História Alfa - Capítulo 16


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Got7
Personagens BamBam, Jackson, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Abo, Alfa, Bangtan Boys, Beta, Bts, Hibridos, Hoseok, Hot, Jeon Jungkook, Jhope, Jihope, Jimin, Kook, Lemon, Namjoon, Namjoon Alfa, Originais, Rap Monster, Romance, Seokjin, Suga, Taehyung, Taekook, Vkook, Yaoi, Yoongi
Visualizações 16
Palavras 4.301
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Lemon, LGBT, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Volteei.

Gente, a Naeyon é loira.
E Jisoo não é a famosa não, foi por acaso...

Capítulo 16 - Capítulo 16


Fanfic / Fanfiction Alfa - Capítulo 16 - Capítulo 16

Narradora on ( Ainda na quarta-feira)

Antes de ir para a casa de Jisoo, o moreno passa em uma floricultura, e compra um buquê de flores campestres em vários tons de rosa, não é porquê suas intenções são outras que não pode ser um pouco romântico...

Seu segurança deixou-o em frente a grande residência e Jeon disse-lhe para ir a algum lugar, pois demoraria, ele concordou e se retirou. Tocou a campainha e em menos de um minuto a porta é aberta, revelando a garota com seu pijama rosado, de seda com rendas, extremamente sexy.

– Olá Jungkook-oppa. – sorri maliciosa e docemente, uma mistura incrível. Observa o buquê em sua mão, e quando as estica para si retira-as de Jung delicadamente. – Obrigada oppa. – sorri e a passagem é liberada. – Vou colocá-las na água.

Minutos depois, Jisoo volta, lança um olhar com ainda mais malícia, e puxa-o pela manga da blusa até seu quarto, não estavam ali para romances de casais, até porquê não são um.

– Já que é assim... – Sorri maldoso e fecha a porta atrás deles, jogando-a na cama com força.

Observou seu corpo esparramado entre os lençóis, seus cabelos grandes com mechas loiras, louco para puxá-los, sua pele branquinha livre de marcas, estava louco para colocá-las.

Por outro lado, a mais nova o observava de cima abaixo, ele se aproximava lentamente e com um sorriso perturbadoramente sádico e sexy, sua calça jeans e a blusa escura, maluca para tirar aqueles panos, agora inconvenientes, dos dois.

Sabiam que no fim, como sempre acontecia quando se encontram, parariam na piscina, depois de foder na casa inteira, ambos nus. Tinham consciência que não tem um relacionamento, não como antes, mas Jeon sabia que a garota gostava de si, entretanto não encarava como se usasse-a, afinal, ela queria tanto quanto ele.

❤❤❤

Depois de passar o dia inteiro com a omma, e conversar sobre seu relacionamento - o qual não está indo tão bem quanto antes - resolve ir embora. Deixou o carro com Ruy para que pudesse dormir em casa e pegou um táxi. Entretanto seu destino não ia ser a mansão em que reside com seus amigos, no momento em que saia de lá, resolveu fazer algo como antigamente fazia.

Foi em uma enorme loja de presentes no centro,  compararia alguns agrados para os meninos, assim como antes de ficarem sem tempo para nada.

Cheio e de sacolas, uma parte adquiridas na primeira loja e a outra em algumas no shopping, que ficava a pouca distância, novamente chamaria um táxi, era assim que pretendia e costumava voltar de suas saídas, e entregaria os objetos na mesma noite.

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Após o almoço, Taehyung e Jimim subiram para trocar de roupa, em menos de uma hora estariam saindo para fazer a tatuagem tão almejada pelo menor.

Para não correr nenhum risco de chegarem lá e estar fora do horário de funcionamento ou algo parecido, o mais novo mandou um mensagem para seu amigo, e com ele agendando o horário que Tae sugeriu.

Provavelmente o homem não teria um tempo longo vago, no entanto, por se tratar de Taehyung, um amigo e cliente vip e de longa data, faria o possível.

***

Meia hora depois, o ruivo aparece no quarto do loiro, e como normalmente ficava aberto, entrou sem ao menos avisar.

Como ele é sexy. – pensou Taehyung no exato instante no qual se virou para ver quem era, o olhando de cima a baixo.

Park trajava uma calça branca coladíssima, até demais, ressaltando assim sua bunda farta, e uma blusa cinza com desenhos em preto.

Taehyung não podia negar ter certa atração por seu Hyung, mesmo que não fosse ele o alvo de seu coração, mas também, se falasse que não tinha pensamentos impuros com ele, mentiria ainda mais.

– Quando vamos? – pergunta sentando-se na cama e despertando o outro do transe.

– Em quinze minutos. – responde vestindo sua camisa preta, que encontrou jogada no guarda-roupas.

– Tudo bem. – observa atentamente Kim vestir a roupa, e em nenhum segundo tirou os olhos de seu abdômen muito definido.

Tal como o loiro, Jimin não podia negar a atração, estava na mesma situação que o amigo.

– Que desenho nós vamos fazer? – inclina seu corpo para frente e sua expressão curiosa e pensativa se faz.

– Nós? – arqueia a sombrancelha fitando-o.

– Sim, nós. – fala como se fosse óbvio.

 O Kim não queria desapontá-lo, por isso nem disse nada que o fizesse.

– Vamos fazer esta aqui. – o Kim pega o celular e lhe mostra uma fotografia da arte. Sempre quis fazê-la, mesmo sendo simples, e já que o mais velho queria algo, por que não? Mesmo sendo de henna, podeira voltar lá e refazê-la depois.

– É lindo. - toma o aparelho das mãos, analisando a imagem.

***

Quando passaram pela porta, Jimin se espanta, tamanha a beleza do local, com um pequeno bar e cadeiras de espera, entre os dois uma entrada, como uma porta, mas a barreira era feita por tirinhas com flores de papel coloridas, e iam do topo até quase encostarem no chão escuro, era aconchegante, de uma forma estranha, mas era.

Tae foi até o balcão ao lado da entrada e logo o homem alí o reconhece.

– Veio fazer outra? – lhe lança um olhar sugestivo.

– Mais ou menos isso. – Olha de relance para o ruivo – Ele já chegou? – se refere ao amigo.

– Sim, está a sua espera. – sorri educadamente.

– Certo. – Sorriu e saiu para encontrar com Jimin, esse observava tudo atentamente, e levá-lo até a sala.

❤❤❤

Lina se dirigiu à sala da gerente, pronta para solicitar a saída da mais velha, já estava no fim do expediente. Primeiro ela foi negada, no entanto, após uma mínima insistência, a superior autorizou. Ela sabia que Choi era comportada e merecia algo assim.

Após a permissão, caminhou novamente até o quarto e bateu, como sempre, esperou a resposta e logo entrou.

 – Está pronta? – Olhou Dahyun que está a sentada em sua mesinha de centro.

 – Sim. – respondeu docemente.

 – Então vamos. – abriu a porta e saíram.

 Ao chegar no portão principal, um táxi passava por alí, e a mais nova o chamou. Quando iam entrar no veículo percebeu a breve resistência de Choi.

Era muito tempo sem sequer passar da portaria do hospital, menos ainda Dahyun se lembrava de como era o mundo fora dali. Seu receio era notável.

– Tudo bem? – Lina preocupou-se, encostando a mão em seu braço.

– Sim.  – respirou fundo e tentou se despreocupar.

– Certo. – abriu a passagem e deixou que a outra entrasse primeiro, passou o endereço para o motorista e em menos de um minuto já se encontravam a caminho.

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Namjoon e Jin foram para o quarto do mais velho, se deitam na cama e se colocam a procurar por um filme interessante da televisão.

Jin olhava a tv, mas pouco prestava atenção na animação, estava enormemente destraído, pensava em como retirar a ômega do hospital pisiquiátrico, isso era tudo em que conseguia focar desde a noite anterior.

Namjoon também não entendia metade do filme, pois na maioria do tempo, sua cabeça pensava em quem menos gostaria de se lembrar naquele momento, não estava afim de se envolver com alguém, não havia necessidade deste tipo de pensamento.

 O loiro, percebendo que ambos estavam na mesma situação, decide ver se a desconcentração de seu Hyung era pelo "mesmo" motivo que a sua.

– No que está pensando? – questiona vendo o irmão sair de seu transe.

– Como vou tirá-la de lá? – responde por impulso e olha receoso o mais novo. – Como vou conseguir achar os pais dela e os fazerem assinar um maldito papel de saída?

No comeco, o mais alto ficou confuso, entretanto, logo entendeu, não era a primeira vez que conversavam sobre tal assunto, até mesmo porquê conversaram sobre isso nesta mesma manhã.

Ambos pensaram um pouco e namjoon pareceu ter uma ideia.

– Bem, você pode comprar a assinatura... – respondeu repensado se daria certo.

- Céus Namjoon! Não vou comprá-la como se fosse um objeto. - exclama firme e o maior se assusta, não havia cogitado a possibilidade se soar dessa forma, todavia Seokjin não deixava de estar certo.

Novamente um silêncio se instalava e ambos se colocaram a procurar ideias.

– Então só te resta uma chance, ligar para o Kyung e pedir o número da pessoa que o ajudou quando ele precisou... – palpitou, porém logo se arrependeu, poderia ser perigoso.

– É isso!!! É isso Namie!!! – abraçou-o com força - esse cara deve tirá-la de lá – levantou-se correndo e foi para seu próprio quarto.

❤❤❤

YuNa caminhava ao lado de Naeyon, seguiam para o estacionamento do teatro.

A Kim já tinha conferido e realojado seus bens necessários em sua rua roupa, assim da maneira como sempre fazia.

Avistaram o veículo preto, com somente duas rodas, mesmo estando antecipadas, subiram e seguiram para o local do encontro de garotas.

***

Yuna liga para Lina e avisa que estavam a esperando-a na frente do MC Donalds, e ainda sem fazer o pedido, esperariam para almoçarem todas juntas.

Pouco tempo depois, Choi e Lee chegam e após pagar o motorista, descem do taxi. Caminham tranquilamente até o centro do shopping e sobem o elevador.

Lina fica encantada com a expressão da mais velha, a mesma aparentava nunca ter visto algo parecido com um elevador na vida.

– Nunca subiu em um elevador? – questiona espantada.

– Não... Na minha cidade não tinha essas coisas, não quando eu estava lá pelo menos. – sorri timidamente, mas sem desfocar da parede de vidro.

– Ah... – responde sem graça – Como você não conhece aqui, não se afaste muito de mim, tudo bem? – se vira para a mais velha.

– Sim. –concorda com a cabeça e olhos arregalados, a deixando com a expressão imensamente fofa.

Saíram da caixa metálica e andaram até o fast food indicado, e iniciaram uma procura visual pela outra dupla - no caso apenas Lina, levando em conta Dahyun não tê-las conhecido ainda.

A mais velha ainda observava encantada tudo o que tinha pela frente, as grandes lojas, a quantidade de gente, as decorações penduradas por todos os lados - não, não era o natal.

- Ah, estão ali. – segura a mão da outra e caminham um pouco mais rápido entre as pessoas, algumas vezes até mesmo esbarrando em algumas.

Dahyun conseguia sentir o cheiro das diferentes classes das pessoas. Mais de 90% eram betas, contudo tinham alguns pouco alfas e menos ainda de ômegas, já que a maioria de sua classe preferia não se arriscar e ser sequestrado e vendido por ai. Afinal de contas, eram a classe mais submissa, são bons escravos – assim pensam os colecionadores, alguns alfas e até mesmo betas.

Estava um pouco incomodada e com um pouco de medo, não vira muitos  alfas na vida, e tantas pessoas em um lugar assim, nunca havia passado por sua cabeça, contudo tentava ao máximo não se preocupar com isso.

Quando chegaram na mesa, as meninas permaneciam sentadas de costas para elas, mas Yuna de longe já conseguia sentir o cheiro da ômega, seu faro era ainda melhor que os outros.

Dahyun acabou próxima de lá, acompanhada pela mais baixa, entretanto paralisou ao sentir a presença da classe superior.

A Kim se levanta para cumprimentá-las e se depara com a face assustada da morena. Põe-se a aproximar-se e como resposta, a outra se esconde atrás de Lina.

– Não precisa ter medo dela. – tenta acalmar a jovem desesperada atrás de si.

– M-mas... Lúpus... – cochicha com a voz tremendo.

Lee olha para a amiga, e em uma expressão seguida de um pequeno gesto com a mão, pede que se afaste.

– Ela não vai te fazer mal, tudo bem? Pode confiar. – puxa Dahyun para o lado, a garota abaixa a cabeça.

– T-tudo b-bem – murmura baixinho.

– Sentem-se conosco. – pede Naeyon, que apenas observava a cena das colegas.

– Gocê quer comer algo? – Nay questiona para a ômega.

– Eu não sei... – responde em baixo tom.

– Não sabe se está com fome? – ri baixinho da expressão perdida da outra.

- N-não é isso. – reage envergonhada.

– Não necessita de fazer dieta aqui. – Lee lhe passou confiança ao se lembrar da rigorosa dieta que todos os pacientes seguiam dentro do hospital.

– Tudo bem. – suspirou pegando o cardápio e percebendo desconhecer tudo ali – mas o que eu como? – olhou para a mais nova dali, esperando uma sugestão.

– Ela vai escolher para você. – aponta para a segunda mais velha -Yuna.

– Tem alergia a algo de comer? – indaga já em mente o provável pedido, simples mas saboroso.

– Nenhuma.– fala simples.

– Certo. Já sei então. – sorriu e foi para o balcão de atendimento.

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Seokjin caminha para a área da casa, onde conferiu duas vezes se estava sozinho, sabia que era pouco provável de ter outra pessoa alí, ainda mais com o céu escurecendo e havia a floresta ali, ele não tinha medo, já a tinha explorado dezenas de vezes, mas os outros, a maioria tem.

Chegou em sua agenda de contatos e achou o número de Kyung, prontamente teclou para ligar.

Ligação on

– Saeng? – o homem exclamou alegre ao atender.

– Olá Hyung. – Retribuiu Seokjin igualmente feliz.

– Tudo bem com você? Por que me ligou? – a animação diminuiu um pouco e sua voz demonstrou uma leve preocupação com o estado do amigo.

– Está tudo bem sim... E-eu queria te pedir um favor... – receosamente avisa, sem saber como será a reação do outro.

– Ué... Se eu puder ajudar... – do outro lado da linha, Kyung sorria enormemente, amava quando era útil, e melhorava por poder auxiliar seu amigo.

– Eu preciso que me passe o número daquele cara que te ajudou a resolver aquelas confusões com o governo... – cochichou pois sabia que o assunto era confidencial e não queria correr o risco de vazar essa informação.

– Oh... – murmurou receoso. – E para o que precisa? – lhe foi informado para não falar sobre isso com qualquer um.

– Uma amiga precisa de ajuda... Preciso tirá-la da ala psiquiátrica...

– Certo... – diz refletindo se era uma boa ideia passar o número. – Mas tem um probleminha...

– Me conte logo então, por favor... – pede com a voz ligeiramente manhosa, quase implorando.

– O lance é, você não entra em contato direto com a pessoa, me disseram que raramente ela atende pessoas desconhecidas assim. – Kyung falou caminhando até um cômodo da casa onde estivesse desacompanhado.

– E como entro em contato com ele? – Coça a nuca curioso.

– Te passarei o número do homem que fez a minha intermediação. Ligará para ele e explica a situação, ele falará com ela e depois te ligam para confirmar o local do encontro de vocês. – Suspira pesado – Tome cuidado.

– Certo. – desliga o telefone.

Ligação off

Pouco depois Seokjin recebe a notificação de contato.

Era o intermediário.

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As três tentavam ao máximo disfarçar o riso e espanto ao ver a maneira a qual a mais velha delas presente comia o sanduíche, com os olhos brilhantes e quase desesperada pela próxima mordida.

O sanduíche em si, consistia apenas em pão, hambúrguer, alface, queijo, tomate e bacon, porém a garota nunca tinha comido algo tão gostoso e bem feito, por isso tanta alegria.

– Gostou? – Naeyon questiona, sabendo a resposta óbvia que receberia.

– Uhum. – reage sem abrir a boca, pois estava cheia, e balançando a cabeça freneticamente.

Parece uma criancinha.

Esperaram todas terminarem e por fim, se colocaram a andar, com a pretenção de fazer compras, afinal, vieram para tal.

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Depois que seu irmão mais velho se retirou, decidei apenas continuar o filme. Porém, nele apareceu um lobo acinzentado, popularmente conhecido como lúpus, e aquele era um Alfa Lúpus, Namjoon logo pensou em YuNa, se lembrando da noite do filme com tema semelhante.

Sua curiosidade se engrandeceu e pegou seu notebook em sua escrivaninha, voltou para a cama, e antes de fazer o que planejava, conferiu se estavam janela e porta devidamente fechados.

Com isso, pois se a pesquisar sobre a tal garota. Achou pouquíssima informação, praticamente nada, tendo severa dificuldade em achá-la em redes sociais ou sequer pesquisas no Google.

Não era incomum, já que existem mais de 7 bilhões de pessoas no mundo e várias Yuna's.

O Kim procurava repetindo em sua mente que era mera curiosidade, não se interessava e muito menos deixaria isso ocorrer.

 ***

Chegou a parte final do filme, o qual ele pouco se importava, quando um toque de celular se faz e retira o notebook colocando-o em cima do colchão e se esticou, agarrando o aprelho e atendendo, sem nem mesmo ver de quem se tratava.

Ligação on

– Alô...

– Olá - reconheceu de imdeiato a voz – Namjoon, sinto muito interromper seu dia de folga, mas teremos uma reunião às 17:00...

– Certo, senhor, vou a avisar os outros. – afirma a contragosto e se prepara para desligar, entretanto escuta novamente algo antes de fazê-lo.

– Não precisa. Não é tão importante, não os tire do lazer também.

– Tudo bem. – Desligou e suspirou chateado.

Ligação off

O Kim se levantou irritado, tanto por conta da reunião quanto por ter de ir sozinho.

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Caminhavam, uma com mais coisas nas mãos que as outras e sem sequer pensar em parar por aí. Dahyun já não possuia medo da Kim, viraram amigas até.

Mas a garota continuava incomodada, sentia diversos cheiros de alfa, nada incomum, mesmo não existindo tantos, o local era enorme e tinham centenas de pessoas, porém um cheiro em especial parecia colado em si, e não era Yuna.

No entanto, estavam em um shopping, era comum varias pessoas seguirem o mesmo rumo, poderia ser apenas uma coincidência, e como as outras aparentavam não temer nada, afinal, tinham sua própria alfa, resolveu fazer o mesmo.

Entraram em mais uma loja, uma de tecnologia, já haviam passado por várias assim, não entraram em nenhuma, e a mais velha não ligava, não tinha celular mesmo.

– O que vai comprar aqui? – questiona Lina para Yuna.

– Um fone novo, o meu só está prestando um lado. – responde desatenta, conferindo os produtos.

– Ah sim...

– E você? – vira se para a ômega que parecia desconcentrada e repete a pergunta.

– Nada. – dá de ombros, nunca tinha tido um celular, e pouco mexia com tecnologia, não podem usar essas coisas aonde mora, portanto desentendia a necessidade de ter algo assim, ou porquê de todos os jovens daquele lugar estarem praticamente vibrados nesses objetos.

– Então vamos lá para fora. – chama amigavelmente, apontando alguns bancos.

– Elas são um casal? – Dahyun questiona curiosa, observando a dupla de mãos dadas.

– Casal é um termo muito forte... – ri.

– Entendi... – ri também.

A dupla vai para o caixa e cinco minutos depois aparecem com mais uma sacola, essa bem menor que as outras.

– Eu quero ir naquela loja... ai... não lembro o nome... a que fica no primeiro andar e vende aqueles saltos bonitos... – Naeyon dava pulinhos tentando se lembrar.

– Vamos lá, vai ser melhor que tentar adivinhar o nome. – Yuna fala e todas concordam.

Desta vez desceram de escada rolante. Coisa que Choi nunca havia feito até esta noite.

Enquanto procuravam a loja, Choi andava um pouco distante das outas, apenas remexia os embrulhos com um enorme sorriso no rosto, e vez ou outra conferia de relance as meninas, que caminhavam a menos de dois metros de diferença de si.

O cheiro do alfa ainda a perturbava, e tentava ao máximo ignorar, entretanto ficava cada vez mais difícil e incrivelmente próximo.

Silênciosamente, um cara, alto e forte, porém sem exageros, chegou perto de Dahyun, a menina não o viu pois ele veio por trás de si. Parados em uma área pouco movimentada, no segundo andar estava tendo uma apresentação e a maioria foi para lá, o pouco pessoal que se encontrava nesse andar, eram os lojistas, mas atrás dos balcões muitas mercadorias tampavam as vidraças.

Ele não perdeu tempo e se aproximou da menor.

De repente, uma mão é colocada sobre sua boca, e a morena tenta se virar para ver quem era, não precisou de muito para entender que era um homem.

Era o alfa.

Se desespera e lança um olhar para todos os lados, ninguém a via, o ponto onde estavam não contribuía, e burburinhos altos vindos do andar superior e dos outros corredores, que tinham mais gente que esse, impediam sua voz de se alastrar.

Como extinto, começou a tentar se soltar, com isso apenas conseguiu que a outra mão do homem se dirigisse aos seus braços, segurando-os com força e resultando em todas as sacolas caírem em pé no chão.

Novamente, o barulho não resultou em nada.

Dahyun chorava copiosamente, e escutava o maior cochichando em sua orelha, a deixando ainda pior.

– Ah... uma ômega... faz mais de seis meses que sequer vejo uma... mas a diferença, é que você eu não deixarei escapar... – ri maleficamente.

O homem começou a arrastá-la até uma das saídas de emergência, não frequentava muito o local, contudo ao longo do dia, reparou que sequer uma pessoa passou perto de lá, acabou entrando antes, viu também não ter câmeras e era a prova de som.

A morena, mal conseguia se mexer, o aperto em seus braços aumentava a todo momento, e pouco depois começou a ser arrastada. O seu sequestrador tratou de deixar a cena um pouco menos suspeita, soltou por leves momentos a boca da menina e disfarçava estar segurando-a, e o caminho até a porta de saída era menos de cinco metros, não seria tão difícil.

O homem usa da mão livre para abrir a passagem, e empurrá-la bruscamente no chão.

– Vamos nos divertir um pouquinho... – seu sorriso maléfico novamente é posto em evidência e se aproxima lentamente, a deixando encurralada.

***

– Aonde está Dahyun? – a loira para bruscamente ao dar falta da integrante do grupo, ocasionalmente as outras param também.

– O quê... – murmura YuNa, se virando e logo avistando, bem longe, é claro, as diversas sacolas no chão.

– Ah merda. – murmura a mais velha entre as três e entrega as coisa em sua mão para a melhor amiga.

– Fiquem aqui. – avisa e caminha até o local dos objetos.

Realmente eram as coisas da nova amiga, abaixou-se e pegou uma das embalagens, sentindo o cheiro recente da outra, mesmo não tendo ficando tanto assim com as coisas, as roupas tinham o seu cheiro característico.

Virou-se para onde estavam as duas e pediu com gestos para que Dahyun viesse pegar as compras.

Ela aproxima-se e YuNa levanta se, conferindo se seu "bebê" estava consigo. E sim, estava.

Começa a caminhar até o fim do corredor, o cheiro ficava fraco, se misturava com diversos outros, além dos das pessoas de outros andares. Passou direto pela porta avermelhada, distraidamente, e como não a encontrou preocupou-se ainda mais.

Na volta, finalmente reparou na saída de incêndio, e decidiu verificar, não tinha uma real fé em estar ali, todavia não custava tentar.

De imediato, andou apressadamente até lá e da mesma maneira escancarou a porta.

Deu de cara comum homem de costas, em cima de Dahyun, que se encontrava encostada na parede, ele segurava novamente a boca da menina, apenas para não correr o risco de a porta não ser realmente a prova de som.

– Solta ela! - exclamou sacando a arma. Não precisou de muito para ela ver que pertenciam a mesma classificação.

O cara para, ainda sem se virar para olhar, notou pela voz que era uma mulher, e não se importou, voltou a forçar beijos no pescoço da garota.

A Kim reparou que o homem também tinha uma arma, mas pelo que parecia o plano não era matar a ômega, e sim forçar uma marca.

Olhou para a amiga e em sinais, disse para esperar, pois voltaria. Porém isso nãoão impediu que se desesperasse mais.

– Parece que estamos sozinhos outra vez...– disse após ouvir os passos pesados e a porta se fechar. Um sorriso macabro escancarou-se. Aproximou-se e com uma mão apoiou seu corpo e a outra segurava-a no lugar.

Yuna, ao lado de fora, apenas pegou seu celular e chamou seu amigo para "ajudar".

❤❤❤

Como era esperado, Jhope volta para casa com várias compras, ao chegar, apenas as joga no sofá.

Após ele voltar, vem atrás Jungkook, com a expressão cansada.

Com o barulho da porta batendo seguidas vezes, Yoongi vai conferir de que se tratava. Desceu as escadas, altamente emburrado por ter sido acordado, e encontra os dois amigos esparramados no sofá.

– Vocês estão destruídos. – diz bocejando e se estirando no acolchoado em frente ao outro.

– Obrigada, obrigada. – Jungkook diz ironicamente.

– O que é isso? – estreita os olhos para conferir a marca arroxeada no pescoço de Jungkook, esse por extinto leva a mão até o local e arregala os olhos.

– O Namjoon vai te matar. – Hoseok ri soprado.

***

Já com todos os meninos reunidos na sala, faltava apenas Namjoon, ninguém sabia onde o líder tinha se enfiado.

Todavia, ele logo chegou. Arregalou os olhos na mesma hora na qual viu os meninos. Observou a zona escurecida no pescoço do mais novo e mais ainda ao notar a tatuagem idêntica de seu irmão e Park - não sabia que era artificial.

– Eu saio por algumas horas, e quando eu volto... Veja o que acontece... – reclama levando a mão até a testa, demonstrando sua melhor feição de decepção.

❤❤❤

Eu mandei você soltar a MINHA ômega! – exclama ao entrar novamente na saída de incêndio, e dessa vez usou sua voz característica de alfa.

Subitamente o homem se assusta e a garota se encolhe, ainda com mais lágrimas escorrendo, aquele tom fazia seus ouvidos doerem - acontece com todos os ômegas.

Aproveitou do momento de "fragilidade" do cara para puxá-lo para trás e levantá-lo pela gola da blusa clara que vestia. Lasca um soco em seu rosto e o empurra, e como ela é consideravelmente forte, ele saiu cambaleando.

Vai até lá e repete o ato, com ainda mais força, o fazendo cair inconsciente, porém não desacordado, apenas tonto. Usou da jaqueta preta a qual o mais alto usava para amarrá-lo ao corrimão da escadaria.

Chegou perto da amiga, a qual chorava cada vez mais, com seus soluços tomando todo o local. Pegou-a no colo, deixando sua cintura ser circundada por suas pernas, a cabeça foi de apoio em sua nuca, e sentia as gotas molharem a pequena parte descoberta de sua pele.

– O-o-obrig-gada... – pede com enorme dificuldade, sendo atrapalhada por seu pranto.

– Não precisa me agradecer. – acaricia as costas da outra e com o outro braço a apoia por baixo das coxas, evitando deixá-la cair.

Puxou o grande ferro que fazia a porta ser aberta, e deu de cara com seu amigo policial, esperando junto de sua equipe e alguns civis observando com atenção. Lhe lança um olhar em aviso, para informá-lo sobre o futuro preso amarrado.

– Vou te levar para casa. – diz docemente na orelha da menina em seu colo.


Continua....


Notas Finais


Perdoem os erros de gramática, e qualquer coisa me digam como posso melhorar....


https://www.spiritfanfiction.com/historia/o-beta--jung-hoseok-12961194

Antes de descobrir o que sou, era apenas uma criança feliz, brincava normalmente, vivia normalmente.

Porém, quando fiz 16 anos e meu cio ainda não havia chegado, meus pais começaram a desconfiar de meu "problema".

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https://www.spiritfanfiction.com/historia/irmaos--namjin-12672360
Quando Namjoon entra no quarto e encontra Seokjin se questionando sua sexualidade, e por "um acaso" acaba o ajudando a se descobrir...

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Vou te contar a ótima história de como vim parar neste lugar, escuro e sombrio, solitário e vagando pelas trevas, para toda a eternidade.

https://www.spiritfanfiction.com/historia/ultima-noite--oneshot-13087019


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