História Alérgico - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Min Yoongi (Suga)
Visualizações 262
Palavras 1.241
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Literatura Feminina, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa tarde, anjos, vocês estão bem? Espero que sim. Bom, pela primeira vez estou escrevendo uma história onde o nosso querido Jungkook será um garoto bastante sério e tímido. Será uma história fofa, mas que também terá um pouquinho de mistério, como todas as outras. Espero que possam dar muito amor a ela, e que passem a acompanhar.

É só isso, meus amores. Tenham uma ótima leitura ❤❤❤

Capítulo 1 - Avermelhado


Fanfic / Fanfiction Alérgico - Capítulo 1 - Avermelhado

                                1

                     Avermelhado 

Fiquei deitada quase a manhã inteira no meu quarto novo, rolando na cama, olhando para o teto, contando quantas caixas ainda precisava desempacotar e repetindo para mim mesma que a Flórida era passado — perdida nos quilômetros que viajamos nessa transferência de emprego do papai. Ele havia recebido uma proposta para ocupar um cargo alto, com um salário que prometia uma bolsa de estudos em uma escola de elite da região, em uma das filiais de uma famosa agência de marketing, o que nos forçou à uma mudança as pressas para uma cidadezinha chamada Allergy (Alergia, quanta originalidade...), uma semana depois de Molly, nossa vizinha, ter preparado um jantar de despedida. 

Bom, agora eu deveria chamá-la de ex-vizinha. 

Além de Molly, tive que abandonar todos os meus amigos, o que foi bastante difícil no início, mas, instantes depois, eu já estava conformada. Na verdade, eu sempre tive facilidade em me relacionar bem com as pessoas da minha idade, então esperava fazer novos amigos neste lugar.

— Jude! — Eu podia ouvir a voz de Eliza, minha madrasta, gritando no andar de baixo. Resmungando, comecei a me levantar da cama grande e espaçosa para uma única pessoa. Aproveitei para arrumar os lençóis e as cobertas sem pressa; afinal, eu não tinha nada de muito importante para fazer além de terminar de desempacotar as caixas que haviam restado.

— Jude! — Ela me chamou outra vez.

— Já levantei — gritei em resposta. O cheiro de carne cozinhando lá em baixo indicava que ela estava preparando o almoço. Quando entrei na banheira, deslizei o corpo, mergulhando a cabeça. Preciso cortar o cabelo, pensei, abrindo as pálpebras para enxergar os fios negros flutuando em baixo da água cheia de sabão que fazia meus olhos arderem. Eles estavam muito abaixo dos ombros, e dentro d’água pareciam maiores.

Minha mãe, Evelyn Stewart, tinha o cabelo curto — o mesmo corte da minha tia e, antes delas, da minha avó e, antes, da minha bisavó e assim por diante até cinquenta anos no passado, antes do celular e provavelmente antes ainda, porque as Stewart sempre estiveram presentes.

Mamãe morreu em um acidente de carro quando eu tinha cinco anos e meu pai se casou com Eliza quatro anos depois, uma ex-professora de literatura inglesa — que logo deu à luz a um menino, Yoongi. Embora não possuíssemos nenhum laço sanguíneo, Eliza era como uma segunda mãe para mim e me tratava como uma filha, sempre sendo gentil e amável.

Enquanto eu me vestia, nem ao menos me dera conta de que havia uma águia no peitoril da minha janela. Por uma fração de segundo eu hesitei, dividida entre esperar o animal ir embora ou enxota-lo eu mesma para longe. Mas, nessa hora o bicho abriu as assas e voou para dentro do meu quarto.

Pousando com um grasnido na minha cama, a águia sacudiu as penas pretas, cheia de si, observando-me com seus olhos afiados. Encarei-a de volta, esperando por algum outro movimento repentino da parte do animal. Quando nada aconteceu, voltei a me vestir, dando de ombros.

— Você sempre invade o quarto das pessoas e fica observando as garotas trocarem de roupa? — perguntei, mesmo sabendo que não obteria resposta.

A águia continuou me encarando, inclinando um pouco o pescoço para o lado direito.

Ergui uma sobrancelha.

— Caladona, não é?

Com cautela, caminhei até a cama e, bem devagar, fui me sentando sobre ela. O animal não fez menção de me atacar, muito pelo contrário. Fechou os olhos quando eu acariciei seu pescoço, como se estivesse apreciando o contato, depois, após alguém assoviar do lado de fora, saiu voando em direção a janela.

Sem conseguir conter a minha curiosidade, corri para a janela, debruçando-me no peitoral.

Um garoto estava parado diante da casa. E era bonito.

Ele estava de lado para mim. As mãos estavam enfiadas nos bolsos da calça preta, a cabeça inclinada para cima, distraído, com o olhar fixo no céu limpo e azul. Claramente não percebeu que eu estava ali parada, o observando.

Ele parecia ter a minha idade. E a águia estava sobre seu ombro esquerdo, olhando para a mesma direção que ele. Tinha o cabelo preto e liso, da mesma cor do meu, mas bem menor, acima das orelhas.

Ele usava uma camisa branca por baixo de um casaco cinza com mangas compridas pretas, só então percebi que se tratava de um uniforme escolar. Isso me fez lembrar que em breve a escola enviaria o meu pelo correio assim que estivesse pronto. Talvez ele fizesse parte da mesma instituição. Fiquei com vontade de perguntar, mas antes que as palavras pulassem para fora da minha boca, ouvi a voz de Eliza me gritando do andar de baixo novamente.

— Já estou descendo, Liz. Pare de me chamar, por favor! — gritei o mais alto que minhas cordas vocais permitia, desejando que ela pudesse ter escutado. Quando me dirigi de volta para a janela, o garoto agora olhava para mim. Nossos olhares se encontraram. Comecei a imaginar o que ele estava vendo — uma garota estranha de sardas no rosto pequeno e sem graça, vestida com estampa de bolinhas amarelas e que certamente devia ter parecido uma louca quando gritou. Ele não esboçava nenhuma expressão, mas quando eu sorri e acenei para ele, suas bochechas ganharam um tom avermelhado.

Achando aquela reação extremamente fofa para um garoto, senti meus lábios se curvarem ainda mais, mas então ele estreitou os olhos e se virou, começando a se afastar.

— Espera — gritei, sentindo uma leve ardência na minha garganta. — Posso saber seu nome?

O garoto, sei lá como se chamava, não respondeu. Ele continuou andando, sem olhar para trás.

Ainda debruçada sobre o parapeito, observei a águia sair do ombro dele e voar em direção ao céu, até por fim, desaparecer.

Mais tarde, continuei com Eliza na cozinha após o almoço. Ela estava sentada à mesa, no computador; sentei ao lado dela, cortando morangos e colocando dentro de uma vasilha. Decidi preparar uma torta para a sobremesa depois do jantar. Yoongi disse que me ajudaria, mas quando pedi para que ele limpasse os morangos, ele me deu as costas e correu para o quarto. Preguiçoso, pensei, tendo em mente de que eu deixaria a louça por conta dele como vingança.

Eliza estava quieta demais, e então, do nada, ela olhou para mim e disparou:

— Estou pensando em voltar a exercer o cargo de professora.

Deixei que uma expressão de surpresa dominasse meu rosto por alguns instantes.

— Acho que você e Yoongi já podem se virar muito bem sozinhos — completou ela.

A maioria dos pais preferiria perder o pescoço a deixar os filhos sozinhos em casa o tempo todo, mas não Eliza. Na visão dela, filhos dentro de casa significava segurança. Bom, nem sempre funcionava dessa forma, mas segundo minhas pesquisas, Allergy era uma cidadezinha bastante pacata. Nada de ruim parecia acontecer por aqui.

— Papai concorda com isso?

— Jude, deixe que com o seu pai eu me entendo, está bem? — Ela piscou, sorrindo de forma maliciosa. — Eu tenho um jeito perfeito de fazer isso.

Estremeci. Eca. Sabia perfeitamente bem qual era o “jeito perfeito” que ela estava se referindo.

Enquanto Eliza continuava a falar, continuei cortando os morangos, pensando no quanto a cor daquela fruta, me fazia lembrar do garoto com a águia. Era uma cor vermelha. 

Vermelha como as bochechas dele. 


Notas Finais


Então, gostaram? Espero profundamente que sim. Mandem comentários dizendo o que acharam da história, ficarei bastante feliz. Beijos de luz e até a próxima <33


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