História Além do Alcance - Capítulo 6


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags 300 Pistolas, Álvaro Morte, Itziar Ituño, Paixão, Romance
Visualizações 57
Palavras 2.181
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Famí­lia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Quase não dá tempo kkkk... Mais cheguei antes das 00h ... Aproveitem o capítulo 💚
E comeeeeeeeentem !!!

Capítulo 6 - Surpresas


Fanfic / Fanfiction Além do Alcance - Capítulo 6 - Surpresas

MADRID

ÁLVARO

Saí do banheiro e vi Blanca deitada na cama virada para o lado oposto ao meu. A luz de seu abajur já estava apagada – ou ela estava de fato cansada, ou interpretava melhor que eu – deitei-me e só podia estar muito cansado, por que quando dei por mim o dia já estava amanhecendo. Ultimamente os dias sempre iniciavam da mesma forma, levanto, tomo banho, organizo meu material de trabalho e vou para cozinha ajudar Blanca a preparar o café. Sentamos a mesa com as crianças e agora com a cabeça descansada tento um novo diálogo com ela.

- Vais passar o dia em casa com as crianças ou tem algo para resolver fora? – fiz a pergunta querendo mostrar algum interesse sobre a rotina dela. Antes que ela pudesse me responder, ouvi a campainha tocar e ela levantou-se da mesa para atender a porta. Era minha sogra. Blanca cumprimentou a mãe e voltando-se para mim disse na maior naturalidade do mundo:

- Vou viajar e mamãe veio buscar as crianças para ficarem com ela e papai. Tu andas muito ocupado. Não daria conta sozinho. - Terminou de despejar tudo isso em cima de mim e foi dando as costas ido direto para o quarto.

Levantei e fui atrás. Saí da cozinha com tanta raiva que nem cumprimentei Cristina. Entrei no quarto e ela já estava arrumando a mala. Pela quantidade de coisas que estava pegando seria uma viagem curta. Mais o tempo que ela iria passar fora era o de menos para mim naquele instante.

- A quanto tempo essa viagem está programada? Perguntei tentando manter a calma.

- A alguns dias. Haverá uma feira da moda em Paris e me servirá como inspiração para a nova coleção. Aquela cidade respira moda. – Disse ela naturalmente.

- E porque não me comunicou antes? – minhas palavras já saiam em um tom mais agressivo.

- Álvaro, Paris é aqui do lado. Serão só 3 dias, não precisa armar um circo por conta disso.

- Não se trata de quanto tempo vai passar lá. A questão aqui é que você simplesmente anda me ignorando. E nem ao menos sei o que eu fiz para merecer esse seu comportamento. Não conversa mais comigo, não me fala mais sobre seus projetos. Toma decisões sobre nossos filhos sem me comunicar. Eu ainda sou seu marido Blanca. – Eu sabia que a melhor opção para as crianças era ficar na casa dos avós, mas eu tinha o direito de saber sobre o que se passava na minha casa, na vida dos meus filhos e até na vida dela.

- Deixa de ser dramático. Eu só ando com a cabeça cheia demais para me apegar a detalhes. – Aquelas últimas palavras foram a gota d’água para mim. Eu precisava sair dali ou faria uma besteira. Dei as costas e antes de sair do quarto deixei meu recado.

- Ok. Faça como quiser. Só espero que não se arrependa depois.

Passei pela sala e Cristina estava no sofá com as crianças tentando distrai-las enquanto Blanca terminava de fazer as malas. A cumprimentei com um beijo no rosto e em troca recebi um carinho em minha barba. – Nós éramos grandes amigos – me despedi dos meus filhos, peguei a chave do carro na mesinha ao lado do sofá e saí de casa.

Cheguei ao canal mais cedo, então aproveitei para fazer umas ligações. Tinha que falar com Esther – minha corretora de imóveis. – Ela havia me ligado mais cedo e não pude atende-la. Liguei em seu celular, ela atendeu de imediato. Falou-me sobre o aluguel do apartamento em que eu morava quando casei com Blanca. Disse que o contrato já tinha sido assinado e que eu não precisaria me preocupar com o locatário. Ao que parecia a pessoa que alugou o Apê se mostrou comprometida e honesta. Aproveitava o silencio da sala de descanso quando fui tirado do meu sossego por Irene e Valeria. As duas sempre andavam juntas. – Rivalidade só na frente das câmeras – Valeria era casada a alguns anos com o diretor de jornalismo do canal, um casamento sóbrio, eu diria. Irene era solteira, ainda não tinha encontrado - como ela mesma diz – a sua pareja perfeita. Ela não engolia meu casamento com Blanca, é daquelas mulheres que diz o que acha sem se importar se vai machucar ou não. Enfatiza que Blanca é muito sem sal para mim, tendo em vista que eu sou um sujeito divertido e brincalhão - e essas características são opostas as de minha esposa.

- Bom dia meu par romântico! – Disse Valeria com um sorriso divertido nos lábios.

- Meu par romântico você quer dizer né? – Irene saltou na frente dela cruzando os braços e fazendo uma cara de deboche que era típico dela. Fiquei ali sentado vendo as duas brigarem pelo meu personagem.

- Não esqueça que na trama ele é casado comigo. – Valeria fala e logo senta ao meu lado no sofá.

- Mais como tu és incapaz de satisfazê-lo, é atrás de mim que ele vai quando viaja a trabalho. – Após esse comentário malicioso de Irene eu decido entrar na conversa.

- Calma meninas, tem Oscar para todo mundo. Não precisa de briga. – falo isso passando a mão pelo peito na tentativa de ser sensual. E acho que foi sem sucesso. As meninas caíram na risada e só me restou rir junto com elas.

Fomos alertados para nos trocar, as gravações já começariam e nós ainda não tínhamos nem vestido as roupas de nossos personagens. Dei um beijo no rosto de cada uma delas e fomos cada um ao seu camarim para começar a dar vida aos nossos personagens. O dia não tinha começado da melhor maneira, mais não significava que precisaria terminar assim. O dia foi bastante puxado e eu agradeci por não ter que fazer nenhuma cena emotiva naquele dia. Depois da discussão com Blanca a última coisa que eu queria era momentos tristes. Na saída do canal encontro-me com Irene – bastante animada, por sinal – e logo ela vem me convidando para tomar umas cervejas com nossos companheiros de elenco. Explico que tenho uma reunião na companhia e que por conta disso não poderei me juntar a eles – nesse momento era tudo que eu precisava. Amigos, risadas e cerveja. Mais já tinha combinado com Esteban e confesso que devido ao começo das gravações da série eu estava um tanto ausente do nosso projeto - ela franze a testa e faz uma careta em represália ao meu não.

Entro na companhia e vou direto para sala de ensaios. Fael e Anna – colegas de elenco da companhia - estão escolhendo o repertório do espetáculo. Os cumprimento e pergunto por Esteban. Anna diz que ele está com Iris – nossa figurinista, desde que Blanca decidiu se afastar - dando uma última olhada nos figurinos. Vou direto ao encontro dele. Entro na sala dos figurinos e Esteban está lá em um papo bem interessante com Iris.

- Atrapalho – digo enquanto dou algumas batidinhas na porta.

- Boa noite meu amigo. Pensei que não ia aparecer. – Esteban vem ao meu encontro e me dá um abraço. Retribuo.

- Não te disse que viria. Bora começar! – Tento colocar animação em minhas palavras, mas ele me conhece bem demais para saber que eu não estava no meu melhor momento.

- Só se for agora. Vamos para a tua sala. – Nos despedimos de Iris e seguimos para lá.

Mal entramos e ele já veio me perguntando o que tinha acontecido. Eu expliquei tentando ser o mais breve possível. Naquele momento eu queria esquecer Blanca e mergulhar de cabeça no trabalho. Falamos sobre a peça, sobre o andamento dos ensaios, figurino, repertório musical. Já estava quase tudo pronto, tirando o fato que teríamos uma nova companheira e que ela não conhecia nada sobre o espetáculo. Mal chegou e já estava entrando no olho do furacão. Mais como Esteban sempre fazia questão de enfatizar sua competência, eu me sentia mais aliviado e ao mesmo tempo curioso. Veio um click em minha mente e eu lembrei que a espera de a conhecer estava acabando. Amanhã seriamos apresentados.

Minha companhia era bem ativa, já oferecemos vários espetáculos aos nossos espectadores, mais nunca nenhum deles tinha sido patrocinado e divulgado como esse. Então capricho e profissionalismo não podiam nos faltar. Dei graças a Deus o dia está chegando ao fim, a reunião com Esteban havia acabado. Todos os detalhes estavam ajustados e só estava faltando nossa mais nova integrante juntar-se a nós.

Já passava das 19h quando eu saí da companhia para enfim ir para casa. Ia pensando como seria quando chegasse lá e só encontrasse o silêncio – há muitos anos eu não sei o que é estar sozinho em casa – lembrei que não teria comida pronta e decidi passar em um de meus restaurantes preferidos para jantar e tomar um vinho antes de ter de encarar a solidão. Já frequentava o local a bastante tempo – quando era solteiro principalmente – e conhecia desde o barman até o cozinheiro. Chegando ao local fui de pronto cumprimentar meus velhos amigos – Sr. Martins, o maitre e Lucas, o barman – ficamos ao pé do balcão jogando conversa fora enquanto eu me deliciava de uma taça de vinho tinto. Passamos alguns minutos falando sobre nossas vidas – eu no caso, falei só a parte boa. Não queria encher a cabeça dos meus amigos com meus problemas. – Decide ir para uma mesa e fazer o pedido. A tempos não saboreava uma ótima carne. E aquele lugar oferecia o melhor filé à parmegiana do mundo. Sr. Martins me serviu outra taça de vinho para fechar com chave de ouro aquela refeição dos deuses. Estava satisfeito. Ele me perguntou se eu queria a conta, mas eu preferi ir direto ao caixa. Era um pretexto para jogar mais dois dedinhos de conversa fora com Lucas. Quase chegando no balcão levei um esbarrão de uma mulher que ao meu ver andava um tanto distraída. O encontro do corpo dela com o meu foi tão impactante que se eu não tivesse sido ágil da maneira que fui, ela certamente tinha ido ao chão. Segurei-a em meus braços e por uma fração de segundos nossos olhares se encontraram. Ela tinha olhos grandes e castanhos. O cabelo em tom loiro escuro que deixava o castanho dos olhos ainda mais encantador. Usava um vestido azul meio hippie. E cheirava a paz. Lhe ajudei a se equilibrar e recomendei que tivesse mais cuidado. Ela deu um sorriso tímido e colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha enquanto me pedia desculpas, explicando que estava distraída e que não tinha a intensão – Confesso que a maneira como ela colocou aquela mecha de cabelo atrás da orelha mexeu comigo. – Fiz uma brincadeira com ela dizendo que dá próxima vez que isso acontecesse eu a faria pagar minha conta. E fui surpreendido quando ela me convidou para beber algo, confesso que o convite foi tentador, tudo que eu mais queria naquele momento era poder me distrair um pouco, mais não queria piorar as coisas em casa e ficar ali bebendo com uma desconhecida – correndo o risco de fazer uma besteira – com certeza não me ajudaria. Além do que, no dia seguinte eu teria outro dia cheio. Fui ao balcão e decidi não demorar, meu corpo já pedia por descanso. Paguei a conta, me despedi de Lucas quando então escuto a voz dela pedindo um gim tônica. – Mal pude acreditar que aquele ser aparentemente tão frágil acabara de fazer aquele pedido. – Não resisti e tirei mais uma brincadeira com ela. Disse que fosse com calma, pois o próximo tombo poderia não ser em um cara tão ágil quanto eu. Na mesma hora vi seu semblante ainda tímido transforma-se em um rosto sério. Dei as costas e fui direto para saída. Contava os segundos para chegar em casa e poder descansar. Quando cheguei no carro dei conta que esqueci a chave em cima do balcão. Voltei para buscá-la e quando abro a porta ela vem correndo ao meu encontro com a chave na mão, seria outro tombo se eu não tivesse tentado desviar para não a machucar. Consegui protege-la só que dessa vez eu que fui ao chão. Ainda no chão eu olhava pra ela gargalhando, cobrindo o rosto com as mãos na tentativa de amenizar o som da risada. Perguntei se não iria me ajudar e ela estendeu a mão para que eu me apoiasse e por fim levantasse. Ela não conseguia se controlar e ria escancaradamente – a risada mais linda que eu já tinha visto – e ainda fez questão de enfatizar que a poucos minutos eu havia dito para ela ter cuidado. Eu ri com as palavras e agradeci dizendo que a heroína ali era ela. – Ela havia salvado meu dia com aquela risada gostosa e com aquele cheiro delicioso. – Me aproximei e dei um beijo em seu rosto, aproveitando o momento eu experimentei metade da sua boca. Eu só podia está louco, mas nos últimos meses essa tinha sido a loucura mais incrível que eu tinha vivido. Entrei no carro e sem ao menos perguntar seu nome ou trocar nenhum telefone eu fui embora.  


Notas Finais


Tô ansiosa pelo capítulo 10 🤣


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