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História Alfa-Humanos - A nova espécie - Capítulo 2


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Notas do Autor


Espero que gostem!

Capítulo 2 - Gênese


Washington - 1990 


O instituto de pesquisa genética do Governo dos Estados Unidos celebrava um grande feito. A muito custo, um projeto que se iniciou em meados da década de 60, no auge da Guerra Fria, finalmente se concretizou. 


O nome desse projeto era “Projeto Alfa-Humanos”. Nele, genes responsáveis pela formação de músculos, ossos, sistema nervoso, sistema hormonal, e outros diversos tecidos do corpo humano, foram localizados. Após essa localização, foi possível a edição dessas sequências de DNA, preparando seres humanos modificados geneticamente. 


Mais de quarenta embriões foram fecundados com sucesso. Cada músculo, cada osso, cada nervo desses indivíduos era projetado com um intuito: matar seres humanos. Suas mentes eram programadas para ter uma inteligência absurda, fora da curva, e até mesmo poderes psíquicos estavam inclusos no projeto, embora não fossem certos de que iriam funcionar. Além disso, seus corpos eram programados geneticamente para amadurecer muito mais rápido que o de um ser humano comum, parando com a idade biológica entre dezenove e vinte um anos, que é praticamente o fim da puberdade. 


Foram necessários apenas dez anos para que todos atingissem a maturidade necessária. Viviam em um complexo habitacional projetado exatamente para o desenvolvimento desses jovens prodigiosos guerreiros. Eram tão inteligentes, tinham as mentes tão bem estruturadas, que estudavam matérias dificílimas visando melhorar as suas habilidades de caça. 


Nesses anos, os super soldados receberam um treinamento digno da cidade de Esparta, exigindo o máximo que seus músculos e suas mentes conseguiam com lutas, jogos de guerra e até mesmo missões militares reais. Em dez anos, os quarenta homens e mulheres se transformaram em verdadeiras máquinas de guerra, muito eficientes. 


Porém, quando chega o dia em que os jovens soldados são declarados “prontos”, os cientistas acabam com tudo o que a mente deles criou durante dez anos: memórias, personalidade, medos, paixões, tudo. Em uma falsa cerimônia de “graduação”, um nanochip que domina completamente o sistema nervoso de quem o recebe foi injetado em cada um dos homens e mulheres nascidos do projeto. 


Com isso, os jovens foram praticamente transformados em robôs. Se apresentavam do mesmo modo que Blue quando salvou a vida de Hallie: sem expressão facial, completamente desprovidos de emoção, remorso, culpa, e destruindo seres humanos com extrema facilidade. Obedeciam cada ordem que lhes era passada por meio de um complexo sistema de computadores. 


Os Estados Unidos, claro, utilizou dessa eficiente arma contra países que contrariavam a sua vontade econômica. Em toda crise militar que os Estados Unidos se envolveu, esses super soldados estavam presentes, massacrando militares e até mesmo a população civil. 


No ano de 2005, Blue, durante uma dessas missões, recebeu uma forte pancada na cabeça. Isso desativou, de algum modo, o seu nanochip. Como ele tinha memória, sabia o que aconteceu e fugiu por quase dois meses. A muito custo, o FBI consegue captura-lo e reinserir o nanochip. 


Só que, então, no ano de 2009, na Síria, Blue se livra de vez da atividade do nanochip, foge com Hallie e os dois vivem uma feliz vida juntos até a FBI e outros órgãos governamentais recomeçarem a perseguição. 



San Diego - 2009 


Blue precisou tratar de seu ombro, o qual levou um tiro. Vai até o hospital geral de Damasco, e recebe um tratamento adequado juntamente com uma internação. Aproveitando que Hallie estava junto, a garota recebe tratamento no hospital pelos seus três dias sem se alimentar adequadamente. 


O ritmo que Blue melhorou assustou os enfermeiros e os médicos, que tentavam uma explicação para como um ferimento que levaria meses para se curar recuperar em quase três dias. Como eles não sabiam sobre a genética superior de Blue, ficaram espantados. Ele espera a noite chegar e foge com Hallie diretamente para o Aeroporto Internacional de Damasco. 


Porém, no caminho são parados por Carlos Sonnen, antigo instrutor de Blue no Projeto Alfa-Humanos e membro de patente alta do Exército dos Estados Unidos. O homem, em uma idade avançada, encarava Blue com desgosto no olhar. Aquele homem havia ensinado quase tudo o que Blue sabia de guerra e combate. 


— Fugindo de novo, Blue? - pergunta o coronel, com voz debochada. 

— É inaceitável o que vocês fazem comigo e com os outros do Projeto! - diz Blue, enfurecido, parado. Hallie, por instinto, se protege atrás dele - nós somos seres humanos, não somos malditos robôs, coronel Sonnen! 

— É aí que você se engana meu filho - diz o coronel, muito irritado - vocês não são, e nunca serão seres humanos. Percebi isso quando vocês envelheciam anos da noite para o dia! Vocês foram criados para servir a um propósito, e você está fugindo deste! 

— Se o propósito para o qual eu fui criado é oprimir quem se opõe contra a soberania dos Estados Unidos, eu prefiro mudar meu propósito! - Blue diz com firmeza - agora me deixe ir. 

— Temo que não poderei fazer isso - diz o coronel, mas a sua voz estava trêmula - vou capturar você, se preciso mata-lo. 

— Hallie, se esconda. - ordena Blue, com ainda mais firmeza na voz. 

A garota obedece, escondendo-se embaixo de um carro carbonizado. 

— Não me faça fazer isso, coronel - pede Blue - por favor. 


Blue tinha uma imensa consideração por aquele homem, que o ensinou muita coisa. Porém, não o bastante para abrir mão de sua liberdade. O coronel Sonnen grita com ferocidade e parte para cima de Blue com mãos vazias. 

Blue simplesmente desvia do golpe do experiente homem, acertando um soco martelo em sua nuca, derrubando-o no chão. 


— É a sua última chance, coronel - diz Blue - gosto de você, mas se continuar tentando me matar eu te mato primeiro. 


O coronel se levanta e parte para cima de Blue, dessa vez com uma pequena faca na mão, a qual tirou do bolso. Blue novamente desvia com facilidade e passa uma rasteira no homem, que cai de maduro no chão. 


— Eu avisei. - diz Blue, e pisa com força na garganta do homem. 


A força que Blue aplicou foi o suficiente para destruir a laringe do coronel, fazendo-o afogar-se com o próprio sangue. O homem morre em questão de segundos. 



— Vamos embora, Hallie. - assim, os dois partem para o aeroporto. 



Para despistar os agentes do Governo americano que estavam atrás dele por fugir da Síria, Blue faz uma parada em Atlanta. Isso porque precisava conseguir dinheiro, e retiraria usando o seu cartão proveniente da grande reserva que recebia do Projeto. 


Esse cartão de débito tinha um localizador, o qual o FBI e a CIA podiam utilizar para encontrá-lo e reinseri-lo contra a sua vontade no Projeto Alfa-Humanos. Assim que Blue retira todo o dinheiro que consegue(quatro mil dólares), ele usa uma boa parte dele com um conhecido falsificador de documentos e se livra do cartão, juntamente com o seu localizador. Assim, ele e Hallie somem dos radares do Governo. 


Blue compra duas passagens de avião apenas de ida para San Diego. Escolheu esse destino pois lá havia uma fortíssima faculdade de medicina, profissão na qual o jovem soldado sonhava desde que teve contato com o treinamento de primeiros socorros no Projeto Alfa-Humanos. 


Na viagem, conversou muito com Hallie. A garotinha dominava muito bem a língua inglesa para uma criança estrangeira de sete anos, errando poucas palavras, essas sendo corrigidas por Blue. Era, também, particularmente inteligente para uma criança de sua idade. 


Chegam pela manhã em San Diego. Blue aluga um carro no aeroporto, leva Hallie, que dormia tranquilamente no banco de trás, junto com ele até a Universidade de San Diego. 


Ao chegar no local, abre a sua bolsa de viagem e retira o diploma de graduação em ensino médio, o qual conseguiu durante os estudos necessários do Projeto Alfa-Humanos. Blue vai, ansioso, até a secretaria da Universidade. Deu muita sorte de nos Estados Unidos, diferentemente da Síria, estar no meio do verão, ou seja, as aulas da Escola de Medicina ainda não tinham começado. 


Faz a inscrição para a faculdade com sucesso, pagando uma pequena taxa. Pelas excelentes notas de ensino médio que apresentou, seria parte de um seleto grupo de estudantes que recebia uma razoável quantia mensal para estudar. 


Blue caminhava, maravilhado, pelo campus. A propriedade da Universidade era muito grande e bem arborizada, fazendo-a parecer uma pequena cidade. Depois que sua matrícula estava pronta, ele volta ao carro no qual Hallie o aguardava. 

A garota acorda assim que Blue abre a porta do carro. 


— Está com fome, Hallie? - pergunta Blue, carinhosamente. 

A garota faz que sim com a cabeça. 


— Vamos ao McDonald’s. - Blue propõe. 

A garota se anima muito. Nunca tinha sequer visto um McDonald’s. Após isso, os dois vão até o restaurante. O sorriso no rosto de Hallie ao ver o cheeseburger em sua frente derreteu o coração de Blue, que se fartava com três do seu lanche favorito: o Big tasty. 


Depois disso, Blue leva Hallie até o carro, e ambos vão à procura de uma casa para alugar. Esta aparece em menos de duas horas. Uma confortável residência com dois quartos, um banheiro, cozinha e sala de estar. 


Nessa casa, Blue treinaria Hallie fisicamente e mentalmente para ser uma pessoa pronta para qualquer situação. 




San Diego - 2019 

 



Hallie e Blue viveram juntos por mais de dez anos. Blue, contrariando totalmente o intuito no qual ele foi projetado, iniciou a sua carreira em medicina, entrando na Faculdade de San Diego. Hallie estava no último ano do ensino médio. 


Haviam quatro anos que Blue se formou na faculdade de medicina. Logo depois, foi aprovado na residência médica de cirurgia geral. Dois longos anos de residência o prepararam para o primeiro ano dele como, de fato, o médico que ele tanto sonhou. Estava tudo correndo maravilhosamente bem, com Blue conseguindo um emprego no Hospital Geral de San Diego. Era elogiado diariamente pela velha guarda de cirurgiões presentes no hospital, que não se impressionavam facilmente, isso por conta da empatia dele, e da capacidade de ver a enfermidade do paciente apenas tocando-o. Hallie, com dezessete anos, sonhava com uma vaga em uma faculdade de direito, e pelo desempenho que vinha apresentando no colégio, seria bem provável que conseguisse uma vaga na mesma universidade na qual Blue se formou. 


Nesse tempo, a relação de Blue com Hallie foi ficando cada vez mais próxima. Nos primeiros anos, durante a infância de Hallie, os dois viveram um amor de irmão. Blue criou Hallie muito bem, deixando-a disciplinada, moldando a sua personalidade, tornando-a uma boa pessoa. Além disso, passava treinos diários para ela, corridas, defesa pessoal e força. 


Porém, quando Hallie chega à adolescência, seus sentimentos por Blue começam a se transformar, de admiração e amor de irmãos para paixão. Foi aos poucos que esse sentimento começou a se instalar no fundo de seu íntimo, mas quanto mais ela convivia com ele, mais forte esse sentimento ficava. As coisas estavam começando a mudar para aqueles dois. 


— Bom dia, bela adormecida! - diz Hallie com entusiasmo, após acordar Blue com um beijo no rosto. 

— Bom dia, bestona. - Blue agarra Hallie e começa um ataque de cócegas. A menina ria muito. 


Blue a solta. Ela estava uma bonita moça. O corpo de Hallie era lindo, com glúteos bem definidos, abdômen reto e coxas grossas, fruto dos treinos diários com Blue. O cabelo era uma bela cascata cor de chocolate que caía preguiçosamente por seus ombros, e combinava bem com os olhos castanhos claros. Tinha pouco mais de 1,68 de altura. 


Blue, por outro lado, tinha 1,90 de altura, muito musculoso, com a pele morena em tom de café com leite, um olho castanho e o outro azul ( o que lhe rendeu o seu nome), e cabelos negros deixados de forma curta em um topete. 


— Fiz café da manhã para nós - diz Hallie, levantando-se da cama. 

— Hallie, podia ter me acordado... eu faria para nós - diz Blue - como você não tem mais aulas, ia deixar você descansar. 

— Não é trabalho nenhum, gosto de ver a carinha satisfeita do meu bestão. - diz Hallie, risonha. 


Blue dá um sorrisinho, e os dois se levantam da cama e vão até a cozinha da casa na qual moravam. Era uma bela residência com dois quartos, um banheiro, cozinha e sala de estar. Os dois se sentam à mesa, que estava cheia de ovos, pães, nutella, frutas e uma grande quantidade de café. 


— Então, quais os planos para hoje? - pergunta Blue, depois de comer o segundo pão com nutella. 


— Treinar atletismo, as finais do campeonato regional estão chegando - diz Hallie - seria muito bom ir para o baile de formatura com mais um título pelo atletismo. 


Hallie competia pelo atletismo do colégio secundário de San Diego, corria 1500 metros. 

— Você está se saindo muito bem, também, treinando comigo, o resultado não podia ser diferente! - Blue exibia um sorrisinho de orgulho. 


— Além de geneticamente superior, ainda é convencido! - brinca Hallie. 


— Ei, não sou convencido! - responde Blue - falando nisso, os cirurgiões velhos me elogiaram ontem novamente. 

— O que eles disseram? - pergunta Hallie, com curiosidade. 

— Que eu sou especial. Por conta da minha habilidade de bater o olho no paciente e ver a sua condição. - explica Blue. 

— Eles estão certos - responde Hallie, em um tom orgulhoso - a sua mente é muito bem estruturada, consegue sentir o que tem de errado no paciente. É um dom. É uma bênção essa sua intuição, indo totalmente ao contrário do que ela foi projetada. 

— Obrigado. - Hallie sabia que Blue se sentia mal quando lembrava que foi projetado para matar, então fazia questão de conforta-lo sobre isso. 

— Enfim - Hallie diz - vamos assistir “Vingadores Ultimato”, finalmente saiu na Netflix. 

— Vamos. - concorda Blue. Adorava os Vingadores. 

— E, acho que devido às circunstâncias, um vinho e um foundae de chocolate cairiam bem. - indaga Hallie. 

— Também acho. - concorda Blue, sorrindo. 


Os dois terminam de conversar e comer e vão aos seus afazeres diários. Blue vai ao hospital para trabalhar, Hallie vai treinar e, depois, comprar os itens da comilança enquanto assistiam aos Vingadores. 


Assim, aquele dia frio passa muito rápido para os dois. Logo, Blue e Hallie se aconchegavam, agarrados embaixo de um cobertor no sofá da sala. O filme começa, era maravilhoso. Os dois se esbaldavam no vinho e no foundae. 

— Você se resolveu com aquele seu colega do hospital? - pergunta Hallie, em tom de bronca. 

— Sim. Conversei com ele, e chegamos a um acordo. - conta Blue. 

— Viu? - pergunta Hallie - não precisava sentir tanta raiva dele. Ficar até com vontade de matar. Você é inteligente, não deixe seu emocional te dominar, você mesmo me dá essa bronca. 

— Poxa, é verdade Hallie, você me ajuda muito a crescer. - ele diz isso, e dá um beijinho no rosto de Hallie. 

— Pra isso que eu sirvo, não é? Pra cuidar de você. - Hallie retribui com um beijinho na maçã do rosto de Blue - a gente cuida do que a gente gosta, mesmo com você curtindo me irritar.


Blue sorri e encara Hallie, que o encara de volta. Os dois encostam as testas, sentindo um a respiração quente do outro. Os olhos dos dois se encontram, e foi aquele lindo olho azul que fez Hallie finamente ceder à paixão que vinha reprimindo. 


Hallie, incapaz de se controlar e sem entender o porquê beija os lábios de Blue espontaneamente, bem no momento do filme em que o Capitão América consegue erguer o martelo do Thor. O primeiro beijo de sua vida. Blue, cheio de experiência, retribui, e logo os dois se beijavam com paixão e trocavam carícias. 


— Esperei muito tempo por isso - diz Hallie - tinha medo... 

— Medo de que, minha destemida? - pergunta Blue - eu te amo, desde o momento em que a resgatei. 

— Eu vou levar essa lembrança pra sempre... amo você.


— Eu também! 

Hallie fica sem palavras, apenas beija Blue novamente. Quando Blue, que já massageava e apertava o seu bumbum, toca o seu seio, ela não protesta, apenas geme, incentivando-o. 


— O que estamos fazendo? - pergunta Blue. 

— Não sei, mas não consigo parar. - Hallie responde, e continua a beija-lo com uma necessidade que beirava ao desespero. 


Delicadamente, Blue tira a roupa de Hallie, logo depois tira a sua. 

— Tem certeza? É a sua virgindade. - diz para a garota de dezessete anos, enquanto tocava e acariciava o sexo dela. 

— É tudo o que eu quero. - Hallie o fitava. A tensão sexual naquela encarada era tanta que era quase possível caminhar sobre ela. 



Assim, os dois fizeram amor com paixão e total entrega. E foi desse jeito que nasceu uma relação cheia de amor, cumplicidade, entre duas pessoas muito fortes. Essa relação influenciaria na vida de milhões de pessoas, embora os dois ainda não soubessem disso.


Notas Finais


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