História Além do pecado - Capítulo 3


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Categorias Harry Potter
Personagens Aberforth Dumbledore, Draco Malfoy, Duda Dursley, Harry Potter, Hermione Granger, Petunia Dursley, Remo Lupin, Ronald Weasley, Severo Snape, Valter Dursley
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Palavras 2.252
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Lemon, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Canibalismo, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


E aí, pessoal? Tudo bem? Bom, mais um capítulo para vocês. Explicação nas notas finais.

Capítulo 3 - Uma nova vida


 

 Já faz nove dias que Harry começou a morar com Lupin. E nesse tempo ele foi vendo como é o lugar do novo lar com a ajuda do mais velho.

Ele pôde ver alguns animais, como: ovelhas, cavalos, porcos, bois e galinhas, na fazenda de um amigo de Remus que fica alguns quilômetros de sua casa. Ao ver os animais, não entendera o motivo de eles ficarem amedrontados com a presença do padrinho, tão pouco entendera a razão da casa dele ser muito afastadas do demais. Para comprar pães e outros alimentos é necessário andar vários quilômetros. Se não fosse a picape vermelha dele seria muito difícil ter que fazer isso.

Tudo fica tão longe.

O menino se perguntava se não seria melhor ele se mudar do lugar e ir morar mais pra dentro da cidade, onde ficam as pessoas. Provavelmente nesse tempo todo que ele mora ali, deve ter se sentido muito solitário.

***

Harry acordou bastante sonolento. Ele esfregou um pouco seus olhos tentando se forçar a se levantar da cama. Ao estar com os olhos totalmente abertos sorriu de leve ao se deparar com o telhado da casa. Já faz nove dias que ele bem dizer faz a mesma coisa. Ainda não está acreditando que está longe daquele maldito lugar onde fora maltratado por anos.

Se deparar com o telhado da casa ao invés com aquela parte daquela maldita escada o deixava muito feliz, assim como ter mais espaço para se locomover. E o melhor, ele agora tinha roupas novas e uma cômoda de madeira para as colocá-la.

O menor já em pé, foi até a sua cômoda e tirou algumas peças de roupas para poder tomar banho e se vestir. Já tomado banho, foi caminhando até a cozinha, se deparado com o mais velho de avental, fritando algo que estava com o cheiro bastante bom — Provavelmente os bacons que John trouxe ontem a tarde junto com algumas linguiças que ele mesmo preparou.

— Bom dia, padrinho — Disse contente ao se aproximar do mais velho.

— Bom dia, meu garoto. Você dormiu bem? — Questionou sorridente enquanto virava os bacons. Ele estava animado mais o que o normal, o que fez o pequeno estranhar.

— Dormi sim — Respondeu confuso e antes que o outro dissesse qualquer coisa, ele continuou. — Por qual motivo o senhor está tão feliz?

— Por nada, meu rapaz. Apena estou feliz por termos o nosso querido bacon aqui — Sorriu animado, vindo com a frigideira com os pedaços de toucinho defumado.

— Por que tem três pratos para mim? — Quis saber. Estava sem entender por que tinha na mesa quatro pratos, três no seu lado e um no lado do padrinho.

— Não ligue nos detalhes — Riu novamente, começando a colocar os bacons nos pratos. Harry não entendeu nada, mas decidiu não voltar a questionar. — Esse é o Dubacon — Colocou no primeiro prato. — Esse é o Válbacon — Colocou no segundo. — E o principal, o melhor de todo, o Petúbacon — Colocou no terceiro. Harry levantou a sobrancelha esquerda sem entender o motivo dele estar nomeando a comida.

Decidiu não perguntar nada.

— Muito obrigada, padrinho — Riu após o outro colocar as torradas no prato dele e o café com leite em sua xícara, e em seguida ele começou a comer. — Muito gostoso — Disse animado ao dar a primeira mordida no “Dubacon”.

— Se você gostou dos bacons, irá adorar o que farei mais tarde com as linguiças. Pode comer a vontade, meu garoto, foi um presentinho dos teus tios e de teu primo — Riu malicioso fazendo o menor erguer uma sobrancelha.

Ele não entendia bem essa bondade repentina das pessoas que passaram a vida maltratando, mas decidiu não pensar muito no assunto.

— Vou amar comer o que você vai fazer — Sorriu novamente ao dar mais uma mordida no seu bacon. E continuou com o mais velho se deliciando com seu café da manhã.

***

Já era tarde, mais ou menos quatorze horas. Harry e Lupin já tinham comido os pratos com linguiça que o mais velho preparou. O garoto estava agora sentado na mesa da sala, junto com Remus. E sobre a mesa tinha vários livros, um caderno, canetas, borrachas, lápis e lapiseira. O menino não entendia o motivo disso. Ele olhava confuso para o padrinho que lia um dos livros que estava sobre a mesa. Depois de alguns minutos lendo, Lupin o encarou.

— Harry... — Começou com seriedade nos olhos. — A partir de hoje dedicarei dois anos da minha vida a preencher sua cabeça de conhecimentos que sua família lhe privou.

— Do que você está falando? — Sim, o menor estava muito confuso.

— Quando você estiver com onze anos irei lhe levar para um lugar onde você aprenderá coisas incríveis. Porém, você nunca foi a uma escola, provavelmente nem sabe escrever e ler. E nesse lugar aonde vou lhe levar, você terá que saber isso para aprender certas coisas.

 — Que certas coisas? — Ficou confuso com a explicação do mais velho.

— Eu não posso dizer agora, você é muito novo para isso. E não quero que você se preocupe com essas coisas agora, e sim com aprender a ler e a escrever, pois além de necessitar saber isso para aprender as tais coisas que mencionei, você precisará saber para não ser humilhado por seus colegas, principalmente pelo os mimadinhos, criados a leite com pera.

— Qual é o problema de se criado a leite com pera? — Harry ainda é muito pequeno para entender que o “leite com pera” é apenas uma expressão de falar. Lupin sorriu de leve com a inocência do menor. Já Harry, fez cara de birra por o outro estar rindo de sua cara.

— Não ligue para o que eu disse — Tentou parar as risadas. Ao parar por completo, continuou. — Então, a partir de amanhã, te ensinarei tudo que é preciso para você ter uma base, pra ficar preparado para o que vai vim pela frente. Não vou da moleza para você, vou fazê-lo aprender tudo, nem que seja necessário fazê-lo engolir todos os livros — Nesse momento o garoto arregalou os olhos, assustado pelo o que ouviu do mais velho. — Eu estou brincando, meu garoto — Disse entre as gargalhadas. — Ou não... — Soltou bem baixinho ainda entre as risadas, o que fez o jovem Potter rir, mas não de felicidade, e sim de medo...

***

Já faz quase dois anos que Harry está morando junto com Lupin. Ele está agora com dez anos, faltando bem pouco para fazer onze.

Nesse tempo, Remus descobrira que o jovem Potter possuía problemas de visão. Por causa disso precisou levar o pequeno no oculista, desde então já faz um ano que ele usa óculos. Para Harry aprender a ler perfeitamente, foram necessários um pouco mais que seis meses de extensas aulas. Agora o padrinho o ensina mais algumas matérias necessárias, como matemática, história e geografia. Para não ter problemas futuros em relação a morar com o afilhado, Lupin pediu ajuda de um amigo para lidar com o sumiço da família Dursley e a adoção do menino. Para isso, precisou da ajuda do Tyler — Um dos raros metamorfomagos existente no mundo.

Ao princípio, Lupin iria pedir a ajuda de Ninfadora Tonks — Uma dos dois metamorfomagos que ele conhece —, mas por conhecê-la bem, sabia que ela não iria aceitar. Ela é o que ele chama de “certinha demais para o meu gosto”, não iria se transformar para ajudá-lo com seu plano. Por isso, Tyler ajudara tendo como trato metade do preço da venda da casa, visto que para justificar a ausência permanente dos três, tiveram que vender a casa, justificando mudança para outro lugar. E como o Tyler era muito malandro, profissional no que faz, conseguiu ajudar Remus perfeitamente.

Nesses quase dois anos, Harry começou a estranhar o motivo de todos os meses o padrinho mandá-lo para casa de John e Elizabeth, para passar uma semana com ele. Perguntou várias vezes o motivo ao mais velho e tudo que ele sempre dizia era “um dia você saberá”. Vendo que o padrinho não iria dizer nada, decidiu parar de perguntar.

Hoje, já faz quatros dias que ele está na casa de John e sua mulher. Elizabeth vendo que tanto o garoto como os seus filhos estavam entediados, decidiu levá-los para casa dos répteis.

Chegando lá, os garotos começaram a se deslumbrar com os diversos tipos de cobras existente no lugar.

Os três garotos se aproximaram de uma enorme Sucuri — Também conhecida como Anaconda. — que possuía aproximadamente cinco metros.

O filho mais velho de Elizabeth deu dois tapas no vidro para chamar a atenção da cobra que estava quieta junto de um tronco. Já o mais novo vendo que a mãe estava seguindo para ver a outra cobra, foi seguindo a mulher deixando os dois as sós.

— Ei! Olha para mim! — Disse com o tom alto. Vendo que a cobra não fez nada, voltou a bater no vidro. Enquanto isso, a mulher e o outro garoto olhavam uma cobra amarela um pouco distante dos dois. — Ei! — Voltou a chamar o animal.

— Pare com isso, ela não gosta — Harry avisou para o garoto que voltou a bater, fazendo birra.

— Cobra inútil. Vou olhar outra bem melhor que você — Vendo que não conseguia chamar a atenção dela, saiu irritado até onde sua mãe estava com seu irmão menor.

— Não ligue para ele — Potter começou a falar com pena, para o animal. Ele sabia mais que ninguém o quanto é triste viver aprisionado sem poder sair por aí, livremente. — Ele não sabe o quão triste é viver aprisionado. Deve ser muito chato viver preso nesse lugar, sendo visto por um monte de... — O garoto parou um pouco confuso ao notar que a cobra levantou sua cabeça, para olhá-lo, como se tivesse prestando atenção no que ele falava. — Você entende o que eu estou falando? — Questionou assustado. Ficou mais ainda ao ver a o animal assentir com a cabeça. — Você entende mesmo?

— Eu já disse que sim, garoto — Ela respondeu, fazendo o menino jogar seu corpo um pouco para o lado por causa do susto.

— Você fala minha língua? — Mesmo estando espantado com a situação, ele estava muito feliz de estar falando com a cobra.

— Não sou eu que falo sua língua, é você que fala a minha — Ela começou se aproximando mais do garoto. — Você é o primeiro humano que vejo entendendo o que falo. Os outros apenas falam de um jeito estranho que não entendo.

— De onde você veio? — Harry tinha lido América do Sul na placa, mas como seu padrinho ensinou, a América do sul é formada por vários países como Brasil, Argentina, Peru, Venezuela, Chile, etc.

— Eu não sei o nome, só sei que é um lugar enorme, cheio de árvores, animais e rios.

— Será que era o Brasil?

— Acho que já vi os humanos falarem esse nome.

— Então o Brasil é uma floresta enorme?

— Acho que sim — Ela assentiu com a cabeça.

— E o que você come?

— Qualquer animal que eu possa engolir, até mesmo... — Se aproximou mais do pequeno. — Os humanos...

O pobre Potter arregalou os olhos, assustado. Ele não sabia que uma cobra poderia comer um ser humano.

— Mas isso é errado — Afirmou o garoto.

— Por quê?

— Porque... — Começou meio hesitante. — É errado comer pessoas — E por fim completou.

— Por que é errado? São vidas como qualquer uma de nós. E nós que nascemos lá, fomos crescendo, sabendo que é a lei do mais fortes. Que não for forte o suficiente acabará virando comida.

— Eu entendo... — Ele abaixou um pouco sua cabeça, triste pela situação. Não queria acreditar que existiam coisas que pudessem comer humanos.

— Que irritante — O animal olhou para o menino, que estava batendo no vidro onde tinha outra cobra. — Como eu queria poder apertá-los até seus olhos pularem fora.

Harry voltou a arregalar os olhos. Ficou muito assustado com o que disse o animal.

— Sei que é irritante isso, mas não pode fazer isso, é erra...

— Harry — Elizabeth apareceu de repente atrás dele, fazendo-o se assustar. Ele virou de frente para ela, e notara que a mulher aparentava bastante espantada. Os dois garotos estava ao lado dela.

— O que foi, dona Elizabeth? — Estranhou o tom da voz da mulher. Era como se ele tivesse feito algo de errado.

— Nunca mais faça isso, entendeu? — Ela segurava firme seus ombros.

— Isso o quê? — O jovem estava com medo. Ele não entendia o motivo dela estar falando assim.

— Me desculpe, Harry. Eu não queria ser grossa com você — Acariciou os fios de cabelo do rapaz. — Vamos sair, eu vou comprar sorvete para todos lá fora — Ao dizer isso, os seus filhos começou a gritar animados, seguindo a mais velha junto com Harry que andava calado.

***

Se passaram alguns dias e finalmente Lupin veio buscar o garoto. Tomou um cafezinho e antes de ir, Elizabeth e John disseram que queria falar algo a sós com ele.

Harry estranhou os dois o terem chamado para um canto, longe dele. Ele queria ouvir o que os três estavam falando, mas sabia que o padrinho iria descobrir caso fizesse isso. Ele não entende o motivo, mas o mais velho sempre sabe quando ele está por perto, mesmo quando ele se aproxima bem devagarinho, sem fazer nenhum barulho.

Após conversarem, Lupin chamou Harry para partir. Se despediram dos quatros e foram até a picape vermelha, seguindo para casa. O menor ainda o perguntou sobre o que estavam falando, e o mais velho respondeu que era apenas coisas de adultos.

Potter sabia que ele estava escondendo algo, que o que Elizabeth e John falaram com ele provavelmente era sobre o que aconteceu na casa dos répteis...

 


Notas Finais


Queria reproduzir um pouco aquela parte do Harry falando com a cobra. Achei interessante. Decidi usar por isso e por finalmente seus dons estarem começando a se manifestar. Por ter colocado que ela não entende o que os humanos falam, então é mais fácil ela lembrar que ouviu a palavra Brasil, do que saber que alguém disse que a trouxe do Brasil. É a mesma coisa de ouvirmos o"au, au" e o "miau" e não sabermos o que exatamente o animal está falando.

No próximo capítulo Harry já vai estar com 11, e talvez termine o capítulo ele estando com mais.


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