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História Algo Novo (KiriBaku) - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Oi gente! É a minha primeira fic e eu não sou nem de longe a melhor escritora, então… me desculpem se houver um errinho ou outro. Eu realmente sou apaixonada por esse shipp (KiriBaku), por isso resolvi escrever essa história e, se vocês gostarem, acho que irei continuar.
Boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo 1: Primeiro dia de Aula


Fanfic / Fanfiction Algo Novo (KiriBaku) - Capítulo 1 - Capítulo 1: Primeiro dia de Aula

Bakugo:

- BAKUGOOOO! Acorda e vem tomar o café! - grita Mitsuki Bakugo, mais conhecida como minha mãe.

- JÁ VOU VELHA! - grito de volta, fazendo questão de usar seu apelido carinhoso - Será que não posso ter um dia de tranquilidade nessa casa? - resmungo para mim mesmo. 

Me arrumo em um instante e desço as escadas até a cozinha. Minha mãe me espera com um sorriso no rosto e me lembro que hoje é o meu primeiro dia no ensino médio. Não posso evitar ficar um pouco feliz, já que minha individualidade, "Explosion", me garantiu um lugar na melhor escola de super-heróis do país. Numa sociedade onde 80% da população possui poderes, o índice de criminalidade é enorme, por isso precisam de pessoas com poderes como o meu para manter a paz. "Eu sou muito foda mesmo” penso internamente. 

- Vai tomar o café da manhã “Kazinho”? - minha mãe diz colocando ênfase no apelido que tanto odeio.

Ao invés de explodir a cara dela logo pela manhã enfio um pão na boca, dou um tchau pro meu pai e vou direto para a escola. Estou contando os dias até poder morar sozinho.

Por sorte a U.A não fica longe da minha casa, então posso ir andando ao invés de ter que pegar carona com meu pai. Pelo menos ele é bem mais calmo e organizado que a minha mãe e sempre é ótimo dando conselhos (mesmo eu nunca precisando). Pode se dizer que eu não puxei quase nada dele e acabei sendo igualzinho à velha.

No caminho acabei encontrando algumas pessoas que também estavam indo para a U.A. Havia uma garota baixa de cabelos e olhos castanhos, um menino de cabelos extremamente amarelos que parecia ter levado um choque e outro que possuía cabelos ruivos e olhos vermelhos. Como a boa pessoa que sou, olhei feio e tratei de andar na calçada oposta a eles. O ruivo até arriscou um olhar na minha direção, como se me convidasse a me juntar a eles, mas eu o ignorei. Não precisava de amigos, queria apenas focar em se tornar o melhor herói que já haviam visto. O que me impressionava era que três pessoas que tinham acabado de se conhecer já conversavam como se fossem amigos há vários anos. Estranho. Isso era algo que eu simplesmente não era capaz de fazer. 

 

Ao chegar na escola avistei, ao longe, um menino de cabelos verdes tropeçando no vazio. Esse era Izuku Midoriya, Deku, e a pessoa que eu mais odeio nesse mundo. Lembrei que ia ter que aguentar aquele merdinha fraco o ano inteiro. Eu teria sido o único da minha antiga escola a passar na U.A se os poderes desse fdp não tivessem aparecido como num passe de mágica. Isso ainda era muito suspeito para o meu gosto. 

Quando finalmente iria ter o prazer de ver ele espatifar com a cara no chão, a menina que havia visto mais cedo usou o seu poder para salvá-lo. Com apenas um toque ela o fez levitar, evitando assim a sua queda. Gritei internamente, mas evitei explodir alguém logo no primeiro dia de aula. 

Continuei andando como se nada tivesse acontecido e resolvi procurar a sala onde eu ficaria. 3A, 2B, 1B, 3B… 

- Porra, cadê a merda da sala 1A? - gritei no corredor, chamando a atenção de muitas pessoas - parem de me olhar, perderam alguma coisa?  - falei, tentando desviar da atenção.

Funcionou por um tempo, mas, de repente um garoto alto e loiro de rosto engraçado apareceu:

- Oi! Você é do primeiro ano né? Prazer eu sou o Mirio Togata, do terceiro ano! - ele continuou - e você é…?

- Bakugo - falei seco - agora dá pra me falar onde está a porra da sala 1A?

- Calma amigo! Segue até o fim do corredor e vira à esquerda - disse o loiro.

Não me dei ao trabalho de responder e fui em direção à sala. Antes de virar no fim do corredor olhei pra trás e vi que ele estava acenando. Será que ele pensava mesmo que éramos amigos? Hahaha ele devia estar de brincadeira.

 

Cheguei na sala um segundo antes do professor fechar a porta e ele olhou pra mim com uma cara brava. Para minha “sorte” só havia um lugar vago. Aquela merda de papo furado com o tal de Mirio havia me custado caro. Como não tinha opção acabei ficando com um lugar no canto da sala, logo atrás do cara de cabelos vermelhos que havia visto mais cedo e ao lado de um garoto com o cabelo metade branco e metade vermelho. Não sei porque, mas senti que aquele ano seria longo…

 

Kirishima:

Dei um beijo e um abraço apertado na minha mãe e segui meu rumo:

- Te amo mãe! - falei antes de sair de casa - Depois te falo como foi o dia.

- Vou sentir saudades Eijiro, - minha mãe respondeu acenando - bom primeiro dia de aula!

Depois de tanto tempo treinando duro todos os dias, finalmente havia realizado meu sonho de entrar para a U.A. 

- Agora nada vai me parar! - falo em voz baixa para mim mesmo.

O caminho até a escola é longo, então saí bem cedo de casa. Isso não me aborreceu de jeito nenhum, já que além de conhecer mais a cidade para qual me mudei faz pouco tempo, ainda posso me exercitar um pouco caminhando todas as manhãs! Para melhorar, conheci no caminho dois dos meus futuros colegas de classe: Ochaco Uraraka e Denki Kaminari. Eles eram muito sociáveis e fiquei feliz por conseguir amigos tão rápido.

De relance percebi que outro garoto, mais ou menos da nossa idade, andava na calçada oposta a nós. Ele tinha praticamente a mesma altura que eu e tinha cabelos loiros extremamente claros (quase brancos). Como ele também estava indo na mesma direção que a gente supus que ele também era estudante da U.A, mas quando fui tentar chamar ele para andar com a gente ele virou o rosto e me ignorou completamente. Não sei porque mas achei aquela atitude meio fofa. Ele parecia uma criança orgulhosa que se achava melhor do que os outros. Sei que sou novato na escola e tudo mais, mas se cheguei até aqui quero dar o meu máximo! Fiquei avoado pelo resto da caminhada pensando quem seria o tal garoto de cabelos platinados. Iria descobrir de um jeito ou de outro.

 

~Algum tempo depois~

 

Bakugo

A aula começou e eu estava focado no Aizawa sensei, nosso professor. Ele tinha uma aparência cansada e até levou um saco de dormir para a aula. Pra mim ele parecia uma piada, ganharia dele tranquilamente numa batalha. A aula estava bem entediante quando, de repente, começo a escutar um barulho irritante:

- Pssiiiu - o barulho era insistente - Pssiiiiiiiiuuuu.

- Que foi caralho? - falei cochichando para o ruivo à minha frente - Estamos no meio da aula, dá pra parar de me encher?

- É um prazer conhecê-lo também - disse o ruivo sarcasticamente - meu nome é Kirishima, Eijiro Kirishima.

Enquanto falava seu nome o mesmo sorria e acabei percebendo que seus dentes eram extremamente pontiagudos. Comecei a imaginar como ele fazia para beijar alguém. Mas… pera aí… Katsuki Bakugo... pensando sobre beijos? Isso estava errado. Muito! Uma sensação quente e agradável invadiu meu corpo. Queria enfiar minha cabeça num buraco, mas achei melhor responder, apesar de não conseguir evitar gaguejar um pouco:

- B-Bakugo - disse  - Katsuki Bakugo. 

Olho pro lado e recupero a pose num segundo. Que porra, esse merda…

- Nome bonito! - o ruivo diz, interrompendo meus pensamentos - Eu estava me perguntando… a sala inteira vai ir mais tarde no All Might Park para se conhecer melhor - ele continua - quer ir? 

- Nem fudendo! - digo, pouco me importando para o tom de voz e quase gritando - Tenho coisas mais importantes pra fazer.

Neste momento Aizawa sensei vira-se para nós com uma expressão irreconhecível, e aponta para a porta:

- Pelo visto teremos dois alunos sendo mandados para a diretoria logo no primeiro dia. - ele diz mantendo a calma - O quê estão esperando?

Uma vontade de explodir a escola me vem subitamente, mas quando tento, nem mesmo uma explosãozinha saí de minhas mãos. "Que porra é essa?". 

- Essa é a minha individualidade, - disse Aizawa - "Erasure". Posso apagar as individualidades de meu adversário enquanto eu não piscar.

Essa definitivamente não é uma escola normal. Levanto bufando de minha mesa e vou em direção à porta. À minha frente está o motivo disso tudo estar acontecendo: O ruivo de cabelos de merda. Pode ter certeza que irei matá-lo mais tarde!

 

Kirishima:

Droga! Consegui ser mandado para fora logo no meu primeiro dia, e tudo porque tentei ser amigável com o loiro. O quê iria contar para a minha mãe? Aparentemente Bakugo não era nem um pouco sociável. Comecei a imaginar como ele teria vivido até hoje, sempre teve essa personalidade ou algo aconteceu? Fiquei um pouco triste. Será que ele nunca tivera um amigo de verdade? 

Na sala do diretor, levamos um sermão, e logo após fomos direcionados à detenção. Ao chegar na pequena sala onde ficaríamos presos pela próxima meia-noite, percebi que não estávamos sozinhos. Um garoto alto e loiro de olhar arrogante também aguardava o término de seu castigo. Parecia ter a nossa idade, mas não dava para ter certeza. Cumprimentei o outro, e sentei na cadeira ao lado de Bakugo. Ele pareceu incomodado com isso, mas não se levantou para mudar de lugar. Ele realmente precisava de amigos.

- E aí, vocês devem ser os idiotas da sala 1A - uma voz estridente ecoou pela sala - prazer, Monoma, da classe 1B

- Oi! - disse animado por poder conhecer gente das outras salas, mesmo estando incomodado com o termo "idiotas" - Sou o Kirishima.

Bakugo manteve-se em silêncio.

 

Bakugo

Como ele consegue ser tão sociável? Ele é literalmente uma explosão de simpatia. Eles estão conversando à 10 minutos e ele consegue manter a calma mesmo quando o tal de Monoma é arrogante ou invasivo. Esse cara não parece ser boa gente…

Conto os segundos até o fim da detenção e quando chega os 5 minutos finais Kirishima vira-se pra mim, aproximando-se e colando sua perna esquerda na minha direita. O ar me falta. O quê raios estava acontecendo comigo hoje? Em seguida o ruivo fala:

- Olha eu já percebi que você não quer amigos nem ir no parque hoje à tarde…

- E… - interrompo ele já bravo pelo que vem à seguir.

- É que eu gostaria de ter seu número, só para o caso de você mudar de ideia sobre hoje à tarde, - o ruivo prossegue - afinal é isso que os ami… colegas fazem!

- Não.

- Ah vai! - ele diz quase em um tom de súplica - Você não vai sobreviver ao ensino médio sem amigos!

- Não.

O olhar mortal de Monoma atravessava o meu peito.

- Ahhhh. Você é impossível mesmo. - diz Kirishima sem perceber a batalha silenciosa entre eu e Monoma - É só um número, não é como se eu estivesse pedindo você em namoro.

- Taaaaa caralho! - disse eu querendo terminar a encheção de saco - Só não fica mandando mensagem a cada 5 minutos. É 9879*****.

"Que caralhos?" pensei silenciosamente. Ninguém tinha meu número além de meus familiares, mas de alguma maneira o cabelo de merda me fez ceder ele facilmente.

O sinal toca interrompendo os meus pensamentos e voltamos para as salas. Monoma nós encara até o fim do corredor, como se pudesse atacar a qualquer instante. Inconscientemente me sinto no dever de proteger o ruivo, que parece não perceber a situação, sorrindo sem motivos.

 

Kirishima:

Nem acredito que consegui o número dele, talvez ele tenha um coração afinal… Quem sabe não seja até um bom amigo. 

O Loiro e eu andamos juntos até a sala e até conversamos um pouco. Ele não parecia mais tão bravo por termos sidos expulsos da sala, mas mesmo assim pedi desculpas. Ele pareceu incomodado com isso, como se não gostasse quando as pessoas pediam desculpa para ele. Que fofo.

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado, tem muito mais por vir!


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