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História Alfa de Aluguel ABO (Repostada) - Capítulo 14


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Notas do Autor


Só uma breve explicação: as frases que estão em negrito e itálico são mensagens de texto.

Tenham um ótima leitura <3

Capítulo 14 - Minha opinião


"Eu havia acabado de interromper uma briga entre os meus amigos e a turma de Itachi antes que a coisa esquentasse. Isso me fez sentir uma pessoa melhor. Pena que meus amigos não estavam cientes do meu esforço."

 

ALFA DE ALUGUEL

 

Olhei para o notebook e fiquei confuso. O Facebook de um cara chamado Gaara estava na tela. Não o reconheci nem entendi por que a página estava aberta. Meu irmão havia usado o computador? Eu me aproximei da mesa para fechar a página e notei algo embaixo da foto. UCLA. Olhei novamente para a foto. Não era o meu Gaara.

Sakura.

Ela usara meu computador naquela manhã. Era isso que ela estava procurando. E havia deixado a página aberta para eu ver. Mas ainda não tinha descoberto nada. A Sakura estava tentando me mandar um recado, avisar que ainda desconfiava de alguma coisa? E o que estava procurando? Ela tinha encontrado algo? Por que se incomodava tanto? Saí da conta dela e entrei na minha. Abri a página do verdadeiro Gaara, e, como eu esperava, sua foto de perfil continuava sendo a de um jogador de beisebol de quem era fã.

Mesmo que Sakura encontrasse a página, nunca ia pensar que aquele era o verdadeiro Gaara. Fechei a página e fui dar uma olhada no Twitter e na minha conta de e-mail.

O telefone fixo tocou e eu esperei meus pais atenderem, mas lembrei que eles tinham saído. Levantei e caminhei até a cozinha, mas a secretária eletrônica atendeu quando eu me aproximei do aparelho.

Uma voz começou a deixar seu recado.

— Oi, sr. e sra. Namikaze. Aqui é o professor Hammond, da UCLA. Estou ligando para falar sobre o seu filho, Menma.

Peguei o telefone e senti a ansiedade apertando meu peito.

— Alô. Pois não?

— Ah, oi. Eu estava deixando um recado.

— O Menma está bem?

— Bem? Ah, sim, claro. Sou professor dele, e só queria avisar ao senhor e a sua mulher sobre um prêmio que o seu filho vai receber por um curta que produziu.

— Sou o irmão dele.

— Naruto? — O professor do Menma sabia o meu nome? Meu coração inflou de alegria. Eu não devia estar tão orgulhoso, mas estava. Isso significava que ele havia falado de mim uma vez, pelo menos. — Ah, que bom falar com você. Pode avisar os seus pais? E você também deve comparecer, claro. Ele vai receber o prêmio e exibir um pequeno trecho do filme em um jantar no próximo sábado. Seus pais devem ter recebido o convite pelo correio há duas semanas, mas estou ligando para as famílias dos premiados só para ter certeza de que receberam. O convite é para quatro pessoas. É uma homenagem muito especial. Tenho certeza de que ele vai gostar do apoio de vocês.

— Isso é ótimo. Obrigada por telefonar. Vou avisar os meus pais.

— De nada. Vejo vocês no sábado.

Desliguei e estava prestes a pôr o fone no gancho quando mudei de ideia. Liguei para Menma.

— Alô.

— Oi, sou eu.

— Oi. E aí, Naru?

— Acabei de atender a ligação do seu professor. Parabéns pelo prêmio. — Ele ficou em silêncio por três segundos.

— Ah, obrigado.

— Eu vou ao jantar. — Eu tinha acabado de decidir.

— Já conversei com nossos pais sobre isso. Meu professor está transformando essa história em algo maior do que é. Não vale as três horas de viagem de jeito nenhum. Prefiro que vocês venham para o festival de cinema da universidade no mês que vem. Vou apresentar um projeto e quero que vejam.

— Não me importo de ir duas vezes.

— Naruto, é sério. Vai ser chato. Eles vão exibir um trecho de três minutos, e, se somar a viagem de ida e volta e a cerimônia de premiação, que deve durar duas horas, você vai perder o dia inteiro.

A alegria de antes desapareceu.

— Tudo bem.

Ele deve ter notado a decepção na minha voz.

— Acabei de sair daí.

— Mas a gente mal se viu.

— Tenho uma proposta: na próxima vez que eu for para casa, vamos sair só nós dois.

Não consegui me lembrar da última vez em que fizemos isso.

— Combinado.

— Legal. A gente se vê no mês que vem. — Ele desligou. E estava certo. Era bobagem ir a Los Angeles por causa de três minutos sob os holofotes.

Meus pais chegaram carregando sacolas, que deixaram sobre a bancada da cozinha.

— Você está em casa. — minha mãe constatou.

— Estou. Vocês foram ao supermercado?

— Passamos lá na volta para casa. — Ela tirou um litro de leite de uma sacola. — Como foi o seu dia?

— Divertido.

Meu pai bagunçou o meu cabelo.

— O cara da prancha ensinou alguma coisa boa?

— Sim. A nunca chamá-lo de cara da prancha. — Meu pai riu.

— O professor do Menma telefonou para falar sobre um prêmio que ele vai receber no sábado.

— Foi gentil da parte dele ligar.

— Vocês vão? — perguntei, mesmo depois de Menma ter dito que não.

— Nós íamos, mas o Menma falou que não vale a pena. Ele quer que a gente vá no mês que vem.

— Devíamos ir assim mesmo, — opinei. — fazer uma surpresa. Acho que ele não quer dar trabalho, só isso.

Meu pai apontou para o armário em cima da geladeira.

— Ainda tenho o convite para quatro pessoas.

— Marquei umas visitas para o sábado. — minha mãe explicou enquanto guardava os legumes na geladeira.

— Ah. — Dei uma olhada para o meu pai, pensando em sugerir que fôssemos nós dois, mas ele deu de ombros como se acatasse a justificativa da minha mãe.

— Acho que devemos respeitar a vontade do Menma.

— Sim, mas ele pode ter dito isso só para não dar trabalho. Talvez queira que a gente vá.

— Não quero discutir sobre isso, Naruto. — minha mãe avisou. Fiquei surpreso.

— Eu não estava discutindo.

— Nós já decidimos.

— Tudo bem, — suspirei. — vou arrumar o meu quarto.

— Obrigado. — minha mãe falou quando saí da cozinha.

Mas, em vez de arrumar o quarto, fiquei sentado na cama. Meu terno de formatura ainda estava pendurado no encosto da cadeira, provocando uma melancolia que eu não queria sentir.

Em um impulso, peguei o celular e mandei uma mensagem:

Tentei ser uma pessoa melhor hoje, mas o mundo não cooperou.

Sasuke respondeu quase que imediatamente:

Ah, não. O que aconteceu?

Eu suspirei.

Meu irmão ganhou um prêmio e eu queria dar uma força pra ele, mas meus pais não querem ir. E ele não quer que a gente vá mesmo.

Em vez da notificação de mensagem que eu estava esperando, meu celular começou a tocar. Eu me assustei, mas sorri ao ver o número de Sasuke na tela.

— Oi.

— Que tipo de prêmio? — ele perguntou, como se já estivéssemos no meio da conversa.

— Pelo que entendi, ele produziu um curta. Meu irmão faz algumas aulas de cinema.

— Você devia ir.

— Foi o que eu falei, mas os meus pais não concordam. Minha mãe tem que trabalhar, e o meu pai aceitou a desculpa bem depressa.

— Você não precisa deles.

— Ah, aí é que está. Preciso. Não tenho carro. Cada vez que eu pedia o carro emprestado para ir visitar o Gaara, era como se eu arrancasse os dentes deles. Como a minha mãe tem que trabalhar, não vai rolar.

— Eu posso te levar.

— Por que você faria isso?

— Porque eu te devo uma e estou tentando ser uma pessoa melhor. — Eu ri.

— Você não me deve nada. Estamos quites. Se for me levar, eu fico devendo de novo.

— Itachi também iria. Ele adora essa coisa de cinema de arte. — Sasuke continuou como se eu nem tivesse falado nada. — Seria divertido. Uma aventura.

Puxei um fio solto na bainha do jeans.

— Não sei. Meu irmão foi bem insistente sobre não irmos.

— Provavelmente ele não quer pressionar a família. Eu odeio que as pessoas tenham trabalho comigo.

— Tem razão. Acho que ele ficaria feliz se a gente fosse. Talvez até quisesse que meus pais insistissem para ir.

— Provavelmente. Você falou que não é muito próximo dele?

— Sim.

— Isso vai servir para mostrar que ele é importante para você. Que você o apoia.

Era estranho deixar Sasuke me levar em uma viagem de três horas, mas ele estava certo: seria uma boa demonstração de apoio. Lembrei da conversa que ouvi entre Sasuke e Juugo. Juugo havia insinuado que Sasuke era legal demais, que fazia coisas sem pensar em si mesmo. Eu esperava que essa vez não fosse um exemplo disso.

— Tem certeza?

— É claro.

— Eu pago a gasolina.

— Se você faz questão...

— Obrigada, Sasuke.

— De nada, Naruto.

(...)

— Nem vem com ideia. — Itachi falou quando sentei na sala de aula na manhã seguinte.

— Que ideia?

— Você e o meu irmão. Ele é bom demais para você.

— Não tenho ideia nenhuma. — Bom... algumas, talvez, mas estava tentando não alimentá-las. Se Sasuke entrasse na minha vida de verdade, eu teria que dar muitas explicações. Precisaria abrir o jogo. Principalmente porque Sakura não parecia disposta a abrir mão das suspeitas.

Itachi piscou uma vez, franziu a testa como se ouvisse meus pensamentos, depois disse:

— Eu vou com vocês no sábado só para ficar de olho. Não estou tentando ajudar.

Nada disso.

— Pensei que agora fôssemos amigos. — respondi.

— Não sou amigo de quem não reconhece a minha existência em público.

— Você também não reconheceu a minha na praia. — Ele riu.

— Você me olhou como se implorasse para eu ficar de boca fechada.

— Mas isso tem a ver com o baile. Eles não podem saber que era você.

— Sei. Continua tentando se convencer disso.

— É verdade — eu quis insistir. Se os meus amigos soubessem que foi com ele que Sasuke brigou no baile, o mundo teria explodido ali na praia. Na frente de todo mundo.

Eu não sabia por que precisava fazê-lo acreditar nisso. Itachi nem era meu amigo. Eu devia esquecer tudo e seguir em frente.

Mas não conseguia.

— Ei, eu te ajudei ontem. Eles não teriam desistido...

Ele riu novamente.

— É sério? Você acredita mesmo que praticou uma boa ação? Salvou a gente dos esnobes com quem anda. É praticamente um santo. — E virou para a frente.

Passei o dia todo incomodado com a conversa que tive com Itachi. Por isso, quando Ino e eu seguíamos para o estacionamento na hora do almoço e eu o vi, falei:

— Oi, Ita. — Ele me olhou, surpreso, balançou a cabeça e sorriu. — Touché.

— O que foi isso? — Ino perguntou quando nos afastamos. — Quem era aquele?

— Era o Itachi. O garoto que armou o encontro com o irmão.

— Foi ele? — Ino perguntou, claramente chocada.

— Sim.

— Ele é...

— Muito legal. — completei, antes que ela pudesse usar um adjetivo de que eu não gostasse.

— E agora vocês são amigos?

— Acho que ele não quer ser meu amigo. — Ino grunhiu.

— Você não está invertendo as coisas?

— Não. — A mochila estava pesada, e eu a passei para o outro ombro.

— Está tudo bem, Naru? Você parece diferente nos últimos dias. Distante...

Respirei fundo e soprei o ar com força.

— Acho que estou pensativo. Vamos nos formar, e tenho pensado muito no que realmente conquistei.

— Você é um dos ômegas mais populares do colégio. Daqui a dez anos, quando as pessoas pensarem no ensino médio, vão lembrar do seu nome. Vão saber quem você era.

Como as pessoas saberiam quem eu era, se nem eu mesma sabia? Ela inclinou a cabeça na direção de Itachi.

— Ele não vai nem passar pela cabeça de ninguém.

— Ser lembrado, então? É isso que importa na vida?

— Melhor que ser esquecido.

— Mas eu acho que prefiro ser lembrado por alguma coisa.

— Tipo o quê?

— Não faço a menor ideia.

Olhei para Itachi, que se afastava. Muita gente do colégio não se lembraria dele daqui a dez anos, mas as que não o esqueceriam pensariam nele como alguém confiante, barulhenta e até cruel, às vezes, mas que sempre sabia exatamente o que queria.

Chegamos ao carro de Ino, onde Shikamaru e Sakura já estavam esperando.

— Onde vamos almoçar? — Sakura perguntou.

Shikamaru e Ino olharam para mim, como se a decisão fosse minha.

— Tanto faz. Podem escolher.

Ino e Shikamaru se olharam, como se eu nunca tivesse dito isso antes. Eu tinha certeza de que eles já haviam escolhido o lugar. Mas, agora que pensava nisso, lembrei que sempre comentava estar com vontade de uma ou outra coisa. Não considerava uma exigência. Era mais uma sugestão.

— O que acham do Las Palapas? Estou com vontade de comida mexicana. — tentou Sakura.

Por alguma razão, o fato de Sakura ter escolhido me fez querer propor outra coisa, mas não fiz isso.

— Acho legal.

Quando Ino dirigia, eu sentava no banco do passageiro. Quando Shikamaru dirigia, Sakura sentava no banco do passageiro. Era assim que funcionava, como sempre fazíamos.

Contornei o carro depois que Ino destravou as portas e, quando vi Sakura abrir a porta do passageiro, parei. Shikamaru olhou para mim por cima do capô, o rosto revelando espanto.

Sorri para ele e sentei no banco de trás. Ino me olhou confusa pelo retrovisor e ligou o motor.

— Noventa e seis dias para a UCLA! — Sakura gritou pela janela. Quando ela havia entrado na nossa contagem regressiva? Ela subiu o vidro e ligou o rádio. Depois começou a dançar e cantar. Ino riu e bateu no braço dela.

Mandei uma mensagem para Sasuke:

Estou sendo extremamente paciente com a minha amiga da onça. Isso conta para ser uma pessoa melhor?

A amiga da onça que conheci? Sim. Ser uma pessoa melhor não significa aceitar abuso. Ela não é abusiva.

Respeito sua opinião, mas discordo. Tem outro jeito de discordar?

Muitos outros, mas acho que nesse caso é a maneira mais apropriada.

Eu ri e Shikamaru olhou para mim.

— O cara do encontro às escuras?

Eu sorri, e ele falou:

— Acho que nunca te vi tão contente por causa de um alfa.

O comentário apagou o sorriso do meu rosto.

— O quê? É claro que eu já fiquei feliz assim com outros alfas.

— Eu sei, mas você está... Não sei. Diferente. Tem um brilho nos seus olhos.

Ino provocou:

— Está radiante, Naruto?

— O quê? Não. Eu mal conheço o cara. Ele disse uma coisa engraçada, só isso. — Guardei o celular. Claro que não ia deixar um alfa me afetar desse jeito. Especialmente Sasuke. Nossa história era complicada demais para virar alguma coisa real.

— Você ainda não disse como ele se chama. — Ino comentou.

Tinha sido tão difícil descobrir o nome dele que eu me sentia meio protetor. Não queria revelá-lo, mas sabia que era ridículo não dizer.

— Sasuke.

— Sasuke? — Sakura repetiu. Não sei se em um tom meio de desprezo, porque ela sempre usava esse tom, então era difícil saber quando ela realmente se sentia assim.

— Sim. Sasuke. — confirmei. — Eu gosto desse nome.

— Eu também. — disse Ino.

Ela parou no estacionamento, e fiquei feliz por sair do carro. Havia sempre toda essa tensão quando eu estava com os meus amigos?

(...)

Esperei a semana chegar à metade para conversar com meus pais sobre ir à UCLA de carro com Sasuke e Itachi, mas sabia que não podia mais adiar a conversa. O jeito como minha mãe falou — "já decidimos" — na última vez em que tocamos no assunto me deixava sem coragem. Era raro eu brigar com meus pais. Normalmente eu concordava com eles.

Quanto mais pensava nisso, mais me dava conta de que era raro eu brigar com alguém.

Eu não gostava de brigar. Discordava muito das pessoas em pensamento, mas raramente em voz alta.

Dessa vez, porém, eu não podia evitar o confronto. Precisava da permissão deles. E pensar em uma possível discussão com meus pais fazia meu estômago ferver.

Estávamos sentados à mesa, jantando frango assado comprado pronto.

Mau sinal.

Significava que minha mãe tinha trabalhado o dia inteiro e não teve tempo de cozinhar.

Quando trabalhava o dia todo, ela ficava de mau humor.

— Está muito bom. — comentei, soltando a carne do osso com o garfo e sentindo o estômago apertado demais para comer.

— Que bom que gostou. — minha mãe respondeu.

— Como foi o trabalho?

— Passei o dia inteiro com um casal e eles ainda não decidiram.

— Comprar uma casa é uma decisão importante — meu pai comentou. Minha mãe o encarou, e ele acrescentou: — Mas eles deviam ter pesquisado antes.

— Sim, deviam.

Esperei meu pai defender o casal com outro argumento, mas ele não falou mais nada.

Seguiu o script. Os dois sempre seguiam o script. Abri a boca e quase falei: "Mas o seu trabalho é mostrar casas para as pessoas". As palavras estavam tão perto de sair que tive que engolir em seco. Não era hora de falar alguma coisa estúpida. Eu queria ir a um lugar no fim de semana. Precisava da permissão deles.

— Então... estive pensando. Sei que vocês dois não podem ir à cerimônia de premiação do Menma, mas eu queria ir.

— Sozinho? — meu pai perguntou.

— Lembra dos meus amigos que você conheceu na outra noite? O menino com quem eu fui estudar e o irmão dele? Eles se ofereceram para ir comigo.

Meus pais se olharam, como se pudessem conversar por telepatia e estivessem discutindo a resposta. Minha mãe falou primeiro.

— Tínhamos decidido fazer a vontade do Menma, não?

— Acho que o Menma só não quer dar trabalho. E vocês não precisam ir. Seria só eu.

— E os seus amigos que nós não conhecemos direito.

— Podem falar com os pais deles. Acho que vocês vão gostar da mãe. Ela é muito legal. — Peguei o celular. — Vou mandar uma mensagem para o Sasuke pedindo o número da casa dele.

— Naruto, nós ainda não decidimos nada.

— Eu sei, mas isso vai ajudar vocês a decidir.

Ei, pode me dar o telefone da sua mãe?

Minha mãe já é comprometida, mas eu entendo seu interesse.

Engraçadinho. É para o fim de semana. Meus pais precisam de um incentivo para concordar.

Minha mãe é boa nisso.

Ele mandou o número e eu levantei a cabeça devagar. Demorei um pouco para perceber que estava sorrindo como um idiota. Deixei o sorriso desaparecer.

— Já tenho o número. Pensem no assunto.

— Não quero discutir por causa disso. — minha mãe respondeu.

— Não estamos discutindo, mãe. Só conversando. — Naquele instante eu entendi o Menma mais do que nunca. Sempre pensei que ele gostasse de criar confusão, mas talvez meu irmão só quisesse expressar uma opinião diferente. E talvez fosse a hora de eu começar a expressar a minha.



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