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História Alfa pra mim é merda. - Capítulo 5


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Notas do Autor


Estou postando mais cedo pois não conseguirei na segunda.

Resolvi retirar retirar o aspas quando ele fals algo como: pra, pro, tô e etc. Leia enquanto degusta esse cafezinho ☕.

Boa leitura!

Capítulo 5 - Capítulo 5


Uma semana havia se passado desde aquele dia na biblioteca, não sei se Lev tem vindo para a escola. Não o vi desde então, claramente o sumiço do garoto foi minha culpa. Eu não queria ter tratado ele daquele jeito, eu não aguento mais ver coisas. Todos os dias aquele alfa de merda me assombra. Não aguento fazer mais nada sem ver ou sentir coisas ruins, talvez eu só queira poder ser feliz de novo. "Não seja o que fizeram com você", meu lobo repetiu isso todos os dias, em quase todas as horas, principalmente quando pensamentos ruins me acolhiam e me faziam pesar negativo sobre pessoas boas. Com o passar dos tempos, meu lobo dormiu, esta em um sono profundo onde um alfa encantado deve libertá-lo. Mas esse alfa não existe, e se vier a existir, irei chutar a bunde dele, eu não preciso de um alfa 'pra ser feliz.

Eu cansei de espinhos me apertando para me machurem, o sangue quente escorrendo pelos meus lábios ainda marca minhas memórias, o sangue fedia e irritava minhas narinas. Talvez se eu tivesse frequentado um psicólogo, estaria tudo "superado"? Eu definitivamente não sei. Talvez querer que tudo passe rápido faz com que o tempo seja mais devagar, o sangue se desfaz nas águas do chuveiro acompanhado de gemidos agudos por conta da dor, o machucado ainda estava ali, aberto, e conforme o tempo passava a cicatriz se formava. Não doía mais e nem incomodava, só esta aqui para eu nunca me esquecer das coisas que me fizeram ser quem sou, com todas as cicatrizes e dores de um passado que nunca cheguei a superar. Algumas marcaram meu psicológico, outras meu corpo, mas no fim todas marcam minhas memórias. Menta. Eu sentia um forte cheiro de menta.

— Yaku? – Um eco em minha cabeça fez eu me despertar de pensamentos ruins. — Yaku?

— Sim, Lev?

— Lev? — Risos alcançaram os pés dos meus ouvidos. — Esta pensando mesmo naquele primeirista, esta apaixonada, ômega?

— Ah, Kenma… Eu só estava… Distraído... É, distraído! – Forcei um sorriso falso.

— Não minta 'pra mim, ômega! Eu posso não sentir o cheiro de apaixonada que você tá emanando sua idiota, mas não sou tão burro! – Apontou um dos hashis pra mim, como se estivesse me acusando.

— Olha, Kenma, não tem como eu me apaixonar por alguém sendo que nos conhecemos há uma semana.

— Duas! – Dessa vez quase tacou seu suquinho de laranja em mim. — Vocês se conhecem há duas semanas!

— Na verdade eu não vi ele essa semana toda… – Parei de encará-lo e voltei a comer o esparguete com molho que estava no prato. A comida da escola não era a coisa mais comestível que já enfiei na boca. Eu juro que nunca mais vou esquecer minha bolsinha em formato de sapinho em casa de novo, ou nunca mais iria comer isso.

— Você sabe de quem é a culpa. – Resmungou.

— Eu sei… Procurei ele na escola, mas nem sequer senti seu cheiro. – Enrolei o macarrão no hashi. — Talvez… ah, esquece. – Agarrei a caixinha de suco de maça e bebi um pouco, quem sabe pra tentar ajudar meu estômago a digerir isso.

— Você parece uma… Garotinha descobrindo o amor. – Sorriu irônico. — Kuroo! – Chamou o namorado enquanto acenava.

— E você parece um boneco inflável de posto.

— Sua…

— Ei, não briguem. – Kuroo beijou sua bochecha. — Mal sai e vocês já querem se matar? São realmente nekos impulsivos, você não é disso, Kenma. – Ironizou sua fala inteira.

— Eu só sou impulsivo comprando roupas nas liquidações, Kuroo. – Comentei, eu "odiava" aquele cara, não tenho mais dedos pra contar os muros que já quis dar nele. Mais de 21 socos (risos). Me levantei da mesa e convidei-me a me retirar do meio desses… Nada que eu comente tentando censurar ficaria bom, então deixa quieto.

— Onde você vai? – Perguntaram.

— Pra um lugar que… Idiotas não consigam chegar. – Ri sarcástico.

— Para de ser chata, ômega impulsiva. – Resmungou o loiro.

— Para de namorar alfas estranhos, loira oxigenada. – Dessa vez ouvi resmungos de ambas às partes. Kuroo era um cara legal e sabia que eu estava brincando com a cara de bocó dos dois pombinhos. Deixei minha bandeja em uma das mesas de limpeza e caminhei em direção a biblioteca. Mal comi então tinha tempo de sobra.

A bibliotecária havia ido almoçar, mas permitiu minha entrada na hora vaga. Agradeço mentalmente sobre isso todos os dias. Encostei a porta de eucalipto e caminhei rigorosamente em direção ao último corredor. Andei o mais rápido que pude. Fui até a janela e de baixo do sofá que possuía ali, lá estava ele, meu precioso. Sonhos com o capitão. Eu achei esse livro meio que… Perdido por aqui, resolvi esconder até terminar de ler, já que era algo bem… Picante. Deitei-me sobre o sofá e voltei a ler o quarto capítulo, bem onde tinha parado. Aquilo estava me deixando com calor, poderia dizer que chegava a ser mais emocionante que 50 Tons de Cinza. Esse livro é realmente bom.

Capítulos depois, um rangido enorme irritou meus ouvidos, levantei-me do sofá cuidadosamente e fui para trás dele. Recolhi meu cheiro, me mesclei com o vento que vinha da janela recém aberta por mim. Passos faziam o chão de madeira ranger e, a cada rangido meu corpo suava frio, parecia um suspense. Pensei em falar algo, mas ninguém poderia saber que eu estava aqui.

— Y-Yaku s-senpai? – Um resmungo baixinho e quase inaudível pude escutar.

— Q-quem está ai? – Me levantei do esconderijo aos poucos. — Aparece…

— Yaku? – Após isso, ele apareceu no final do corredor.

— Não me mata do coração, Lev!

— Desculpa… Eu te segui, mas acabei me perdendo, queria pedir desculpas sobre aquilo. – Caminhou em minha direção se sentando no sofá logo após. — Desculpa, senpai… – Abaixou a cabeça.

— Por favor, não abaixe a cabeça e nem peça desculpas. – Segurei seu queixo e o fiz levantar os olhos, me encarando com aqueles pedaços de esmeraldas radiantes, podia jurar ter visto um brilho, algo não aparentemente natural como a luz de uma janela. — Eu quem devo pedir desculpas. Eu não queria explicar o porquê, mas eu dei um tapa em você… e acho justo te explicar! – Suspirei.

— Não, senpai. Eu sei. Você viu alguma coisa, estava estranho e o jeito que descreveu e tudo mais, eu sabia que não era comigo, mas eu fiquei triste. – Abaixou seu olhar, porém dessa vez seus olhos estavam lagrimejando. — Eu corri pro jardim aquele dia. Escondi meu cheiro a semana inteira, evitei o refeitório e andar pelos corredores. Me desculpa ter vindo só hoje… – Mexeu suas mãos enquanto balançava os pés de uma lado para o outro.

— Não se preocupe. – Puxei sua cabeça para o meu colo. — Eu tentei te procurar, mas você sumiu, agora entendi o motivo, desculpe por aquilo.

E assim as lágrimas vieram, de fato, Lev era um menino muito sensível.


Notas Finais


Não tenho nada para comentar sobre este capítulo. Não corrigi então é possível ter (muitos) erros.
Fique à vontade para deixar um comentário para apoiar minha fanfic e, se estiver gostando, não se esqueça de favoritar para receber as notificações quando eu atualizá-la. Até a próxima!


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