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História Alex no País dos Homens - Capítulo 2


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Notas do Autor


Neste capítulo, teremos um pequeno salto no tempo, acompanhado de uma descrição de eventos importantes, além de alguns acontecimentos que estão prestes a agitar, ainda mais, a vida de Alex.

Capítulo 2 - 01 - Mudanças


Nem todos são destinados a ter uma vida comum e pacífica, e Alex experimentou isso de um jeito doloroso. Entre seus 12 e 13 anos, seus pais (Carter e Amelia Kingsley) vinham tendo discussões cada vez mais frequentes, ele nunca soube a razão, pois temia que fosse devido os sonhos estranhos que tinha, algo que o levou a sempre tampar os ouvidos e tentar pensar em outras coisas quando as brigas aconteciam. O conflito familiar chegou a tal ponto, que eles decidiram se separar. Aquilo abalou de várias formas o pequeno Alex, pois sabia que seria afastado de seu pai e temia não ter mais apoio dele quando tivesse aqueles sonhos. No entanto, o Sr. Kingsley disse para o garoto não se preocupar, pois tudo ficaria bem.

Alex não sabia, mas aquela seria a última vez em que veria seu pai e nunca lhe explicaram ao certo o que aconteceu com ele. Uns diziam que ele estava viajando pelo mundo, outros que arranjou uma outra família fora do país e ainda tinham aqueles que acreditavam na sua morte. Apesar de todos esses comentários, Alex nunca acreditou fielmente neles, e decidiu que experaria por uma resposta real no momento da sua volta. Ou não.

Ao longo dos anos, a casa dos Kingsley ficou cada vez mais abalada. Com a falta da única fonte de renda da família, a Amelia se viu obrigada a casar Alice, sua filha mais velha que já estava com 18 anos. Pois além de ser uma boca a menos dentro da casa, era muito provável que ela teria condições melhores estando casada. Depois de algumas semanas, Alice ficou noiva de George Brown, que além de amigo da família, já era namorado de Alice a alguns anos.

Voltando ao pequeno Alex, o garoto continuou estudando, se divertindo com seu vizinho Darwin e aproveitando sua juventude, porém tinha algo que o atormentava ainda: os sonhos. Estranhamente, após a partida do pai, sua síndrome de sonhos repetidos acabou chegando ao fim. De vez em quando criava teorias junto com Darwin, sobre o que poderia ter causado isto, porém nunca conseguiram chegar a uma resposta que os convencesse.

Após alguns anos, Alex entrou em uma faculdade de Direito após terminar o Ensino Regular, depois de muita insistência vindas de sua mãe e irmã. Como era de se suspeitar, o razão de tantos pedidos para que entrasse na área, foi com intuito de trazer uma boa renda que estabilizasse a situação da família Kingsley. Alex sabia que aquilo era pra ajudar sua família, que mesmo após o casamento de Alice, ainda vinha acumulando divídas. Entretanto, o rapaz não suportava mais ficar ouvindo sobre leis e termos complicados que não o interessavam, mesmo se esforçando para tentar. Com isso mente, tinha esperança de que um dia encontrasse algo que gostasse de fazer e que ao mesmo tempo pudesse ajudar sua família.

...

Londres, 15 de Janeiro de 1910

Amelia e Alex estavam em uma carruagem rumo a uma festa que estava sendo realizada para os membros da antiga companhia onde o Sr. Kingsley trabalhava. Não que eles fossem com a intenção de encontrá-lo, mas George havia se tornado uma trabalhador dela, após seu casamento com Alice, que adotou o sobrenome Brown, e decidiu convidar sua sogra e seu enteado para a comemoração. Alex não sentia vontade alguma de ir para a celebração, mas após pedidos insistentes de sua mãe, acabou concordando.

- Mãe, ainda falta muito? - perguntou Alex enquanto estava com o braço na janela e a mão apoiada no rosto

- Com certeza não - respondeu a Sra. Kingsley - Está vendo aquela placa? - apontou - É um sinal de que falta apenas um quarto de caminho - Ao ouvir isso, Alex quase deu um grito de tédio, pois já estavam se locomovendo a mais de quarenta minutos.

- Meu Deus! - disse enquanto se chocava com o encosto e ficava com a cabeça apontando para o teto da cabine onde estavam - Eu não devia ter aceitado vir nessa comemoração sem graça.

- Alex! - exclamou sua mãe - Que modos são esses? É assim que você fica ao saber que vai encontrar sua irmã de novo?

- Semana que vem, já seria o dia da visita mensal que ela faz. Não faria mal esperar outra semana, só pra vê-la - explicou antes de soltar um suspiro - Além do mais, por que a senhora implorou tanto pra que eu viesse?

- Bem... - Amelia pendeu os olhos para a vista do caminho - Já que terão pessoas da sua idade lá, seria interessante você fazer outros amigos, fora o Darwin.

- Duvido que lá tenha alguém tão interessante quanto el- - de repente, Alex sentiu algo parecido com uma pontada na sua cabeça, então abaixou-se e pôs suas mãos sobre ela.

- O que foi, meu filho? - perguntou Amelia com uma expressão de preocupação.

- N-Não foi nada, é só uma dor de cabeça que vem me atormentando esses dias.

- Tem certeza? - ainda preocupada, a Sra. Kingsley pôs a mão sobre o ombro do filho - Podemos voltar se quiser?

- Estou bem - confirmou ele - Além do mais, se já estamos tão longe de casa, acho que seria pior passar mais tempo nesse caixote.

- Tudo bem, então - disse acariciando o rosto do filho.

Alex tinha mentido. A sua dor de cabeça não era algo comum, mas ele não seria ouvido se dissesse o motivo real. Desde o dia em que sua mãe o convidou para aquela confraternização, seus sonhos repetidos da infância haviam voltado, e junto deles, imagens desses sonhos surgiam em sua mente em vários momentos que vinham seguidas de dores de cabeça. 

Sem seu amigo Darwin por perto no momento, Alex não teria com quem desabafar sobre o sofrimento que estava passando, ou pedir ajuda, pois sua mãe e irmã nunca entenderam o seu lado quando se tratava disso, e outras pessoas poderiam até chamá-lo de louco por causa disso. E era em momentos como esse, que Alex lembrava das palavras do seu pai: "As melhores pessoas também são loucas". 

Entretanto, Alex precisava deixar seus sonhos e memórias a parte, pois seu destino do dia estava cada vez mais próximo e precisava respirar fundo para encarar os encontros que o reservavam para aquele dia angustiante.


Notas Finais


No início, eu pensava em seguir o mesmo rumo do filme com a festa de noivado, mas acho que não faria muito sentido. Então a transformei em uma festa de confraternização da empresa.

Aliás, ainda estou trabalhando na capa da fic, em breve ela estará disponível.

Até o próximo capítulo!


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