História Além Do Remorso - Jeon Jungkook - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook)
Tags Bangtan Boys (BTS), Jeon Jungkook, Namorado
Visualizações 5
Palavras 1.043
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Prólogo.


Fanfic / Fanfiction Além Do Remorso - Jeon Jungkook - Capítulo 1 - Prólogo.

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Thoughts Jeon Jungkook On


O investigador de polícia Jeon Jungkook usava o mesmo corte de cabelos, bem curtinhos, do cantor Jackson do grupo Got7. E isso muito antes de o cantor fazer sucesso.

Quando os colegas da delegacia o apelidaram de Kook, o rapidinho, ele resolveu deixar os cabelos crescerem. Mas manteve o jeito de sabichão.

Numa manhã ensolarada, Jungkook chegou á Divisão de Homicídios, o departamento da polícia em que trabalhava. Mal havia se sentado à sua mesa, foi chamado pelo capitão Lee.

Assim que entrou na sala do capitão, o senhor de meia-idade, gordo e careca, pôs-se a berrar:

- Onde diabo você estava com a cabeça, Jungkook?

- Em lugar nenhum, creio eu.

- Como pôde fazer tamanha burrada? A cabeça não foi feita apenas para usar chapéu, sabia? Foi feita para pensar! E o que é que você tem na sua? Titica de galinha?

- Olha, chefe, eu...

- Você não é nenhum adolescentes tolo e inexperiente. É um homem de vinte e três anos!

- Acontece que eu...

- E também não é nenhum novato neste meio! Como é que foi cair numa armadilha tão... tão evidente!

Jungkook deu uma olhadinha pela porta de vidro da sala. Queria saber se algum colega estava assistindo àquela cena tragicômica. Estavam todos lá, os miseráveis... E morrendo de rir! O departamento em peso havia parado de trabalhar para ver o chefe fritá-lo em pedacinhos.

O fato de Jeon Jungkook não conseguir passar por uma mulher sem tentar ajudá-la, salvá-la ou protegê-la, já era motivo de pilhéria entre os colegas. Naquele caso, então, em que ele havia escolhido a mulher errada, o que os outros não iriam falar? Agora teria de suportar, calado, toda a sorte de gracinhas.

E o capitão continuava com sua ladainha. De tão nervoso, Lee já tinha o rosto gorducho e a careca vermelhos como pimentão.

- Já não bastava ter ido para a cama com a advogada de defesa da mulher que matou o marido? Tinha também que deixar a tal advogada gravar uma fita aonde você afirmava que o marido, um dos nossos policiais, batia na esposa e que, por várias vezes, quase chegou a matá-la?

- Diabos, capitão! É evidente que eu não sabia que ela estava com um gravador!

- Ah, é claro que não! Você não percebeu nada, não é mesmo? Estava, como direi?, muito entretido... muito ocupado com outras coisinhas!

Jungkook desviou o olhar de Lee, detendo-se numa fotografia que ficava sobre a mesa do oficial. A moldura do porta-retrato era mais velha do que a mobília que decorava a sala. Jungkook até pensou em perguntar quem era a simpática e sorridente senhora na foto. Mas sabia, de antemão, que a tentativa de mudar de assunto não daria certo. O oficial não lhe permitiria sair da sala sem antes ouvir todo os desaforos que tinha a dizer.

Já que o sermão era inevitável, decidiu se divertir um pouco. Cruzando os dedos em "X" e beijando-os, como faziam os escoteiros, ele falou:

- De agora em diante, prometo ser um bom menino, capitão. Nunca mais vou fazer uma coisas dessas.

- E não vai mesmo, Jungkook. Você será transferido... temporariamente, é claro.

- Transferido? Para onde?

- Para a Vigilância, no setor de investigações de ruas e lugares públicos.

- Para a Vigilância? Ah, não, tudo menos isso!

- Vai, sim, senhor. Você vai ficar por lá o tempo suficiente para pôr a mão na consciência e se dar conta do terrível erro que cometeu.

- Espere aí, capitão. Do jeito como fala, até parece que Choy, o policial assassinado, era um anjo de candura. Todo mundo aqui, no departamento, sabia que se a esposa dele cumprimentasse um conhecido, ele a cobria de pancada. O sujeito era um brutamontes, agressivo e grosseirão. Sua esposa tinha todo o direito de alegar legítima defesa, pois era exatamente isso o que tinha feito: defendido-se dele.

- Me poupe dessa conversa fiada. Já ouvi essa história toda... na fita.

- Mas é a pura verdade, capitão.

- O que há com você? Está tendo uma crise de amnésia? Ou será que se esqueceu de que era uma das testemunhas de acusação?

- Não, não me esqueci.

- Ótimo! Então podemos parar nossa conversa por aqui. Mas que fique bem claro que o seu comportamento foi vergonhoso. Você simplesmente dormiu com o inimigo. E ponto final.

Jungkook não via sentido em prolongar aquela discussão. Enquanto seu chefe estivesse com a cabeça quente, seria inútil argumentar com ele. O melhor era deixar os ânimos se aplacarem e o barco correr. Depois, com um pouco de sorte e algum jeitinho, talvez conseguisse reverter a situação e escapar ao castigo.

Zangado consigo mesmo, saiu da sala de Lee blasfemando baixinho. Por que sempre se comportava como um idiota quanto o assunto dizia respeito às mulheres? Não que lastimasse a ajuda que havia prestado à pobre sra. Roseanne Park. Afinal, a coitada havia passado o diabo com aquele marido. Mas quanto a "dormir com o inimigo", como seu chefe dissera... Se arrependimento matasse, ele não estaria ali para contar a história!

Sexo. Sexo era o problema. Como não conseguia encontrar um amor verdadeiro, passara a se dedicar às aventuras amorosas inconsequentes, sem grandes envolvimentos afetivos. Mas no fundo, no fundo, tinha mesmo era inveja de Kim Seokjin, seu parceiro de trabalho e também melhor amigo. Casado, Seokjin levava uma vida tranquila e feliz ao lado da esposa. Já ele...

Sem olhar para os lados, sem falar com ninguém, Jungkook tratou de sair da delegacia o mais depressa que pôde. Não estava com paciência para ouvir nenhuma das piadinhas que, com certeza, já estava circulando pelos corredores.

Em poucos instantes, chegou às escadas que davam acesso à rua. Mas aquele não era mesmo o seu dia. Assim que atingiu a calçada, encontrou-se com Lalisa Manoban, a advogada da sra. Roseanne Park que o havia ludibriado.

Por infelicidade, ela estava prestes a entrar na delegacia, possivelmente para encontrar-se com algum cliente.

Segurando-o pelo braço, Lalisa falou:

- Espero que não esteja zangado comigo, Jungkook. Sabe como são as coisas... Negócio é negócio.

Ele soltou-se com um safanão e, sem dizer coisa alguma, pôs-se a caminhar. Para o inferno com a advogada!

Não era ela quem fora transferida para a Vigilância.


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Dean Lewis - Waves.


Ouçam essa música ☝, muito boa!



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