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História Alfa dos sonhos - Capítulo 21


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Capítulo 21 - Papo sério


A simpatia da ômega deixa deixa Ten cada vez mais impressionado, era uma Minhee era aparentemente uma pessoa forte e por mais que tivesse que viver de forma deprimente ainda sabia se soltar quando tinha oportunidade. Ficava nítido que não tinha o mesmo pensamento conservador da família, visto que ela estava vendo o seu "pretende" zoar sua mãe. O beta suspirou um pouco frustrado, estava tentando evitar aquele sentimento, mas era difícil. Tinha que passar por cima daquilo, por isso colocou um sorriso no rosto e tirou qualquer pensamento de sua mente para evitar pensar demais. 


—Eu sou Chittaphon Leechaiyapornkul, mas pode me chame de Ten. —Apresentou-se para ele, educadamente esticou sua mão e ela o cumprimento. —É um prazer te conhecer também. 


A educação exagerada gerou risos, o que era o intuito desde o começo, precisava distraí-los para que não percebesse seu desconforto. Minhee havia aberto o cardápio em cima da mesa, para que todo mundo visse, mesmo estando a procura de algo não deixou o silêncio chegar neles:


—Você é de onde Ten? —Minhee perguntou curiosa.


O nome havia entregado, mas Minhee já havia notado o pouco sotaque e seu traço também não eram locais, era um pergunta ingênua para gerar assunto. 


—Sou de Bangkok, na Tailândia. —Ten não se negou a responder.


Os olhos da ômega brilharam e Ten achou estranho, virando se para Johnny que deu os ombros por também não saber o porquê da animação repentina.


—Eu já visitei a cidade. Fiquei pouco tempo mas foi o bastante para saber que é lugar muito bonito.  —Ela começou falando um pouco rápido, talvez por conta da animação. —Por ter muitos tempo se torna um lugar que trás uma paz interna, nunca tinha vivido nada parecido.


Ten estava cada vez mais impressionado com Minhee, pois mesmo estando em uma situação que o beta considerava constrangedora ela ainda continuava o assunto de forma descontraída e interessada. Não sabia o que Johnny havia dito para ela, estava realmente curioso para saber. Claro que ele tinha total ciente que a relação que tinha com Johnny era uma estranha amizade que apresentava indícios fortes de algo mais, porém até agora só havia passado nervoso sem nada declarado.  


—Verdade, a cidade diz muito por sua beleza pacífica. —Continuou o assunto.


Johnny sentia-se excluído da conversa e aquilo lhe desagradável, por esse motivo antes que conseguisse continuar o assunto perguntou:


—Como foi a audiência do Taeyong? 


—Foi melhor do que esperávamos. —Respondeu com um pequeno sorriso.


A expressão de Minhee ficou pensativa, o beta não soube dizer o porquê, mas ela parecia chateada. Os olhos grandes dela se ficaram nele, que desviou com receio.


—Desculpa ter trocado a data do jantar, deve ter sido muito corrido hoje para você. —Ela pediu entre suspiros de culpa. —Johnny me falou sobre seu amigo, ele ganhou a ação? 


Com aquilo Ten pode dizer que ômega era dramático, a comparou mentalmente com Taeyong. Não falou sobre isso por achou que era um pouco preconceituoso, além de ser desrespeitoso falar algo daquele gênero.


—Não precisa se preocupar, nem atrapalhou muito. —Havia atrapalhado muito, mas não admitiria pois não queria que ela se considerasse culpada. —Acho que sim, pelo que tudo indica. 


—Isso é realmente uma notícia ótima. —Minhee comemorou batendo palminhas silenciosas.


Ao seu lado Johnny também vibrou com a notícia, por trabalhar com o ômega havia criado um vínculo com ele e por esse desejava o melhor:


—Realmente, Taeyong merece. —Fez um pausa e em seguida comentou: —Ontem ele parecia muito nervoso com isso. 


Por causa do comentário Ten se viu na obrigação de contextualizar, não quis explorar muito a situação foi sucinto com a intenção de não expor muito amigo.:


—Era uma situação difícil, a empresa, na verdade, um alfa que trabalhava na empresa havia armado tudo.  


A expressão da ômega se tornou de pura revolta, pois ela sabia, porque tem uma breve noção por conta da empresa de seu pai, que as empresas faziam coisas erradas para com seus funcionários. Entretanto aquela era um fato que nunca imaginou, uma conduta direcionada para prejudicar um funcionário ômega recessivo.


—Sério? —Era possível sentir a raiva na voz dela. —Por isso que eu detesto alfas.


A expressão de Johnny foi extremamente cômica, era óbvio que era fingida mesmo assim não tirava a graça da situação. As mãos do peito como se sentisse dor e a expressão triste como se fosse chorar, expressando o que poderia ser categorizado como  um ato de agressão contra sua pessoa. A realidade era que o alfa não se incomodava com aquela fala, porque sabia que a maioria dos alfas eram mesmo a filha da puta e dignos daquele ódio.


—Que foi? —Minhee olhou confusa para Johnny, não havia ligado os pontos ainda —Ah! Desculpa, Johnny… foi sem querer.


A ômega deu os ombros, como se não se arrependesse sua fala, e caiu na gargalhada logo em seguida. Ten não sabia dizer qual dos dois ela era mais engraçado, Johnny ou Minhee.


—Meu Deus, Johnny! —Começou Ten com dificuldade para prosseguir,pois ria descontroladamente.—Ela é demais.




ʕ·ᴥ·ʔ


Sentado olhando para porta, Taeyong esperava por Jaehyun. Ele estava meio nervoso, talvez aquele sentimento fosse por estar arrependido de ter chamado Jaehyun de namorado. Estava confuso e ao mesmo tempo tinha tudo bem claro em sua mente, mas mantinham-se sensato pois sabia que seu sentimento não eram coletivo sendo assim só ele sentia-se daquela forma e era daí que surgia a confusão.  Como será que o alfa se sentia? Será que ele achava que Taeyong estava brincando com os sentimentos dele? 


Era provável que ele se sentisse daquele jeito, já que Taeyong havia dito que queria ir devagar mas estava acelerando a relação deles. Não haviam dado nome ao que tinham e aquele fato deixa o ômega mais aflito, pois achava que estavam impondo algo e aquilo poderia incomodar Jaehyun. 


Eles precisavam conversa. Se perguntava se seria estranho conversar sobre aquilo, fazia umas 2 semanas e meias que estavam saindo talvez fosse cedo. Deveria ter se controlá-lo, pelo menos, não estaria tão preocupado. Achava que podia estar exagerando e que estava transformado a situação em algo maior do que era, já que tinha aquela tendência, tendo em vista que metade da sua vida foi um grande drama. Talvez estivesse mesmo fazendo uma tempestade em um copo d'água, ou não…


O ômega suspirou alto, cansado de pensar naquilo. Uma buzina alta fez com que ele olhasse para fora, Jaehyun havia abaixado o vidro e sorria para ele. Olhando para o alfa retribuiu o sorriso, estava feliz em vê-lo mas o sentimento que lhe consumia a poucos instantes voltou assim que o olhou.


Droga! Por que isso agora?


Ao pegar a suas coisas o ômega caminha na direção do carro, Jaehyun já havia descido e esperava o para recebê-lo como de costume. Tudo parecia normal. Taeyong se aproximou sorriu e deu um selinho em Jaehyun, o alfa abriu a porta e o ômega entrou. 


—Para onde vamos? —Ele disse soltando o freio de mão.


Taeyong olhou e fez um careta, apesar de ter chamado o para jantar não havia pensando em onde. Por mais que tivesse tido tempo para decidir, sua mente ficou ocupada com pensando sobre suas inseguranças. Por esse motivo deu os ombros e dizendo:


—Não sei. —Riu envergonhado.—Alguma recomendação?


Sorrindo por causa do jeito fofo de Taeyong, o alfa engatou o carro pensando em onde poderiam ir. Ele conhecia vários lugares por causa das diversas reuniões que tiveram com diversos investidores, mas nenhum deles parecia bom bastante para aquele momento. Queria fazer algo especial, ter um momento que ficasse marcado para os dois, talvez algo romântico mas não tão exagerado. Tinha medo de constrangê-lo com o seu romantismo, pois ele poderia ser intimidador. 


Jaehyun também tinha um impasse com relação a sua relação com o ômega, estava um pouco confuso. Sentia que Taeyong havia lhe dado a liberdade para algo a mais em sua vida, porém algo sem nome e sem compromisso e aquilo lhe deixava perdido. O alfa não tinha intenção de pressionar o sobre o assunto e nem mesmo tinha a intenção de conversar sobre, ficaria com aquele assunto e tentaria lidar com ele da melhor maneira que conseguisse. Sentia que aquela era uma confusão somente sua, então por isso tinha que lidar com ela sozinho.


Enquanto pensava em um restaurante, lembrou-se que Johnny havia lhe falado algo sobre um restaurante no centro e do quanto que ele era bem falado desde a sua inauguração. Aquela parecia uma boa opção e como sabia mais ou menos onde era o lugar havia se tornado a melhor opção.


—Acho que conheço um lugar. —Falou Jaehyun animado.—Com foi a audiência? 


A pergunta fez com que o ômega abrisse um enorme sorriso nitidamente animado, virando-se um pouco de lado para que pudesse olhar para o rosto de Jaehyun. Tinha tantas coisas para contar que não sabia por onde começar, mas como alfa sabia mais do que o básico da história Taeyong não se importou em começar pelo meio.


—Você não vai acreditar. —Por estar animado sua voz ficavam um tanto estridente, notando isso ele tentou acalmar-se e tomar a conversa um pouco mais sério. —Ten tinha uma áudio de Hyunso confessando, por causa disso eu acho que ganhei o processo. Ao mesmo tempo que Hyunso vai responder por falso testemunho e por… fraude? Tinha outro nome só que eu não lembro. Ah! Geonhee também vai responder, já que foi algo meio que planejado só que acho que vai ser algo administrativo. 


Jaehyun ouviu tudo com atenção e como conhecia bem a história foi fácil se localizar em meio aquela narrativa. 


—Ten realmente salvou o dia! —Sorriu olhando para a rua. —Você sabe como ele conseguiu esse áudio?


O farol fechou o que possibilitou que Jaehyun olhasse para Taeyong. O ômega estava pensativo, tentava traçar um trajeto que lhe desse uma hipótese de como Ten havia conseguido aquele áudio. Não desconfiava do amigo, sabia que ele era uma pessoa confiável e correta. Entretanto tinha essa curiosidade desde o momento que a existência daquele áudio foi revelada e como Ten havia meio que se negado lhe dizer, sua vontade de descobrir havia aumentado quase 100%. A pergunta do alfa havia apenas lhe estigado mais.


—Ele não me contou como conseguiu, mas tenho algumas hipóteses. —Taeyong disse de forma pensativa.


—E quais hipóteses seriam essas? —O alfa perguntou, não escondendo sua curiosidade.


Taeyong ficou em silêncio por um tempo para conseguir organizar melhor as suas palavras, estava tão agitado que tinha medo falar algo errado e sem sentido. A alfa esperava, mas teve que virar-se para frente já que o farol abriu. 


—A primeira e a mais provável é: no trabalho Ten senta-se perto de Hyunso, os dois tinham meio que uma amizade. Por isso a minha hipótese é que um dia Ten pode ter puxado o assunto e Hyunso, que é boca aberta, acabou falando. —Ele exponha as suas hipóteses enquanto, vez ou outra, mordia o lábio distraído. —A segunda é que Hyunso estava falando com alguém e Ten gravou. Quando estávamos na audiência ele falou algo muito parecido com a primeira, mas sem muitos detalhes o que me fez desconfiar que fosse verdade. Só parece muito plausível… por isso tenho a sensação que é verdade.


Audiências trabalhistas nunca eram fáceis, principalmente para quem estava processando. A necessidade de prova e testemunha era algo em sencial para se mostrar honesto, já que muitos alegavam que os funcionários só estavam processando para enriquecer. Era nítido para o alfa que Ten perderia o emprego por ter testemunhado a favor de Taeyong, mesmo sendo errado e sem justa causa,  as empresas não aceitavam funcionários " desleais ", sem pensar que elas são sempres desleais com os funcionários.


—Eu não ouvi e não participei da audiência, sendo assim não posso dizer minha opinião sobre. —Jaehyun fez uma pausa, pois Taeyong parecia querer falar algo e como não disse o alfa continuou:—Mas, particularmente, acho que o Ten foi muito corajoso em ter gravado e exposto o áudio na audiência.


Taeyong balançou a cabeça concordando, uma expressão triste invadiu seu rosto e para que o alfa não percebesse abaixou o rosto olhando para as próprias mãos apoiadas nas coxas. Era estranho sentir que havia ganhado uma batalha e ao mesmo tempo perdido, tinha conseguido se provar e apontar os verdadeiros culpados, mas a consequência era Ten perder o emprego por lhe ajudar o que tornava Taeyong culpado.


—Me pergunto se ele não tivesse feito isso o que teria sido de mim? —Taeyong colocava aquele questionamento entre eles. O alfa tinha um cenário em mente, o mais pessimista possível, já que era esse o panorama de quem era funcionário. —Sei que minha palavra não valeria contra deles e nem mesmo as minhas provas seriam o suficiente, ou qualquer outra alegação que fizesse. Eu sabia que não tinha feito nada de errada, mas se Ten não tivesse feito teria tido obrigado a pagar algo que não fiz.


Sem saber o que dizer, Jaehyun apenas comentou:


—Isso é muito delicado. 


Reprisando alguns momentos em sua mente, Taeyong analisou em silêncio tudo que havia passado por causa daquele fato. Ele tinha uma vida estável, uma casa própria, uma família estruturada e  quem não tinha tudo isso? Como eles lidavam com aquela situação?


—Fico feliz em ter conseguido ultrapassar essa parte, vencer o processo e mostrar que sou inocente. —Ele declarou em um tom triste e abstraído. —Só que isso me fez pensar em quem não pode ter essa oportunidade, porque eu sei que muita gente deixa de processar as empresas por medo de não dar em nada.


Jaehyun concordou com a cabeça. A realidade é muito cruel e o mundo só era bom com quem era alfa, aquela era verdade e Jaehyun não negaria isso. Ele sabia a sua posição de privilégio, às vezes sente-se inútil por não conseguir fazer nada para mudar isso.  Sempre se perguntava o que poderia fazer, mas não era tão simples assim.


—É muito comum isso. —Afirmou e complementou.—Acho que a o fato do judiciário não ser tão acessível e as complicações burocráticas afastam as pessoas.


—Provavelmente. —O ômega concordou suspirando deprimido. —Acho isso tão triste.


O alfa conseguia sentir na voz de Taeyong que aquele assunto não estava lhe fazendo bem, estava indo para um lado pessimista e aquilo poderia estar mexendo com a sua autoestima. Jaehyun entendia importância de falar sobre aquele assunto, pois assim Taeyong colocaria para fora tudo o que sentia sobre, entretanto achava que talvez aquele não fosse o momento certo para conversar visto que os fatos eram muito recentes.


—Infelizmente tem coisa que não podemos mudar. —Disposto a tirar aquele assunto pesado, mesmo não sabendo como o alfa sugeriu: —Acho que nós deveríamos mudar de assunto.


Virando em uma larga avenida, Jaehyun começou a procurar um lugar para estacionar ou um estacionamento. A rua estava inteira ocupada por carros, por esse motivo sem muita opção o alfa entrou em uma outra rua e estacionou.  Os dois desceram do carro e caminharam de mãos dadas até a entrada do restaurante. Jaehyun estava preocupado pois não sabia se para jantar no restaurante era preciso reserva, mas caso precisasse já tinha um plano.


Claro que o plano só funcionaria se o ômega concordasse, já que precisaria de permissão para entrar na casa dele para poder cozinhar. O restaurante tinha uma entrada decorada com um muro vivo que tinham letras em neon escrito "L'Iebes", além de azulejo que imitava perfeitamente chapas de madeira.  Passando pelo batente da porta de entrada rapidamente chegaram ao recepcionista, o rapaz sorride eficientemente perguntou-lhes:


—Os senhores têm reserva? 


Pela pergunta Jaehyun supôs que conseguiriam jantar, respirando aliviado o alfa respondeu calmo:


—Não. 


O rapaz olhou no mapeamento das mesas uma que estava vazia e marcou a como ocupada, em seguida alertou uma outra recepcionista e então voltou para atendê-los.


—Certo, levarei vocês até às mesas que estão disponíveis. —Pegando dois cardápio embaixo do balcão, rapaz lembrou-se e levantou o tronco rápido para dizer-lhes: —Ah! Um de vocês precisa assinar. 


Sendo mais rápido que o alfa, Taeyong disse:


—Eu assino.


Jaehyun não havia se importado, afinal aquele era apenas o nome que viria impresso no comanda. Com a caneta na mão Taeyong espera que o rapaz lhe desse o papel para assinar, mas achava que o rapaz estava um pouco enrolado. Lavando os menus em cima do balcão, o beta entregava-lhe uma folha timbrada com o nome do restaurante, que algumas informações como lugar do restaurante e quanto valia aquele lugar. 


—Coloque aqui. —Ele indicou os cantos na folha. —Sobrenome, nome e ID. 


O ômega assinou os papéis e entregou para o recepcionista, que repassou para a moça que apareceu para substituí-lo. 


—Por favor, me sigam. 


Os dois foram guiados para uma mesa perto das janelas, próxima a porta da cozinha, aquele realmente não era um lugar bom mas, pelo menos, haviam conseguido um lugar para jantar. O recepcionista deixou com eles dois cardápios, por fim se retirou e orientou os caso quisessem ser atendidos por um dos garçons deveriam apertar o botão que ficava ao lado da mesa. 


—O que vamos pedir? —Taeyong perguntou navegando pelas páginas do menu. 


Existiam diversas opções, eram comidas que o ômega nunca havia aprovado em sua vida. 


—Você escolhe. —Jaehyun disse fechando seu cardápio. —Hoje é seu dia.


O ômega abriu um lindo sorriso. Estava curioso sobre dizer pratos, por mais que aquela culinária fosse desconhecida pelos ingredientes disponíveis no menu dava para ter um pequena noção. Ele navegou incerto, sem saber o que escolher e instantes depois decidiu levantou a olha e fecho as páginas para dizer ao alfa:


—Então, vamos chamar o garçom.


Apertando o botão ao lado da mesa, Jaehyun perguntou curioso:


—Já escolheu? O que você escolheu? 


Virando o menu e indo nas páginas escolhidas, o ômega indicava com os dedos o que havia escolhido. Um prato mais diferente que o outro dando um contraste interessante a refeição.


—Parece bom. —O alfa afirmou com fome. 


Ainda olhavam os pratos escolhidos quando o garçom apareceu ao lado dos dois. O rapaz de terno e com um aparelho nas mão perguntou educadamente, assim que perceberam sua presença:


—Desejam fazer o pedido ou já fizeram?


—Vamos fazer o pedido. — Taeyong o informou, indo as páginas principais onde ficava o número dos pedidos.—O número 28 e 32 do cardápio, mas o vinho 4.


Digitando sem olhar para eles o garçom alertou:


—O vinho 4 tem um teor alcoólico menor, o senhor tem ciência disso?


—Sim. —Taeyong o respondeu.


O rapaz enviou o pedido e olhou para os dois com um sorriso simpático e agradeceu: 


—Obrigada por pedir.


Ele retirou os cardápios e se retirou, os deixando ciente que a comida demora vinte minutos para ficar pronta. Taeyong riu de repente chamando a atenção de Jaehyun que o olhou curioso, pois queria saber o porquê o ômega estava rindo. Olhando para os olhos curiosos do alfa, Taeyong perguntou:. 


—Como foi seu dia? 


O alfa reprisou em sua mente todo o estresse que foi obrigado a passar naquele dia graças a nova política de cortes imposta pela empresa principal.  Era muito difícil ser uma empresa subsidiária, ficava ainda mais claro quando o presidente da principal empresa era o seu pai. 


—Foi bem bagunçado sem você, mas fácil dizer que já tive dias piores. —Revelou sorrindo um pouco incomodado, já que vários assunto preocupantes voltaram a sua mente. —Estava em reunião a maior parte do tempo e como as coisas não foram resolvidas é capaz que amanhã seja da mesma forma.


O dia do alfa foi resumido em discussões para elaborar uma nova estratégia, pensando principalmente na redução de gastos na área do marketing. O grupo administrativo, do qual era o chefe, mais o grupo de marketing tiveram várias discussões e acabaram chegando a lugar nenhum. O problema era que eles não poderiam não obedecer a empresa central, já que era uma medida decretada para todas as subsidiárias. Eles precisavam achar uma forma de conseguir encaixar o orçamento e não diminuir o alcance, esse feito parecia muito complicado de se conseguir e aquilo poderia tirar o sono de Jaehyun.


—Aconteceu alguma coisa? —Taeyong perguntou ao notar que Jaehyun ficou distância de repente. 


Levantando os olhos para encarar o ômega, Jaehyun riu sem jeito ao notar que havia ficado avoado no meio da conversa. Sem saber o que dizer, o alfa apenas continua o assunto. Tentou desenrolar uma conversa com um teor profissional que interessasse ao dois enquanto a comida não chegava, já havia percebido que Taeyog gostava bastante de falar de trabalho já que sempre tinha ótimas ideias e sugestões eficiente para dar sobre o assunto. Esperava que ele pudesse lhe ajudar a resolver aquele dilema.


—Não é nada demais, estávamos discutindo sobre os gasto do setor de marketing e como podemos reduzir e ainda ter a mesma eficiência.


Taeyong ficou pensativo, já que em seu ponto de vista era um pouco incoerente querer tirar verba do setor que influenciava venda. De acordo com as planilhas que havia arrumado há umas semanas atrás, depois do setor de produção o setor de marketing era o segundo mais produtivo e o que consequentemente gastava mais. Era difícil dizer que era um gasto desnecessário ou acima do normal, visto que não era daquela área. Ficava claro que o motivo da contabilidade e da administração era diminuir os custos, mas existiam tantas outras áreas para este corte por que justo o marketing?


—Mas por que você quer cortar verba do marketing? —Perguntou não conseguindo segurar a pergunta consigo.


—Na verdade, não é um desejo meu… —Jaehyun esclareceu em um suspiro. —Essa foi uma recomendação dada pela presidência para todas as suas subsidiárias, como fazermos partes temos que acatar. 


Ao receber aquele informação e vendo que não tinha realmente uma escapatória, pois caso a empresa subsidiária se negasse a obedecer o pedido da empresa central problemas administrativos maiores poderiam acontecer. Ficava nítida que a transformação da setor de marketing, em uma equipe produtiva e econômica, era improvável, pelo menos, no momento atual e com a estratégia que estava utilizando. 


—Entendi… complicado. —Admitiu. Tentou pensar em uma outra alternativa, mas era um beco sem saída. —O marketing tem um papel muito importante na maioria das nossas vendas, será imprevisível a demanda depois desse corte.


O ômega tinha razão, Jaehyun sabia disso, só que naquele momento ele estava de mãos atadas. A empresa era dependente do marketing, eles vendiam porque o slogan chamava a atenção, porque a propaganda chamava atenção, porque o jingle chamava atenção. A realidade era que por mais que os seus produtos fossem bom, sem uma boa e ampla divulgação eles tinham muita dificuldade para concorrer no mercado.


A cada dia que passava as empresas começaram a investir cada vez mais pesado em seu marketing, vendo que aquela era a saída mais eficiente para aumentar o lucro. Era um dinheiro bem gasto que voltaria em dobro, por causa da auto exposição já que as pessoas eram sugestionáveis e, na maioria dos casos, aceitavam qualquer sugestão que vinda de fora.


Suspirando o alfa se questionava o porquê seu pai desejava diminuir os gastos, principalmente no setor tão importante para todas as empresas do grupo que eram menores ou que estão em momento de ascensão.


—Tentei argumentos sobre isso, mas meu pai não deu ouvidos. Por esse motivo que tentar encontrar um outra maneira… —Era visível sua preocupação, já que aquele era o momento crucial para conseguir a estabilidade. —Amanhã algumas pessoas vão apresentar algumas ideias. 


Não existia mais o que falar sobre o assunto, vendo que era literalmente algo sem saída. Era provável que existisse outra soluções para resolver aquele problema, mas Taeyong não era a pessoa mais qualificada para solucionar o caso. Por esse motivo, apenas desejou:


—Espero que encontrem uma solução eficiente.


Jaehyun estava começando a se estressar com assunto, começou a sentir que havia sido uma péssima ideia começar a falar sobre aquilo. Apesar de ser agora algo distante era um assunto sério que teria que lidar e pensar sobre ele lhe dava um certo estresse. Claro que era inevitável hora ou outra ele teria que pensar e conversar sobre aquilo, mas não queria despertar aquele momento se irritando com trabalho, afinal teve o dia inteiro reservado para isso.


—Eu também espero. —Coçando a lateral do rosto, Jaehyun começava a mudar de assunto. —Taeyong…


No entanto, ao mesmo tempo Taeyong também tinha algo para falar:


—Jae… —Os dois haviam começado quase no mesmo minuto a falar, mas quando o ômega percebeu que o alfa ainda estava falando parou. Rindo envergonhado disse: —Desculpa. Você quer falar primeiro? 


Rindo pela situação contraditor, Jaehyun colocou a mão na frente da boca, o que atrapalhava Taeyong de ver o seu sorriso. 


—Pode falar você.  —O alfa pediu para que Taeyong seguisse adiante com sua linha de raciocínio.


Por mais que não devesse Taeyong se sentiu pressionado, mas não pelo ao alfa por si já que a sua intenção era falar sobre a relação dos dois. No entanto, no seu imaginário parecia mais fácil do que era na prática, afirmava porque tentava organizar sua linha de pensamento e via que não sabia direito o que desejava falar. Se questionava se era relevante o que tinha para dizer, se valia realmente a pena. 


—Haaã… —Ele começou, mas ainda sem saber o que diria. —Certo. Eu quero te contar uma coisa talvez isso mude o que temos, pode ser para melhor ou para pior dependendo de como você vai lidar com a minha inconstância. 


Jaehyun ergueu uma das sobrancelhas e contraiu um pouco o rosto, mas sua expressão ainda parecia divertida o que deixava Taeyong aliviado. Ele não sabia como lidaria com a situação se o alfa não tivesse o recebido bem, já estava tendo dificuldade para se expor com ele sorrindo não conseguia imaginar sua situação com ele rosnando. 


—Confuso, mas continua. —Jaehyun pediu quando viu que Taeyong estava perto de se perder de novo.


O ômega riu envergonhado. Precisava ser o mais objetivo possível para não confundi-lo e não se enrolar, precisava ser sincero e mostrar que estava de coração aberto para conseguir fazer aquela situação se desenrolar.


—Um tempos atrás estava passando por momentos complicados, por isso achava que nada tinha solução e que estava destinado a ser infeliz. —Ele riu sem graça, havia passado uma momento pesados e por mais que não estivesse sozinho sentiu-se por muito tempo. Era estranho, pois conseguia ver todos ali, bem ao seu lado, mas a sensação era de vazio. Sentía-se quebrado, inválido, inútil. —Por esse motivo tive tanto receio e pedi para que fossemos devagar, mas diversas coisas aconteceram e mudaram o meu pensamento. Estou me sentindo confuso e estou com um pouco de medo, acho que estou carente também.


A última frase fez com que Jaehyun risse mesmo sentindo que não devesse, entretanto foi incontrolável estava nervoso. embora tivesse prestado atenção toda narrativa, o alfa não havia conseguido entender direito o que o ômega realmente queria dizer. 


—Espera foi muita informação. — Pediu um tempo para raciocínio, contudo o ato deixava claro para o ômega que ele não havia entendido.


Para conter o estresse, Taeyong passou a desenhar com o dedo indicador as figuras bordados no pano de mesa.


—É que eu já não sei se quero ir devagar… —Soltou de repente, sem olhar para o alfa.


Os olhos de Jaehyun ficaram vidrados na imagem do ômega distraída, sua frase havia sido muito complexa vista que ela abre a margem para várias interpretações. Se antes o alfa já estava confuso, naquele momento, já estava completamente perdido.


—Como deveria interpretar isso? —Não conseguiu segurar a pergunta.


Ainda com o rosto olhando para mesa, Taeyong levantou minimamente os olhos e em seguida voltou a olhar para mesa. Era constrangedor encará-lo naquele momento.


—Bem… da maneira que você quiser. —Deu os ombros, depois respirou fundo, ajeitou se na cadeira e voltou a olhar para ele, dessa vez, firme. —Não quero mais ficar preso no receio, não me permite por sempre  achar que vai dar tudo errado. 


—A vida é feita de erros e acerto, temos que tentar. —Jaehyun complementou com o que veio na cabeça. —Só tentando nosso melhor para vão saber se vai dar certo.


Sorrindo o ômega apontou o dedo para ele, como se ele tivesse dito as palavras que buscava.


—Exatamente. —Falou feliz por sentir que o alfa havia entendido seu ponto.—Se não deu e seguir em frente.


A mente de Taeyong estava aliviada por ter finalmente tirar aquele peso dos seus pensamentos, fazendo o assim sorrir despreocupadamente. 


—Certo. Então, tecnicamente você está me pedindo em namoro? —Perguntou para matar a curiosidade. 


Aquela conversa também havia deixado o alfa um pouco mais relaxado, já que as mesmas questões passavam pela sua cabeça. 


—É, basicamente. —Taeyong afirmou e sentiu seu rosto dar uma pequena aquecida. —Isso é um pouco vergonhoso. 


O ômega tapou o rosto com a mão para evitar que Jaehyun pudesse ver a vermelhidão que havia tomado sua face, já lhe bastava ter que dizer todas aquelas palavras em voz alta. Para alegria de Taeyong, o garçom chegou naquele mesmo momento trazendo a refeição dos dois. 


—O pedido de vocês. —Ele pediu licença  para colocava os pratos na mesa e assim que fez perguntou educadamente: —Gostariam de mais alguma coisa? 


—Não, obrigado. 


ʕ·ᴥ·ʔ



Com o fim do jantar, Jaehyun dirigia na direção do apartamento de Taeyong. Os dois estavam em um silêncio confortável, já que não havia mais nada a ser dita. Haviam falado tanto durante aquele jantar que um novo assunto seria um milagres. O ômega estava um pouco cansado, mesmo assim queria continuar conversando só para ter o prazer de escutar a voz do alfa. 


—Jaehyun… —Taeyong o chamou baixinho, mas como o alfa parecia não ter lhe ouvido aumentou a voz um pouquinho e o chamou novamente: —Jaehyun…


Sem tirar os olhos da pista o alfa fez um barulhos, para que o ômega continuasse.


—Hum…


—O que vamos assistir no sábado? —Perguntou já que enquanto pensava se lembrou que havia combinado de sair e como só haviam decidido superficialmente o que iriam fazer, Taeyong acho que seria uma boa ideia decidir agora.


Jaehyun ficou pensativo, não havia tido tempo o suficiente para pensar no assunto e nem se lembrava mais do que já tinha decidido. Obviamente se lembrava que iriam sair, já que esse feito era difícil de esquecer. Ele não era muito bom com essas coisas de encontrar, nunca havia sido, mas agora que havia sido lembrado tentaria fazer algo legal. O problema era como...


—Ainda não sei… Você tem alguma coisa em mente? —Perguntou com a intenção de pescar algo de Taeyong.


O ômega não preciso pensar muito, estava com uma algumas coisas na cabeça que haviam visto e tinham lhe deixado animado com aquele encontro.


—Vi um trailer que parecia interessante. —Declarou, mas não conseguia se lembrar o nome do filme. —Como se chamava? —Perguntou se em voz alta. —Ah! Lembrei. Os crimes da Madame Kim. Acho que é de terror, mas me pareceu bem interessante.


Faltavam menos de uma rua para chegar no apartamento de Taeyong, quando Jaehyun fosse:


—Certo, vamos assisti-lo. 


Quando parou na frente do conjunto de prédios onde Taeyong morava, não disse nada apenas abriu a porta e esperou que ele se despedisse. Entretanto o ômega tirou o cinto de segurança, em seguida aproximou-se de Jaehyun e iniciou um beijo. 


O alfa não espera por aquilo, mas não iria negar um beijo daquele. Taeyong parou o beijo e colou as testas, ficou assim por alguns segundos para reunir toda a coragem que tinha dentro de seu ser para perguntar:


—Você… quer entrar?





Notas Finais


Oi, oi meus amores!

Como vocês estão?? Estão se hidratando, quietinhos em casa e evitando multidões? Espero que sim.
As coisas estão muito sérias, espero que todos fiquem bem durante essa quarenta.

Estou tentando escrever bastante para que todos fiquem bastante entretidos. Kkkk ok?

O que acharam do capítulo?

Ah! Uma outra coisa: eu queria falar obrigada para todo mundo que comenta e conversa comigo, como vocês sabem eu adoro falar e fico super anima em responder cada comentário que vocês fazem. Fico muito feliz quando alguém que não tem costume de comentar comenta kkkkkk obrigada!!!

~xoxo~


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