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História Além do oceano - Clace - Capítulo 1


Escrita por: e Cassie_Fray2


Notas do Autor


Hellou, amores, tão bem?
Eu sei, eu sei. Faz um bom tempo que eu não escrevo aqui no spirit. Na verdade, bastante tempo.
Mas "vcs não imaginam o prazer que é estar de volta".
Lovely foi pro beleléu, fiquei triste, mas vida que segue. Enquanto eu não reescrever ela, vou dar minha atenção somente a essa e a garota do calendário. E é isso.
Beijo, senti saudades.
Boa leitura 📖💜💜

Capítulo 1 - Volta as aulas.


Fanfic / Fanfiction Além do oceano - Clace - Capítulo 1 - Volta as aulas.

{CLARY}

Era meu último ano do ensino médio, e eu daria o melhor de mim, ainda mais que ele estaria lá. Jace Herondale estaria na mesma escola que eu, um verdadeiro caos.

Desde pequena sei que entre nossas famílias existem várias histórias ruins, e que todos os Herondale sempre são ruins para tudo!

Eu tinha voltado de New York a duas semanas, minha viagem para lá tinha sido ótima e rever meus primos por parte de pai era sempre uma coisa maravilhosa. Todos eram arrumados e bem educados. Típico dos Morgenstern.

— Bom dia, papai. — me sentei na mesa sorrindo, eu já estava com o uniforme da escola. Meu pai estava de terno e sua maleta estava na mesa, como sempre. — Você vai passar o dia inteiro no escritório hoje?

— Bom dia, princesa. — meu pai sorriu. — Sim, eu vou passar o dia no escritório. Mas não se preocupe, sua mãe vai fazer compras com você assim que voltar do colégio.

— Tudo bem. — coloquei um suco pra mim. — Você acha que meu irmão vai vim aqui esse mês? — perguntei dando um gole naquele delicioso suco de maracujá e menta.

Meu irmão mais velho foi morar na Rússia quando eu tinha sete anos, desde então não tenho tanto contado. Sei que ele vai se casar e que sua noiva está grávida, mas somente isso.

— Princesa, você tem que entender que Jonathan está não só em outro país, mas também está em outro continente. Fica difícil pro seu irmão vim visitar a gente. — falou e eu assenti.

Assim que terminei de tomar meu café, meu pai me levou para a escola, e para a minha alegria ainda não tinha visto Jace. Mas queijo era temporário, e eu sabia que uma hora ou outra eu veria ele.

Durante minha viagem para New York, tivemos um passeio incrível de iate, mas ele estava lá. Eu tinha vontade esquecer algumas coisas daquela viagem, mas sabia que ia ser impossível.

— Clary, amiga. — Aline e Maia falaram e coro e vieram até mim.

Ah senhor, ninguém merece.

— Oi, meninas. — falei colocando um sorriso no rosto. — Vamos entrar? Está muito calor aqui fora. — disse e não esperei nenhuma resposta, apenas comecei a andar e as duas me seguiram.

— Vocês gostaram do uniforme desse ano? Eu sinceramente não, acho que o azul é uma cor muito triste. — Maia olhou para eu e Aline.

— Não culpe uma cor por sua vida ser uma merda, Maia. — Aline respondeu e Maia apenas revirou os olhos. — Não vem com essa de descolada pro meu lado, você sabe muito bem como isso termina.

— Tanto faz, Aline. — Maia deu de ombros. — Você se acha superior só por que seu pai é um empresário? Não é. Então fica na sua.

— Maia, em que momento começamos a falar sobre balança social para saber quem tem mais dinheiro? Pelo amor de Deus, é o primeiro dia ainda, dá uma segurada. — falei olhando para as duas, e depois daquilo só andamos em direção aos armários em silêncio.

Quando finalmente pegamos nossos materiais, fomos para o pátio tomar algum suco, aliás ainda faltava alguns minutos para o sinal bater.

— Meninas, finalmente achei vocês. — Magnus veio até nós. Ele estava incrivelmente lindo e brilhante, como sempre. — Eu amei o uniforme desse ano, já estava na hora de trocar aquele vermelho sem graça.

— Também acho. — sorri para ele. Magnus é o único que me entendia, e o único que sabia todas as partes da minha viagem. — Mag, minha mãe e eu vamos fazer compras hoje, quer ir? — perguntei.

— Ah, e a gente, Clary? Você não vai chamar? — Maia perguntou. Aline apenas ficou olhando.

— Maia, minha mãe não quer que eu saía com você desde aquela vergonha que você me fez passar na frente do meu pai. Então, não. Eu não vou chamar, é só o Magnus. — respondi revirando os olhos.

— Beijos de luz. — Magnus sorriu e piscou.

— Que se foda, até parece que vai ter algo demais. — foi a última coisa que Maia disse antes de sair e Aline sair atrás dela.

Obrigada, Deus.

— Eai, parece que o grandão tá na sua sala, fofa. — Magnus me provocou.

Eu sabia exatamente o que ele queria dizer com a palavra "grandão", mas puta que pariu, aquilo era muito estranho. Eu nunca devia ter feito aquilo, nunca.

— Tá bom, Magnus, eu tenho que admitir que ele é bom de cama, mas eu não devia ter transado com ele. — suspirei. — Meu pai nunca me perdoaria se ele soubesse que eu fui pra cama com um dos inimigos dele. Nunca.

— Se tá preocupada com isso? Clary, você sabe que Jace faz isso porque gosta de você, sabe muito bem. — segurou nas minhas mãos. — Agora eu vou sair porque ele tá chegando aqui. — apenas virou as costas e saiu.

— O quê?! Magnus! — fechei os olhos de raiva.

— Clarissa, que coincidência te encontrar aqui. — Jace falou. Aquela voz grave, aquele cheiro forte de cigarro. — Ah, por favor, abra os olhos. Você não imagina as coisas que eu penso quando você fecha eles dessa forma.

— Cala a boca. — abri os olhos e cruzei os braços. — O que você quer de mim? Dinheiro? Porque se for isso... — não pude terminar de falar porque ele colocou o dedo em meus lábios.

— Você está oferecendo dinheiro pra mim? Jura? Logo pra mim? — ele riu. — Eu não sou mendigo para aceitar esmola, e você sabe muito bem o que eu quero. Você sabe muito bem.

— Eu realmente espero que você saiba que querer não é poder e que isso nunca vai dar certo. — olhei dentro de seus olhos. Suas pupilas estavam dilatadas. — Você é um Herondale e eu uma Morgenstern, e acabou. Esquece aquilo e me esquece. — falei um pouco alterada. Eu me segurei muito para não gritar.

— Eu não consigo te tirar da minha cabeça, Clary. — ele se aproximou um pouco, mas eu me afastei.

— Dá seu jeito, Jace. — ajeitei minha bolsa nas costas. — Aliás, você é ótimo nisso, não é? Passar bem.

Eu saí andando com um nó na garganta. Falar aquilo era doloroso de certa forma, mas era preciso. Eu tinha que fazer ele me esquecer, ou aquilo não acabaria bem para nenhum lado.

{JACE}

Ver ela sair andando daquela forma me fez ficar com raiva, ainda mais pelas coisas que ela me disse. Mulherzinha difícil, mas eu não desisto fácil.

— Então, primo, pela sua cara a conversa não foi boa. — Izzy chegou por trás de mim, e ao lado dela estava Alec, meu primo e melhor amigo. — Cara, se tem que sair dessa.

— Izzy, por que você não vai ver se aquele nerd idiota tá querendo alguma coisa? — revirei os olhos. — Eu já disse e não vou ficar repetindo. Essa ruiva é minha.

— Com certeza. — Alec riu. — Mas iludido que você, é só o Damon pela Katherine.

— Vai se ferrar vocês dois. — falei e saí andando para a sala de aula. Então eu vi ela sentada três carteiras frente a minha. — Porra.

Eu ia me aproximar dela, e uma briga besta de família não ia me fazer desistir. Eu já tive ela uma vez em meus braços e foi a melhor coisa da minha vida. Eu senti sua pele macia, seus cabelos entre meus dedos. Tudo.

* Flashback on *

Estava bebendo um Martine no bar quando um cheiro doce invadiu aquele lugar, e quando virei para trás, ela estava lá como um anjo. Clarissa Morgenstern.

Ela usava um vestido preto, um salto, e uma bolsa beje. Estava linda, linda e linda. Mas eu sabia que não podia deseja-la como eu estava naquele momento. Ela era uma Morgenstern e eu um Herondale.

— Um chá gelado, por favor. — pediu assim que chegou ao balcão.

— Qual sabor, senhorita Morgenstern? — Jade perguntou.

— Maçã. — respondeu. — Ah, coloque menta, por favor. Obrigada.

— Seu pedido chega em cinco minutos, senhorita. Aguarde. — Jade disse e entrou na cozinha.

Ela se sentou em um banco, e, teve dificuldade, porque ela é baixinha. Eu ri.

— Eu realmente espero que não esteja rindo de mim, Jonathan. — falou seca e grossa.

— Claro que não. — sorri. — Por que você acha que eu faria uma coisa dessas? Assim você me ofende, cenourinha. — dei um gole no meu Martine.

— Você enche o saco, meu Deus. — ela revirou os olhos e seu pedido chegou. — Obrigada.

Eu ergui as sombrancelhas pra Jade e ele entendeu o recado, então entrou na cozinha novamente. Entao fiquei olhando ela bebendo o chá.

— Por que não me fala o motivo de tanto mau humor? — perguntei dando o último gole no meu Martine. — Não vai dizer que ficou assim só por ter me visto.

Ela pousou o copo com uma velocidade em cima do balcão que eu achei que fosse quebrar, mas não quebrou. Em seguida ela me fuzilou com os olhos assim que os levou na direção dos meus.

— O que eu fiz pra você? Por que me odeia tanto assim? — perguntou quase gritando. — Você sabe muito bem que meu pai não gosta da sua família. Por que insiste em mim? Não pode ter nada entre nós dois, Jonathan. Sinto muito.

— Eu não odeio você, Clary. — revirei os olhos e coloquei a taça no balcão. — Eu odeio ficar longe de você, odeio ter que ver você todos os dias naquela maldita cidade e não poder te abraçar. Sim, nossas famílias tem brigas passadas, mas não somos nossos pais, e você tem que entender que eu tenho sentimentos verdadeiros por você. — falei rápido.

— Você sabe muito bem como isso acaba e não é coisa boa que acontece, você sabe. — olhou para baixo. — Eu sei que você me mandava cartas e bombons desde a primeira série, e eu tenho todas elas guardadas em uma caixa no fundo falso do meu closet. Mas você tem que entender que nós somos diferentes e que isso não é bom pra gente. — voltou a olhar pra mim. — Sinto muito.

— Eu vou te deixar em paz, mas antes quero te mostrar uma coisa. — falei. Ela concordou com a cabeça.

Depois de terminar seu chá, ela e eu andamos até os quartos do iate e entramos no meu. Dê alguma forma ela entendeu o que eu queria, e lá no fundo eu sabia que ela também queria aquilo. E aquele seria o nosso segredo.

— O que acontecer aqui, fica aqui. — trancou a porta atrás de si. Eu sentei na cama. — Se algum parente nosso descobrir, estamos mortos. — se virou de costas.

Eu abri o zíper de seu vestido e coloquei minha mão em torno de seus ombros e fui deslizando eles devagar. Então quando o vestido caiu, ela só usava uma calcinha e seu sapato.

— Você é linda. — afundei minha cabeça em seu pescoço e depositei beijos. — E eu te quero mais que tudo. — fiz a mesma coisa, mas daquela vez Clary tinha soltado uma arfada. Eu sorri.

Me afastei e tirei minha roupa também, ficando apenas com a box preta que eu estava. Clary sorriu ao ver meu estado e então eu a beijei, mas não de qualquer forma.

Enquanto beijava seus lábios com gosto de morango por conta do seu gloss e sentía o misto gosto de maçã e menta, eu a levei para a cama e a deitei lá aos poucos.

— Jace... — gemeu meu nome baixo entre o beijo. — Eu...

— Shhh — coloquei o dedo em seus lábios separando a gente do beijo. — Somos só eu e você agora, não importa mais ninguém. Tudo bem?

— Tudo. Eu estou nervosa apenas. — falou. Eu dei um selinho breve em seus lábios e ela me puxou mais para perto. — Agora me faça sua. 

— Clary, você já é minha.

* Flashback off *

Fui tirado de meus devaneios quando o professor de educação física entrou na sala e levou a gente para o campo. Ele também levou as meninas para o vestiário para colocar as novas roupas das líderes de torcida.

— Sem euforia em meninos, são apenas saias e chiquinhas. — o professor falou.

Assim que as meninas vieram todos começaram a bater palmas e soltar assovios. Eu procurava Clary, e quando finalmente encontrei...

Puta que pariu.

Tudo o que eu mais queria era arrancar aquela saia e puxar aquelas chiquinhas.


Notas Finais


Então por hoje é isso. Gostaram?
Eu vou votar rápido, juro. Vou aproveitar a quarentena e escrever bastante.
Até o próximo.
Bjs bjs 💜💜


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