História Além do Kimono -jikook- - Capítulo 3


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Drama, Época, Fluffy, Gueixa!au, Jikook, Kookmin, Romance
Visualizações 16
Palavras 2.171
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Cross-dresser, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Primeiro eu tenho que falar sobre quimono rs, sobre quem veio me questionar o termo. Bem, a roupa tradicional do japão são os quimonos e eles estão no japão nessa au e então tá tudo certinho. Sobre o título... é só porque achei mais bonito com k mesmo rs.
Mais uma vez agradeço a todo mundo está acompanhando, comentando, favoritando, adoro vocês <3
Aproveitem que tá doce esse capítulo!

Capítulo 3 - Quimonos dourados


Jimin demorara para reparar, mas JungKook não usava as roupas que estava acostumado a ver nele. O quimono muito bem colocado era todo dourado com linhas vermelhas traçando inúmeras rosas em suas mangas. Como toda gueixa, sabia medir um valor de qualquer peça de roupa e aquela era mais valiosa que toda a okiya em que vivia. Além disso, notou que no rosto de Jeon possuía alguns traços sutis, mas ainda perceptíveis de maquiagem. O cabelo negro estava muito bem arrumado, algo nunca visto antes por Jimin em Jeon.

Havia uma comitiva acompanhando JungKook, mas eram muitos e quando ele lhes disse para esperarem na rua, todos abaixaram ao máximo suas cabeças como sinal de respeito e permaneciam em tal posição.

O pequeno nada soube dizer, as palavras não saíam e sua cabeça não processava frases decentes no intuito de questionar o que estava realmente acontecendo ali. No fundo, tivera um certo alivio em saber que Jeon já sabia de tudo, mas a apreensão de como ele reagiria a tudo aquilo era sufocante.

Apenas abriu passagem indicando que JungKook poderia entrar para conversarem, sentiu-se pequeno e tímido diante de tantos olhares deixados para o lado de fora do portão. Toda a coragem que reunira instantes antes, já não mais existia. As mãos tremiam como se tivesse frio e os olhos vagavam por seus pés.

O maior ficou parado diante da entrada da casa, esperando quando reação positiva de Jimin e quando ela não veio, só lhe restou estender-lhe a mão para entrarem. O gesto pareceu certo, os olhos verdes se focaram totalmente em JungKook e sua mão – que também tremia – esperando pela mão menor de Jimin. Pouco a pouco ele andou na direção de seu amigo e tocou a mão dele, a sentiu gelada além do comum e a apertou. Ambos trocaram um simples olhar e adentraram pela porta.

A mãe da okiya ofereceu a Jeon um chá de Jasmin, ele agradeceu com uma postura exímia chocando Jimin que observava cada movimento seu. Quando finalmente foram deixados sozinhos – no cômodo principal – um silêncio constrangedor se instalou. Sabiam que Jimin tinha muitas perguntas, mas estava difícil para qualquer um dialogar.

O chá fora entregue e ambos agradeceram a mais velha, a qual saiu novamente deixando o recinto tão quieto como jamais fora. JungKook parecia indecifrável ao conter qualquer emoção para si, até mesmo parecia com alguém pertencente a realeza. Sentava-se como um, vestia-se como um, bebia o chá como um e ainda se manteve na posição como um. O espantou tomou o rosto de Jimin ao se dar conta do que estava acontecendo ali, ele que sempre se apresentou a nobreza os saberia reconhecer.

– Quem-quem é você? – gaguejou e quase falhou a voz ao ser tomado pelo espanto.

– Finalmente você percebeu – JungKook respondeu animado desmanchando toda a pose.

– Então, você não vende só frutas? – perguntou com receio.

– Não, – seus olhos não desviavam dos de Jimin – eu as vendia também para conhecer meu povo.

– Seu povo? – aquilo estava deixando-o cada vez mais confuso e perdido.

– Eu sinto muito em não ter lhe contado antes, – respondeu com tristeza desviando dos olhos azuis pela primeira vez – mas, assim como você, eu também não podia.

– Quem é você? – repetiu a pergunta, a diferença estava no tom de voz mais firma de Jimin.

– Eu sou aquele que representa toda a nossa nação, – respondeu com pesar assumindo o semblante neutro – eu sou o Imperador do Japão. Sou o próximo na linhagem, pelo menos.

– Você é o Príncipe que fugiu do palácio? – Jimin tapou a boca com as mãos ao perceber que o tratava com muita intimidade.

– Talvez? – JungKook tentava sorrir de seu próprio embaraço.

– Jeon – Jimin iria o repreender, mas foi cortado.

– Eu apenas não queria aquela vida, não quis viver um legado – confesso cabisbaixo.

Naquele momento Jimin percebeu como eram parecidos, pois viviam a vida que alguém planejara para si e nunca, ao menos, lutaram por algo diferente.

– Sinto muito lhe esconder isso, eu confio em você – JungKook continuou ainda com receio de fitar os olhos verdes. – Mas tive muito medo de te perder.

– JungKook, olhe para mim – Jimin o chamou e depois de semanas conseguiu sorrir aliviado. – Eu te entendo perfeitamente, porque também tive esse medo. Por isso escondi tudo de você, mas nem assim eu consegui.

– Jimin, – Jeon se aproximou, agora sentado bem à frente do outro, segurou as pequenas mãos alheias – me diga porquê temia que eu me afastasse.

– Porque... – um turbilhão de imagens passou pela mente de Jimin e a resposta veio clara – Porque eu não saberia viver sem você.

Jeon levou ambas as mãos de Jimin até seus lábios e as beijou suavemente. A reação do menor fora imediata, ficou totalmente rubro e se encolheu. Ele nunca fora tocado daquela forma antes. JungKook analisou com muito cuidado as reações de Jimin.

– Te incomoda se eu faço isso? – Jeon perguntou com receio e mesmo com muita vergonha, Jimin mordeu os lábios e negou com a cabeça. – Mesmo? Porque não é o único lugar que eu desejo te beijar.

Jimin não sabia como reagir ao olhar tão intenso que JungKook lhe dava, e ainda assim, não tinha medo ou qualquer receio. Sentia-se seguro e, obviamente, curioso sobre qual seria o outro local.

– Mas antes, – Jeon continuou sem desviar dos olhos de Jimin – eu preciso te contar algo muito importante antes de voltar ao palácio.

– Você vai embora?

– Bem, eu precisei chamar alguém de lá e agora que me encontraram, não posso mais fugir – esboçou um falso sorriso e apertou levemente aos mãos pequenas.

– Tudo por minha culpa – Jimin disse baixinho ao pensar em quanto ele deveria ter gasto com seu leilão.

– Não diga isso, eu nunca me perdoaria se deixasse aquilo acontecer.

– Mas e agora? – os olhos verdes se encheram de lágrimas com a ideia de um despedida.

– Agora, – JungKook levou a destra para limpar uma lágrima que teimou em cair sobre a bochecha rosada de Jimin – não posso mais sair de perto de você. Não vou te deixar aqui para que alguém lhe faça mal e por isso preciso que saiba de algo.

– O que eu preciso saber? – perguntou com medo, em sua cabeça só existiam pensamentos negativos.

– Que você é a pessoa mais importante da minha vida – respondeu com sorriso no rosto. – Seria impossível viver sem ter você por perto, sem ver seus sorrisos, sem ouvir sua risada e até mesmo, sem levar aqueles tapas.

As lágrimas não eram mais contidas e Jimin chorava copiosamente. Já Jeon, sorria e limpava todas elas. Deu um tempo para que ele se acalmasse e puxou-o para um abraço – fazendo-o sentar em seu colo. O gesto fora impulsivo e mais uma vez o menor sentia-se totalmente seguro nos braços alheios.

– Eu também não conseguiria viver sem você aqui – ainda que abafadas, pois Jimin escondeu seu rosto no peito de JungKook, as palavras saíram com muita naturalidade.

– Jimin, eu amo você – Jeon sempre quis proferir seus verdadeiros sentimento, porém sentiu o menor o empurrar e se afastar. – O que-

– Não! – Jimin o cortou.

– Você me repudia? – JungKook tentou se aproximar, mas o outro apenas se afastava.

– Você ama a gueixa – não era uma pergunta. – É ela que deseja tocar e não a mim. Jimin é a gueixa.

– Jimin – aquilo pareceu irritar Jeon que apenas respirou fundo antes de continuar. – Eu sempre te observei, desde quando se tornou uma Maiko e parecia que eu nunca te alcançaria e por isso eu esperei e quase te perdi – controlou ao máximo sua fúria nas palavras. – A culpa foi toda minha em te manter vivendo assim. Eu não quero uma gueixa, – desdenhou todas elas ao dizer a palavra – porque eu sempre quis e continuo querendo você da forma que é e sempre foi.

Eram muitas informações para Jimin digerir, sentiu a cabeça latejar e se viu perdido. Jimin era a gueixa e Yuuki era o menino perdido que cuidava da okiya. Jeon conseguira se reaproximar agora e continuava focado em desvendar todas as reações de Jimin.

– Tenho outra coisa para te contar – JungKook ditou tentando manter o semblante sério.

– Mais uma? – suspirou em resposta aguardando.

– Como uma gueixa, você é ótimo escolhendo frutas – foram necessários alguns segundos para que Jimin entendesse. Deferiu sem dó um tapa no braço do imperador que gargalhava.

– Você quis dizer aquilo mesmo? – Após alguns minutos em silêncio, Jimin o questionou.

– Que eu amo você? – Jeon devolveu com outra questão e quando o viu afirmar com a cabeça emendou – Eu tenho plena certeza.

 

[...]

 

A passagem de Maiko para Gueixa seguia um protocolo minucioso e Jimin deveria seguir todos para provar que assim havia ocorrido tudo. Se vestir adequadamente estava incluso, além de uma breve apresentação quando finalmente fosse declarada Gueixa.

Jeon deixou tudo preparado para que isso acontecesse, Jimin iria até o local mais luxuoso de Kyoto pertencente a família real e com um quimono digno da realeza. Todos saberiam assim, que a gueixa era de exclusividade sua e com isso evitariam qualquer outra pessoa no encalço do menor.

JungKook garantiu que seu plano daria liberdade a Jimin, pois não o iria prender junto a si no palácio real. Mas o que o herdeiro do Japão não sabia, era que em nenhum momento o outro pensava em abandona-lo.

Com tais pensamentos, a Maiko iniciou sua caracterização com a ajuda de toda Okiya. A água morna do banho era revigorante para o corpo de Jimin que a tempos pedia por água quente – uma raridade e luxo que não tinham sempre por ali, o sabonete especial com cheiros de flores era delicadamente passado por todo seu corpo. Cada antiga Gueixa queria se certificar que estava devidamente limpo, puro e bem apresentável.

Ele resmungou um pouco ao sair da água ainda agradável, mas seguiu um pouco mais corajoso para o próximo passo. Vestiu uma roupa comum, simples e leve antes de a sobrepor com o quimono elegante que recebera de JungKook. Quando abriu a enorme caixa quadrada, todas as velhas senhoras soaram chocadas em um único som.

– Deve ser muito valioso – uma se aproximou rapidamente para tocar o tecido dourado.

– Ele deve amar muito você – a outra seguiu a primeira.

– Certifique-se de devolver corretamente – kaa-san soou firme e decidida. Sua ordem quebrava a tradição de todos os Okiyas até então, pois os quimonos permaneciam em suas casas e eram passadas para as futuras Maikos quando a Gueixa em questão se aposentasse.

– Tem certeza disso? – Jimin arriscou pergunta, já que o quimono parecia muito mais valioso que a própria casa e tudo que nela possuíam.

Ambos avaliaram a feição um do outro por longos segundos e com um único aceno de confirmação, a Mãe da Okiya se retirou da casa de banho. Jimin a seguiu em silêncio com o quimono em mãos. O próximo passo era o mais detestava, a maquiagem de uma Gueixa.

Sentou-se no meio do quarto destinado aquela tarefa e aguardou kaa-san com as pinturas destinadas as gueixas. Começou prendendo todo seu cabelo para receber a peruca preta já adornada com os acessórios típicos, mas antes a base branca era necessária se passada por toda a pele incluindo partes do pescoço e busto que ficariam expostos.

Jimin enfeitava diligentemente sua peruca, antes odiava a tarefa, mas aquela seria a última vez que a Maiko Jimin sairia pelas ruas. Encaixou outro presente no topo da peruca já com o penteado devidamente preparado – um kanzashi com vários flores de cerejeira.

– Você terá a felicidade que os deuses não concederam a sua mãe, meu pequeno – o pequeno sorriso do loiro aumentou ao ouvir kaa-san confirmar aquilo que apenas parecia um sonho.

Olho a olho ela os delineava para realçar os olhos verdes, a tarefa era difícil e Jimin não mexia um músculo enquanto a maquiagem era finalizada. Apenas abriu os olhos quando ela pediu, logo o carvão frio tocou suas sobrancelhas e por fim um pincel molhado tocou seus lábios para os deixar mais vermelhos e destacados.

Qualquer um que olhasse sua maquiagem o veria como uma verdadeira Gueixa, pois finalmente no final do pescoço havia a indicação de que não seria mais uma Maiko – o pescoço agora estava completamente branco. A cor era a principal característica de uma Gueixa e indicava que já não era mais imatura como fora outrora.

A peruca foi coloca com cuidado e só faltava o extravagante quimono. Ele não era apenas dourado, mas reluzia diante da luz, a qual dependendo da intensidade poderia cegar qualquer um. Jimin sorriu ao lembrar das palavras de JungKook.

Esse quimono irá te proteger de maus olhos.

Só agora compreendia o peso de tais palavras, pensou ser algum tipo de crença de Jeon, mas ele apenas queria cegar todos que tendessem a perder muito tempo observando Jimin.

Para concluir a caracterização faltava apenas o quimono e o okobo – sapatos de madeira com salto destinados a gueixas –, assim, as outras senhoras surgiram no cômodo para dar auxílio a Jimin com a vestimenta. O tecido era pesado e não era à toa, inúmeras trutas negras a decoravam contrastando com o delicado dourado do tecido. Um quimono digno de um Imperador.


Notas Finais


E então?


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