História Alfa - Pausada por tempo indefinido - Capítulo 16


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Got7
Personagens BamBam, Jackson, Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Abo, Alfa, Bangtan Boys, Beta, Bts, Hibridos, Hoseok, Hot, Jeon Jungkook, Jhope, Jihope, Jimin, Kook, Lemon, Namjoon, Namjoon Alfa, Originais, Rap Monster, Romance, Seokjin, Suga, Taehyung, Taekook, Vkook, Yaoi, Yoongi
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Palavras 4.985
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Lemon, LGBT, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


MAIS UM PRÊMIO DA BILLBOARD!!!!

Capítulo 16 - Capítulo 16


Fanfic / Fanfiction Alfa - Pausada por tempo indefinido - Capítulo 16 - Capítulo 16

A trilha estava escura, ainda mais do que deveria. A ida não havia sido tão diferente.

Assim como mais cedo, o caminho continuava escuro e frio, mas sabiam que quando ultrapassassem a parte mais densa da floresta, uma enorme recompensa os esperava.

  Uma tarde na cachoeira proibida.

Sabiam que não deveriam estar ali, durante metade da tarde, tentavam se proteger de qualquer coisa, ao máximo possível, mas após um tempo acabaram se acomodando.

Todos sabiam que aquela área era infestada por animais enormes e perigosos,  poderiam ter consequências trágicas para esses atos inconsequentes, porém Yuna afirmava que daria tudo certo, afinal tinham armas com dardos tranquilizantes, não havia razão para se preocupar.

Porém cometeram um erro, passaram toda a tarde ali, e apenas perceberam quando se deu o início do anoitecer.

E à noite, tudo ficava mais perigoso.

Lina insistia para ir embora desde a chegada, o local a assustou bastante, mas como apenas se viam poucos raios de luz solar, os rapazes já ficavam em alerta.

Com isso juntaram suas coisas e abandonando a linda queda d'água, onde o céu era visto com facilidade, se colocaram a seguir a trilha.

Estavam divididos em dois pequenos grupos, separados por cerca de sete metros. O primeiro trio abria o caminho na mata, com o vento que se deu mais cedo, alguns galhos caíram e precisavam ser afastados, logo os mais fortes estavam ali, pois sair da trilha seria arriscado demais, era mais fácil retirar a madeira. No segundo trio, Lina estava acompanhada de Jay, um antigo amigo da Kim, e mais uma garota. Jay assegurava-se que as duas damas realmente não corriam riscos.

E entre as duas metades, corria uma pequena criancinha, a qual pulava alegremente sobre os pequenos galhos esparramados pelo chão, e ria graciosamente ouvindo seus estalares ao se partirem.

Yuna conferia a cada minuto se ela continuava ali, mesmo com sua boa audição escutando suas risadas, gostava de garantir, os barulhos das grandes toras sendo arrastadas tornavam a diferenciação dos sons levemente mais complicada, a outra parte se devia ao pouco álcool em seu organismo, realmente pouco, quase imperceptível.

Da mesma forma fazia Lina, conferindo se sua irmãzinha caçula continuava de pé.

Mal sabiam que não eram os únicos a vigiar a pequena de apenas quase quatro aninhos.

A trilha parecia ainda mais extensa, a cachoeira ficava a vários quilômetros da última clareira dentre a enorme floresta - pouquíssimos se arriscavam nesta última zona descoberta, já era muito longe da cidade, se algo acontecesse ali, pouco provável algum tipo de resgate.

Já escurecera completamente, e os raros raios de sol que escapavam por entre as copas das árvores, pararam de aparecer. Quem os guiava era a Kim, com sua boa visão noturna e a ajuda de uma fraca lanterna, ainda separados, com Jay focando sua lanterna na criança, para não tropeçar, ainda mais atentos nela, e a cada vez se aproximando mais.

Entretanto, em um leve momento de descuido, ao que outra menina tropeçou em falso e machucou o pé, a luz foi desviada da pequena, deixando-a no breu, e ficavam cada vez mais distante dela, e os outros três apressavam o passo, pois não perceberam o acontecido.

Tudo aconteceu muito rápido.

De repente a pequena também tropeçou, e com isso, algo veio por cima de si.

Uma onça pintada.

O animal não era imenso, contudo muito feroz. Estavam todos distraídos e a fera foi muito silenciosa durante toda a perseguição, pensaram que os poucos barulhos fossem as árvores se chocando umas nas outras, ao passo que o vento se aumentava, apenas notaram ao escutar um grito.

Ele havia arranhado sua coxa, e imediatamente seu sangue se esvaia, criando uma considerável poça de sangue.

O estrago fora grande. Subitamente todos se viraram para tal direção. Yuna nem esperou raciocinar direito para correr até lá. Menos de dez metros de distância. Durante a pouca corrida, avistou uma tora, e agarrando-a acertou as costas da bicho, trazendo-o para cima de si, deixando um curto prazo para l os rapazes colocarem as munições nas espingardas.

Mas a onça não se interessou por muito tempo, e novamente se dirigiu à menininha, no entanto a Kim foi mais esperta, e por outro ângulo se jogou sobre a pequena Yujin, usando-se como escudo. Seu corpo cobria todo o da frágil garotinha, e com seus olhos, procurou os semelhantes da menor, tentando passar lhe confiança, algo complicado, levando em conta a perna cortada expelindo muito sangue e da mesma maneira doendo.

Olhou para um lado e viu Jay se colocando na frente das meninas e tentando colocar a munição. Os meninos enrolaram com as armações, era novidade usarem espingardas de dardos tranquilizantes, e com esse tempo o animal saltou sobre as costas da morena, fincando suas enormes e afiadas garras no ombro, as arrastando até o final de suas costas.

E aquilo doía, doía como estar no inferno, mesmo para Yuna, acostumada com sentir diversos ferimentos e raramente demonstrar o que sentia em relação a eles, mas isso foi demais até para ela, deixando assim escapar involuntariamente um estridente som de seus lábios, acompanhado de uma única lágrima escorrendo por sua bochecha.

Como um bom policial, enquanto o estrago aumentava, Jay foi o primeiro a colocar a munição, atirando em cheio na fera, entretanto, a dose não era forte o suficiente para derrubá-lo de uma vez, e logo os outros se colocaram a tentar também, apenas acertando mais um dardo.

Como última opção, da qual Yuna havia se esquecido por um curto instante, a morena decide se transformar. Todos ali sabiam de sua espécie, apenas nunca haviam a visto se transformar, com exceção de sua melhor amiga.

Por um segundo as outras garotas cessaram os gritos e as lágrimas, assistindo a rápida mudança da Alfa. Yujin estava estática. Não entendia muito bem o que se passava, apenas sabia que sua "tia" virou um enorme lobo cinza de olhos azuis claro, e esse  lhe encarava com carinho. Porém a pequena não conseguiu evitar ficar assustada.

A alfa então se ergueu, fazendo o animal pintado ir de encontro chão, logo se virou e pulou sobre o felino, assim iniciando uma briga, e o levando para mata a dentro, dando a possibilidade de seus amigos fugirem, e foi o que fizeram.

Carregaram a pequena Lee pelo resto dos quilômetros restantes, evitando outras separações. Após alcançarem o caminhonete, um dos garotos entrou no banco do passageiro e os outros nos assentos de trás, com cuidado Jay colocou a garotinha estirada sobre os três colos, ainda sangrando, mas não sairiam de lá sem a amiga, tinham consciência do tamanho do ferimento de suas costas, não aguentaria a caminhada até a entrada principal da floresta, entretanto tudo piorou no momento no qual a outra ferida desmaiou.

Já no centro da densa mata, na parte mais escura, a acinzentada lutava bravamente com o pintado, essa que por sorte já começara a dar sinais de cansaço. Em um ponto, conseguiu empurrá-lo no chão, subindo em cima e a encurralando, prestes a morder sua garganta.

Como última tentativa, o felino se esticou ao máximo, cravando as garras na exata posição de antes, reforçando as marcas deixadas pela extensão da alfa, ainda mais dolorido, pois por estar em forma lupina, Yuna tinha mais tamanho, logo as garras percorreram mais área. E como forma de amenizar sua dor, e é claro, vingança, a Kim finca suas enormes presas na goela do animal menor.

Com o resto de sua força, ainda em sua forma lupina, caminhou - se arrastou - até a clareira. Ao chegar lá, sua visão já muito afetada começou a escurecer e, a última coisa que escutou foi Jay, que corria junto com o amigo até ali, gritando sobre já terem perdido uma pessoa naquela noite, não deixaria outra morrer também.

Em sua cabeça, algo tomou o lugar de todos os seus pensamentos: Ela morreu.

E com esse pensamento desmaiou.

– Yuna… - escutava alguém chamá-la baixinho, mas sem de fato estar completamente consciente.

Não sabia o que aconteceu, apenas se lembrava de gritos lhe afirmando a criança falecida subitamente se pôs a chorar.

– Yuna, acorde! - Lina a sacudia, vendo o estado debilitado de sua amiga piorar, pois agora chorava enquanto dormia.

Finalmente a morena mais velha despertou, arregalando os olhos e finalmente reparando que se encontrava em sua cama. Não pôde suspirar aliviada, seu choro ainda estava incessante, seu sonho se repassava em sua cabeça seguidas vezes, e detestava pensar em sua pessoa favorita morta, além que na maioria desses seus pesadelos, ela também perecia no final, por perder muito sangue, assim como sua protegida.

___

Lina acordou agradecida, durante a noite não precisara despertar com o inconsciente de sua colega de casa gritando, desta vez acordou bem antes do alarme, dormira bastante, estava completamente descansada. 

Mas sabia as consequências, os pesadelos da amiga se intensificariam, e foi exatamente o que acontecia neste momento, enquanto tentava acalmar Kim, a qual deixava lágrimas saírem aos montes, relembrando a parte triste de seu sono.

Desta vez, apenas demorou um pouco mais para a morena começar a se debater, o sonho demorou demais ou ele foi mais longo que o costumeiro.

Para o bem de ambas, Yuna já tinha se “acostumado” com tudo, e demorava menos para superar as cenas decorridas de seu subconsciente. Antes era um pouco mais rápido, mas largara a psicóloga.

Após alguns minutos, já mais calma, retirou sua cabeça do colo da outra morena e fitando-a, secou suas bochechas com as costas da mão direita. Tentou respirar fundo, sendo impedida por seu nariz entupido devido ao choro e por fim, resolveu falar logo o que queria.

– Linie… será que você poderia ir para o trabalho de ônibus hoje? Eu… preciso ir em um lugar… - a viu concordar com a cabeça.

– E posso saber onde a senhorita vai? - arqueou uma sobrancelha, agindo exatamente como sua omma.

– No mesmo lugar de sempre.

***

Ah... sexta feira... apenas gostariam que fosse um dia normal, ficar sentados no sofá e assistir doramas por toda a tarde, mas não dessa vez.

Teriam um show no sábado, não poderiam perder mais tempo, o descanso do dia anterior fora o suficiente. Da mesma forma funcionava para as meninas, todos teriam ensaios redobrados.

Jimin acorda e novamente não reconhece onde está, leva em média vinte segundo para reconhecer o quarto de Taehyung, mesmo já tendo despertado diversas manhãs naquela cama, ainda não se acostumava.

Ao tentar se levantar, sente braços ao redor de sua cintura, trazendo-o para perto. Inclina o rosto para o lado e o vê acordado, com um sorriso enorme e quadrado, e por fim, se vira para ele.

Para o Kim, não era absolutamente uma novidade acordar acompanhado, ainda mais com um dos membros, nunca gostou de dormir sozinho, entretanto, depois de toda a confusão dada a sua sexualidade, parou de insistir em atos como esse, e para si, ver que seu Hyung não tinha medo de se aproximar, não tinha medo que acontecesse algo indesejado, era maravilhoso.

Por mais que seu plano atual fosse conquistar um certo Sr. Hétero, a cada dia que passava mais próximo de Park, sentia-se mais atraído pelo ruivo. Talvez o plano mudasse um pouquinho...

Ambos passam a se encarar intensamente, ficando assim um bom tempo, refletindo sobre a vida, e apenas curtindo a proximidade e calor que o corpo alheio lhe proporcionava.

A poucos metros de distância, em outro quarto, ainda neste andar, encontravam se os outros dois irmãos Kim. Durante parte da manhã revisaram a reunião de Namjoon com o empresário, onde apenas foi apresentado à coreógrafa - que parecia consideravelmente mal de saúde - e lhe foi repassado como funcionaria a entrada do grupo, entre os dançarinos, onde juntos performariam apenas um minuto de dança em conjunto, e após isso os dançarinos se retirariam do palco.

Já na outra parte da manhã dialogaram sobre a situação de Jin com a ômega, como na quinta feira a tarde fora toda destinada a ensaio e o resto do período a preparações finais, pouco tempo tiveram para colocar os papos em dia, com isso Namjoon ficou sem saber como andava a situação do irmão mais velho.

– E você conseguiu resolver a saída dela? - Nam questionava mexendo em um cubo mágico, não que estivesse desinteressado no assunto.

– Irei encontrar o cara que vai resolver isso na segunda à noite. - responde sorridente, porém claramente nervoso.

– E você sabe como ele é? Como vai saber quem é? - pergunta pensando no possível perigo.

– Ele disse que a pessoa me encontraria em um local específico... - Jin começou a compartilhar dos pensamentos do mais novo.

– Tudo bem, quando for me avise, irei com você. - sorriu e antes de voltar-se ao brinquedo, notou a expressão nervosa do moreno.

– Me foi dito para ir só... - coça a nuca nervoso, tinha uma noção básica da reação do loiro.

– O QUÊ? De jeito nenhum você vai sozinho. - se levanta, jogando o cubo sobre a grande cama de casal de seu quarto.

– Eu não tenho escolha Namie... - ficou sério - e convenhamos, eu sei muito bem me defender. - bufou cruzando os braços em frente ao peito.

– Mas Jinie... - ia argumentar, no entanto foi interrompido.

– Namjoon, se acontecer algo, não se preocupe, eu ligarei para você imediatamente, ou dou meu jeitinho... - pôs as mãos sobre os ombros do mais alto, esse afrouxou a postura e soltou um suspiro pesado.

– Tudo bem. - fala soprado, se sentindo derrotado, e por último deixa um biquinho infantil e bravo nos lábios.

– Eu precisava te perguntar uma coisinha… - sorri e se aproxima de Namjoon, que já estava sentado na cama outra vez.

– Pode pedir… - responde incerto, observando a face arteira do mais velho.

– Você acha que consegue arranjar um ingresso para mim para o show de amanhã? - piscou os olhinhos várias vezes, na intenção de parecer fofo, fazendo o irmão rir.

– Não sei se vai ter jeito, posso ver se o Hyun ainda tem algum sobrando… talvez se tiver sorte… - sua expressão pensativa logo dá lugar a um sorriso lateral malicioso. - quem você quer levar? - puxa-o para sentar-se a seu lado.

– U-uma amiga… - por breves segundo, Namjoon pode apreciar a face corada do mais velho, não que fosse extremamente raro, apenas infrequente.

– Hum… amiga é?! Sei… - envergonhado, Seokjin sai do quarto às pressas, deixando o loiro gargalhando para trás.

***

Yuna corria numa velocidade absurda, aquele é seu lugar favorito. Nunca o apresentara para ninguém, obviamente não era a única a saber do local, afinal, metade da área é de propriedade privada.

Mas não se importava muito com isso. Não enquanto estivesse em forma de lobo, se divertindo e tentando retirar de sua mente o nervosismo.

Apenas conseguia pensar em como seu sonho se realizaria, da maneira mais aleatória que o destino pudera lhe oferecer. Dançaria seu estilo de música favorito, em frente a centenas de pessoas, sendo a maioria rica e famosa, além que poderia sair de lá sendo integrante oficial do grupo de dançarinos, ou se desse mais certo ainda, quem sabe conseguiria um contrato com algum dos famosos.

Não pretendia colocar muita expectativa, porém a possibilidade lhe parecia muito interessante.

Entretanto, não pôde ficar todo o dia se divertindo como um enorme animal quadrúpede, teve de voltar ao “normal” e seguir para o ensaio. Ainda era de manhã, entretanto passariam das 10:00 até as 28:00 repassando tudo, por mais que estivessem perfeitos.

***

Os meninos já se dirigiam para o teatro, ambos muito bem acomodados na van da empresa, no entanto, pouco conversavam. Sabiam que não seria o único ensaio no local, pois será com os que abrirão o show.

Com cada um em seu pequeno mundinho, e todos sentados em alguma janela, observavam o trajeto até o local. Bem, a maioria repassava mentalmente a coreografia, ou tentava se concentrar a fazer tudo perfeito. Mas um deles não. E esse era Seokjin, possuindo seus pensamentos virados para a tristeza de não conseguir tirar sua amiga do hospital psiquiátrico, repensava dezenas de vezes que poderia ter pego as entradas quando seu empresário ofereceu para os sete, ainda em assentos VIP, para levarem alguém. Infelizmente naquele dia, ele não tinha ninguém para levar. Com isso, apenas lhe restou respirar fundo e descer do carro, pois já haviam chegado.

Bem, Hyun, seu empresário, foi o primeiro a entrar. Já haviam visitado o enorme prédio antes, apenas para assistir outros cantores, mas mesmo com isso, apreciavam a bela estrutura e ornamentação disposta.

Assim que colocaram os olhos no enorme palco, notaram as outras pessoas ensaiando. Tudo normal… até perceberem Yuna no papel de  uma das principais. Yoongi e Jin não se surpreenderam, Jimin ficou super contente, Taehyung, Hoseok e Jungkook realmente não se importavam, Namjoon, por último mas não menos importante, ficou nervoso, sabia que a menina era diferente, entretanto não conseguia enxergar a resposta estampada na sua cara para tal diferença.

Ao contrário do imaginado por todos, os dançarinos não pararam quando os viram, apenas ignoraram e continuaram seu trabalho, algo que realmente feriu um pouco o ego dos garotos, nada tão brusco, somente incomum.

Sentaram-se no centro do enorme espaço para telespectadores, contudo a maioria se sentia desconfortável vendo os outros dançarem. A coreografia para abrir o evento consiste em uma mistura de ballet clássico com hip hop atual, mas os passos da segunda metade estavam muito… sexys?

Algo que desconcentrava totalmente quase o grupo inteiro, até porquê, até para Jimin que prefere o mesmo sexo, tinham meninos muito bonitos. Para o alívio geral, apenas demoraram mais alguns -longos -minutos.

A programação agora baseava-se em: O grupo ensaia enquanto os dançarinos descansam e após isso, mais um intervalo para os cantores e ensaio geral.

___

Teria corrido tudo maravilhoso, se no momento onde começa a parte do BTS, os dançarinos já estivessem fora do palco, mas não, pois elas precisavam dançar sensualmente e desconcentrar os outros. - Namjoon pensava emburrado, pois a exata menina que ficou em sua frente era a Kim, e não tinha como negar, seu corpo era fenomenal.

Chegando às oito da noite, se dirigiram aos camarins, os meninos foram pois precisavam de um banho antes de ir embora, e alguns assistentes teriam levado suas bolsas até lá. Contudo, no camarim ao lado, alguns apenas trocaram de roupa, logo mais ficaria tarde e consequentemente perigoso.

Quando se deu nove horas, Jimin resolveu ver se a amiga ainda estava lá, e para sua sorte, sim.

– Oh! Jiminie! - Yuna exclamou sorridente, correndo para cumprimentar o amigo.

– Yunie… - a abraça apertado. - não querem ir embora conosco? - questionou se virando também para Lina, que tinha ido assistir o ensaio da amiga, e Nae, conversando com Lee.

– Acho... que sim… - respondeu sorridente.

– Então vamos logo! - Park esperou as outras se levantaram e foram caminhando, entretanto, com o rumo não sendo a porta de entrada.

Como já era esperado, a informação da presença dos idols vazou, seria necessário saírem pela porta dos fundos e caminharem um pouco até a van que os esperaria em uma esquina um pouquinho distante, pois de acordo com o motorista, não tinham estacionamentos próximos a outra saída. Não que fosse um problema, tinham os seguranças.

---

Todos esperando pelo ruivo, e como pouco depois o viram, se colocaram a andar para fora. Não era absolutamente perigoso, e as ruas estavam todas vazias, os seguranças andavam um pouco distantes, não perdendo o foco principal de sua função.

As conversas rolavam soltas, ninguém parecia se preocupar com outra coisa se não papear sobre a noite posterior. Mas Lina conhecia sua amiga melhor que ninguém, e podia ver como estava incomodada.

Nem mesmo os outros Kim’s conseguiram captar o som escutado pela jovem morena. Em uma das ruelas conectadas a larga pista, havia uma pessoa, e a Alfa podia escutar. Não deram muitos passos até passarem por ali, que mais parecia um beco, com uma saída minúscula ao fundo, porém, antes de terminarem de ultrapassar a entrada, YuNa viu algo.

Antes mesmo de conseguir falar algo, correu por entre o pequeno aglomerado de pessoas que caminhavam consigo, durante o trajeto não pôde evitar empurrar Jungkook, pois o mais novo tinha parado para rir de alguma piada feita por Seokjin.

O ato chamou a atenção para a menina, portanto todos a viram disparar até a outra beira da larga pista, e entrar no local pouco iluminado.

O decorrer da ação não ficou oculta da visão de ninguém. Presenciaram com perfeição o momento em que a mais velha se jogou em cima de uma pequena criança e no exato momento no qual se pôs de proteção, o som de tiro foi escutado e ecoou em todos os lados.

O silêncio temeroso contaminou, fazendo os olhares se direcionaram ao homem com uma arma na mão, e ele parecia bêbado.

Namjoon registrou em sua mente o instante em que Yuna se reergueu, estralou toda a coluna e levou sua mão esquerda até o ferimento de bala no topo de suas costas. Outra coisa não lhe passou despercebida, e foi as mais novas ao seu lado se entreolhando, o deixando confuso.

– Liga pro Jay! – Lina exclamou, correndo em direção às confusão, não deixando tempo para respostas.

Naeyon logo retirou o celular do bolso traseiro da calça, e procurou o número do velho colega de sala, recém visto no shopping.

– Jay! YuNa, Esquina da parte de trás do Teatro Broadway in Seoul, rápido! - disse imediatamente ao ouvir a respiração do colega. – chame uma ambulância. – a priore, Namjoon pensou ser para a baleada.

– Certo, estarei aí em quinze minutos. – responde se dispondo a desligar

Um disparo foi escutado.

– Jay não temos esse tempo! Venha logo!  – desligou.

Para Namjoon tudo veio como um baque, ao ver a morena mais velha arquear as costas mesmo levando um tiro, ficou nítido a todos seus olhos extremamente avermelhados, a cor do mais puro sangue, demonstrando seu ódio.

E a resposta para todas as suas perguntas veio com isso, no instante no qual pôde ter a certeza que o que vira na noite do filme não foi imaginação, e que seu cheiro amadeirado era realmente por não ser totalmente humana.

Mas esse tempo de constatação foi ligeiro, pois enquanto a loira ao seu lado falava às pressas na ligação, a Kim deu um soco no atirador, sacando sua arma quase profissionalmente e atirou próximo ao cara, mas o tiro passou de raspão, deixando um filete de sangue escorrer pela orelha ferida, entretanto pareceu proposital.

Enquanto isso, Lina havia corrido até a pequena criança e a puxado da zona de perigo, não deixando de ser acompanhada pelo olhar preocupado de todos os outros.

A morena mais nova correu com a mais nova nos braços, parando ao lado da outra amiga.

– Ele está chegando? – questionou tentando passar calma para pequena pessoa chorando em seus braços.

Porém todos paralisaram ao notar o maior, ainda derrubado no chão, alcançar sua arma, a apontando para a direção da maior quantidade de jovens.

Por instinto, os irmãos Kim se posicionaram a frente dos outros - até mesmo dos seus seguranças - sabiam que se baleados, se curariam mais rápido.

– Eu quero que você tente atirar. – YuNa soou ameaçadora até para os que estavam em sua mira.

O homem levantou seu pulso, com a arma já engatilhada, os jovens se preocuparam, entretanto, os Kim os empurraram para trás, e Namjoon checou se as meninas e a criança estavam seguras atrás de si.

O cara mirava e o destino da bala poderia ser facilmente adivinhado por qualquer um.

Namjoon

Pois esse protegia sua filha, e seu intuito era matá-la.

Todavia o tiro nunca foi dado, pois no instante que o dedo masculino se seguiu ao gatilho, um buraco se fez em seu braço, o fazendo gritar de dor.

– Vai tentar outra vez? – YuNa tinha seu sangue fervendo em suas veias, e viu a armação alheia ser trocada de mão. Para a menina esta tentativa foi ridícula, e novamente o ato se repetiu.

– Agora é minha vez de brincar com você. – riu maléficamente, apontado sua mira certeira para a testa do malfeitor.

– YuNa, já chega! – Jay apareceu, uns dez minutos adiantado, se jogando na frente da Lúpus, bloqueando a visão de sua presa.

– Graças aos deuses! – suspira Naeyon, sendo escutada por todos, ainda sim mantendo tampado os olhos da menininha, lhe impedindo de ver o que quer que fosse.

Porém, Yuna estava bastante concentrada, e por pouco não atirou no policial, apenas sendo impedida pelo próprio, que em um movimento ágil lhe tomou a arma.

– Se controle! – exclamou, a empurrando e logo se virando para notar os olhares confusos e até assustados nos diversos seres na outra parte da rua.

Enquanto outro policial recolhia o futuro preso, a Kim foi até onde estava a garotinha que salvou.

– Me dá ela aqui. – Sorri ao pegá-la no colo.

– O-obrigada tia… – diz entre soluços, mesmo tão nova, entendia o ocorrido.

– Onde está sua omma? – retira algumas mechas de cabelo caídos na testa alheia.

– E-está em casa… – abaixa a cabeça, a encostando-a no ombro alheio.

– O tio Jay vai te levar para lá, tudo bem? – a menina assente, e o policial vem até o elas.

– Você só me dá trabalho mesmo. – Reclama Jay, segurando a menor.

– Cuida dela ou precisa que eu faça tudo? – Desafia com sobrancelhas arqueadas.

– Hum! – finge revoltar-se, e a morena se vira de costas, pronta para seguir caminho, porém seu pulso é segurado. – Por que não me mandou chamar duas ambulâncias? – pronuncia após ver a enorme mancha de sangue nas costas alheias.

– Não vou precisar disso tudo. – piscou e escutou o riso soprado, e enfim foi até onde foram parar as duas meninas, as quais resolveram se afastar um pouco.

– Vamos embora que eu preciso arrumar isso. – Lina aponta para a direção da ferida

– Não precisa, eu cuido disso sozinha. – novamente pisca somente um olho. – Antes, venham aqui.

As três seguem em rumo aos sete meninos que continuavam parados, contudo ao se aproximar, Jimin se afasta assustado, agora o olho da Kim não estava mais escarlate, mas em um tom de roxo, demonstrando ainda sua raiva, entretanto mostrando também que ela não é tão grande quanto antes.

Quando ia se aproximar mais do menor um braço a interrompe, era Namjoon, pois juntamente com seu esclarecimento sobre as dúvidas, veio a desconfiança e o risco claro que os outros corriam.

Bem, Yuna já pensava em algo assim, antes, enquanto ainda estavam ensaiando, seu lobo sentiu a presença dos outros três, então entendia a reação do outro lúpus.

– Jiminie não fique com medo de mim… – Insiste tentando se aproximar novamente, entretanto dessa vez são duas pessoas a lhe impedir.

– Não chegue mais perto dele. – Taehyung avisa, se colocando parcialmente na frente de Park.

– Tudo bem. – se afasta com as mãos para cima em sinal de rendição, não sem antes suspirar de forma pesada. – Jin, você pode deixá-las em casa para mim? – fala sem se aproximar demais.

– Claro.

Mais nada foi dito, ela apenas se retirou e sumiu entre outra rua escura qualquer, deixando sua arma a bolsa com a melhor amiga.

***

O caminho até o apartamento das meninas fora totalmente silencioso, Naeyon passaria a noite junto a elas, então seguiram direto.

Na cabeça de Jimin se repassava continuamente os grandes e vermelhos olhos da...amiga?

Contudo ainda não compreendia o motivo da tonalidade, não lhe era claro a história das classificações.

Já Taehyung, apenas conseguia relembrar o momento dos dois primeiros tiros, o que acertou a menina e o que acertou o homem, com isso, alguns minutos depois conseguiu se recordar de algo.

– Eu realmente já a vi antes... – disse baixinho, porém o silêncio tomava conta do veículo, deixando todos escutarem. – Ela estava no exército, no mesmo período que eu. 

– Tae-hyung, uma menina no exército? Até parece. – todos se viraram para Jungkook, folgando o cinto de segurança da van, para girar completamente no banco e ficar de costas para o motorista, pois o mais novo se encontrava sozinho no último banco.

– Ela estava lá. – Lina diz, com o olhar perdido em algum ponto qualquer, se recordando das poucas voltas para casa da amiga, quando ainda ainda estava no ano de treinamento, e nas pequenas aventuras durante as folgas.

– É impossível! Uma menina não é aceita no exército fácil assim, e mesmo que entrasse, a maioria não dura muito, sabemos que o treinamento é pesado. – Jeon novamente fala.

– Mas ela passou três anos lá. – deu um sorriso. – Sabe Jungkook, ela é muito, muito forte, assim como é resiste. – respira fundo e lentamente volta a posição correta, se sentando no assento.

O caminho recaiu na falta de papo, e durou daquele instante até o que os meninos deixaram as outras em casa e depois até a mansão.

– Hoje o dia foi longo, melhor irmos nos deitar. – Namjoon diz, fechando a porta, porquê acabaram de entrar na residência.

– Claro… – concorda Jimin.

Sobem as escadas, mas antes de dormir, sincronizadamente tomam banho, cada um em seu banheiro exclusivo do quarto.

– Precisamos conversar, no mesmo lugar de sempre, em cinco minutos – Jin manda mensagem para os irmãos, logo descendo pela janela.

Embora a janela ser alta, para ele era divertido.

---

– Você sabia que era uma alfa? – indaga Seokjin, no instante no qual avista o caçula.

– Não. Na verdade, desconfiava muito, pois tinha visto os olhos antes, mas poderia ser ômega também… depois de hoje… tenho certeza.

– E por que acha que não poderia ser ômega? – Namjoon diz, entre seus pensamentos.

– Primeiro por conta do cheiro amadeirado, e segundo por quê ela teria expressado dor com o tiro, ômegas são muito delicados.

– Certo. – Concorda o outro loiro.

– O motivo da reunião não é só esse. – o mais velho diz firme. – temos de tomar mais cuidado. Viram a reação do Jiminie… Não podem nos descobrir, e seria melhor não se encontrar tanto com ela, melhor não correr riscos.

 

– Okay. – afirmam os dois restantes.

 

Continua???


Notas Finais




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