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História Algo Novo (KiriBaku) - Capítulo 5


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Notas do Autor


Oi gente, mais um capítulo, dessa vez está um pouco mais curto do que o normal, mas espero que gostem. Finalmente to sentindo que peguei o ritmo! De qualquer jeito, aproveitem!

Capítulo 5 - Capítulo 5: Doce Melodia


Fanfic / Fanfiction Algo Novo (KiriBaku) - Capítulo 5 - Capítulo 5: Doce Melodia

Narradora:

    Durante o caminho até a casa do Bakugo, Kirishima ficou bem constrangido. Simplesmente se sentiu como um estorvo para a família do loiro. Kachan nem se importava com isso, estava mais preocupado com como os pais que lhe fariam passar vergonha na frente do ruivo.

    Ao chegarem na casa, a pior notícia possível veio à tona: os pais de Bakugo tinham saído para trabalhar. Kirishima perguntou para Katsuki se ele queria que ele fosse embora, mas Bakugo falou para ele ficar tranquilo. 

    - Se você não se importar eu posso fazer o almoço para você. - disse Bakugo, já acostumado com as saídas repentinas dos pais para o trabalho.

- V-você sabe cozinhar? - perguntou Kirishima, agora completamente impressionado com o loiro - Tudo bem. Mas eu posso te ajudar?

- Se você ajudar e não me atrapalhar... não vejo problemas. 

Bakugo e Kirishima juntaram os ingredientes para cozinharem uma lasanha, receita que Kachan insistiu em fazer. O ruivo se atrapalhou com a ordem das coisas diversas vezes e sem querer gerou uma micro-explosão no fogão, apesar de que esta fosse a individualidade de Katsuki. Kirishima era simplesmente um desastre na cozinha. Bakugo, após dar um pescotapa no ruivo, riu muito de sua falta de jeito e mandou-o fazer outra coisa enquanto terminava a lasanha. 

 

Kirishima:

Eu só estou causando problemas para o Kachan hoje. Seria melhor se simplesmente tivesse ficado na escola. 

Tinha sido expulso da cozinha e agora a única opção era ficar andando pela casa dos Bakugo. Realmente a moradia deles era quase uma mansão, pelo menos para os meus parâmetros. O andar de baixo consistia na cozinha, na sala de estar, na sala de jantar e em um pequeno banheiro. Assumi que o andar de cima era onde ficavam os quartos, mas não me atrevi a subir. Já tinha causado problemas demais para um dia só! Estava passeando pela sala de estar quando vi de relance várias fotos emolduradas sobre o móvel da TV. A curiosidade me venceu e me aproximei para apreciá-las. Algumas eram recentes, nada mais do que o bom e velho Bakugo que já conhecia. Sua mãe parecia estar brigando com ele por algum motivo em quase todas as imagens… Kachan sempre estava com a mesma habitual cara de emburrado. Enquanto observava as fotografias, acabei me deparando com uma especial em que ele se encontrava sorrindo. “Ele era uma criança muito fofa” pensei, me divertindo com a ideia de como Bakugo devia ser há dez anos atrás. Retirei a foto da moldura para observá-la de perto. Ele não estava sozinho, um garoto de cabelos verdes estava ao seu lado. Imediatamente reconheci-o como sendo Midoriya. Eu não fazia ideia que eles se conheciam a tanto tempo!

- KIRISHIMA! A lasanha está pronta! - escutei o loiro gritar da cozinha, me assustando e me fazendo largar a moldura de mal jeito em cima do móvel.

- Estou indoo! - respondi já andando em direção à cozinha.

Me sentei na frente de Bakugo e realmente não sabia o que falar. Aquilo era muito estranho para mim. Só consegui achar palavras para me comunicar quando coloquei a primeira garfada de comida na boca. Aquela era a melhor lasanha que eu já tinha comido na minha vida.

- Uaaau! Bakugo isso está simplesmente incrível! - disse de boca cheia.

- É a minha especialidade! Que bom que gostou…

E como havia gostado. Não costumava comer este tipo de comida em casa e as poucas vezes em que comi, nunca estava tão gostosa quanto essa. 

- Desculpa por te causar tantos problemas Bakugo. - disse, me redimindo.

- Aí Kirishima, a sua falta de egoísmo as vezes me deixa puto! - ele respondeu, me surpreendendo com seu tom. - Se eu te convidei é porque eu queria, então trate de aproveitar sem culpa.

- Obrigado! - disse com os olhos um pouco mais molhados do que o normal.

 

~ Algum tempo depois ~ 

 

Bakugo sabia que seus pais provavelmente só iriam chegar de madrugada, então teriam a casa só para eles dois durante um bom tempo. O que deveríam fazer?

- Kirishima, o que você quer fazer? Estou sem ideias. - indagou Bakugo, olhando ao redor.

- Ahhn, não sei… Você tem algum jogo que a gente possa jogar? - perguntou o ruivo.

- Eu devo ter algum no meu quarto. Vem. - respondi puxando Kirishima para cima das escadas - Não mexe em nada se não você morre!

- Calma biribinha, prometo que não vou nem tocar.

O quarto de Bakugo não era nada do que Kirishima achou que seria. Para falar a verdade era incrivelmente bem organizado, com várias prateleiras de livros. Alguns posters de bandas estavam espalhados pela parede e existia um pequeno cacto plantado em um vasinho vermelho na moldura de sua janela. “É um quarto muito legal!” pensou Kirishima.

 

Bakugo:

Busquei pelo quarto por um jogo legal de tabuleiro. Xadrez era um pouco chato, Scrabble era muito demorado, talvez…

- Kirishima, o que acha de jogarmos o Jogo da Vida? - perguntei desinteressado.

- Ah, eu nunca joguei… mas posso tentar! - o ruivo respondeu aparentemente determinado

- Decidido então. Pode sentar aí no chão mesmo. - mandei apontando para baixo

- OK.

Expliquei para ele as regras do jogo e começamos a partida. 

- Estava quase me esquecendo, qual vai ser a condição para o perdedor? - ponderei, agora muito determinado a derrotar Kirishima.

- Não estava sabendo disso quando concordei em jogar Bakugo! Você é competitivo demais. - respondeu Kirishima com voz manhosa - Não podemos simplesmente jogar?

- Não! - respondi soltando faíscas - Qual é a graça se não tiver uma prenda?

- Tá, tá! Você venceu! - respondeu o ruivo entrando no espírito de competitividade - Deixa eu pensar. Se você perder você vai ter que... tocar bateria para mim!

- Não vai deixar fácil né… Mas se você perder, você vai ter que cantar! E deixar eu gravar

- Hahaha, meu Deus Bakugo! - Kirishima disse entrecortado por sua própria risada. 

O jogo começou bem para ambos os lados. Acabei começando com um salário maior, mas Kirishima ganhou na loteria e passou na minha frente em questões monetárias. A partida se prolongou por boas duas horas e me peguei sorrindo e dando risadas. Fazia um bom tempo que não ficava tão feliz quanto estava agora e quer saber, eu não queria voltar a ser um babaca com Kirishima. 

O jogo terminou acirrado e ninguém sabia quem havia perdido de verdade. Bastava contar o dinheiro e quem tivesse mais seria o vencedor. 

- Já contei o seu, já contou o meu? - perguntou Kirishima curioso.

- Sim.

- Então, no três nós falamos o valor! - propôs o ruivo - um, dois… três!

- Um milhão e duzentos - dissemos em coro.

- Não, não é possível! Me dá isso aqui que eu vou contar! - gritei, sem acreditar em tamanha coincidência. 

Após diversos cálculos complexos cheguei à temida conclusão: havíamos empatado! Kirishima não conseguia parar de tanto rir com a minha cara de frustração. 

- Ufa, escapei da punição! - admitiu Kirishima aliviado.

- Você que pensa! - disse sem pensar - Se empatamos, quer dizer que nós dois perdemos, logo ambos teremos de fazer os desafios!

Kirishima, ao contrário do que pensei, abriu um sorriso largo com a minha declaração. Parecia que ele realmente queria me ver tocando a bateria…

- Vamos lá. A bateria está no escritório. - disse indicando o quarto ao lado - Pode ir na frente que eu vou guardar o jogo.

- Não! Eu vou te ajudar a arrumar. - rebateu o ruivo.

O quarto estava um brinco novamente quando fomos em direção à punição. Sentei-me no banquinho que sempre deixava atrás da bateria e respirei fundo. Aquilo era um pouco vergonhoso, mas, apesar de não demonstrar, estava muito feliz em poder finalmente mostrar a alguém o quê tinha aprendido nos últimos anos que toquei. 

- Não ria, se não te mato!

Enquanto tocava a bateria percebi a expressão de Kirishima se transformar de várias formas. No início ele parecia muito interessado, mas quando finalizei sua boca estava tampada pelas mãos. Lancei um sorriso convencido para o ruivo que me retribuiu com um sorriso de admiração.

 - Bakugo... se você não tivesse uma personalidade horrível seria a pessoa mais popular do colégio! você sabe disso, não sabe? - Kirishima adicionou.

- Não quero ser popular cabelo de merda. - falei imediatamente me lembrando que o ruivo também tinha que cumprir a sua parte do acordo. - E se estou lembrado, você teria que cantar para mim…

- Taaaa, vamos acabar com isso logo! - ele me interrompeu incomodado - Só não prometo que vá ser bom, não costumo sair cantando pelas ruas.

Kirishima levantou-se de onde tinha me assistido tocar a bateria e me lançou um olhar mortífero quando levantei a câmera. Ele escolheu a música “Lemon Boy” - da banda Cavetown - e começou. No início soltei umas risadinhas, mas comecei a perceber que ele tinha um talento nato para canto. A voz dele era realmente… muito bonita. Uma sensação estranha na boca do estômago me pegou de surpresa e me fez perder um pouco do equilíbrio e, quando finalmente me recuperei, ele já havia acabado a sua apresentação. Ele olhou para mim com o rosto totalmente corado pela vergonha. Bati palmas meio sem jeito e olhei para ele cheio de significado.

- Gostou? Quero dizer, eu sei que foi horrível, mas na medida do possível... foi bom? - indagou Kirishima chegando mais perto.

- Isso foi… muito bom. - respondi meio abalado.

- Nossa, vindo de você acho que isso pode ser um baita elogio! - o ruivo disse rindo.

O tempo depois disso passou voando. Sem percebermos já eram 18:00 e Kirishima começou a juntar as coisas para ir embora.

- Kachan, acabei de receber uma mensagem da minha mãe dizendo que ela chegou em casa. Acho que já vou indo… - Kirishima disse após checar o celular.

- Tudo bem. - disse juntando forças para perguntar o que viria a seguir - Amanhã você passa aqui para irmos juntos?

- Sem dúvidas biribinha! - respondeu Kirishima com um sorriso largo ao terminar de juntar suas coisas.

Ao portão, dei um último aceno para o ruivo e tornei a entrar. Estava muito cansado e precisava urgentemente me deitar. Após um curto cochilo, comecei a me irritar com o fato de que a casa tinha ficado silenciosa demais sem Kirishima. Resolvi tomar um banho para desestressar e quando estava tirando a camiseta me peguei lembrando da música que Kirishima havia cantado e resolvi pesquisar sobre ela. Após escutar algumas vezes, não conseguia parar de ouvir. Adicionei à minha playlist e continuei o que estava fazendo antes. A música era muito calma para o meu estilo, mas seu significado era bem bonito. Maldito Kirishima…


Notas Finais


Gentee, será que o Bakugo sentiu algo diferente pelo Kirizinho?
Aiii to muito animada para continuar escrevendo essa fic e eu realmente queria agradecer por todo o apoio que estão me dando. Não sei se eu teria chegado até aqui se não fosse todos esses comentários muito fofos!
De verdade, muitissímo obrigada! Vocês fazem a minha quarentena ser suportável e espero que a minha história ajude no tédio de vcs também!

Ahhh, estava quase me esquecendo. Se tiverem um tempinho livre, lembrem de dar uma escutada na música que eu citei no capítulo. Eu conheço ela já faz um tempo e é realmente muiiitoo boa, o significado é bem bonito também e acho que de certa forma tem tudo a ver com o Bakugo e Kirishima. Beijinhos!


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