à área de serviço. Dois quartos, uma suíte toda mobiliada e um menor que estava totalmente vazio. Parei de frente a porta que dava acesso a varanda e fiquei pensando em como eu iria decorar aquele ambiente para ficar com a minha cara. Fui acordada dos meus pensamentos por Esther que queria resolver a parte burocrática.

 

- Itziar, podemos dá uma revisada no contrato agora?

Ela sentou-se no sofá e espalhou algumas folhas de papel sobre a mesinha de centro. Sentei-me em uma poltrona de frente a ela e passamos a revisar os papeis.

- Me diz uma coisa. Por que no contrato não tem o nome do proprietário?

- Ele é uma pessoa pública e por conta disso prefere manter sigilo com relação a sua identidade. Por isso usamos somente os dados de pessoa jurídica. Mais não precisa se preocupar, não há nada de errado com o contrato. Inclusive ele anexou uma nova clausula. Caso você queira fazer a quebra do contrato, só pagará 20% do valor total.

Ele é uma pessoa pública – aquilo me deixou curiosa e um tanto apreensiva – até onde aquilo poderia me prejudicar?

- Bom, ele é uma pessoa pública por que é muito conhecido nesse ramo imobiliário?

- Não, ele é ator. O imóvel está para alugar desde que ele casou.

Ator? Aquilo me deixou mais preocupada. Eu melhor que ninguém sabia como funcionava a cabeça de um artista.  

- Quando Esteban me indicou o escritório de vocês ele me disse que eu não tinha com o que me preocupar. Mais diante dessas informações que você me deu, confesso que fiquei um tanto frustrada. E se caso ele quiser quebrar o contrato? Como fica a minha situação?

- Se ele quebrar o contrato você será isenta de qualquer quantia. Mas acho muito difícil isso acontecer. E o escritório te dará uma outra opção de imóvel imediatamente.

Eu estava pedindo aos céus que aquilo fosse verdade. Assinei o contrato. Pronto estava feito. Mal terminamos o assunto e eu já engatei em outro que não tinha nada a ver com o contrato.

- Esther, por acaso você conhece algum lugar próximo daqui onde eu possa comer algo?

- Sim. Tem um restaurante a poucas quadras daqui. Se quiser eu posso te deixar lá. Não te faço companhia por que tenho que visitar outro cliente.

- Vou tomar um banho rápido e aí nós podemos ir.

A campainha tocou e eu fui atender. Era Heitor com minhas malas, finalmente. Pedi que as colocasse no canto da sala e agradeci o enorme favor que ele me fez. Peguei uma das malas e levei até o quarto. Tirei uma roupa limpa, uma toalha e entrei no banho. Não demorei muito pois Esther me esperava para me dar uma carona. Terminei de me arrumar e segui com ela para fora do prédio. Entramos no carro e fomos direto para o restaurante, não conversamos muito, o caminho até lá era bem curto. Chegamos ao estabelecimento, desci do carro, abaixei-me na altura da janela e agradeci pela carona e pela ajuda que ela estava me dando com o apartamento.

Ajustei minha roupa – eu estava usando um vestido, simples. Na cor azul, de alcinhas. Com uma jaqueta jeans por cima e nos pés uma sandália sem salto, foram as primeiras coisas que eu consegui encontrar no meio daquela bagunça que estavam as minhas malas – passei as mãos pelos cabelos, ajustei a bolsa em meu ombro e entrei. O lugar era bem interessante. Muitas mesas, um balcão de um tamanho bem generoso e ao fundo um palco – aquilo me deixou animada – caminhei por entre as mesas admirando a decoração do lugar. Eu só podia estar bem distraída – se tratando de mim, isso não é nenhuma novidade – ao tentar me aproximar do balcão para pedir uma bebida, esbarrei em um homem, foi um tombo que se pudesse ser medido na escala Richter, com certeza seria em nível 7.0 – aí vem a rainha do desastre, sai da frente – me desequilibrei e quase caí, fui salva por seus braços, que foram ágeis a ponto de me livrar de uma queda. Ele era alto, cabelos e olhos negros, um olhar penetrante e tinha uma postura impecável – pensei comigo mesma, acho que vou gostar de Madrid mais do que eu pensava – pedi-lhes desculpas pelo tombo. O encarei meio sem jeito e com um sorriso totalmente sem graça baixei o olhar fitando os meus próprios pés e como sinal do meu nervosismo coloquei uma mecha de cabelo atrás da orelha.

- Cuidado moça, desse jeito pode se machucar.

Ele lançou um sorriso de canto a canto da boca, me encarou por alguns segundos e me deu passagem para eu chegar até o balcão.

- Perdão. Eu estava distraída apreciando a decoração do ambiente e esbarrei em você. Não foi intencional.

- Tudo bem. Mais da próxima vez que esbarrar assim em mim vai ter que pagar a minha conta.

- Posso pagar uma bebida agora se quiser – ora, mais onde eu estou com a cabeça? Não acredito que fiz isso, eu estou convidando um desconhecido para beber algo comigo. Que mudança em Itziar, pensei comigo mesma.

Ele olhou para o relógio e se desculpando recusou meu convite. Se aproximou do balcão, chamou o barman pelo nome – com certeza era um cliente assíduo – pagou a conta e antes de sair virou-se para mim e disse:

- Se eu fosse você não bebia nada muito forte. Vai que na volta para casa você leva outro tombo, eu não estarei lá para te salvar. Piscou para mim e me virou as costas indo em direção a saída. Não tive tempo para dá uma resposta – sujeito mais presunçoso. - O acompanhei com o olhar até ele sair do restaurante e desaparecer das minhas vistas. Quando voltei meu olhar para o balcão, avistei uma chave de carro, não pensei muito, simplesmente a peguei e corri em direção a saída para tentar alcança-lo. No momento em que abri a porta, ele voltava – com certeza a procura da chave – quase batemos um no outro, ele tentou desviar e pisando em falso no degrau da pequena escada que tinha ali, desequilibrou-se e caiu. Não pude evitar a gargalhada.

- Vai ficar aí rindo ou vai me ajudar a levantar? – Ele falou com uma cara de dor.

- Se não me falha a memória o herói aqui é tu. – Não contive o riso, mas estiquei o braço oferecendo-lhe a mão para ajudar a levantar. Ele segurou em minha mão e quando já estava de pé parado a minha frente, surpreendeu-me dizendo:

- Talvez a heroína aqui seja você. – Se aproximou de mim e me deu um beijo, carimbando metade dos meus lábios com os dele. Pegou as chaves de minha mão e com um sorriso cheio de malícia me deu adeus e entrou no carro. Sem nomes, sem endereços, sem telefones trocados. Simplesmente foi.

Entrei no restaurante, fui até o bar e pedi uma bebida – gim e tônica, por favor – queria algo forte, não para me embebedar, somente para me ajudar a pega no sono mais rápido. Eu estava fisicamente cansada, mais meu cérebro insistia em trabalhar feito uma máquina desgovernada. Eu sabia que quando voltasse para casa demoraria a dormir e ficaria mais uma noite brigando com meus pensamentos, que agora tinha mais uma coisa pra agregar. – Porque ele me beijou? - Pedi ao garçom que me levasse até uma mesa, fiz a escolha no cardápio e não demorei muito mais por ali. Apesar de saber que não conseguiria dormir bem eu queria voltar cedo para casa e tentar organizar alguma coisa daquela bagunça que eu deixei pelo apartamento. Terminei a refeição, paguei a conta e ainda lá dentro eu pedi um carro pelo app. Cheguei em casa, mexi em algumas malas mais logo resolvi desistir da arrumação. Peguei uma muda de roupa e deixei separada sob o sofá para facilitar a minha vida na manhã seguinte – a manhã seguinte, talvez fosse isso que estivesse tirando meu sono – troquei o vestido que eu estava usando por uma camisa larga e uma calcinha confortável. Deitei-me na cama na intensão de descansar, afinal pela manhã eu teria que está na companhia para o meu primeiro dia e não queria chegar atrasada, muito menos com um semblante cansado que entregasse a falta de descanso do meu corpo e da minha mente durante essas últimas 72h. Falhei miseravelmente, como eu poderia dormir com a ansiedade tomando conta de mim? – Não sei o que me apreendia mais, o fato de ter de encarar um novo trabalho, com pessoas desconhecidas em uma cidade que não era a minha ou o fato de que eu poderia nunca mais encontrar o cara do restaurante. – Essa droga de pensamento vai ficar martelando na minha cabeça logo agora? – Era inevitável não pensar nele, afinal ele me deu um meio beijo que valeu por um beijo inteiro. Sem contar que ele era lindo e cheiroso. Tanto que ainda podia sentir o seu cheiro em minha mão. Disse em pensamentos para mim mesma que eu precisava descansar, mas sempre que fechava os olhos era ele que vinha em minha mente.

 

 

 

 

 


Notas Finais


E aí ??? Gostaram??? Comentem. Amo o comentário de vcs. Amo as mensagens no meu privado. Amo vcs!!!


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