História Alfa - Capítulo 4


Escrita por:

Postado
Categorias Naruto
Tags Neji, Nejisaku, Sakura
Visualizações 86
Palavras 4.881
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Ficção, Hentai, Literatura Feminina, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


E ai bedidas
VOLTEI



Boa leitura!

Capítulo 4 - Capítulo Quatro


— Sasuke? O que você fez com Sasuke?

— O Sasuke que você conhecia e o real Sasuke... Eles não eram a mesma pessoa. — ele fez uma pausa e eu ouvi a mudança no tom de sua voz para enfrentar Kakashi. — Você pode ir. Obrigado.

— Boa noite, senhor. Senhorita Haruno. — ouvi os passos de Kakashi diminuir, e a porta da frente fechar.

— O que você quer dizer? — eu perguntei. — Eu namorei Sasuke durante seis meses. Ele era realmente ótimo.

— Sasuke Uchiha é animal vil e vulgar. Abusivo com predileções repugnantes. — sua voz era grossa com desprezo.

— O-o que você quer dizer?

— Ele é um predador e o pior tipo de agressor. Ele esconde o seu verdadeiro eu muito bem, o esconde bem até que ele está certo de que sua presa está profundamente enredada e fraca demais para fugir.

— Eu... Eu não entendo. Sasuke nunca encostou um dedo em mim. Não, não dessa forma, pelo menos. Ele nunca foi nada menos do que um perfeito cavalheiro.

— Como eu disse, ele é predador. Um caçador. Ele passou seis meses com você, avaliando-a, compreendendo-a, fazendo você pensar que ele era gentil, inocente e... Baunilha. Ele era um dominante BDSM, Sakura. Embora aqueles que pratiquem BDSM levariam como grande ofensa rotular um monstro como Sasuke como um dom. O que Sasuke gostava não era BDSM, mas apenas tortura. Tenho provas fotográficas e relatórios policiais. Eu coloquei o arquivo em seu quarto para que você olhe mais tarde, enquanto eu percebo que a minha palavra não será suficiente para convencê-la da veracidade das minhas afirmações. — ele suspirou. — Eu não podia deixar Sasuke colocar as mãos em você, Sakura. Ele quebra as mulheres. As arruína. As destrói. Eu suspeito que ele seja responsável por pelo menos uma morte e suspeito ainda mais que seu gosto por sangue e infligir dor só vai crescer.

— Gosto por sangue? Ele é... Matou pessoas?

— Sim. Eu não tenho provas concretas quanto a esta última afirmação, mas considerando a forma como as vítimas são deixadas quando ele termina com elas, acho difícil de acreditar que ele nunca tenha ido tão longe como matar alguém, mesmo que apenas por acaso.

Eu engulo em seco. — Eu não... Eu não entendo. Do que é que ele gosta?

— Tudo começa inocentemente. Sexo duro. Alguns tapas aqui e ali, sob o pretexto de palmadas. Mas torna-se pior com o tempo. É muito parecido com a maneira como uma lagosta fervida, realmente. A água fica cada vez mais quente, e a pobre criatura nem sequer percebe o que está acontecendo até que seja tarde demais. As garotas que ele escolhe como presas ficam apaixonadas por Sasuke, por ser um cara tão legal. Elas gostam de fazer sexo com ele, inicialmente. Elas não se importam com sua propensão por alguns momentos duros. Elas toleram a crescente violência de suas atenções. E então ele se move para a servidão. As amarra. As prende na cama. Faz o que gosta com elas. Mais uma vez, parece inocente o suficiente, se você gosta dessas coisas. Ele estabelece uma palavra de segurança, segue todos os protocolos corretos para aqueles que se envolvem no mundo do sexo duro. Mas, eventualmente, a palavra de segurança não tem efeito. Ele não vai parar. Seus tapas viram socos. Suas chicotadas suaves perdem a gentileza. Seu sexo duro se transforma em violência. Torna-se estupro. Tortura. Espancamentos que duram horas, deixando a vítima ensanguentada e indefesa e então ele as estupra para a sua satisfação, que é a sua própria tortura. Tenho em primeira mão relatos de suas vítimas para que você possa ler.

Sinto-me tremendo toda. — Eu... Você está falando sério?

— Sim, eu estou. Como eu disse, sei que você não vai confiar em minha palavra, então quando eu levá-la para o seu quarto, você terá a oportunidade de ler o arquivo que Kakashi organizou.

— O que você fez com Sasuke?

— Eu apenas tive Kakashi o convencendo de que seria do seu melhor interesse se ele desaparecesse de sua vida. Permanentemente.

— Você não o matou?

— Não. Ele não tinha feito nada para você, então eu não poderia justificar. No entanto, eu teria gostado disso. Ele é uma criatura vil e imunda. Eu o denunciei às autoridades, no entanto, por isso espero que ele seja parado antes que machuque mais alguém.

Lembrei-me de meu tempo namorando Sasuke. Eu não era de ir direto para a cama com um cara que eu estava namorando, então nós não dormimos juntos até que nós estávamos namorando há quase dois meses. Ele nunca tinha forçado, simplesmente esperou pacientemente até que eu indiquei que estava pronta. Ele era invariavelmente educado, sempre um cavalheiro, pagando refeições e abrindo portas, comprando-me flores, levando-me em alguns dos encontros mais românticos que eu já estive.

Quando finalmente dormimos juntos, foi... Bom. Bastante simples, na verdade. Não espetacular, mas não ruim. Apenas médio. Ele parecia gostar de sexo tipo papai mamãe, no início. E então, depois de um mês dormindo juntos, começamos a tentar outras posições. E... Sim, ele me bateu algumas vezes. Não forte, mas me assustou vindo do nada. Não me importava, na verdade. Eu me sentia estranha sobre não me importar com isso e tinha passado uma noite de bebedeira falando com Ino e me perguntando se eu era uma aberração e só não sabia disso. Ela me garantiu para não me preocupar com essa merda por causa de um tapinha na bunda, isso não me tornava uma aberração. A partir daí, as coisas com Sasuke esquentaram um pouco. Parecia no momento como se ele estivesse meramente transformando o calor, como se estivéssemos descobrindo coisas juntos. Era assim que parecia para mim.

Mas agora, com o que eu estava ouvindo, não tinha tanta certeza. Inocente, baunilha, papai-mamãe... Um tapinha na bunda... E então, o sexo ficou mais áspero, mais inventivo... E eu tinha ido junto com tudo isso. Nada incomum tinha acontecido. Ele nunca me bateu no rosto, nunca tentou me sufocar ou me amarrar, mas eu poderia facilmente ver como isso poderia ter acontecido. Se Sasuke sugerisse amarrar minhas mãos, só para experimentar, eu teria aceitado. Eu sabia de fato. E então eu teria estado totalmente à sua mercê, porque tinha começado a confiar nele.

— Você não está mentindo, não é? — eu perguntei com minha voz trêmula.

— Eu nunca minto. Nunca. E, além disso, não tenho nenhuma razão para exagerar ou inventar essas coisas. Eu posso ver que você está começando a acreditar em mim.

Dei de ombros. — Isso faz um sentido assustador. A lenta progressão das coisas era exatamente como você disse. — eu pensei de novo na forma como as coisas tinham terminado e que, também, se encaixam com o que foi dito. — Ele simplesmente desapareceu. Eu estava realmente magoada, na verdade. Entre um encontro e outro, ele simplesmente... Desapareceu. Nenhuma ligação, nem mesmo um sms. Tipo, eu pensei que ele tivesse apenas... Me deixado, sem sequer me dar o fora.

— Foi a coisa mais segura, Sakura. Sinto muito que o seu desaparecimento causou dor, mas era isso ou permitir que você sofresse em suas mãos e isso simplesmente não era uma opção. Eu não vou permitir que você se machuque, Sakura. Nunca. Eu posso não ser capaz de impedi-la de sofrer a dor emocional, mas acredite em mim quando eu digo que faria se estivesse ao meu alcance.

A sinceridade em sua voz me surpreendeu. Soou para todo o mundo como se ele realmente se importasse, como se sentisse emoções profundas e poderosas por mim. Mas ainda assim, ele ainda não me disse seu nome ou me deixou vê-lo. Não fazia qualquer sentido e isso me assustava. Ele era instável? Não havia nenhuma maneira de saber e eu me colocaria exatamente em suas mãos.

— Se você estiver disposta a acreditar em mim, prefiro não deixá-la ver o arquivo. — disse ele. — É... Muito gráfico e muito perturbador.

— Eu ainda quero vê-lo. — eu disse.

— Tem certeza? — ele parecia mais perto, mas eu não tinha ouvido ou o sentido mover. — Não é bonito o que ele faz com as mulheres. E a parte mais terrível é que ele desaparece com elas. Se uma garota fosse denunciá-lo, ele iria dizer que foi consensual, por que... Era. No início. Mas no momento em que elas perceberam o que estava acontecendo, já era tarde demais. Mas torna-se a sua palavra contra a dele e as garotas são muitas vezes demasiadamente traumatizadas, muito medo para dizer qualquer coisa.

— Eu quero vê-lo. Eu também quero ver a informação que você tem sobre mim.

— Eu não tenho certeza que é sábio. Não te faria nenhum bem. Não é nada além de informações básicas. Fotografias suas no seu dia a dia. Informações financeiras, informações médicas, os registros da universidade.

— Por que você precisa de todas essas informações sobre mim?

— Porque eu gostaria de saber quem você é.

— E quem sou eu?

— Hmm... — ele suspirou, o som de alguém reunindo seus pensamentos. — Você é Sakura Hana Haruno. Vinte e seis anos de idade. Filha de Mebuki Eileen Tilson Haruno e Kizashi Calvin Haruno. Sua mãe sofre de transtorno bipolar e esquizofrenia e está atualmente residindo no Home Ravenwood Care em Auburn Hills, Michigan. Seu pai é falecido. Você tem um irmão, Sasori Calvin Akage Haruno, que está atualmente cursando a Columbia College, em Chicago. Sua melhor amiga é Ino Kiiroi Yamanaka. Você tem os avós maternos, que vivem em Fort Lauderdale. Nenhuma outra família imediata. Você tem um diploma de bacharel em serviço social pela Wayne State University e está atualmente buscando seu mestrado. Você tem um metro e setenta e seu peso oscila entre sessenta e sessenta e cinco quilos. Cabelos naturalmente loiros, porém tingidos de rosa e olhos verdes. Não há condições médicas. Você teve seu apêndice retirado quando tinha dezesseis anos. Você têm apoiado sua mãe e irmão sozinha, desde que seu pai faleceu há sete anos. Sua cor favorita é lavanda. Você tem uma leve dependência por iogurte de cereja preta Chobani e você tem uma tendência a abusar do álcool quando está estressada. Você tem uma faixa preta de segundo grau em taekwondo, que você começou a treinar com a idade de onze anos. Você teve cinco parceiros sexuais. Nenhuma gravidez, abortos ou abortos espontâneos. Você está no controle de natalidade desde os dezoito anos. Você odeia brócolis e seu prato preferido é frango parmegiana. — uma pausa, e então ele limpou a garganta. — O que mais? Oh, sim. Você foi presa por furto quando tinha quatorze anos, condenada e serviu cem horas de serviço comunitário. Eu acredito que isso é tudo.

Eu não conseguia respirar. Literalmente. Meu peito travou e meus pulmões congelaram. Meu coração parou. Tossi e tentei sugar o ar em meus pulmões e não consegui. O copo de uísque caiu da minha mão no chão com um estrondo. Eu agarrei na minha garganta, na venda e em meu peito.

Senti uma mão grande e quente na minha nuca, forte e implacável, forçando minha cabeça entre os joelhos. — Respire Sakura. Respire fundo. — sua voz, sua voz bem profunda e doce estava no meu ouvido, murmurando, confortando. Acalmando. Eu abri minha garganta e ar entrou forçado em meus pulmões, arrastando em grandes goles de ar, respirando fora, dentro, fora. Sua mão permaneceu na minha nuca, um toque suave. — Isso é bom. Mantenha a respiração. Está tudo bem. Está tudo bem.

— Você... Você sabe tudo sobre mim, porra. — eu me afastei dele, tropecei nos meus pés e dei uma guinada para longe. Senti sua mão pegar minha cintura e me puxar para frente, só senti meus calcanhares e as costas dos meus joelhos baterem numa mesa. — Você sabe, porra, você sabe tudo. Cada maldita coisa que há para saber. Quantos parceiros sexuais que eu tive? Jesus. Jesus. Vou vomitar...

Vidro rangia sob os pés. Ouvi uma porta abrir, e, em seguida, o tilintar do vidro quebrado sendo varrido.

— Obrigado, Tsunade. — disse ele com sua voz suave.

— Claro. Senhor. Haverá mais alguma coisa, senhor? — a voz de Tsunade parecia mais velha.

— Não, isso é tudo por agora. O jantar está pronto, não é?

— Ainda não, senhor. Cerca de meia hora.

— Muito bom. Tsunade. Obrigado. — passos recuaram, uma porta se fechou, e eu senti que estávamos sozinhos mais uma vez. — Está tudo bem, Sakura?

Saí de seu toque e endireitei minha coluna, forçando a minha respiração para uniformizar. — Eu suponho. Eu poderia ficar alguns minutos sozinha.

— Claro. Por aqui, por favor. — sua mão na parte inferior das minhas costas me puxou para uma caminhada, guiando-me para frente. — Eu vou te mostrar seu quarto. Você vai ter um momento para se refrescar e depois vamos jantar.

— E eu tenho que fazer tudo isso com os olhos vendados? — eu perguntei.

— Em seu próprio quarto você terá permissão para remover a venda. E se não estamos juntos, enquanto estou trabalhando, por exemplo, você terá a liberdade de vagar pela minha casa à vontade. Meus aposentos privados são inacessíveis para você, assim não precisa temer trombar em mim por acaso. — ele me cutucou em torno de um canto e ouvi nossos passos ecoando no que parecia ser um enorme corredor. — Como eu já disse. Você não é uma prisioneira. A porta da frente está destrancada. O elevador levará você para a garagem e de lá para a rua, onde você vai encontrar um táxi prontamente disponível. Vou até agendar um voo de volta para Detroit, se desejar. Se você optar por ir embora, seus pertences serão levados para você, juntamente com o contrato de confidencialidade. Você está livre para ir a qualquer momento. Você é livre para remover a venda a qualquer momento. Mas se fizer isso, o nosso acordo é anulado e meu apoio financeiro cessará imediatamente. Você teria, no máximo, três meses antes suas dívidas diversas surgirem e sua situação se tornar insustentável. Eu a alerto a considerar sabiamente, Sakura. Dou-lhe a minha palavra de honra de que não será de forma alguma maltratada, prejudicada ou forçada a fazer nada para comprometer a sua moral, valores ou integridade física.

Eu oscilava em meus saltos de sete centímetros enervada, ainda trêmula de medo, confusão e desorientação. — Esta é uma situação fodida. Você sabe disso, certo?

— Sim, acho que esta é uma situação bastante incomum. — sua voz estava repleta de diversão. Sua mão enrolada em volta da minha cintura, me parando. — Chegamos a seus aposentos. Vou deixá-la entrar e então você pode remover a venda. Por favor, deixe o vestido, no entanto. Você está incrível nele. Tsunade irá levá-la para a sala de jantar em trinta minutos.

A maçaneta da porta se abriu e eu fui empurrada para frente. Sua mão repousava na parte inferior das minhas costas, a palma da mão contra a minha coluna e seus dedos abertos possessivos do meu lado. Assim que percebi o quão bizarro, reconfortante e familiar seu toque era, ele retirou a mão e eu fiquei em um estado ainda maior de confusão emocional.

— Vejo você em breve, Sakura. — lábios quentes tocaram minha bochecha, sua respiração quente com cheiro de Scotch. Eu tremi ao sentir seus lábios na minha bochecha, a menos de um centímetro da minha boca.

— Sim. — eu disse, deixando até o último pingo de sarcasmo que eu possuía em minha voz. — Você vai me ver.

Ele apenas riu. Uma risada estrondosa. — Não será por muito tempo, Sakura. Eu prometo. Basta tentar confiar em mim e a venda vai sair.

— Confiar em você? Como diabos eu deveria confiar em você? Não sei sequer o seu nome! Estou com os olhos vendados!

— Você tem que se entregar a mim. Vai ser assustador, eu sei. Isso vai contra a natureza, especialmente para alguém que passou pelo que você passou. Eu sei disto. Eu sei a enormidade do que eu peço. Mas não pediria a você se eu não soubesse que você é capaz disso. E eu não pediria a você se não fosse necessário, para mim. — seu dedo arrastou ao longo de minha bochecha. — Ouça isto, Sakura: quando você aprender a confiar em mim, quando se entregar, então eu vou aprender a confiar em você e dar-lhe o mesmo.

Isso me abalou até o âmago. Eu procurei por algo a dizer, alguma forma de reagir, mas não tinha nada. Não havia palavras, não havia conhecimento sobre o que dizer, o que sentir, o que eu mesmo pensava de sua declaração.

— Chega disso por enquanto. Refresque-se e se junte a mim para jantar. Há um interfone na parede logo à sua esquerda. Pressione o botão verde e chame Tsunade se você achar que está pronta antes de 30 minutos se passarem.

— Posso ligar para Ino?

Uma breve hesitação. — Sim, eu não vejo por que não. Seja discreta, por favor.

— Tudo bem.

— Adeus, por enquanto. — eu ouvi a porta fechar e travar, e seus passos retrocederem.

Eu fiquei no lugar por um momento, e, em seguida, estendi a mão e tirei a venda dos olhos. Virei no lugar, examinando meus arredores. E, mais uma vez, minha respiração foi roubada. O quarto era gigantesco, grande o suficiente para caber todo o meu apartamento nele, com espaço de sobra. E uma parede inteira, do chão ao teto, era de vidro. Eu mergulhei até as janelas, piscando, ofegando em reverência. Manhattan estava diante de mim em beleza inigualável com uma infinidade de torres, luzes e as ruas atravessando, eclodindo, faróis amarelos e lanternas vermelhas, sinais de trânsito de bicicleta... Nunca tinha visto nada parecido. Durante vários minutos eu só consegui ficar com o nariz no vidro, olhando para a cidade.

Quantos andares acima eu estava? Muitos, claramente. Eu não conseguia lembrar o interior do elevador, com exceção de uma memória de cromo polido e madeira escura. Eu pensei muito, e percebi que havia apenas dois botões, um para a parte superior e um para o nível da garagem. Mas, a julgar pela vista abaixo de mim, estávamos pelo menos cinquenta andares acima. Havia vários arranha-céus nas proximidades e eu podia ver os topos de todos eles.

Finalmente eu me tirei da visão e examinei o resto do cômodo. Carpete creme espesso e macio, teto de três metros. De um lado da sala havia uma accent wall, pintada num marrom escuro e decorada com uma reprodução de alta qualidade de Vermeer The Girl With a Pearl Earring. Havia um pedestal à altura da cintura por baixo da pintura que tinha um vaso, que parecia ser algum tipo de trabalho inestimável de arte. As outras paredes eram de um neutro bronze e revestidas com painéis de madeira escura. Havia um sofá de couro marrom escuro, namoradeira e uma cadeira no centro da sala, com uma mesa de centro com tampo de vidro. Em frente à accent wall tinha um bar e uma pequena mesa com duas cadeiras e uma enorme estante contendo todos os meus livros pessoais, DVDs e CDs, além de uma vasta seleção de ficção de todos os gêneros. Ao lado da estante de livros tinha um sistema de música elaborado, o tipo de tecnologia de ponta que era feito sob medida para cada cliente.

Na mesa de centro estava uma pasta de cartolina. Sasuke. Sentei-me na beira do sofá e puxei a pasta no meu colo. Eu hesitei e depois abri. Na frente e no centro havia uma fotografia de close de Sasuke, tirada com uma lente zoom de uma distância. O olhar dele era... Feroz. Mau. Assustador. Nada como a maneira gentil que ele sempre olhou para mim... A princípio. A página seguinte era um dossiê com informações pessoais sobre Sasuke. Eu li brevemente, depois virei a página. Eu quase deixei cair a pasta, tão surpresa que eu estava pela próxima fotografia. Era de uma jovem mulher com cabelo loiro, mas isso era tudo que eu poderia dizer de suas características. Ela tinha sido espancada até sangrar, irreconhecível. Eu tive que sufocar o meu horror. A próxima fotografia era dela, bem como do seu corpo. Ela estava nua na foto e tinha uma série terrível de vergões, hematomas, contusões, onde ela foi, na verdade, chicoteada, parecia como o tipo de ferida que você veria em um filme mostrando alguém sendo açoitado. Coberta de feridas da cabeça aos pés, em seus braços, pernas, costas, coxas, barriga, seios... Havia toda uma série de fotografias de diferentes mulheres com lesões semelhantes. Todas elas eram loiras e olhos verdes, semelhantes a minha idade, mesmo na forma do corpo. Tinham relatos médicos sobre cada uma delas e até mesmo algumas cópias de relatórios da polícia. Aquelas eram as mais aterrorizantes. Neles estava escrito exatamente como descreveria o início do meu relacionamento com Sasuke - como eu havia descrito. Exceto que com elas, isso não parou onde parou comigo. As mulheres descreveram como ele falava em coisas de forma gradual, eventualmente as levando a concordar em serem amarradas, algemadas, presas de alguma forma e foi quando ele começou a realmente machucá-las, começando com pequenos tapas e mudando para socos, chutes, usando chicotes e bastões, todos os tipos de coisas horríveis. Eu não consegui terminar de ler depois de ver sobre uma garota que tinha ficado permanentemente cega de um olho.

Fechei o arquivo e o coloquei sobre a mesa de centro com as mãos tremendo e estômago embrulhado. Ele estava dizendo a verdade. Se não fosse por ele, por sua interferência, ou ajuda, mais precisamente, que eu nem sequer soube, eu seria mais uma série de fotografias neste arquivo.

Levou um longo tempo até que fui capaz de me levantar e terminar minha exploração dos meus aposentos. Passei pela porta ao lado do bar e encontrei-me em um quarto, que também tinha uma parede do chão ao teto de vidro. Havia uma cama de dossel completo, o mesmo carpete creme espesso, um enorme armário e uma área de estar perto da parede de vidro, duas cadeiras simples, mas pareciam confortáveis e uma pequena mesa, o tipo de mobiliário que é discreto, mas insanamente caro. Não havia televisão, o que era bom para mim, pois eu não era muito de TV. Abri o armário e o achei cheio com minhas roupas íntimas, calças de yoga e as camisetas de dormir.

Uma única porta em frente da parede de vidro levava a um palácio de mármore e azulejos no banheiro. O tema de parede de vidro continuou, com uma banheira de hidromassagem em um pedestal perto da janela, uma vaidade alastrando já abastecido com toda a minha maquiagem, meus pincéis e meu secador. Havia um chuveiro lado a lado com uma incrível aparência de cachoeira, também abastecido com todas as minhas coisas de banho de casa.

Outra porta levava a um closet maior que o meu quarto, banheiro e sala de estar combinados. O closet era tão grande que tinha sua própria área de estar: uma ilha com prateleiras contendo todos os meus sapatos e bolsas, um espelho de corpo inteiro de três faces e uma caixa com fachada de vidro contendo todas as minhas joias. Minhas roupas estavam penduradas juntas, ocupando um cantinho minúsculo do armário. O resto do espaço? Abastecido com vestidos, saias, blusas, calças jeans... Tudo novinho e com etiquetas do meu tamanho, de todas as lojas mais caras do mundo. A parte mais assustadora? Eram todas no meu estilo. Eu ficaria feliz em usar cada item neste armário.

Eu tive que me sentar enquanto considerava as implicações do que estava vendo. Ele me mudou para cá. Tudo o que eu tinha estava aqui. Ele sabia o meu senso de moda, que tipos de vestidos e tops que eu gostava e eu tinha visto uma seção inteira do armário dedicado a lingerie. Eu não tinha examinado a lingerie, mas presumi que era tudo no meu tamanho. Eu estava perto de hiper ventilar novamente.

Levou verdadeiro esforço, mas eu tinha o controle da minha respiração, acalmei meu pânico sempre presente o suficiente para funcionar e voltei para o banheiro. Eu queria tirar o sabor do uísque da minha boca. Eu encontrei minha escova de dente em um copo pequeno, junto com meu próprio tubo meio usado de pasta de dente Crest, o final enrolado parcialmente para cima. Era além de bizarro ver meu creme dental e escova de dente aqui, neste banheiro. Eu afastei minhas emoções o melhor que pude e escovei os dentes, lavei e utilizei o enxaguante bucal, novamente meu próprio frasco com um terço de Listerine.

Lembrei-me de ver Kakashi arrumar minhas roupas, mas como os meus outros pertences chegaram aqui e foram desembalados? Ele tinha colocado minhas roupas apressadamente em uma mala e me conduzido para fora da porta e em seguida me levado diretamente para o aeroporto. Então, muito estranho. Era inegavelmente impressionante, mas assustador e perturbador.

Com os meus dentes escovados, minha maquiagem retocada e meu cabelo arrumado, voltei para a sala de estar da minha suíte e fiquei na janela, olhando para a vista da cidade e tentando controlar minhas emoções.

Obviamente, minha emoção mais forte era o medo. Eu tinha sido, recolhida, sem aviso, voado por todo o país e trazida para essa cobertura palaciana de algum homem rico e misterioso que dizia me possuir e que conhecia cada detalhe da minha vida, que sabia tudo sobre mim, até meu gosto para roupas. Eu não sabia o nome dele e não sabia como ele era.

Mas sua voz... Deus, sua voz. Cada palavra que ele falava parecia intencional, pensada, cuidadosamente escolhida e perfeitamente enunciada. Ele poderia ir de quente, macio, pessoal e íntimo para afiado como uma navalha e gelado. Sua voz acariciava, hipnotizava e penetrava. Eu sabia como pareciam suas mãos. Ele tinha mãos grandes, mãos fortes. Toda a minha mão caberia facilmente na palma da mão dele, os dedos fechando facilmente em torno do meu. Sua voz vinha acima de mim ao que parecia, então eu imaginei que ele seja bastante alto.

Eu estava curiosa. Eu queria saber o que ele queria de mim. Por que eu? Essa era a grande questão que eu tinha. Por que eu? Ele me observou por, um longo tempo, ele disse e a profundidade de seu conhecimento sobre mim deixou claro que ele não estava mentindo ou exagerando. Mas, ainda assim, apesar disso, eu nunca, nunca senti a sua presença na minha vida. Nunca tive a sensação de estar sendo seguida ou observada, exceto por aqueles poucos momentos em que ele já tinha explicado. Ele nunca interferiu em minha vida, nunca enviou cartas ou telefonemas assustadores que perseguidores fazem. Quando eu estava nos momentos mais desesperados e apertados da minha vida, ele... Salvou-me e afirmou não querer reembolso financeiro.

E ele também prometeu que não iria forçar sexo comigo. Ele só queria que eu... O quê? Eu ainda não sabia. Estivesse aqui? Tivesse conversas bizarras e jantares com os olhos vendados e coquetéis? Fosse a amante não sexual de olhos vendados? Ele tinha uma empregada, então eu duvidava que ele fosse tentar me transformar em Cinderela, lavando suas roupas ou qualquer outra coisa. Então, o que ele queria? Só eu, ao que parecia. Eu não conseguia entender o que ele realmente queria que eu fizesse, e eu tinha a sensação de que nunca descobriria. Eu só tinha que descobrir através da experiência.

Mas apesar de todo o meu medo, eu percebi, se examinasse minhas próprias emoções, honestamente, que eu não sentia nenhuma sensação de perigo. Eu não me sentia ameaçada por ele. Eu não sentia como se ele fosse louco ou instável. Excêntrico, certamente. Estranho e recluso, definitivamente. Mas... Perigosamente desequilibrado? O tipo de perseguidor que me deixaria em pacotes desmembrados em uma geladeira? Não.

Então... O arranjo? Eu iria aceitar seus desejos? Obedecê-lo? Ou ir para casa e voltar a estar a um passo da miséria? Eu não podia fazer isso. Sasori estava dependendo de mim. Eu amava o meu irmãozinho. Ele era tudo o que eu tinha e ele precisava de mim. Ele merecia a melhor chance de ter uma vida normal que eu poderia lhe dar.

Saso era um garoto bonito, inteligente, com uma cabeça sólida em seus ombros. Ele poderia ser bem sucedido. Ele estava estudando cinema e eu tinha visto algumas de suas peças; ele era talentoso e eu podia vê-lo trabalhando em Hollywood. Mas teria que ter certeza que ele terminasse a faculdade. Ele já estava trabalhando o máximo que podia e ainda ia para a faculdade. Ele era um garoto determinado e eu sabia que se acontecesse o pior, ele iria encontrar o seu próprio caminho... Mas eu era sua irmã mais velha e eu fui a sua única figura maternal verdadeira desde que tinha onze anos.

Mamãe era impotente e nunca se recuperaria. Ravenwood era o melhor lugar para ela. Se eu não pudesse pagar as contas, ela ia acabar sob a guarda do Estado e seria movida para alguma casa de repouso de merda onde muito provavelmente ela seria abusada pelos funcionários. Eu não podia deixar isso acontecer. E, finalmente, havia sete anos desde que meu pai tinha morrido.

Eu já tinha tomado a minha decisão. Quando eu deixei Kakashi colocar a venda em mim do lado de fora das portas da frente, fiz a minha escolha. Eu não iria voltar atrás agora. Eu não podia. Isto era pela minha mãe e irmão. E... Sim, por mim. Eu queria saber mais sobre esse homem misterioso que agora me possui.

Assim, com uma respiração profunda, eu toquei o botão do interfone.

— Tsunade? Estou pronta.


Notas Finais


Então pessoal, como todos devem saber final de semestre é uma merda, mas a regra dos capítulos anteriores ainda esta valendo: 10 comentários e estarei de volta amanhã, com mais pra vocês!
Espero que tenham gostado.



Aguardo vocês nos comentários!!


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