História Além do Sangue. - Capítulo 7


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Categorias The GazettE
Personagens Aoi, Kai, Reita, Ruki, Uruha
Tags Amor, Aoiha, Incesto, Reituki, Softness And Insanity
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Palavras 8.524
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi galera *bate o vento* Aqui é a Psy
Essa fic como dizem vocês jovis, floppou ashuashua
Mas temos uma leitora que curte muito então não vamos tirar do ar.
Diely60, esperamos que goste <3

Capítulo 7 - Queda.


Quando eram crianças a coisa que mais gostavam de fazer eram longos piqueniques nos fundos da casa, as vezes na praia. No fim deitavam sobre a toalha, Takanori com as mãozinhas sujas de bolo, ocasionalmente a boca e viam no céu o formato das nuvens enquanto Akira ia dizendo todas as coisas que fariam quando adultos.

Seria piloto de corridas e iria atravessar o mundo inteiro com o irmão ao seu lado. A risada do baixinho sempre soava com perguntas infantis e respostas mais infantis eram o suficiente.

"Podemos ir aos Estados unidos no seu carro, ni-chan?".

"Claro, vamos a qualquer lugar com o nosso carro, é só fazer dezoito anos e serei muito famoso, otouto-chan e você também".

Akira tinha 24 anos, não era famoso, tampouco Takanori que tinha 21, não havia céu acima de suas cabeças com nuvens em forma de animais, mas uma toalha estendida na varanda capturava o sol da manhã, onde um piquenique improvisado acontecia.

Akira contava uma memória sobre um susto que Takanori lhe deu quando tinha sete anos rindo as vezes, outras beijando seus lábios.

Só precisavam de um tempo relaxando, tudo daria certo.

— Você lembra do acidente de carro quando eu fiz 18? — Takanori perguntou. — A mãe ficou louca porque eu acabei com a frente do carro dela. Foi meu primeiro porre. Queria que você estivesse lá no meu primeiro porre

— Nossa, se eu lembro? Eu fui pra Kanagawa! Eu fui lá, mas ela não me deixou entrar. Eu pirei, otouto-chan.

— Você foi? Eu não sabia... — ergueu o cenho. — eu não sabia que você tinha ido lá... Ela disse que você não pode vir porque estava viajando.

Akira abanou a cabeça.

— O Yune me contou. Eu saí com a roupa que eu estava vestindo, nem me troquei. Comprei uma passagem pra Kanagawa e só fui. Cheguei lá três horas da manhã, ela me atendeu e... — riu amargo. — Aconteceu uma discussão e eu voltei ou ela ia chamar a polícia.

— Você contou pro seu pai? Porque eu lembro que a Umeko foi lá, elas brigaram mas eu não soube direito.

— Então, foi assim, eu estava em casa, morava lá em casa ainda, ai o Yune me contou e eu levantei da cama e sai, a Umeko me ligou no meio da noite por que eu sumi do quarto e eu contei onde estava indo e o que rolou. — dizia seriamente, analisando suas mãos como era seu costume desde sempre. — Eu contei que não podia te ver e tal, a Umeko foi lá e elas discutiram feio por que ela achava um absurdo... Coisas assim, sabe? Eu só queria ver se você estava bem...

— Ela disse pra mim que a Umeko fez escândalo porque o seu pai tinha ligado. Eu estava no hospital. Voltei uns dias depois e ela veio com essa. Era incrível como ela mentia...

Akira suspirou, sabia ser manipulador e impor o que sua própria magoa sempre dizia para dizer, mas não foi o que fez, apenas suspirou e declarou, baixinho;

— Talvez ela só quisesse te proteger de sofrer, Taka... Sabe, sofrer com a situação, com as pessoas olhando estranho quando descobrem... Comigo.

— Não... — ele negou veemente. — Ela era super egoísta. Se ela quisesse me provar de sofrer, não tinha colocado você pra me criar e depois fazer você sumir como se não significasse nada. Ni-chan, eu não entendo, porque depois que você foi bora eu tinha crises de ansiedade e ela só brigava como se não fosse nada...

— Eu não sabia disso... — disse completamente aborrecido. — Não sabia disso até ter me contado. É por esta razão que agora não vamos mais ficar longe... Não podemos, né? — roçou o nariz a sua pele e quase ronronou baixinho de satisfação.

Takanori concordou, suspirando baixinho em satisfação, entrelaçando os dedos aos dele e sorriu singelo.

— Eu não canso de dizer que você é tudo que eu tenho...

Buscou seus lábios, onde a intenção era mais que apenas beija-lo, mas havia um jogo novo que inventou com o otouto-chan, parecia absurdamente bobo, mas ao que parecia a regra que não beneficiava vencedores era para ver quem mordia o lábio de quem primeiro, resultava em algumas risadas baixas, era agradável.

Takanori afastava o rosto rapidamente como se quisesse fugir dos lábios predatórios de Akira, rindo soprado, e segurando sua nuca.

Inclinou-se sobre o baixinho e ambos caíram deitados sobre a toalha, fazendo Akira se aninhar no corpo do irmão, passando os braços ao redor de sua cintura e esconder o rosto em seu pescoço, fechando os olhos.

— Não queria nunca mais sair daqui com você...

Takanori riu baixinho e mordeu os lábios, enterrando o dedos em seus cabelos, foi fechando os olhos devagar.

O sol estava tão quentinho e agradável que sentindo o calor do corpo de Takanori e seu cheiro, foi mais que o suficiente para que Akira ficasse tão relaxado a ponto de começar a quase cochilar, mesmo que sua perna entre as dele ocasionalmente se esfregasse contra a sua.

Um estrondo o fez se sobressaltar e sentar sonolento.

— Caralho, que é isso? — olhou em direção á sala com o cenho franzido.

Takanori estava dormindo já quando o estrondo o fez despertar completamente. Seu coração passou a bater desgovernado no peito e ele levou as duas mãos ali.

— Ni-chan! — se sentou assustado e acolheu o pequeno cachorro que veio latindo em sua direção.

— Akira! — veio a voz do lado de fora. — Abre logo essa porta, sei que está ai!

Ele fechou os olhos e tornou a deitar na toalha com as mãos na cabeça.

— Mas que inferno, eu não acredito.

Novamente os estrondos soaram e agora era visível se tratar de esmurrões na porta. Akira se ergueu furiosamente, era Moriko, claro que era Moriko.

— Já vou! — berrou de volta.

Takanori se sentou no sofá, passando as mãos no rosto.

— Só pode ser brincadeira. — gemeu. Tinha que ser uma piada de muito mal gosto.

Moriko esmurrava a porta com raiva e as vezes chutava.

Ao abrir a porta Akira não disse nada, pegou-a pelo braço e apertou o máximo que pode sem causar alguma lesão, a ouvindo gemer com expressões de dor. A colocou contra a parede e fechou a porta.

— Dá pra parar de parecer uma histérica? Que merda você quer aqui hoje? Já não falei que vou assumir essa situação? Não pode vir a minha casa e arrebentar a porta desse jeito, assustar o otouto-chan e gritar pra todo mundo ouvir!

— Eu fui expulsa de casa seu cretino, e a culpa é sua! — ela cuspiu, puxando o braço dele. — Porra Akira, entende a situação, para de pensar na porra do seu otouto que não é mais uma criança e pensa nessa — apontou para a própria barriga. — criança. Eu não tenho pra onde ir. não sei o que vou fazer agora. Me ajuda, esmurrei a porta porque tô muito puta, tô cansada, será que você não entende?

Akira respirou fundo e levou as mãos ao rosto.

— Por que essa criança não pode pular de você e se desenvolver em um vidro? Por que você sempre tem que aparecer e estragar tudo? A culpa é sua também! — ele disse irritado. — A culpa é muito mais sua que é uma mentirosa que dizia que tomava suas merdas lá e nunca quis que eu usasse nada por que “te machucava”. Eu vou dar um jeito, te coloco em algum buraco... Na casa do meu pai, posso te colocar lá, e você sai daqui.

Moriko ergueu o cenho e encarou a figura que estava sentada no sofá a encarando sem expressões.

— Me tira daqui que eu espalho pra Handai inteira que você e seu "otouto-chan" se esfregam. — ela ameaçou andando em direção a Akira convicta.— É só eu abrir a boca que acabo com esse circo de horrores.

Akira abriu os lábios e sentiu o rosto corando de ódio.

— Como assim “se esfregam” que porcaria você tá falando? — a colou contra a parede e olhou firmemente em seu rosto. — Moriko... Não brinca comigo... Não me faz eu me tornar alguém pior que eu já sou, não me obriga a me tornar um monstro com você... Pelo bem dessa criança, nunca mais pronuncia isso de novo. Ouviu?

O corpo dela tremeu inteiro, mas ela iria até o fim.

— Quem era que pedia pra eu te chamar de "ni-chan" quando a gente transava? Quem tem a porra de uma foto do irmão na cabeceira da cama e na carteira? — o empurrou, e conseguiu se afastar. — e no dia que eu voltei pra buscar minhas coisas... Você tava de pau duro Akira. Eu não sou imbecil.

Diante de tal desafio, Akira a encarou ofegante de ódio e assentiu, passando as costas da mão pelos lábios já secos.

— Tava né? — sorriu debochado. — E fico duro cada vez que olho pra ele, cada vez que a gente vai pra cama e não quero mais sair de lá por que é assim que eu fico com ele, coisa que nunca aconteceu com você se não estivesse olhando pra aquela foto. É isso que queria ouvir? Quer ficar aqui? É isso? Fica! Mas dorme na sala, eu não vou tirar o otouto do meu lado na minha cama... Você mentiu pra mim, mentiu e fez isso de proposito! Se sabia que era do meu irmão que eu sentia tesão e era dele que eu gostava, por que caralhos se submeteu a ficar um ano e meio comigo? Conta pra faculdade, pra quem você quiser, vamos ver se não vão te fazer essa mesma pergunta.

Moriko arregalou os olhos com aquelas confissão. Viu no momento em que Takanori se levantou e abraçou Akira pela cintura.

— Que horror... Porra, Akira... — apertou a mão na boca. — Eu vou ficar aqui. Preciso ficar aqui, porque você querendo ou não, eu tô grávida de você e a gente ao menos fingir que tá tudo bem. Tá bom?

Passou o braço em torno de Takanori e o suspirou.

— Hoje. Amanhã você vai pra casa do meu pai... — disse com o timbre mais baixo. — Tem o meu quarto lá, vai ser melhor e eu não vou dividir o mesmo teto com você e meu irmão. Não sou tão sem noção assim... — olhou para Takanori e suspirou. —Tudo bem pra você, otouto-chan? Se quiser a gente pode sair hoje...

— É melhor você não envolver seu pai nisso ni-chan. Eu recebi um monte de grana da bruxa. A gente pode pagar uma kit-net pra ela, com a condição dela não ficar vindo aqui sempre.

— Vocês dois agora vão decidir a minha vida? — ela disse indignada cruzando os braços.

Akira a olhou de soslaio e tornou a fitar Takanori, concordando com ele.

— Eu vou ter que dobrar o trabalho, Taka... Eu mesmo pago onde ela vai ficar se você não acha uma boa ideia envolver o pai.

— Sua parte da pensão ni-chan. — o baixinho observou. — não quero você derramando uma gota de suor por causa disso.

Takanori levantou o olhar a ela.

— E você cala a boca porque se resolveu vir até aqui saiba que vamos sim decidir a sua vida. Se tá carregando um filho do meu irmão, é meu sangue também.

Moriko olhou para Takanori, perplexa e abanou a cabeça. Eles tinham mesmo um caso! Era tão perturbador quando os papeis deles se invertiam entre irmãos e amantes que ela sentia enjoo. Cruzou os braços e assentiu.

— Escutem, por mais doentio que seja, eu não quero separar ninguém, sinceramente, não acha que eu iria querer meu namorado de volta depois que descubro que ele é gay e além de tudo come o irmão, acha? Eu só preciso criar essa criança e isso os dois sabem que é responsabilidade do Akira. Agora para de ser mimado e aceita isso.

Akira respirou fundo e abanou a cabeça.

— Amanhã você sai.

— Eu já ouvi!

— E essa noite você vai dormir aqui na sala, não vai entrar no nosso quarto, e se entrar eu vou terminar o que comecei a fazer naquele dia! — Takanori ameaçou, irritado.

Ela ergueu as mãos, dando os ombros.

— Que nojo, o que eu iria querer ver lá? — disse revirando os olhos e passando pelos dois, sentando-se no sofá e erguendo os pés para a mesinha com um suspiro de alivio. Olhou através da porta uma toalha de piquenique estendida e soltou uma risadinha baixa encarando o louro e abanou a cabeça, amargamente. — Você, heim, Akira... É romântico também...

Takanori revirou os olhos, caminhou até ela sem uma gota de paciência e chutou fortemente as pernas dela para tirar de cima da mesinha.

— A casa também é minha, eu não quero você sujando nem tocando em nada! — Takanori anunciou. — E se provocar o Akira de novo, o chute é nesse feto.

Akira franziu o cenho e puxou Takanori pela mão.

— Amor, para, vem... Deixa ela ai, amanhã ela vai embora. — puxou-o gentilmente em direção ao quarto e fechou a porta atrás de si.

Takanori girou a chave duas vezes e bufou.

— Piranha ridícula! — gritou.

Akira pegou seu rosto entre as mãos o fazendo o olhar e beijou seus lábios diversas vezes.

— Um dia essa situação vai acabar, nada dura pra sempre otouto-chan... Olha pra mim, me escuta... Já ficamos um sem o outro, já nem sabíamos o que ia acontecer e hoje a gente ta junto, as coisas mudam... Logo isso vai acabar, vai haver uma criança que a Moriko não vai ligar e vai jogar pra cima de mim, ela vai sumir e vai ser tudo como a gente sempre foi, ta bom?

Takanori assentiu, mas se afastou devagar.

— Você tem que deixar uma coberta e um travesseiro pra ela. — murmurou irritado. — Eu vou dormir.

Akira o olhou sair emburrado e concordou, estralando os lábios indo até o armário e pegando o necessário enquanto resmungava, em meio ás reclamações do quando a vida era um “inferno”,  foi até a sala e depositou as cobertas reclamando, mas voltou em silencio. Tirou a camiseta e a calça se enfiando por baixo dos cobertores de Takanori como quando eram crianças, mas agora subiu beijando suas pernas.

— Otouto-chan...

Takanori já o esperava dentro da barraca e em baixo das cobertas sem roupa alguma.

— Tô bravo. — resmungou se virando de bruços como uma criança birrenta.

— Tá bravinho, otouto-chan? — questionou abafado por baixo das cobertas subindo as mordidas por suas coxas e enfim chegando até o final delas onde passou a morder vagarosamente. — Tá bravo comigo?

— Tô... Tô bravinho com você...— ondulou o quadril a ele e afastou mais pernas.

Correu as mãos por sua coxas seguindo beijando todas as suas costas até surgir pela borda do cobertor e  cobrir totalmente com seu corpo. — Então o que posso fazer pra você não ficar mais bravinho comigo? — perguntou em um sussurro contra sua orelha.

— Lamber o otouto... E depois foder ele bem devagarinho ni-chan... — sussurrou. — pro otouto ficar todo assanhado... Todo molhado... E pra bruxa não dormir.

Akira riu baixinho e concordou.

— Você é um monstro que eu criei, olha só isso. — disse sentindo que a coberta já era ridiculamente quente de mais para ele aguentar e a atirou para o lado. — Então vem cá...

Riu abafado e empinou os quadris a ele de modo obsceno.

— Me lambe ni-chan? Só um pouquinho... — passou a mão pela carne lisinha dos quadris.

Ao ter aquela visão sentiu um arrepio pelo corpo e quase bufou de excitação indo contra ele o segurando para ficasse totalmente exposto a si.

— Você vai me enlouquecer um dia... — balbuciou antes de iniciar com vontade o que ele queria.

Cravou os dentes no travesseiro quando sentiu a língua tão querida naquela região. Abriu um sorriso de canto e passou o mover o quadril diretamente em sua boca, gemendo baixinho e lânguido.

Sabia o quanto ele gostava daquilo, sentia-se tão excitado com seus gemidos que empregava tanta vontade a ponto de sons molhados soarem pelo quarto.

Esfregou a cabeça no travesseiro e moveu mais o quadril.

— Amor... Põe a mão na minha boca... Ou vou começar a gritar.

Akira deixou uma mordida em sua carne quando se afastou e estendeu a mão cobrindo sua boca, retornando a correr a língua de forma faminta.

— Você quer fazer um escândalo por que tá gostoso, otouto-chan? — sussurrou sem parar o que fazia.

— Q-quero... Quero ni-chan... Tá gostoso e eu quero gritar... — gemeu. — Igual no chalé... Que não tinha ninguém por perto... Eu gritei tanto...

— Duvido que não grite depois disso... — sussurrou maliciosamente.

Apenas a menção daquilo fazia seu membro se enrijecer tanto a ponto de doer. O empurrou gentilmente e o viu olha-lo surpreso quando ficou deitado de lado na cama, uma das pernas sobre o ombro de Akira e este sorriu satisfeito por ele parecer tão perdido.

Retornou a circular sua entrada com a língua e correu em direção aos testículos, sugando com suavidade antes de abocanhar seu membro e alternar entre as opções.

— Ai ni-chan! — Takanori entoou alto, mordendo os lábios, sentindo a pele toda se arrepiando por aquele toque. — ai... Que delícia...

Enquanto alternava com a língua, os gemidos dele se tornavam gritos e aquilo fazia o sangue de Akira borbulhar dentro das veias.

— Agora vira, otouto, fica de quatro pro ni-chan de novo...

Imediatamente Takanori tornou ficar de quatro, desta fez mais arqueado, mais empinado, as mãos apertando os lençóis e a cabeça tombada para o lado.

Ele estava relaxado e molhado o bastante para que Akira sentisse seu interior lentamente em seguida, fechando os olhos com satisfação e soltando um longo gemido.

Iniciou movimentos lentos, mas que claramente buscava aquele ponto que fazia Takanori gritar.

"Eu vou te foder otouto... Do jeitinho que você merece."

Takanori tombou a cabeça para trás, sentindo o corpo indo e vindo devagar e deliciosamente. Era tão gostoso sentir o ni-chan tão carinhoso consigo. Tão preocupado.

— Ni-chan... Mais rápido, eu aguento...

Aumentou a velocidade das investidas, segurando seus quadris para si com um sorriso de conforto por ele ser sempre tão receptivo.

— O ni-chan quer te ouvir gritar... Mas não pode...

— Não pode ni-chan... — levou o dedo ao lábio fazendo sinal para não fazer barulho.

Investiu de um único movimento profundamente, sem aviso e sorriu excitado com a ideia, cobrindo sua boca com a mão.

— Não pode mesmo, otouto-chan?

Soltou um grito de prazer e arfou, rindo em seguida, movendo um pouco mais seu quadril.

Moriko havia ligado a televisão, era um absurdo a forma que Akira a tratava. Ficou chocada quando viu as besteiras que havia na geladeira. Akira sempre foi tão "fresco" com alimentação, sempre bebendo aqueles suplementos horrorosos e se metendo na alimentação dela, agora tinha até mesmo uma garrafa culposa de Coca cola na geladeira, pela metade, três muffins de uma bandeja com quatro e cookies.

Cookies era o pior.

Voltou a sala comendo um dos muffins com a coca cola do fedelho e se jogou no sofá, queria terminar o episódio de Grays Anatomy e assistir um pouco de Pretty Little Liers antes de dormir quando ouviu o primeiro grito, quase se afogou e olhou em direção a porta.

Só podia ser brincadeira.

Tinha que ser outra coisa.

Não era.

Estavam mesmo transando.

Deixou de lado o que comia, era estranho ouvir os gemidos de Akira, mesmo um ano e meio nunca ouviu nada além de sua respiração ofegante e uma libido mecânica. Agora era assim. Que absurdo.

Takanori havia se levantado um pouco mais e estava agora sentado no colo de Akira, ainda indo e vindo com vontade. Apertando as mãos nos cabelos ronronando o nome do ni-chan enquanto sussurrava alguma obscenidade.

Eles não iam se separar por causa da bruxa.

Akira olhava os movimentos de Takanori hipnotizado, deixando uma palmada em sua coxa, incentivando a ir mais rápido.

— "Vocês são irmãos, não podem se bater... Você é maior que o Takanori, não pode bater nele, Akira"... — debochou.

— Não pode? — riu debochado. — Bate... — sussurrou. — Bate mais ni-chan!

Deixou uma alta palmada e riu em seguida buscando seus lábios.

— Mais rápido, otouto-chan...

Takanori passou a movimentar-se mais rápido, com os olhos fechados, os lábios mordidos e gemendo sem se preocupar em abaixar o tom.

— Olha ni-chan... Como você escorrega... É tão bom...

Prestou atenção a sensação da fricção molhada que se dava  dentro dele e ofegou.

— É gostoso né, otouto-chan? — arfou. — Você é tão quentinho...

Takanori moveu a cabeça para frente para trás.

— Ni-chan... Quero ficar de frente pra você...

Akira saiu de seu interior com muito custo, virou-o cuidadosamente na cama e buscou seus lábios quase desesperadamente.

— Olha pra mim... Quero ver o rostinho do otouto-chan...

Takanori olhou fixamente em seus olhos escuros antes de jogar os lábios contra os dele. O beijou com desejo, apertando seus cabelos e descendo as mãos por suas costas.

— Mais rápido ni-chan... Mais tarde... — sussurrou contra sua boca.

Gostava como as pernas de Takanori pressionavam seu quadril, como os corpos se chocavam, como ele tremia em baixo de si, como a cada investida sua respiração se mesclava como uma sincronia perfeita.

— Eu te amo tanto, otouto... — declarou alto, entrecortado.

— Eu também te amo ni-chan... Também te amo muito... — Takanori declarou lânguido e fracamente.

Moriko ouviu aquelas vozes com irritação. Era realmente um absurdo.

Dentro do quarto Akira havia anunciado um orgasmo e investia cegamente sem quebrar o contato visual.

Takanori o olhava fixo, com a boca aberta, arfando pesado, as unhas cravadas na pele de suas costas.

— Me leva junto ni-chan...

Assentiu investindo intensamente o olhando como se admirado de mais com suas expressões.

— Vem otouto... — sussurrou.

Buscou seus lábios e o beijou com desejou, acelerando mais e mais os movimentos.

Atingiu um êxtase enquanto movimentos eram feitos, ofegando em seguida o nome dele.

Takanori caiu na cama, molhado de suor, as luzes multicoloridas iluminando a pele, ergueu um pouco a cabeça, querendo ver seu próprio corpo conectado ao de Akira. Queria ver.

Mordeu os lábios, elevando o quadril, se apoiando pelos pelos e ondulando os quadris.

- Mete... Mete ni-chan... — entoou extremamente manhoso.

Quase urrou com aquele pedido, retornando para seu interior onde passou a se jogar com vontade, sentindo cada poro de sua pele se arrepiando.

— Sente, otouto-chan... Tá sentindo como seu ni-chan gosta de meter em você?

— Si-sinto... Ai ni-chan... — choramingou, levando as duas mãos ao rosto. — É tão gostoso te sentir... — sussurrou, afastando ainda mais as pernas, ficando extremamente exposto.

Quando ele choramingava daquele modo...

"Ai ni-chan..."

...Akira sentia que havia um espaço oco dentro de seu peito preenchido puramente de libido.

"Ai ni-chan..."

Rosnou afastando o máximo que podia as pernas pálidas dele e o invadiu como se fosse a única coisa que poderia fazer na vida, como se nascesse para aquilo.

— "Ai ni-chan"...? — gemeu entre dentes cerrados. — Ni-chan vai te fazer sentir o que você sempre quis, pra sempre...

Gritou alto, as mãos amolecendo e caindo na cama, jogou a cabeça para trás e arqueoua mais os quadris. Não tinha mais o que afastar as pernas.

— Maninho... Ma-maninho... Ai... — ofegava baixinho, a voz molhada e manhosa.

O corpo de Akira se projetava sobre o dele com movimentos profundos, o ouvia gemendo tão próximo a sua orelha que não suportou mais.

Era ridiculamente prazeroso de mais.

Abafou um grito áspero contra seu pescoço, sentindo que se derramava dentro dele, os movimentos ficando mais fáceis, mais prazeroso a cada segundo.

— O-otouto!

Ele começou a deslizar tão fácil que Takanori apertou os braços em volta de seu pescoço e as pernas em volta de sua cintura.

O sêmen escorria de suas pernas, pingava na cama e se misturava ao de Takanori.

A gosma deles era incesto, também conhecida como porra.

A porra que escorria das pernas de Takanori e se misturava a suor.

Atingiu o orgasmo gritando, choramingando e implorando por tapas do ni-chan.

Assim que o mundo real se fez presente outra vez, Akira viu-se em meio a confusão de suor, respiração ofegante e longos gemidos.

A parede ao lado as batidas da vizinha soavam e Akira estendeu a mão soqueando de volta.

— Isso foi tão bom... — sussurrou contra seus lábios. — Tá bravinho com o ni-chan ainda?

— Se eu disse que tô a gente faz mais? — sussurrou divertido.

Sorriu e concordou.

— Podemos amanhecer fazendo isso...

— To bravinho ni-chan... Tô muito bravinho. — ronronou. — pega água pra gente amorzinho? Não consigo levantar.

— Pego. — beijou seus lábios e levantou vestindo a cueca e se dirigindo a saída com pressa se esquecendo de Moriko.

Moriko estava na sala deitada, olhando para a tv. Mesmo que o episódio de Grey’s Anatomy estivesse excitante ela não conseguia prestar atenção. O que aconteceu para que ficasse com ele um ano e meio. Será se gostava dele? Ouviu a porta do quarto sendo aberta e ergueu o cenho.

Akira passou rapidamente e abaixou a cabeça, acreditava que ela estava dormindo, mas não estava.

Andou até a cozinha e pegou água de Takanori e voltou pela sala.

— Você me surpreendeu. — ela disse de repente. — Sério... Eu não acreditava que você conseguia gemer.

Akira olhou para ela, parando no meio da sala e abriu a garrafa entornando um gole.

— Aposto que você surpreendeu muito lá onde viajou. — sorriu sarcástico. — Você não me engana, Moriko.

Moriko revirou os olhos e passou a mão pela barriga carinhosamente.

— Seu pai tá rejeitando você filhinho... Você ta vendo né?

Riu soprado.

— Esse truque que você tá usando eu sou graduado, chantagem emocional comigo não funciona. Depois de um DNA, eu assumo o moleque, até lá eu posso desconfiar ou já esqueceu das suas safadezas por aí? — sorriu. — Achou que eu não sabia, gatinha?

— Está insinuando que eu tô te enganando seu filho da puta? — ela se sentou no sofá. — Se olha no espelho Akira. Se eu sou manipuladora você é o que?

— Eu não te enganei, piranha. — rebateu no mesmo tom. — Terminei com você pra ficar com ele.

— E manipula ele com essa história de proteção! — ela arfou. — Você é a porra de um manipulador Akira! Você deve manipular ele desde pequeno!

Akira riu baixinho e abanou a cabeça.

— Eu amo o otouto-chan. Você nunca nos entenderia afinal... Você nunca amou ninguém e ninguém nunca te amou, como você saberia?

Moriko respirou fundo e passou a mão no rosto.

— E a única pessoa que te ama é o seu próprio irmão. Estamos bem heim?

Akira pareceu a vontade com aquela situação. Deu de ombros e rumou ao quarto enquanto dizia;

— Como se eu quisesse que alguém mais me amasse nesse mundo... — parou a porta e a olhou com desprezo. — Mas não se esqueça, se essa criança for minha, está carregando a segunda pessoa no mundo que também vai me amar. Já você... Quem sabe?

Moriko por reflexo apertou a barriga e respirou fundo.

— Seu idiota. — e voltou a se deitar.

Desviou do comentário dela e entrou no quarto abanando a cabeça, se jogando logo dentro da barraca e dando a água que Takanori lhe pediu.

— Aqui otouto-chan.

Takanori tomou a garrafa de água nas mãos e sorveu um gole longe dando o resto a ele.

— Você demorou.

Ele deu de ombros.

— A Moriko falou coisas que não gostei e eu rebati. — comentou beijando seu ombro. — Não vou ficar aceitando nada, eu não fiz nada de errado, tenho quase certeza que não tem como essa criança ser minha, mas ainda se for, não tenho por que aguentar a Moriko.

Takanori acenou em concordância e se deitou de barriga pra cima.

— Você tem razão... Amanhã ela vai embora amorzinho... Ai vai ser só nós de novo.

Sorriu com o modo que foi chamado e se deitou ao seu lado, tocando com carinho seu rosto, contornando os lábios.

— É claro, eu não posso ficar com ela aqui e você... Você mora aqui, é meu irmão... Não é certo. Não estou a jogando na rua, mas não sou obrigado a me casar com ela.

— Não é mesmo. Você está fazendo a sua parte. Logo ela vai embora... Esquece isso ni-chan.

A casa de Akira nunca esteve tão cheia como naquela noite fria. Takanori se perguntava se o irmão era acostumado a fazer aquele tipo de festa ali, pois embora sempre parecesse tão carrancudo e indiferente a algo, ele parecia estar gostando da movimentação. Havia um grupo na cozinha fazendo bebidas, outro sentado na sala, espalhados pelo sofá e chão e outro pequeno grupo na varanda - estes eram os mais bêbados e jogavam restos de bebidas nas pessoas que passavam lá em baixo.

Kai estava na cozinha ajudando a fazer as bebidas batidas e tomando muito cuidado para manter a ordem e a limpeza, mesmo que já estivesse bêbado o bastante para ver dois liquidificadores.

As pessoas não eram muitas. Se contassem nos dedos daria uns 15 - tirando, Kai, Yuu, uruha, Shou e os anfitriões. O resto eram os colegas mais chegados de Takanori e Akira. A música na sala rolava alta e alguns idiotas mais bêbados começaram a dançar.

Takanori estava encostado na parede segurando um copo de batida de morango com whisky, uma preparação estranha de Kai cujo a primeira vista pareceu deliciosa. Seus cabelos estavam soltos e penteados de um modo que as pontas ficassem onduladas. Usava uma calça jeans bem justa, rasgada nas pernas inteira até os joelhos. Usava uma camisa gola em V. Uma maquiagem que destacava os olhos e realçava seus lábios. Finalizando com uma bota de salto médio. Era por volta das nove da noite a neve lá fora recomeçou a cair. Takanori começou a procurar Akira no meio das pessoas.

— Ni-chan, eu tô com frio. — sussurrou, próximo ao seu ouvido quando se aproximou. — O koron tá no quarto, se abrir a porta ele vai querer sair.

Akira se voltou ao irmão e deixou um beijo em sua bochecha, passando o braço em torno dos ombros do baixinho entornando o copo plástico de bebida.

Estava um pouco alto já, mas estava relaxado.

— Vou lá segurar Koron-chan pra você — inclinou-se e sussurrou em sua orelha. — Segurar você também...

Takanori segurou uma risada baixinha e se levantou com ele indo em direção ao quarto.

— Vamos ali no quarto pegar uma blusa. — Takanori avisou para Kouyou que estava de pé acendendo um cigarro.

— Pegar uma blusa. — ele revirou os olhos e riu. — Beleza.

Takanori puxou o irmão pelo corredor, já havia bebido alguns copos de batida e estava levemente dormente.

— Vai só me segurar ni-chan?

Ao alcançar a porta Akira olhou para trás e o comprimiu contra a madeira entrando no quarto o abraçando e buscando seus lábios enquanto as mãos corriam por seu corpo.

— Que saudade de você... — balbuciou contra seu pescoço. — Você tá uma delícia, maninho...

Takanori imediatamente passou os braços em volta de seu pescoço, ficando na ponta dos pés e beijou sua orelha.

— Você também tá muito gostoso... — aspirou seu cheiro. — e cheiroso...

Adentrou a mão por baixo de sua roupa e apertou sua cintura.

— Se continuar assim não respondo por mim, otouto-chan... Eu tava lá na sala e fiquei te olhando e nossa... A vontade era de te agarrar na frente de todo mundo pra mostrar que tudo isso é meu...

Takanori mordeu o lóbulo de sua orelha e soltou um gemido baixinho quando teve o corpo mais prensado.

— É ni-chan...? O que você quis fazer? Fala pro otouto. — ronronou.

Arfou com todo aquele contato, as respirações mesclando. Aproximou-se de sua orelha e sussurrou;

— Tive vontade de lamber você inteirinho, como você gosta que o ni-chan faça...

Abriu a boca e lambeu os lábios, ficando de costas a ele ondulou o quadril.

— Ai ni-chan... — gemeu manhoso. — se fizesse... Eu ia rebolar pra você assim... — ondulou o quadril de modo obsceno, curvando o corpo para frente.

Akira riu baixinho, o coração batendo aos pulos no peito.

"Ai ni-chan".

Pronto, o tinha em suas mãos agora.

Roçou seu corpo ao dele deixando visível a ereção contra ele e mordeu os lábios.

— Você gosta muito disso né, otouto...

O coração bateu acelerado no peito quando sentiu a ereção. Arfou alto e mordeu os lábios.

Ficou de joelhos na frente do irmão e começou a abrir lentamente o cinto e a calça.

— Deixa eu lamber um pouco ni-chan? — sussurrou, mordendo os lábios e fazendo um biquinho monumental em seguida.

Abanou a cabeça freneticamente, atento ao que iria fazer.

— Deixo, otouto-chan...

Não tinham ido pra cama naquele dia inteiro. Sequer trocaram alguns beijos. Estavam sedentos um pelo outro. Takanori abriu a calça, a abaixando e puxando a cueca, quando o membro rijo surgiu a sua frente, Takanori o abocanhou de uma vez, sentindo-o fundo na garganta.

Akira escorou a mão na porta e soltou um gemido de deleite. O otouto sabia fazer aquilo tão bem que as pernas fraquejaram.

Sentia o inferior quente de sua boca o recebendo e arfou.

Passou a dedicar-se ali com movimentos rápidos, alternando com lentos enquanto raspava os dentes propositalmente. - descobriu que sempre que fazia aquilo o ni-chan estremecia -. E conforme aumentava os movimentos, o próprio corpo se esquentava.

Arrancou a jaqueta de couro branca que usava a atirando no chão, sentindo-se quase fraquejar quando se apoiou em seu ombro. Lá fora a música e conversas se sobrepunham aos gemidos de Akira que soavam pelo quarto.

— Maninho...

Ele se afastou, ainda de joelho, jogando os cabelos para trás e arrumou o batom nos lábios.

— Será se eles vão ouvir se você me pegar agora ni-chan...?

— Não tô nem aí. — arfou o puxando do chão pelo braço em direção a cama. — Eu quero agora...

Takanori se arrepiou inteiro pelo modo como foi levado até a cama e se jogou lá de bruços.  Começou a abrir a calça e empinou o quadril.

— Quer o que ni-chan? Comer a bundinha gostosa do otouto?

— Ah! — rosnou e abaixou a calça jeans de Takanori com vontade, nublando a consciência pelo álcool que corria em seu sangue. Deu um apertão considerável em Takanori. — Quero... Se não eu vou morrer, otouto-chan... Essa sua bundinha é uma delícia...

— Vai morrer ni-chan? — Takanori zombou virando-se de frente a ele, enquanto começava a livrar-se das roupas. A calça jeans e a cueca, ficando apenas com o blusão branco de gola em V. A maquiagem ainda estava intacta exceto pelo batom já um tanto borrado. Levou um dos pés ainda calçados pela bota ao peito de Akira. — Tira.

Arrancou a bota a atirando para trás e correu os lábios por suas pernas até chegar nas coxas onde mordeu.

— Eu não canso de beijar você...

Takanori riu baixinho, sentindo os lábios secos.

— Amorzinho... Pega vodka pra gente... Minha boca tá seca...

 

Akira ergueu o rosto afogueado de excitação e concordou.

— Eu quero beber a vodca diretamente de você...

Se ergueu e arrumou a calça indo até a porta.

— Já volto.

Takanori concordou e se sentou na cama fechando a janela e abaixando as persianas.

Akira saiu pela porta rapidamente e passou pela sala, levemente ofegante, os cabelos desarrumados, a faixa pendendo torta no rosto e uma ereção visível no jeans.

— Aki-chan não perde tempo! — um dos rapazes disse risonho contra a parede o olhando sair do quarto.

Ele sorriu sem graça e andou até a mesa pegando a garrafa de vodca.

— Cadê o Taka-chan? — disse uma garota muito interessada em seu irmão.

Akira abriu o lacre da bebida com os dentes e o cuspiu no chão.

— Tá comigo. — respondeu. — Lá dentro.

Houve um momento de silêncio na sala quando voltou pelo caminho anterior e entornou a vodca.

— Ele tava passando mal e foi dormir mais cedo. — Kouyou apareceu por trás e abraçou Akira pelo ombro. — O nosso pegador aqui tá com uma menina no banheiro. — soltou uma risada alta e puxou Akira para um canto colando os lábios em sua orelha de modo discreto. — Eu sei que você não se importa mas esses filhos da puta vão infernizar vocês. Para de dar trela!

Assentiu rindo e se voltou a Kouyou piscando lentamente.

— Você salva o dia, Kou-chan, eu não sei o que tô fazendo. — deixou um beijo demorado na bochecha do amigo e apontou para ele. — Vou pegar minha garota, até daqui a pouco.

Kouyou segurou o riso, limpando o lugar onde ele beijou.

— Doido. — riu soprado.

Uma menina encaminhar Kouyou com o cenho erguido.

— Ele está pegando que menina senpai?

— Não é da sua conta Kouhai. — virou-se a menina secamente. — Agora vai afogar as mágoas na bebida.

Akira partiu em direção ao quarto entrando e trancando a porta. Arrancou a camiseta e atirou em Takanori sorrindo maliciosamente se dirigindo a cama.

— Olha o que o ni-chan trouxe pro otouto-chan... — mostrou a garrafa.

Takanori abriu os olhos e se jogou na cama.

— Trouxe? Vem aqui... Me dá na boca ni-chan.

— Abre a boca... — pediu quase em um leve rosnar de excitação erguendo a garrafa.

Se sentou na cama e abriu a boca fechando os olhos, ao mesmo tempo em que abria as pernas e se apoiava pelos braços.

Akira virou uma quantia considerável de bebida enquanto gotas escorriam por seu pescoço, descendo pelo peito de forma até mesmo lasciva.

Mordeu os lábios e investiu contra seu pescoço absorvendo a vodca com afinco.

Engoliu o que pôde, deixando a outra parte cair propositalmente. Era uma festa, não era? E o lema de festas são: se divertir.

Ele estava apenas se divertindo com seu irmão. O que havia de mal.

— Ni-chan... — chamou baixinho. — Deita comigo...

Tirou o cinto que estava aberto percebendo enfim que a calça também estava a arrancando e se deitou ao seu lado o olhando com carinho, ainda que houvesse desejo.

Takanori aninhou-se ao seu lado, colando o quadril ao dele, de frente e sorriu cheio de malícia.

— É uma festa... Ne ni-chan?

O encarou com um fino sorriso sacana, o colando contra si.

— É uma festa, otouto-chan... O que você quer fazer com essa carinha que tá me olhando? — riu baixinho beijando seus lábios.

Takanori mordeu os lábios e arfou levemente.

— Quero fazer amor com você sem fazer barulho ni-chan...

O olhou surpreso e concordou, tocando seu rosto em um afago íntimo e o trouxe para mais perto.

— Você fica quietinho, otouto-chan... — roçou os lábios aos dele. — Bem quietinho, tá?

— B-bem... Bem quietinho ni-chan...? — Takanori ronronou contra seus lábios os mordendo lentamente. — eu te amo...

Tocou seu queixo, se aproximando de seus lábios e o beijou ternamente.

— Também te amo, maninho...

O som la fora continuava alto, alguma canção do The Cure, ou talvez The killers ou The Smiths, não sabia exatamente quem era, mas sabia o ni-chan não gostava muito de The Smiths, nunca perguntou porque, talvez não precisasse perguntar. O que importava se estava tocando algum dos “Thes” lá fora quando tinha diante de si os lábios amados de seu irmão colados contra os seus, sussurrando que o amava. Os mesmos lábios cujo no passado dizia que iam viajar para os Estados Unidos de carro, os mesmos lábios que também diziam que aquele carro poderia ir para Marte e eles morariam lá sozinhos.

Takanori sentiu um sorriso quase inconsciente nascer em seus lábios por sentir o gosto tão sutil daquela lembrança envolvida a álcool.

Foi então que poderosas e estrondosas batidas na porta fizeram ele se sobressaltar e se sentar na cama.

- Akira, Taka, tem como vocês virem aqui? – a voz contida porém claramente preocupada de Kouyou se fez ouvir.

Akira de sobressalto olhou para a porta e suspirou. Deixou um beijo nos lábios de Takanori e se levantou vestindo as roupas de vagar até franzir o cenho ouvindo longe o que parecia ser uma discussão.

— Ah merda, algum babaca tá brigando lá na sala. — disse se vestindo rapidamente.

Takanori se levantou com um suspiro longo e vestiu a calça e um blusão em seguida.

- Ah, vamos mandar esse pessoal embora e acabar com tudo, ni-chan, minha cabeça ta doendo muito. – resmungou e caminhou até a porta. Assim que a abriu deu de cara com Kouyou e Yuu aparentemente preocupados olhando em direção a sala.

- O Takumi e o Hayashi estão brigando por causa da vadia da Megumi. – Yuu resmungou sem muitas emoções enquanto acendia um cigarro, fazendo uma conchinha com as mãos. – Eu tentei apaziguar, mas o filho da puta do Takumi me deu um soco. – mostrou o lábio arroxeado.

Akira olhou indignado para o ferimento mesmo que sutil, sem propósito em Yuu.

— Ah não, que isso... — entrou na sala e viu os dois rapazes rolando sobre o chão.

Takumi, cujo bateu em Yuu parecia levar a vantagem até Akira o puxar com destreza e o imobilizar com um gesto simples.

Seis anos de artes marciais que seu pai o forçava a ir era o bastante para que facilmente o atirasse pela porta. O outro passou a discutir e teve o mesmo fim.

— Não quero saber de suas brigas por garota na minha sala. — disse alto. — A festa acabou, agradeçam aos dois.

Takanori foi em direção a Megumi que tremia da cabeça aos pés. Takumi era o ex namorado que não aceitava o fim e Hayashi era o atual que não sabia dar um basta na situação. Takanori ficou penalizado pela situação da jovem, mesmo que nunca tivesse passado aquilo antes, sentiu uma pequena dose de empatia. Pegou um casaco disponível no cabideiro, provavelmente de Akira e o vestiu. Enquanto os presentes resmungavam chateados, Takanori pegou a mão da garota.

- Ni-chan, eu vou deixar a Megumi num taxi e já volto. – anunciou, vendo que Akira já soltara um dos rapazes que ainda berravam um com o outro.

Akira assentiu e lhe lançou um sorriso compreensivo.

 — Vai lá Taka, vou te esperar na cama. — sussurrou quando passou por ele

Desceu as escadas com Megumi ao lado, indo em direção a saída do prédio.

Moriko havia chegado a um tempo na festa e estava conversando com algumas amigas. Elas ficaram chocadas ao descobrir que Akira e Moriko não estavam mais juntos, e quando viram Akira aparecer na sala, suado e duro, caçoaram dela dizendo que agora ele estava solto para fazer o que quisesse. Por mais que Moriko quisesse, ela não diria que o motivo pelo qual Akira estava duro de tesão era seu próprio irmão. Pois isso iria pegar mal até mesmo para ela.

Mas quando a movimentação grande pela saída das pessoas, viu que os dois amigos malas de Akira estavam indo em direção a cozinha e Akira tornando para o quarto. Foi a deixa que precisava. Caminhando lentamente, ela entrou no quarto, se surpreendendo por haver uma barraca infantil na cama. Com luzinhas.

O que aquele doido do Akira tinha na cabeça? Aquilo tudo era para incrementar a relação incestuosa com seu irmão? Eram uns pervertidos, os dois. Ele estava de costas.

Foi andando vagarosamente e cobriu os olhos deles com as suas mãos.

- Ni-chan... – chamou baixinho e grave, tal como a voz do nanico.

Akira franziu o cenho, por um momento, pois não havia corrido pelo seu corpo o arrepio que sempre corria quando Takanori o tocava. Estava bêbado de mais, mas algo parecia extremamente estranho. — O que? — balbuciou tentando se erguer da cama, pois aquele cheiro de perfume adocicado não era correto.

- Sh, shh... – ela entoou baixinho, deitando-o na cama e ficando por cima dele, já escorregando diretamente para o meio de suas pernas. Começou a puxar com pressa a barra de sua calça, colocando para fora o membro semi ereto. – Deixa que o ni-chan cuida de tudo... fica com os olhos fechados.

Ela sussurrou antes de abocanhar seu membro.

Akira arregalou os olhos diante de tal visão e mesmo sentindo o calor contra seu membro, ao perceber que se tratava de Moriko, se antes estava quase tendo uma ereção, aquela visão apenas se desfez totalmente enquanto tentava a empurrar de cima de si. Poderia ter a chutado, mas lembrou-se mesmo no estado embriagado que poderia prejudicar a criança. — Moriko! Sai! Moriko! Que merda é essa!?

Ela não parou, não poderia parar agora. Queria provar para si mesma que aquele tempo todo que passou com Akira, em algum momento ela foi amada, foi querida de verdade, foi desejada como mulher e não apenas a sombra vazia de fetiche imundo de Akira. Apertou as mãos na cintura dele, sabendo que naquele momento ela possuia muito mais força do que ele devido ao fato de estar enfraquecido com a bebida. Embora a minutos atrás estivesse parado dois rapazes famintos por briga, agora sequer podia se mover. Ela não iria parar. Era seu orgulho em jogo.

Estava cada segundo mais perplexo, anojado, pois não conseguia decifrar de onde ela havia saído, afinal, por que estava se humilhando fazendo aquilo quando sequer duro ele estava?

— Moriko, é nojento, para... — a empurrou sem conseguir a tirar, grunhindo quando recebeu uma mordida diretamente sobre seu membro, pois era como se a empurrasse mais uma vez pudesse lhe morder e arrancar fora.

Takanori subiu as escadas rapidamente vendo muitas pessoas saindo de seu apartamento. Yuu e o Kouyou estavam na sala junto com Kai que terminava de arrumar uma pequena bagunça que havia em cima da mesa.

- Que confusão foi essa. – Takanori resmungou indo até a geladeira e tirando de lá um copo cheio de agua. – Vocês vão passar a noite aqui? Por mim tudo bem, a sala é bem grande.

- Ah não, a gente tá indo já. – Kai respondeu jogando algumas cascas de manga no lixo. – Só to arrumando um pouco das coisas pro Akira não da chilique.

Takanori riu baixinho e foi andando em direção ao corredor.

- Então, quando saírem fecham a porta. – Fez uma mesura a eles e dirigiu-se pelo corredor indo rapidamente para o quarto.

Mas quando a porta se abriu, a cena que surgiu diante de seus olhos, fez com que seu coração parasse de bater por alguns segundos. Moriko, a garota cujo carregava em seu ventre um filho de Akira estava ali deitada sobre ele.

Engoliu em seco, se jogando contra a parede com as duas mãos cobrindo seu rosto, muito chocado, incrédulo e arrasado com aquela cena.

- Ni-chan!

Ao escutar aquela voz, finalmente sem se importar com mais nada, Akira a atirou no chão e ergueu a roupa tão rápido quanto pode. Olhou para Takanori com uma expressão de horror e estendeu a mão em sua direção.

— Otouto... Otouto não é nada disso que você está pensando...

Takanori viu aquela mão estendida para si e por instinto se encolheu inteiro, como se de repente houvesse pegado nojo, asco, pavor dele. Estava tudo muito claro, passou as mãos pelos cabelos e ainda olhava para a menina ali apavorado, vendo aquela boca nojenta dela vermelha, escorrendo saliva. A maldita até ria. Ele negou veemente com a cabeça, dando alguns passos para trás.

— Eu entendi tudo Akira, já vi tudo... Não a mais... — Não era a primeira vez que Moriko aparecia ali para cortar qualquer clima deles. Outras vezes apareceu na faculdade, e a até ameaçou Akira de contar sobre a relação deles a todos. Moriko era uma pedra no sapato mas agora Takanori já estava cansado. Não dava mais. — Não posso mais.

 “Não posso mais”.

Akira sentiu que todo o álcool de seu corpo se dissipou naquele momento, mesclando com o enjoo que sentiu que o fez levar as mãos ao rosto. Moriko havia sumido de seu campo de visão, nada mais existia, apenas Takanori lhe olhando com repulsa e aquilo doía tanto quando se lhe arrancassem o coração fora. Franziu o cenho e respirou fundo sentindo a voz embargar levemente.

— Eu não fiz nada, tem que acreditar em mim... Otouto... Eu não fiz nada!

— Eu não quero saber! — Takanori gritou por fim, levado as mãos aos cabelos. Estava cansado daquela bruxa ali dentro atrapalhando a vida delas, tal como aquela outra bruxa esteve presente quando eram pequenos.

Percebeu que nunca teriam paz, por mais que tentassem, por mais que tentassem ser um casal normal vivendo uma vida normal dentro de um apartamento, fazendo coisas que apenas casais apaixonados faziam, não dava para ser.

Porque eles eram irmãos.

Eles eram irmãos e o mundo não mediria esforços para tentar afastá-los. Fosse Moriko, fosse a vizinha que soqueava a parede todas as noites, fossem os olhares de repulsa que recebiam dos moradores do prédio. Fosse dos amigos da faculdade.

Não dava.

Não podiam.

— Eu não vou ficar mais aqui.

A aquela altura, Kouyou, Yuu e Kai estavam ali parados ao seu lado na porta, olhando para aquela cena tão chocados quanto o próprio Takanori. Aquilo tudo parecia uma piada, uma piada horrível e sem graça daquelas contadas por programas péssimos de humor cujo faziam de tudo para ter audiência.

A menina já havia encontrado o caminho da porta e ido embora. Porém Takanori continuava ali assustado, tremulo, enquanto tinha Kai, segurando seus ombros, tentando de modo falho, acalmá-lo.

Akira parecia alheio em uma realidade que não parecia ser capaz de suportar, olhando sem reações para Takanori e por fim percebendo a gravidade do que havia acontecido. Levou as mãos aos cabelos e apertou, puxando-os.

— Pensa um pouco, por favor! Por que eu iria querer pegar essa menina agora com você voltando pro quarto? Com todo mundo na cozinha! Pensa um pouco! — quando retirou as mãos dos cabelos, haviam fios louros em seus dedos que não sentiu ter arrancado. — Eu... Eu... Eu te amo! Não faz uma coisa dessas por que tá com raiva... Eu me livro dela se você quiser, eu atiro ela pela janela do prédio eu...

Kai estralou os lábios, perplexo.

— Akira! Para! — suspirou e apertou os ombros de Takanori. — Você vai lá pra casa hoje, amanhã vocês conversam...

Akira negou e chutou a garrafa contra a parede.

— Ele não vai! — gritou.

A aquela altura, Kouyou, Yuu e Kai estavam ali parados ao seu lado na porta, olhando para aquela cena tão chocados quanto o próprio Takanori. Aquilo tudo parecia uma piada, uma piada horrível e sem graça daquelas contadas por programas péssimos de humor cujo faziam de tudo para ter audiência.

A menina já havia encontrado o caminho da porta e ido embora. Porém Takanori continuava ali assustado, tremulo, enquanto tinha Kai, segurando seus ombros, tentando de modo falho, acalmá-lo.

Kouyou arregalou os olhos e caminhou depressa em direção a Akira e segurou fortemente por sua cintura.

— Para porra, para Akira, não é o fim do mundo, o Taka só ta cansado para!

Takanori sentia as lágrimas quentes rolando por seus rosto enquanto sentindo cada pedacinho de suas carnes tremendo.

— Se a gente ficar bem, amanhã essa bruxa volta e vai ser tudo de novo, e depois de amanhã d novo, eu não quero mais! Eu não quero mais eles — apontou para todos ao redor. — Eles todos nos olhando como se fossemos monstros!

Akira empurrou Kouyou de perto de si e respirou fundo andando impaciente pelo quarto, as mãos na cabeça desesperadamente.

— Não é o fim do mundo pra você! — gritou apontando para Kouyou entre os dentes cerrados.

Escorou a testa na parede e fechou os olhos, controlando a respiração irregular. Iria morrer, era obvio, sabia que sim, até mesmo sentia as primeiras vertigens da morte se aproximando.

— A gente foge, foge pra bem longe e não conta pra ninguém... A gente finge que morreu, a gente da um jeito... — olhou em direção a Takanori e passou o punho sobre os olhos, fungando longamente. — Não pode desistir de mim assim, otouto-chan... Somos irmãos, a única família que o outro tem... Você prometeu...

Estendeu a mão, com o dedo para que ele pegasse, mas sabia, em seu intimo sabia que aquele gesto infantil nada significava mais para dois adultos.

 


Notas Finais


É isso ae <3


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